Segunda-Feira, 11 de outubro de 2026
Justiça no Interior

MPT apura responsabilidades por morte de trabalhador em madeireira no sul da Bahia

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Órgão investiga condições de segurança no ambiente de trabalho após acidente fatal envolvendo máquina trituradora em Eunápolis

O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia instaurou inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Marinaldo Cleiton de França, de 34 anos, ocorrida nesta segunda-feira (07), em uma madeireira localizada no município de Eunápolis, no extremo sul do estado.

Segundo informações da Polícia Civil, “Marinaldo era empregado da serraria e teria morrido ao tentar puxar a correia da trituradora”. O trabalhador chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o MPT, “o inquérito do MPT busca apurar as responsabilidades pelo acidente e verificar se as normas de segurança do trabalho foram seguidas pelo empregador, tanto com a oferta de equipamentos de proteção individual quanto de treinamento de protocolos de atividade de risco. O objetivo é garantir que medidas preventivas sejam adotadas para evitar que outros trabalhadores sejam vítimas de acidentes semelhantes.”

A apuração conta com o apoio de outros órgãos, incluindo a Polícia Civil da Bahia. Também será requisitado o auxílio da Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRT-BA), responsável pela fiscalização das condições laborais. Conforme o MPT, “em casos de acidentes de trabalho fatais, a SRT-BA realiza perícia para verificar o cumprimento das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho aplicáveis a este tipo de atividade e produz relatório.”

Com informações do Bahia Notícias.

MP-BA instala sede administrativa provisória em Barreiras e leva serviços à população

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Projeto PGJ Itinerante promove atendimentos, fiscalização e diálogo institucional entre 9 e 11 de julho no oeste baiano

Entre os dias 9 e 11 de julho, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) realiza a instalação da Procuradoria-Geral de Justiça Itinerante (PGJ Itinerante) no município de Barreiras, localizado no oeste baiano. A iniciativa integra a política institucional de descentralização e aproximação com a sociedade, por meio de uma programação que envolve serviços à população, atividades institucionais e ações de fiscalização.

A sede administrativa temporária do MP-BA funcionará na Promotoria Regional de Barreiras, servindo de base para membros, servidores, representantes da administração superior, autoridades locais e integrantes da sociedade civil. Durante o período, serão apresentados projetos estratégicos e promovidos debates voltados à promoção de direitos e à escuta ativa das demandas regionais.

A cerimônia oficial de instalação está agendada para o dia 9 de julho, às 19h, no campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb/Oeste). O evento contará com a presença do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, acompanhado da equipe da Administração Superior, incluindo a procuradora-geral adjunta, Norma Cavalcanti; o corregedor-geral, Paulo Marcelo de Santana Costa; o chefe de gabinete, Fabrício Rabelo Patury; o secretário-geral, André Lavigne; e o secretário adjunto, Luís Alberto Vasconcelos. A programação será iniciada com o evento “Diálogos e Construções: é tempo de compor”, conduzido pela promotora de Justiça Karinny Peixoto, representante do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor).

Durante os dias de instalação, a população terá acesso a serviços especializados oferecidos por projetos como o Saúde + Educação, com foco na fiscalização de unidades de saúde e escolas da região, visando a melhoria dos serviços públicos essenciais. Também serão realizadas ações do MP Comunidade, com os projetos Paternidade Responsável e Viver com Cidadania, voltados ao reconhecimento de vínculos familiares e à regularização de documentos civis.

Paralelamente, o procurador-geral de Justiça e representantes dos órgãos auxiliares da instituição realizarão despachos administrativos e atendimentos presenciais a membros, servidores e cidadãos, reforçando o compromisso institucional com a escuta qualificada e a resolução de demandas locais.

Com informações do Bahia Notícias.

TST fixa 40 teses jurídicas com efeito vinculante e reforça segurança jurídica na Justiça do Trabalho

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Com foco na uniformização da jurisprudência e na redução da litigiosidade, Corte transforma entendimentos consolidados em precedentes obrigatórios, impactando diretamente a atuação de juízes e tribunais em todo o país

Em sessão virtual realizada entre os dias 16 e 27 de junho, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou a fixação de 40 teses jurídicas com efeito vinculante, em reafirmação de jurisprudência previamente consolidada pelas turmas e seções da Corte. As teses, analisadas como Incidentes de Recursos de Revista Repetitivos (IRRs), conferem agora caráter obrigatório a matérias que, embora pacificadas, ainda tinham eficácia meramente persuasiva.

Durante a sessão de encerramento do semestre, no dia 30 de junho, o presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, destacou o papel constitucional do Tribunal na uniformização da jurisprudência e no fortalecimento da segurança jurídica. O magistrado ressaltou a relevância da iniciativa diante do alto volume de processos trabalhistas: a Corte projeta para 2024 o recebimento de quase 500 mil recursos, número que inclui cerca de 366 mil novos casos e 134 mil recursos internos. De acordo com o ministro, o número de IRRs julgados saltou de 26 para 206 ao longo do semestre.

Entre as teses com maior impacto, destacam-se decisões relacionadas à estabilidade da gestante em contrato de experiência (IRR 163), à incidência da multa do art. 477 da CLT mesmo nos casos de vínculo reconhecido judicialmente (IRR 168), ao adicional de insalubridade para garis (IRR 171), à jornada reduzida para operadores de telemarketing (IRR 176), à indenização por dano moral reflexo em acidentes fatais (IRR 181) e à retenção indevida da CTPS como geradora de dano moral (IRR 192).

O Plenário também transformou em precedente vinculante algumas matérias que, até então, estavam consolidadas apenas por súmulas. É o caso do IRR 188, que reafirma o entendimento da Súmula 457 sobre a responsabilidade da União no pagamento de honorários periciais em ações envolvendo beneficiários da justiça gratuita:

“A União é responsável pelo pagamento dos honorários de perito quando a parte sucumbente no objeto da perícia for beneficiária da assistência judiciária gratuita, observado o disposto na Resolução n.º 247/2019 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT.”

A adoção dos precedentes qualificados deve impactar diretamente a admissibilidade de novos recursos sobre os temas já pacificados, promovendo celeridade processual e evitando decisões conflitantes entre os tribunais regionais.

O presidente do TST comentou os possíveis efeitos da medida no volume de processos:

“Já se antevê uma alentadora redução de 6,4% no recebimento de processos, o que talvez já faça sentir os primeiros resultados, tanto da pacificação de temas reafirmados, quanto do sobrestamento, nos TRTs, de temas afetados para decisão nesta Corte (em contraste com a alarmante tendência de explosão da demanda recursal, de 456.108, em 2023, para 571.189 em 2024, crescimento de 25%)”.

Segundo o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, a iniciativa faz parte de um movimento institucional de modernização da Justiça do Trabalho:

“O Tribunal Superior do Trabalho se prepara para o futuro, com novas dinâmicas e novas tecnologias, substituindo antigas praxes e buscando uma forma de trabalho que combine eficiência, velocidade, isonomia e segurança jurídica ao Poder Judiciário”.

A consolidação de jurisprudência em caráter vinculante beneficia tanto trabalhadores quanto empregadores, ao conferir maior previsibilidade às relações laborais. Com as novas teses aprovadas, espera-se uma redução na judicialização e uma aplicação mais uniforme da legislação trabalhista em todo o país.

Com informações do Tribunal Regional do Trabalho na 5º Região.

MPBA apura fechamento de unidades de saúde em Cachoeira durante recesso municipal

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Durante inspeções realizadas no âmbito do programa “Saúde + Educação”, Ministério Público identificou sobrecarga em unidade de estabilização e ausência de serviços básicos na atenção primária

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) está acompanhando a situação da saúde pública no município de Cachoeira, especialmente diante do fechamento das unidades básicas de saúde decretado pela gestão municipal desde o último dia 18 de junho. As ações fazem parte da programação do MPBA no 2 de Julho.

No dia 30 de junho, o promotor de Justiça Victor Teixeira Santana, acompanhado de equipe técnica da Instituição, realizou inspeções nas unidades de saúde do município, no âmbito do programa “Saúde + Educação”. O objetivo foi verificar as condições estruturais e de funcionamento da rede durante o período de recesso determinado pela Prefeitura.

Segundo o promotor, “foi de falta do mínimo necessário diante da extensão territorial de Cachoeira”. Ele acrescentou que, durante reunião realizada no dia 1º de julho com a Secretaria Municipal de Saúde, o Município apresentou as estratégias adotadas para evitar a desassistência à população. O Ministério Público irá avaliar com maior profundidade a situação para definir eventuais medidas legais cabíveis.

Durante as diligências, foi constatado que apenas a sala de estabilização do distrito de Iguape continua em funcionamento, atuando como porta de entrada para toda a região da Bacia do Iguape. A unidade, que normalmente atende cerca de 35 pessoas por dia, passou a registrar o dobro da demanda, inclusive com casos de baixa complexidade que deveriam ser absorvidos pela atenção primária. Além da sobrecarga, foram encontrados problemas estruturais, como umidade e ausência de climatização em áreas essenciais — recepção, sala de curativos e expurgo. A unidade é referência para comunidades quilombolas.

A Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira também foi inspecionada. A visita constatou que algumas clínicas estão desativadas devido ao encerramento de contratos, havendo leitos e equipamentos aparentemente inutilizados. Por outro lado, o estoque de medicamentos foi considerado satisfatório, bem como a estrutura geral da instituição. A Promotoria de Justiça local já instaurou procedimento e segue promovendo diligências para acompanhar a situação da unidade filantrópica.

Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia.

STF acolhe pedido da Defensoria da Bahia e veda condução coercitiva de adolescente para audiência

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Decisão da Suprema Corte reconhece aplicação do mesmo entendimento das ADPFs 395 e 444 para adolescentes em processo judicial

O Supremo Tribunal Federal (STF) cassou uma decisão que autorizava a condução coercitiva de um adolescente para audiência de apresentação, após atuação da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA). A Corte entendeu que a vedação ao uso dessa medida, já aplicada a adultos, também deve valer para adolescentes em conflito com a lei.

O caso foi levado ao STF após habeas corpus impetrado pela DPE/BA ter sido negado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). O defensor público Bruno Moura, que atua na área da infância e juventude, formulou a tese e apontou a inconstitucionalidade da condução coercitiva de adolescentes — prática ainda adotada por magistrados de primeira instância.

“Um dos princípios que rege a aplicação e cumprimento das medidas socioeducativas é a vedação ao tratamento mais gravoso em relação ao adulto nas mesmas condições, ou seja, não se pode dispensar ao adolescente um regime de responsabilização mais rigoroso ou que não assegure garantias já consagradas ao maior imputável”, explicou Bruno Moura.

Após a negativa no TJBA, o defensor Maurício Saporito apresentou reclamação constitucional diretamente ao STF, argumentando que a decisão contrariava entendimento firmado pela própria Corte nas Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) nº 395 e 444. Esses precedentes vedaram a condução coercitiva de adultos para interrogatórios, por afronta às garantias fundamentais.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, acolheu o pedido e concedeu habeas corpus de ofício. Segundo o ministro, se a condução coercitiva é vedada para adultos, não há fundamento legal que justifique sua aplicação contra adolescentes. A decisão reforça a necessidade de observância às garantias do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e reafirma o princípio da proteção integral.

Com informações da Defensoria Pública do Estado da Bahia.

MPBA intensifica fiscalização para proteção de crianças e adolescentes durante o São João de Amargosa

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Ações incluem combate ao trabalho infantil, proibição de venda de álcool a menores e inspeções em pontos estratégicos da festa

Durante os festejos juninos em Amargosa, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) tem desempenhado papel ativo na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Desde a última sexta-feira (20), servidoras da instituição vêm conduzindo uma série de ações voltadas à prevenção de violações de direitos e à promoção da cidadania.

Segundo o MPBA, “o Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do apoio técnico de servidoras da instituição, tem desenvolvido desde a última sexta-feira, dia 20, atuação concentrada na proteção de crianças e adolescentes e no reforço à cidadania nos espaços da festa.”

As atividades estão sendo realizadas pelas servidoras Ítala de Cássia, Neyla Gonçalves e Vanusa Santos, em colaboração com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia. “As servidoras Ítala de Cássia, Neyla Gonçalves e Vanusa Santos, em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia, realizam ações que incluem a conscientização da população sobre a proibição do trabalho infantil e da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, além da distribuição de pulseiras de identificação para crianças, uma medida preventiva que facilita a localização em caso de perda ou afastamento dos responsáveis.”

Entre as iniciativas, destacam-se as visitas técnicas a locais estratégicos, como a Casa de Acolhimento Forrozeiro Mirim — espaço destinado a acolher filhos de trabalhadores informais durante o evento. “A equipe também tem realizado inspeções em pontos estratégicos, como a Casa de Acolhimento Forrozeiro Mirim, espaço preparado para receber filhos de trabalhadores informais durante os dias de festa, garantindo que os direitos das crianças estejam assegurados.”

Além disso, no domingo (22), as servidoras vistoriaram o posto de testagem rápida para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e o posto da Polícia Civil instalado na área do evento. “No domingo (22), elas vistoriaram ainda o posto de testagem rápida para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e o posto da Polícia Civil instalado na área do evento.”

Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia.

Projeto de Lei na AL-BA propõe regulamentação dos honorários de advogados dativos

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Proposta visa garantir segurança jurídica, fixar critérios objetivos e facilitar pagamento pelos serviços prestados na ausência da Defensoria Pública

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) recebeu, nesta quarta-feira (11), projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Diego Castro (PL) com o objetivo de regulamentar a atuação e a remuneração de advogados dativos — profissionais nomeados pelo Judiciário para prestar assistência jurídica a pessoas hipossuficientes, especialmente em localidades sem cobertura da Defensoria Pública.

De acordo com a proposta, a ser analisada pelas comissões temáticas da Casa Legislativa, será instituído um cadastro estadual de advogados dativos, a ser gerido em parceria entre a OAB-BA e o Poder Judiciário. A nomeação dos profissionais deverá respeitar critérios de alternância e equidade, com base na disponibilidade dos inscritos.

O pagamento dos honorários será responsabilidade do Estado da Bahia e ocorrerá por meio de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), nos casos de créditos de até 30 salários mínimos, ou por meio de precatórios quando os valores superarem esse limite. A Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) será o órgão responsável pelos repasses, utilizando um sistema eletrônico para acompanhamento das solicitações. Haverá prioridade no pagamento para os profissionais enquadrados na “superprioridade” constitucional, limitada a 90 salários mínimos.

O projeto determina, ainda, que a fixação dos honorários será feita pelo juiz da causa, com fundamentação e publicação em sistema eletrônico do TJ-BA. Após o trânsito em julgado, o advogado terá 30 dias para apresentar o memorial descritivo das atividades e o cálculo dos honorários, cabendo ao magistrado validar ou adequar os valores no prazo de 10 dias.

Conforme o texto, o pagamento somente poderá ser realizado após a conclusão do processo, mediante apresentação de certidão emitida pela autoridade judicial competente. A acumulação de nomeações por um mesmo advogado será vedada, salvo quando não houver outros profissionais cadastrados disponíveis.

Na justificativa, o parlamentar argumenta que a medida promove maior segurança jurídica e reconhecimento aos advogados que atuam em locais desassistidos. Segundo ele, “ao viabilizar a assistência jurídica gratuita em processos judiciais, o projeto poderá beneficiar diretamente cerca de 50,5% da população baiana, que vive em situação de pobreza, conforme dados de 2022, do IBGE. O projeto ainda reduzirá a pressão sobre a colenda Defensoria Pública – que enfrenta o aumento do déficit de defensores e precisa recorrer a greves para prover a manutenção da entidade – e evitará custos imediatos com expansão de sua estrutura”.

Após a análise nas comissões internas da AL-BA, a proposta seguirá para deliberação em plenário.

Com informações do Bahia Notícias.

Conjunto Penal de Serrinha suspende norma que restringia atuação da advocacia

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Após pressão institucional da OAB-BA, diretoria da unidade prisional revoga temporariamente portaria que violava prerrogativas e institui comissão mista para reelaboração da norma

Em resposta a ofício encaminhado pela OAB Bahia, a diretoria do Conjunto Penal de Serrinha (CPSe) publicou, na última terça-feira (10), a Portaria nº 20/2025, que suspende, por 10 dias úteis, os efeitos da Portaria nº 19/2025. O dispositivo anterior regulamentava os procedimentos de cadastramento, agendamento e realização de entrevistas de advogados com internos da unidade prisional, mas foi considerado pela Ordem incompatível com diversas garantias previstas no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994).

A medida foi tomada após reunião realizada na manhã da última segunda-feira (09), na sede do próprio estabelecimento penal, com a presença de representantes da seccional baiana da OAB, da subseção de Serrinha e da direção do CPSe.

Durante o período de suspensão, permanece válida apenas a exigência de agendamento prévio para atendimentos a internos submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Paralelamente, foi instituída uma comissão bilateral composta por quatro policiais penais, um advogado da unidade e cinco representantes da OAB Bahia. A missão do grupo é revisar e reestruturar a redação da norma de forma a compatibilizá-la com os direitos da advocacia e os protocolos de segurança da unidade prisional.

Em sua redação original, a Portaria nº 19/2025 motivou imediata reação institucional. “É preciso equilibrar as necessidades de segurança e do conjunto penal e o respeito às prerrogativas da advocacia”, declarou Saulo Guimarães, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) da OAB Bahia.

O primeiro ato formal da entidade foi a expedição de ofício à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado da Bahia (Seap), apontando ilegalidades e solicitando a revogação imediata da norma. O documento foi assinado pela presidenta da OAB-BA, Daniela Borges, e pelo presidente da subseção de Serrinha, Nelson Cardoso Filho, sendo dirigido ao secretário José Carlos Souto Castro Filho.

Na reunião de segunda-feira, além de Guimarães e de Nelson Filho, participaram o diretor do Conjunto Penal, Pedro Aníbal Mascarenhas Alves Junior; o vice-presidente da subseção de Serrinha, Narciso Queiroz de Lima; o secretário-geral, Arthur Barbosa dos Santos; a conselheira seccional Luise Silva de Jesus Alves; e o gerente da Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas da OAB-BA, Edgard Freitas.

“A subseção de Serrinha, assim que tomou conhecimento da portaria, fez contato com a Seccional, com a Procuradoria, com a Comissão de Prerrogativas e apostou no diálogo como a melhor forma de resolver a questão inicialmente. A gente tem esperança que essa solução será encontrada ao julgar pelo que vimos na reunião”, afirmou Nelson Filho.

Edgard Freitas avaliou como positiva a decisão da diretoria prisional: “Esperamos que a atuação conjunta no grupo de trabalho bilateral consiga criar um fluxo de trabalho que não ponha em risco nem a segurança da unidade nem as prerrogativas da classe”, destacou.

A OAB-BA reforçou, ainda, que permanece vigilante quanto ao cumprimento das prerrogativas nos estabelecimentos penais do estado. Em paralelo à atuação institucional, a seccional ingressou com ação civil pública visando garantir o pleno exercício da advocacia em todas as unidades do sistema penitenciário baiano.

Com informações da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Estado da Bahia.

Ministério Público da Bahia ajuíza ação contra empresas de apostas esportivas online por atuação irregular

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Ação aponta falta de autorização federal, descumprimento de pagamentos a apostadores e omissão da União na fiscalização do setor

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) ingressou com ação civil pública contra três empresas do setor de apostas esportivas online, sob a alegação de que operam sem a devida autorização estatal e vêm lesando consumidores. A medida, proposta pela promotora de Justiça Joseane Suzart, tem como foco a atuação da Betpremium Apostas Esportivas e Jogos Online, controlada pela Better Games Entertainment no Brasil, cuja intermediação de pagamentos estaria sendo feita pela Latam Entertainment Limited.

Segundo Suzart, “consumidores que realizaram apostas na plataforma da Betpremium Apostas Esportivas e Jogos Online, que representa a Better Games Entertainment no Brasil, não receberam o valor do prêmio, que seria pago por meio da Latam Entertainment Limited”.

Além das empresas, foram também acionados os indivíduos Adalberto Argolo dos Santos, Rebeca de Sousa Argolo e José Bonfim Santana. A União figura como ré por suposta omissão na fiscalização e aplicação de sanções às atividades consideradas irregulares, responsabilidade atribuída ao Ministério da Fazenda e à Secretaria de Prêmios e Apostas.

Na petição, protocolada na última quinta-feira (5), o MP requer a concessão de medida liminar que determine às rés a imediata suspensão da “oferta, operação e comercialização de quaisquer serviços de apostas de quota fixa em todo o território nacional”. A promotora enfatiza que, para atuarem legalmente no país, as empresas devem atender à Portaria SPA/MF n.º 827/2024, obtendo a necessária autorização junto à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. A norma exige, entre outras obrigações, o pagamento de R$ 30 milhões, valor correspondente ao limite de até três marcas comerciais exploradas pela mesma pessoa jurídica.

Com relação à União, a promotora requer que seja compelida a adotar providências imediatas para suspender “a oferta/publicidade, ações de comunicação, marketing, operação e comercialização, em todo o território nacional, de quaisquer serviços de apostas de quota fixa executados pela Betpremium Apostas Esportivas, Better Games e Latam Entertainment”, em razão da ausência de autorização prévia do poder público federal. Joseane Suzart também solicita que tais medidas sejam estendidas a quaisquer outros agentes econômicos que operem no setor de forma irregular.

Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia.

TRT da 5ª Região integra parceria para destinação de R$ 34 milhões a projetos de fomento ao trabalho decente

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Verbas de condenações trabalhistas financiarão 57 projetos sociais na Bahia por meio do Funtrad, beneficiando 12 mil pessoas

O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) formalizou, na manhã da última quarta-feira (4/6), sua participação em uma iniciativa que destinará R$ 34,2 milhões para a execução de projetos voltados à promoção do trabalho decente no estado. A solenidade, que marcou a assinatura dos Termos de Fomento com 57 Organizações da Sociedade Civil (OSCs), contou com a presença do desembargador Luís Carneiro, representante do Tribunal e gestor regional do Programa Trabalho Seguro.

O montante é proveniente do Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad), instituído pela Lei Estadual nº 12.356/2011. Este fundo público é capitalizado, majoritariamente, por verbas de indenizações resultantes de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) e de condenações proferidas em ações na Justiça do Trabalho. A sistemática consiste em reverter os valores de sanções por ilícitos trabalhistas para o financiamento de projetos com impacto social direto na Bahia.

Durante o evento, o desembargador Luís Carneiro ressaltou a importância do fundo como instrumento de transformação social. “O Funtrad é uma fonte de ressignificação da vida, que leva oportunidades e proporciona o direito de escolhas a baianos e baianas em situação de vulnerabilidade”, destacou o magistrado.

O repasse dos recursos foi viabilizado pelo edital nº 005/2024. Os projetos selecionados têm como público-alvo grupos vulneráveis, incluindo pessoas resgatadas de condições análogas à de escravo, trabalhadores informais, mulheres provedoras de lares, pessoas com deficiência e membros de povos e comunidades tradicionais. A expectativa é que aproximadamente 12 mil indivíduos sejam diretamente beneficiados nesta fase.

“O Funtrad, mais que os números, é uma ferramenta de transformação. Este edital abraça mais de 50 projetos e abrange mais de 100 municípios em toda a Bahia, promovendo a geração de renda, inclusão produtiva e cidadania”, acrescentou o desembargador.

As propostas contempladas abrangem áreas como qualificação profissional, fomento ao empreendedorismo, combate à discriminação racial nas relações de trabalho, promoção da equidade de gênero, inclusão produtiva de jovens e iniciativas para a erradicação do trabalho infantil e do trabalho escravo.

Conforme os termos do edital, cada organização poderá receber um aporte de até R$ 600 mil. A execução dos projetos e a aplicação dos recursos serão objeto de monitoramento pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre) e pelo Conselho Deliberativo do próprio Funtrad, garantindo a conformidade e a efetividade das ações financiadas.

Com informações do Tribunal Regional do Trabalho na 5º Região.