Domingo, 11 de outubro de 2026
Justiça no Interior

VITÓRIA DA CONQUISTA: MPBA investiga possíveis irregularidades em contratos da Prefeitura

imagem: PMVC

Inquérito civil apura suspeitas de direcionamento de licitações, falhas no planejamento e possível prejuízo aos cofres públicos

O Ministério Público da Bahia (MPBA) abriu um inquérito civil para investigar possíveis atos de improbidade administrativa em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

A 8ª Promotoria de Justiça conduz a investigação. O procedimento envolve contratos da Prefeitura, da Empresa Municipal de Urbanização de Vitória da Conquista (Emurc) e da Mastec Empreendimentos Ltda.

Segundo o MPBA, a apuração envolve a adesão a Atas de Registro de Preços do município de Caetité. Além disso, o Ministério Público analisa uma licitação realizada por meio de Pregão Eletrônico.

MPBA apura possíveis irregularidades

O Ministério Público encontrou indícios que precisam de investigação. Entre eles estão possível direcionamento dos certames e falhas no planejamento.

A Promotoria também aponta problemas na pesquisa de preços. Outro ponto envolve uma possível restrição à livre concorrência.

Segundo a investigação, essas práticas podem ter favorecido a Mastec Empreendimentos Ltda. No entanto, o inquérito ainda precisa esclarecer as circunstâncias das contratações.

Por isso, a abertura do procedimento não significa que os envolvidos tenham cometido irregularidades. O MPBA ainda vai analisar documentos e outras informações antes de chegar a uma conclusão.

Quem está na mira da investigação

O inquérito cita a prefeita de Vitória da Conquista, Ana Sheila Lemos Andrade. Também aparecem o então diretor da Emurc, Diêgo Gomes Rocha, e o ex-secretário municipal Luiz Paulo Sousa Santos.

A Mastec Empreendimentos Ltda. também integra a apuração.

O promotor de Justiça George Elias Gonçalves Pereira conduz o procedimento. Agora, o MPBA busca esclarecer a extensão de um possível prejuízo aos cofres públicos.

Além disso, a investigação pretende identificar eventuais responsabilidades caso as suspeitas sejam confirmadas.

Contratos anteriores

A Mastec já manteve contratos com órgãos ligados ao município. Em 2024, por exemplo, a Emurc publicou um contrato de R$ 34 milhões para locação de máquinas e equipamentos.

Em junho de 2026, a empresa também venceu uma concorrência pública no valor de R$ 7,4 milhões. O contrato prevê obras de drenagem nas avenidas Juracy Magalhães e Caracas.

Esses contratos, porém, não devem ser automaticamente associados ao novo inquérito. Até o momento, não há informação que confirme que todos eles façam parte da investigação atual.

Investigação continua

A partir do inquérito, o Ministério Público poderá solicitar novos documentos e ouvir pessoas envolvidas nos procedimentos.

Dessa forma, a Promotoria pretende verificar se houve irregularidades nas contratações. Caso encontre elementos suficientes, o MPBA poderá adotar as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Por enquanto, a investigação não apresenta uma conclusão sobre eventual responsabilidade dos envolvidos. O caso continua em apuração.

TSE devolve lista tríplice do TRE-BA por descumprimento de regra de paridade de gênero

imagem: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Lista enviada pelo tribunal baiano era formada apenas por homens; TSE determinou nova composição com advogadas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por unanimidade, a devolução de uma lista tríplice enviada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para o preenchimento de uma vaga de juiz substituto na classe dos advogados. A decisão foi tomada em sessão plenária nesta quinta-feira (8).

A lista apresentada pelo TRE-BA era formada pelos advogados Ricardo Borges Maracajá Pereira, Márcio Medeiros Bastos e Rod Maicson de Oliveira Macedo. Os três nomes eram homens.

Segundo o TSE, a composição não atende às regras de paridade de gênero previstas na Resolução nº 23.746/2025. A norma alterou as regras para a formação das listas tríplices destinadas às vagas da classe dos advogados nos Tribunais Regionais Eleitorais.

A resolução determina que as listas sejam formadas, sempre que possível, com a participação de mulheres e homens, considerando também uma perspectiva interseccional de raça e etnia. O objetivo é ampliar a participação feminina e promover maior equilíbrio entre advogadas e advogados na Justiça Eleitoral.

Vaga de substituto já tinha titular homem

No caso analisado pelo TSE, a vaga em aberto era para membro substituto. A cadeira de membro titular correspondente, dentro da mesma classe, já é ocupada por um homem.

Por isso, o colegiado entendeu que uma lista formada exclusivamente por homens não atende à finalidade da política de equidade de gênero.

O relator do processo, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, votou pela devolução da lista ao TRE-BA. Segundo o entendimento apresentado no julgamento, a nova lista deverá ser formada exclusivamente por advogadas.

A decisão segue uma linha que já vem sendo adotada pelo TSE em outros casos. Em julgamentos anteriores, a Corte também determinou a recomposição de listas quando a formação apresentada não garantia a efetividade da política de paridade de gênero.

TRE-BA terá que refazer a lista

Com a decisão, o processo retorna ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. O tribunal deverá providenciar uma nova lista, desta vez em conformidade com as regras estabelecidas pelo TSE.

A Resolução nº 23.746/2025 também determina que, durante o procedimento, sejam consideradas a quantidade de mulheres e homens que integram o TRE, especialmente entre os cargos destinados à classe dos advogados.

A medida faz parte de uma política nacional do TSE para ampliar a participação das mulheres na composição dos Tribunais Regionais Eleitorais e enfrentar a histórica sub-representação feminina nesses cargos.

BARRA DO CHOÇA: TJBA realiza mutirão de perícias médicas e agiliza processos

imagem: Reprodução/Google Street View

Força-tarefa realizou 58 atendimentos e beneficiou processos relacionados a curatela, acidentes de trabalho e benefícios do INSS

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) realizou o primeiro mutirão de perícias médicas da Comarca de Barra do Choça, no sudoeste baiano. A ação ocorreu entre os dias 10 e 18 de setembro e buscou agilizar processos que dependem de avaliação médica especializada.

Ao todo, 80 atendimentos foram agendados. Desse total, 58 foram realizados, o que corresponde a 72,5% de comparecimento.

Perícias atenderam processos de pessoas em situação de vulnerabilidade

A força-tarefa contou com atendimentos nas áreas de Psiquiatria e Medicina do Trabalho. Além das consultas presenciais, os profissionais emitiram laudos médicos para auxiliar na tramitação dos processos.

Com isso, o mutirão contribuiu para acelerar ações de interdição e curatela, além de processos relacionados a acidentes de trabalho e pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais.

A juíza Adiane Jaqueline Oliveira, da Comarca de Itapetinga, destacou que grande parte dos processos envolve pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Segundo a magistrada, a perícia é fundamental para processos nos quais os cidadãos dependem da avaliação médica para buscar benefícios de natureza alimentar.

Ação priorizou processos mais antigos

Além de agilizar os atendimentos, o mutirão também permitiu movimentar processos antigos da comarca. A medida segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo a Meta 2, que estabelece a prioridade no julgamento de processos distribuídos há mais tempo.

Em casos de interdição e curatela, por exemplo, a perícia médica ajuda a Justiça a avaliar a capacidade da pessoa para praticar atos da vida civil.

Já nas ações relacionadas ao INSS, os laudos podem contribuir para a análise de pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais.

A iniciativa integra outras ações do TJBA voltadas à redução do tempo de tramitação dos processos e à ampliação do acesso à Justiça no interior do estado.

Com informações do Tribunal de Justiça da Bahia. 

Presidente da OAB Subseção Irecê é premiada pelo CNJ por pesquisa sobre violência doméstica

 

imagem: Divulgação/OAB Irecê

Leonellea Pereira ficou em terceiro lugar na categoria Produção Acadêmica do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral

A professora Leonellea Pereira, coordenadora do curso de Direito da Faculdade Irecê (FAI), conquistou o terceiro lugar na categoria Produção Acadêmica da sexta edição do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral.

O resultado foi divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na terça-feira (29). O trabalho reconhecido é a tese de doutorado “Buscando a porta de saída: morosidade e acesso à (in)justiça nas sentenças de processos criminais por violência doméstica no Território de Irecê – BA (2013-2023)”.

A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade de Brasília (UnB) e aprovada em dezembro de 2025. O estudo analisa processos criminais relacionados à violência contra mulheres no Território de Identidade de Irecê.

Pesquisa sobre a Justiça no interior da Bahia

Entre os pontos analisados estão a demora na tramitação dos processos e os impactos desse tempo de espera no acesso das vítimas à Justiça.

Além disso, a pesquisa aborda desafios relacionados à estrutura do Judiciário no interior da Bahia. O trabalho considera processos que tramitaram entre 2013 e 2023 em municípios do Território de Irecê.

Na categoria Produção Acadêmica, Gisele Porto Barros ficou em primeiro lugar. Em seguida, Sherloma Starlet Fonseca Aires conquistou a segunda colocação. Leonellea Pereira ficou em terceiro.

Atuação na advocacia

Além da carreira acadêmica, Leonellea atua na representação da advocacia na região. Como presidente da OAB Subseção Irecêno triênio 2025-2027, ela participa de discussões relacionadas à Justiça e às demandas da advocacia no interior baiano.

Inclusive, em 2025, Leonellea integrou um grupo de trabalho da OAB-BA voltado ao combate ao golpe do falso advogado. Ela também atua como coordenadora do Colégio de Presidentes de Subseções da OAB Bahia.

O Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral reconhece trabalhos e iniciativas voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres. A premiação homenageia a memória da juíza Viviane Vieira do Amaral, vítima de feminicídio em 2020.

Esta não é a primeira vez que Leonellea recebe reconhecimento na premiação. Na primeira edição, em 2021, ela conquistou o primeiro lugar na categoria Produção Acadêmica com um trabalho sobre medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha em São Gabriel, na Bahia.

Por fim, a cerimônia da sexta edição do prêmio está prevista para o dia 23 de outubro, em Brasília.

Eleições 2026: Juíza eleitoral orienta eleitores sobre votação, celular, manifestações e denúncias

 

imagem: Blog do Anderson

Dra. Julianne Nogueira, titular da 40ª Zona Eleitoral de Vitória da Conquista, explica como funciona a preparação para o pleito e esclarece dúvidas que podem surgir no dia da votação

Com a proximidade das Eleições 2026, a Justiça Eleitoral intensifica os trabalhos para garantir que o processo de votação ocorra de forma organizada e dentro da legalidade. Em Vitória da Conquista, a 40ª Zona Eleitoral reúne uma série de atividades que vão desde a preparação das urnas e treinamento dos mesários até a organização dos locais de votação e do transporte de eleitores.

Em entrevista ao Justiça no Interior, a juíza eleitoral Dra. Julianne Nogueira explicou como funciona essa preparação e respondeu a dúvidas sobre o que o eleitor pode ou não fazer no dia da votação, o uso do celular, a manifestação individual de preferência política, a colinha eleitoral e os canais disponíveis para denunciar possíveis irregularidades.

Preparação envolve urnas, mesários e locais de votação

Segundo a magistrada, o trabalho da Justiça Eleitoral se intensifica à medida que o pleito se aproxima. Depois das etapas preparatórias, como a biometria e a atualização do cadastro eleitoral, as zonas eleitorais passam a concentrar esforços diretamente na organização do dia da votação.

Entre as atividades estão a convocação e o treinamento dos mesários, a definição da logística de distribuição das urnas e a organização dos locais de votação.

“Quando se aproxima mais das eleições, a gente parte para esse processo eleitoral voltado para o dia da eleição mesmo, convocando os mesários, fazendo treinamento, traçando a logística de como essas urnas chegam até os locais de votação, organizando os locais de votação e fazendo essa interlocução com os outros órgãos”, explicou Julianne.

Na 40ª Zona Eleitoral, que abrange áreas urbanas e rurais de Vitória da Conquista, outro trabalho importante é a organização do transporte eleitoral para os eleitores da zona rural. A Justiça Eleitoral coordena esse serviço, que envolve a requisição dos transportes, a definição de motoristas e a elaboração dos roteiros.

Além disso, a logística inclui o deslocamento das equipes responsáveis pelas urnas e pelos locais de votação.

Mudanças nos locais exigem atenção do eleitor

A preparação também inclui possíveis mudanças nos locais de votação. Segundo a juíza, algumas escolas que anteriormente recebiam eleitores foram desativadas ou deixaram de reunir condições necessárias para o funcionamento de uma seção eleitoral, como conectividade, banheiros e acessibilidade.

Quando uma transferência se torna necessária, a Justiça Eleitoral procura manter o eleitor o mais próximo possível do endereço anterior.

“Geralmente respeitando o mínimo de distância possível, geralmente um local do lado do outro”, explicou.

Por isso, a orientação é que o eleitor não deixe para descobrir seu local de votação apenas no dia 4 de outubro. Antes disso, é possível consultar a informação pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral e pelo e-Título.

Reta final exige atenção à logística e à legalidade

Na semana que antecede o pleito, o trabalho se torna ainda mais intenso. De acordo com Julianne, as equipes atuam de forma integrada na preparação das urnas e na logística para que os equipamentos cheguem aos locais de votação dentro do horário previsto.

“Uma semana muito intensa. A nossa preocupação maior é que não haja também essa preocupação de uma ilegalidade, compra de votos. Então, todo esse contexto não só da organização em si para que a votação ocorra de maneira tranquila, mas também que exista uma legalidade em torno de todo o processo eleitoral”, afirmou.

Dessa forma, além de garantir a estrutura necessária para a votação, a Justiça Eleitoral acompanha possíveis irregularidades durante a campanha e na reta final antes do pleito.

Manifestação política é permitida, mas deve ser individual e silenciosa

Uma das dúvidas mais comuns diz respeito à possibilidade de o eleitor demonstrar sua preferência política no dia da votação.

A legislação permite a manifestação individual e silenciosa da preferência por partido, federação, coligação, candidata ou candidato. Isso pode ocorrer por meio de bandeiras, broches, dísticos, adesivos, camisetas e outros adornos semelhantes.

Por outro lado, são proibidas manifestações coletivas ou ruidosas, aglomerações com finalidade de propaganda, abordagem e tentativa de convencimento de outros eleitores.

Assim, a juíza reforça que o eleitor pode demonstrar sua preferência, mas não pode transformar o local de votação em espaço de campanha.

“É bem importante frisar que o período da campanha, no dia da eleição, já acabou. Então, é a hora de manifestar o seu voto na urna e não de forma pública”, explicou.

Celular, documentos e a chamada “colinha” exigem atenção

Outra orientação importante diz respeito ao celular. O eleitor pode utilizar o aparelho para acessar o e-Título e apresentar a versão digital do documento, quando aplicável. No entanto, antes de entrar na cabine de votação, deve deixar o celular no local indicado pela mesa receptora. Depois da votação, o aparelho é devolvido.

A mesma regra vale para câmeras, filmadoras e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto.

“Ele pode usar para se identificar, mas deverá entregar o celular ao presidente da mesa no momento que ele vai com a urna”, explicou a juíza.

Para votar, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto. O e-Título também pode ser utilizado como identificação quando estiver com a fotografia disponível. Já o título de eleitor em papel não substitui o documento oficial com foto e não é obrigatório para votar.

Por isso, a recomendação é conferir antecipadamente se a documentação está em condições de uso e se o e-Título apresenta a fotografia.

Além disso, nas Eleições 2026, o eleitor terá seis escolhas na urna, seguindo esta ordem: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República.

Diante da quantidade de números, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma colinha de papel para consultar durante a votação. Dessa forma, o eleitor reduz o risco de esquecer algum número e também pode agilizar sua passagem pela cabine.

“A eleição contempla vários candidatos. São seis números que a pessoa precisa ter em mente. Então, é importante que ela leve uma colinha”, explicou Julianne.

A colinha pode ser uma anotação feita pelo próprio eleitor ou outro material que contenha os números das candidaturas. Entretanto, o eleitor deve prepará-la antes de chegar ao local de votação e não pode receber material de campanha ou participar de distribuição de propaganda no local.

Para os eleitores da zona rural que dependem do transporte disponibilizado pela Justiça Eleitoral, a magistrada também fez um alerta. Nesse caso, o serviço segue a logística definida para o pleito e utiliza veículos credenciados e identificados.

Eleitor pode denunciar possíveis irregularidades

Caso o eleitor presencie uma possível irregularidade, a Justiça Eleitoral disponibiliza o Pardal, sistema destinado ao recebimento de denúncias sobre possíveis infrações eleitorais e irregularidades.

O aplicativo permite o envio de informações, inclusive com fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos relacionados à ocorrência. Em seguida, as denúncias seguem para análise da Justiça Eleitoral.

“É um sistema gratuito que está no site do TSE que o eleitor pode registrar uma irregularidade. A depender da situação, ele pode registrar, juntar inclusive fotos, vídeos”, explicou a juíza.

Além do Pardal, quando uma situação ocorre no próprio local de votação, o eleitor pode comunicar a ocorrência ao coordenador do local, aos mesários ou às forças de segurança presentes.

Orientação é votar com tranquilidade e consciência

Para a juíza eleitoral, o eleitor deve chegar ao dia da votação informado sobre as regras e exercer seu direito de forma tranquila, consciente e respeitando o caráter secreto do voto.

Por isso, a orientação é conferir antecipadamente o local de votação, organizar os números das candidaturas que pretende escolher, levar um documento oficial com foto e ficar atento às regras dentro da seção eleitoral.

“É importante que esse eleitor consiga exercer seu voto com tranquilidade”, destacou Julianne.

As Eleições 2026 terão o primeiro turno no dia 4 de outubro. Na urna, serão escolhidos representantes para seis cargos, com duas vagas para o Senado em disputa. Para a magistrada, o momento deve ser marcado pela participação consciente e pelo respeito ao direito de cada eleitor.

“O voto é livre, é secreto, e é seu, é a sua voz”, afirmou.

Por Justiça no Interior

MPBA no Júri: vereador de Itapé é condenado a mais de 13 anos por homicídio

 

imagem: Reprodução/TV Santa Cruz

José Adenilton Santos Alves, conhecido como “Denilton do Porco”, foi condenado pelo assassinato de Romildo Souza Oliveira, ocorrido em 2006

O vereador de Itapé José Adenilton Santos Alves, conhecido como “Denilton do Porco”, foi condenado a 13 anos, quatro meses e 20 dias de prisão, em regime fechado, pelo homicídio de Romildo Souza Oliveira. O julgamento ocorreu na terça-feira (29), mais de 20 anos após o crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA), sustentada no Tribunal do Júri pelo promotor de Justiça Audo Rodrigues, o homicídio ocorreu em 15 de janeiro de 2006, na Rua Beira Rio, nas proximidades do cemitério de Itapé, no sul da Bahia.

Conforme o processo, José Adenilton efetuou disparos de arma de fogo contra Romildo, que morreu ainda no local. A acusação apontou que o crime teria sido motivado por ciúmes, após uma suposta relação entre a vítima e a esposa do réu.

Processo tramitou por mais de 20 anos

A Justiça recebeu a denúncia contra José Adenilton em abril de 2006. Entretanto, o caso só chegou ao Tribunal do Júri anos depois.

Em fevereiro de 2021, a Justiça pronunciou o acusado para que ele fosse submetido a julgamento popular. A defesa recorreu da decisão, mas o recurso não foi acolhido. Dessa forma, a determinação para levar o caso ao Tribunal do Júri foi mantida.

Durante o julgamento realizado na terça-feira, o Conselho de Sentença reconheceu a prática de homicídio qualificado e decidiu pela condenação do vereador.

Durante a sessão, José Adenilton confessou ter efetuado os disparos, mas apresentou a tese de legítima defesa. Segundo relatos divulgados após o julgamento, a defesa sustentou que o réu teria sido ameaçado anteriormente pela vítima e interpretou um movimento feito por Romildo no momento do crime como uma tentativa de intimidação.

Pena considera circunstâncias do crime

Na sentença, o juiz considerou o caso como homicídio qualificado privilegiado, levando em conta circunstâncias que, ao mesmo tempo, qualificaram o crime e permitiram a redução da pena.

Entre os fatores considerados para estabelecer a pena estão a intensidade da ação, a quantidade de disparos e o fato de a vítima ter sido surpreendida enquanto estava a cavalo.

Além disso, a sentença levou em consideração as consequências do crime para as três filhas menores de idade de Romildo, que ficaram órfãs de pai.

Por outro lado, o juiz reconheceu circunstâncias favoráveis ao réu para estabelecer a pena. Entre elas estão a confissão e o entendimento de que o homicídio ocorreu sob domínio de violenta emoção após provocação da vítima.

Com a condenação, a Justiça determinou a prisão preventiva de José Adenilton Santos Alves e a imediata expedição do mandado de prisão.

A defesa informou que pretende recorrer da condenação. Após o julgamento, o vereador foi encaminhado ao Conjunto Penal de Itabuna, onde deverá cumprir inicialmente a pena em regime fechado.

Com informações do MPBA.

Eleições 2026: TRE-BA altera locais de votação da 39ª Zona em Vitória da Conquista

imagem: PMVC

Mudanças envolvem 46 seções eleitorais e incluem transferência definitiva de locais de votação; confira onde votar

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) alterou locais de votação da 39ª Zona Eleitoral de Vitória da Conquista para as Eleições Gerais de 2026. Ao todo, 46 seções eleitorais passaram por mudanças.

As alterações envolvem diferentes escolas e unidades de ensino da cidade. Por isso, a Justiça Eleitoral orienta os eleitores a conferirem o endereço atualizado antes do dia da votação.

O primeiro turno das Eleições 2026 acontece em 4 de outubro.

CIEB tem 27 seções transferidas

Uma das principais mudanças envolve o Complexo Integrado de Educação Básica, Tecnológica e Profissional (CIEB), localizado na Avenida Frei Benjamin, no bairro Brasil. Nesse caso, 27 seções eleitorais que funcionavam no CIEB foram distribuídas entre quatro novos locais de votação.

A Escola Municipal Alaor Coutinho, na Rua Mato Grosso, esquina com a Rua Alan Kardec, no bairro Brasil, passa a receber as seções 45, 90, 91, 92, 115, 117, 152, 162 e 320.

Já a Escola Municipal Péricles Gusmão, localizada na Avenida Caetité, também no bairro Brasil, receberá as seções 37, 39, 41, 42 e 43.

Além disso, o Colégio Dinâmico, na Rua Espírito Santo, nº 1389, passa a funcionar como local de votação para as seções 32, 38, 40, 44 e 288.

Por fim, a Escola Municipal Vilas Boas Moreira, na Avenida Sergipe, nº 427, receberá as seções 28, 29, 30, 31, 33, 34, 35 e 36.

Apesar dessas mudanças, 20 seções continuam no próprio CIEB. São elas: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 25, 26 e 27.

Outras escolas também tiveram mudanças

Além do CIEB, o TRE-BA também alterou os locais de votação de outras unidades da 39ª Zona Eleitoral.

No Colégio Paulo VI, localizado na Avenida Brumado, no bairro Ibirapuera, as seções 62, 70, 71, 73 e 74 passam a funcionar na Escola Padre Cícero, situada na Avenida Serrinha, nº 3263.

Da mesma forma, a Escola Municipal Maria Rogaciana Silva (Extensão) deixou de receber as seções 109, 110 e 111. Agora, os eleitores dessas seções devem votar no Centro Municipal de Educação Infantil Maria de Lourdes Torres Domingos, na Avenida Alagoas, no bairro Brasil.

Já na Escola Municipal Rainha da Paz, localizada na Rua dos Pampas, na Patagônia, a mudança envolve todas as seções do local. As seções 272, 273, 274, 275, 276 e 302 passam a funcionar no Colégio Monte Tabor, na Avenida Farroupilha, nº 565.

Por outro lado, a Escola Municipal Professora Ita David de Castro, na Avenida Barreiras, no bairro Brasil, também deixa de receber suas seções eleitorais. Nesse caso, as seções 135, 136, 137, 182 e 304 passam para o Centro Municipal de Educação Infantil Maria de Lourdes Torres Domingos.

Adelmário Pinheiro e Escola Normal têm novo local permanente

Outra mudança importante envolve os eleitores que votavam no Colégio Estadual Adelmário Pinheiro ou no Instituto de Educação Euclides Dantas (Escola Normal).

Nesse caso, todas as seções desses dois locais passam a funcionar permanentemente no Colégio Estadual de Tempo Integral de Vitória da Conquista.

O novo endereço fica na Avenida Rosa Cruz, no antigo endereço do Colégio Abdias Menezes.

Portanto, quem costumava votar no Adelmário Pinheiro ou na Escola Normal deve consultar novamente o local de votação antes das eleições. A mudança vale de forma permanente para essas seções.

Como consultar o novo local de votação

Diante das alterações, o eleitor deve confirmar o endereço da sua seção antes de sair de casa no dia da eleição.

Para isso, é possível utilizar o aplicativo e-Título. Basta acessar a opção “Onde votar” para consultar o local atualizado.

Além disso, o eleitor pode fazer a consulta pelo site do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, na área de serviços eleitorais. No portal, basta acessar a opção de consulta ao local de votação.

Outra alternativa é utilizar os canais de atendimento da Justiça Eleitoral da Bahia, incluindo o WhatsApp (71) 3373-7000. Assim, o eleitor consegue verificar se sua seção mudou e identificar o endereço correto com antecedência.

Com informações do Tribunal Regional Eleitoral.

BRUMADO: TJBA instala 2ª Vara Criminal no munícipio para ampliar atendimento judicial

 

imagem: Wilker Porto/Agora Sudoeste

Nova unidade será instalada nesta quarta-feira (30), com a proposta de distribuir melhor as competências e dar mais agilidade aos processos criminais.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) instala, nesta quarta-feira (30), a 2ª Vara Criminal da Comarca de Brumado, no sudoeste baiano. A solenidade ocorre às 16h, no Fórum Juíza Leonor da Silva Abreu.

A nova unidade busca melhorar a tramitação dos processos e ampliar a capacidade de atendimento do Judiciário na região. Além disso, a instalação foi autorizada pela Resolução nº 10/2025 do TJBA.

Brumado é uma comarca de entrância final e também abrange os municípios de Aracatu e Malhada de Pedras. Nesse contexto, a cidade conta ainda com um Conjunto Penal inaugurado em 2022, o que aumentou a demanda judicial, especialmente na área de execuções penais.

Nova vara permitirá divisão de competências

Atualmente, a única Vara Criminal da comarca acumula diferentes atribuições, incluindo processos criminais, infância e juventude, Tribunal do Júri, execuções penais e casos de violência contra a mulher.

Com a instalação da segunda unidade, o Judiciário poderá distribuir melhor essas competências. Dessa forma, a Corregedoria Geral da Justiça ficará responsável por disciplinar a redistribuição dos processos após o início do funcionamento da nova vara.

Segundo o TJBA, a medida também busca fortalecer a estrutura do Judiciário de primeiro grau e ampliar o acesso da população aos serviços judiciais.

Expectativa de maior agilidade nos processos

O juiz Genivaldo Alves Guimarães, titular da atual Vara Criminal de Brumado, presidirá a solenidade de instalação. Para o magistrado, a nova unidade representa um avanço na divisão das tarefas e pode contribuir para reduzir o tempo de tramitação dos processos.

Além disso, a expectativa é de melhora no atendimento a advogados, defensores públicos, representantes do Ministério Público, autoridades policiais e demais cidadãos que dependem dos serviços judiciais.

Diante disso, a instalação da 2ª Vara Criminal amplia a estrutura do Judiciário em Brumado e cria condições para uma distribuição mais adequada das demandas da comarca.

Por fim, a nova unidade reforça a estrutura da Justiça Estadual na região e busca oferecer maior agilidade na análise dos processos criminais.

Com informações do Tribunal de Justiça da Bahia.

MPBA recomenda medidas contra poluição sonora em atos eleitorais no sudoeste baiano

 

imagem: reprodução

Recomendação orienta municípios a fiscalizar paredões, fogos de artifício e veículos com escapamentos irregulares durante eventos políticos.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou que os municípios de Livramento de Nossa Senhora, Rio de Contas, Dom Basílio e Jussiape adotem medidas para prevenir e combater irregularidades durante eventos eleitorais.

Entre as condutas que devem entrar na fiscalização estão o uso de paredões de som, fogos de artifício com estampido e motocicletas com escapamentos adulterados. Além disso, o MPBA orienta os municípios a combater outras práticas que possam comprometer a segurança, a saúde e o sossego da população.

A promotora de Justiça Ana Luíza Silveira expediu a recomendação no dia 22. Segundo o Ministério Público, a medida ocorreu após um ato político realizado no dia 20, em Livramento de Nossa Senhora, provocar perturbação do sossego público nas proximidades do Hospital Municipal.

Medidas para os atos eleitorais

A recomendação também considera a proximidade das eleições de 2026 e, por isso, orienta os municípios a garantir que as manifestações político-eleitorais sigam as normas eleitorais, ambientais e de trânsito.

Além disso, a medida considera uma portaria da Justiça Eleitoral que estabelece regras para eventos de campanha na 101ª Zona Eleitoral. A norma proíbe o uso de fogos de artifício, foguetes, bombas, rojões e outros artefatos pirotécnicos capazes de perturbar o sossego público durante atos eleitorais.

Da mesma forma, a Justiça Eleitoral prevê a apreensão de paredões de som e motocicletas com escapamentos irregulares quando esses equipamentos e veículos participarem de movimentações com finalidade eleitoral.

MPBA orienta fiscalização e prevenção

Diante disso, o Ministério Público recomenda que os municípios fiscalizem os eventos eleitorais em conjunto com as forças de segurança e os órgãos de trânsito.

Além da fiscalização, as administrações municipais devem evitar apoiar ou autorizar eventos que utilizem paredões de som em desacordo com as regras. Também devem orientar candidatos, partidos e organizadores sobre os limites legais para o uso de equipamentos sonoros.

Por outro lado, o MPBA recomenda que os municípios divulguem amplamente as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral para evitar irregularidades durante as campanhas.

Por fim, os municípios devem evitar atos com emissão de som elevado nas proximidades de hospitais, escolas, instituições de acolhimento de idosos, serviços destinados a pessoas com deficiência e outros locais que atendam públicos mais vulneráveis aos efeitos do ruído excessivo.

Com informações do Ministério Público da Bahia

TJBA bloqueia matrículas de imóveis em Carinhanha e Malhada e apura possível nulidade de registros

imagem: Google Street View

Corregedoria determinou restrições cautelares para evitar novas transferências e instaurou procedimento para analisar a validade dos documentos imobiliários.

A Corregedoria Extrajudicial do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) determinou o bloqueio imediato e a manutenção de restrições sobre matrículas imobiliárias nos municípios de Carinhanha e Malhada, no oeste baiano. Além disso, autorizou a abertura de um procedimento administrativo para analisar a possível nulidade e o eventual cancelamento de registros da região.

A decisão foi assinada pela corregedora, desembargadora Pilar Célia Tobio de Claro, após manifestação do juiz assessor especial da Corregedoria, Moacir Reis Fernandes Filho. O caso chegou ao órgão, por sua vez, a partir de provocações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Matrículas permanecem bloqueadas

Entre as determinações, a Corregedoria manteve o bloqueio das matrículas nº 549, 551, 552, 553 e 554 do Registro de Imóveis de Malhada. Além disso, estabeleceu restrição cautelar sobre a matrícula nº 466 do Registro de Imóveis de Carinhanha.

Com isso, os cartórios ficam impedidos de realizar novos atos de transferência ou alteração de domínio relacionados aos imóveis atingidos pelas medidas.

Segundo a decisão, as restrições têm caráter preventivo. Dessa forma, buscam conter disputas fundiárias e possíveis inconsistências nos registros imobiliários.

Corregedoria apura validade dos registros

A desembargadora destacou que a Corregedoria não pode resolver administrativamente conflitos relacionados a divisas, sobreposição de áreas ou georreferenciamento sem uma perícia adequada.

Por isso, o procedimento deverá reunir informações sobre a cadeia dominial dos imóveis antes de qualquer decisão sobre eventual cancelamento dos registros.

Nesse contexto, o titular do cartório de Carinhanha e interino de Malhada, João Henrique Silveira Leite, terá prazo de 15 dias para apresentar um histórico detalhado dos títulos. O documento deverá incluir a cadeia dominial certificada desde a abertura da matrícula nº 466, suas derivações e os nomes dos atuais proprietários.

A medida busca garantir uma análise completa do caso. Ao mesmo tempo, pretende preservar o direito de defesa dos possíveis interessados.

CNJ acompanhará as determinações

O processo também analisou possíveis responsabilidades disciplinares envolvendo antigos servidores dos cartórios.

A Corregedoria declarou extinta a punibilidade referente a Verbena Pereira Martins Lima em razão de seu falecimento. Enquanto isso, decidiu não instaurar, neste momento, procedimento administrativo contra uma oficiala por falta de elementos suficientes que indiquem sua autoria nos registros investigados.

Por fim, as determinações foram comunicadas ao Conselho Nacional de Justiça para acompanhamento.

Com informações do BNews.