Domingo, 11 de outubro de 2026
Justiça no Interior

Iraquara: Justiça afasta presidente e primeiro-secretário da Câmara

 

 

imagem: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Decisão atende pedido do MP-BA e suspende eleição da Mesa Diretora para o biênio 2025/2026.

A Justiça determinou o afastamento cautelar do presidente e do primeiro-secretário da Câmara Municipal de Iraquara, na Chapada Diamantina. A decisão ocorreu na quinta-feira (3), após pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

Além disso, a decisão suspendeu a eficácia da eleição da Mesa Diretora da Câmara para o biênio 2025/2026. Com isso, o presidente Suede de Jesus Neves Filho e o primeiro-secretário Valmir Alves de Oliveira Júnior deixaram temporariamente os cargos.

MP-BA questionou terceira recondução

A decisão atende a uma ação civil pública apresentada pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente. Antes disso, em 27 de julho, o MP-BA havia recomendado que a Câmara anulasse a eleição e realizasse um novo pleito.

Segundo o Ministério Público, Suede de Jesus Neves Filho já havia presidido a Câmara nos biênios 2021/2022 e 2023/2024. Dessa forma, a nova eleição para o período 2025/2026 representaria uma terceira recondução consecutiva ao cargo.

A mesma situação ocorreu com Valmir Alves de Oliveira Júnior, segundo o MP-BA. O vereador também teria ocupado o cargo de primeiro-secretário nos dois biênios anteriores e, posteriormente, conquistado uma terceira recondução para o período 2025/2026.

Entendimento do STF fundamenta ação

De acordo com o promotor Lucas Peixoto Valente, o Supremo Tribunal Federal (STF) já analisou situação semelhante envolvendo um município baiano.

Na decisão citada pelo MP-BA, o STF entendeu que a eleição para o biênio 2021/2022, seguida da recondução para 2023/2024, impede uma nova candidatura para o período 2025/2026. Isso ocorre porque a terceira recondução consecutiva para o mesmo cargo na Mesa Diretora contrariaria a regra constitucional apontada pelo Ministério Público.

Diante disso, o MP-BA pediu a suspensão da eleição da Mesa Diretora e o afastamento cautelar dos dois vereadores.

Agora, a decisão da Justiça mantém os efeitos do afastamento enquanto a ação civil pública segue em tramitação.

Com informações do MPBA.

Guanambi: MP-BA investiga PMs por invasão de domicílio e agressões

imagem: Divulgação/MPBA

Procedimento apura denúncias de entrada em residência sem mandado, agressões físicas, ameaças e intimidação contra moradores.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) abriu, nesta terça-feira (8), um procedimento administrativo. A investigação apura possíveis abusos cometidos por policiais militares em Guanambi, no Sudoeste da Bahia.

Segundo o documento divulgado pelo site Achei Sudoeste, a apuração envolve uma ocorrência denunciada por moradores. Na ocasião, os policiais teriam entrado em uma residência sem mandado judicial.

Além disso, as denúncias relatam agressões físicas, ameaças e atos de intimidação contra os moradores. Por isso, o MP-BA decidiu investigar a conduta dos agentes envolvidos na ocorrência.

MP-BA apura atuação dos policiais

O promotor de Justiça Francisco de Freitas Júnior assinou a portaria que abriu o procedimento. A investigação ocorre dentro da atuação do Ministério Público no controle externo da atividade policial.

Nesse contexto, o MP-BA vai reunir informações sobre a ocorrência e analisar a conduta dos policiais. Além disso, a apuração pretende esclarecer as circunstâncias da ação.

O Ministério Público também vai verificar se os agentes descumpriram garantias previstas na Constituição. Da mesma forma, o procedimento vai analisar uma possível ocorrência de abuso de autoridade.

Investigação pode gerar responsabilização

A partir dos elementos reunidos, o MP-BA poderá avaliar se houve irregularidades na atuação dos policiais. Caso a apuração confirme as denúncias, os responsáveis poderão responder nas esferas disciplinar e judicial.

No entanto, a investigação ainda está no início. Até o momento, o procedimento não apresenta uma conclusão sobre a responsabilidade dos agentes.

Dessa forma, o Ministério Público vai analisar os fatos antes de decidir sobre possíveis medidas contra os policiais envolvidos. Enquanto isso, a apuração segue sob responsabilidade da Promotoria de Justiça.

O procedimento integra a atuação do MP-BA no controle externo da atividade policial, que permite ao órgão acompanhar e fiscalizar a atuação dos órgãos de segurança pública.

 

 

TJ-BA amplia projeto de precedentes e ações coletivas para o interior da Bahia

 

imagem: divulgação

Programação ocorre entre 14 e 17 de setembro e reúne magistrados e servidores em atividades de capacitação sobre precedentes, gestão processual e ações coletivas.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) amplia, neste mês, o Projeto de Saneamento de Precedentes e de Ações Coletivas para as unidades judiciárias do interior do estado. Nesse período, entre os dias 14 e 17 de setembro, magistrados e servidores participarão de reuniões, oficinas e atividades formativas.

Segundo o TJ-BA, a iniciativa busca fortalecer a aplicação de precedentes vinculantes, melhorar a gestão das ações coletivas e aprimorar a qualidade das informações processuais. Além disso, o projeto pretende aumentar a confiabilidade dos dados enviados aos sistemas nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Com isso, o Tribunal também pretende contribuir para os indicadores relacionados ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027. Dessa forma, a iniciativa combina capacitação de profissionais com medidas voltadas à melhoria da gestão processual.

Programação começa em 14 de setembro

Inicialmente, a programação começa no dia 14 de setembro, com uma reunião institucional das 8h30 às 12h. Na ocasião, a atividade ocorrerá em formato híbrido e será destinada aos magistrados convocados.

Na parte da tarde, das 14h às 18h, o TJ-BA realizará a Oficina Técnica de Precedentes Vinculantes e de Ações Coletivas – Módulo Processo Estrutural.

Durante a oficina, participarão o desembargador Antônio Adoniass, presidente da Comissão Gestora de Precedentes e de Ações Coletivas do TJ-BA, e o professor e desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), Edilson Vitorelli.

Além dos magistrados convocados, o público em geral também poderá participar da oficina. Para isso, os interessados precisam realizar inscrição prévia pelo Sistema de Educação Corporativa (SIEC) da Universidade Corporativa Ministro Hermes Lima (Unicorp).

Servidores do interior participam de forma remota

Na sequência, nos dias 15, 16 e 17 de setembro, o projeto dará continuidade à programação com a ação educativa “Diálogo sobre Precedentes Qualificados, Governança Processual e Integridade dos Dados Judiciais”.

Ao todo, a formação terá seis turmas e será destinada a assessores, diretores e servidores das unidades abrangidas pelo Decreto Judiciário nº 1.148, de 7 de agosto de 2026.

Nesse caso, as atividades também ocorrerão em formato híbrido. Enquanto as unidades da capital terão participação presencial, as unidades do interior acompanharão as atividades exclusivamente de forma remota, por meio da ferramenta tecnológica disponibilizada pelo Tribunal.

Assim, servidores das comarcas do interior poderão participar da formação sem a necessidade de deslocamento até a capital.

Inscrições seguem até 10 de setembro

Para participar, os interessados devem realizar a inscrição pelo SIEC até 10 de setembro. Além disso, o procedimento também vale para o público em geral que deseja acompanhar a oficina.

Depois da inscrição, a Unicorp enviará aos participantes, por e-mail institucional, as orientações para acesso às atividades. Da mesma forma, a instituição encaminhará informações sobre os critérios de aprovação e certificação.

Projeto terá nova etapa em Feira de Santana

Por outro lado, a programação de setembro não encerra as ações do projeto. Pelo contrário, essa etapa representa mais um passo na expansão do Projeto de Saneamento de Precedentes e de Ações Coletivas pelo interior da Bahia.

Nesse contexto, o TJ-BA pretende levar às unidades judiciárias ações de capacitação, alinhamento institucional e aprimoramento da gestão de processos relacionados aos precedentes e às ações coletivas.

Além disso, o projeto terá continuidade em novembro de 2026, quando o Tribunal prevê uma nova oficina na Comarca de Feira de Santana.

Na ocasião, a atividade será voltada às unidades judiciárias das comarcas que integram o Polo Centro-Norte. Com essa nova etapa, o Tribunal pretende ampliar a atuação do projeto e alcançar outras unidades do interior baiano.

Com informações do Tribunal de Justiça da Bahia.

Itambé: cinco homens são presos durante 2ª fase da Operação Paraguai

 

imagem: Thanize Borges / Ascom-PCBA

Dois presos são investigados pela morte de uma mulher; outros três foram detidos em flagrante por suspeita de tráfico e posse de armas.

Cinco homens foram presos nesta sexta-feira (4), em Itambé, no Sudoeste da Bahia, durante a segunda fase da Operação Paraguai. A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e, além disso, levou outros três homens à prisão em flagrante.

Entre os presos preventivamente estão dois homens, ambos de 26 anos, que a polícia investiga pela morte de Estefanir de Oliveira Nascimento, de 30 anos. O crime aconteceu em 31 de janeiro deste ano, em Itambé.

Durante o cumprimento dos mandados, uma equipe localizou um dos investigados. Já o segundo homem estava custodiado no Presídio de Itabuna e, por isso, os policiais cumpriram a ordem de prisão na própria unidade.

Polícia apreende armas, drogas e equipamentos

Além das prisões preventivas, as equipes prenderam em flagrante outros três homens, de 24, 33 e 77 anos. Segundo a investigação, os policiais encontraram nos imóveis vistoriados três espingardas, cocaína, uma porção de maconha e R$ 2.052 em dinheiro.

Além disso, os agentes apreenderam 16 celulares, duas balanças eletrônicas e duas câmeras de monitoramento. Com isso, a operação também reuniu materiais que podem ajudar nas investigações sobre a atuação do grupo.

Na sequência, as equipes cumpriram os mandados nos bairros Felipe Achy, conhecido como “Paraguai”, José Gusmão de Brito e Valdomiro Santos.

Investigação apura possível ligação com grupo criminoso

Segundo as investigações, os alvos da operação teriam ligação com integrantes e colaboradores de um grupo criminoso que atua em outros estados. Nesse contexto, a polícia também apura a possível participação dos envolvidos em diferentes crimes.

Além do tráfico de drogas, os investigadores apuram possíveis crimes de associação para o tráfico e crimes contra a vida. Ainda de acordo com a investigação, os inquéritos que deram origem à nova fase da operação começaram entre 2025 e 2026.

Dessa forma, a segunda fase da Operação Paraguai busca avançar nas apurações sobre os crimes investigados e identificar a possível atuação dos envolvidos.

Operação teve apoio de equipes do Sudoeste

A Delegacia Territorial de Itambé e a 21ª COORPIN/Itapetinga coordenaram a operação. Além disso, as equipes receberam apoio da 10ª COORPIN/Vitória da Conquista e da DIRPIN/Sudoeste.

Por fim, os policiais encaminharam os cinco homens para a unidade policial. Agora, eles permanecem à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.

Com informações do Correio. 

TJ-BA realiza 2ª Semana Estadual de Conciliação com ações no interior

 

imagem: Divulgação TJBA

Programação ocorre de 21 a 25 de setembro e reúne quase 20 mil audiências, além de mutirões em municípios do interior.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) realiza, entre os dias 21 e 25 de setembro, a 2ª Semana Estadual de Conciliação. A iniciativa reúne comarcas de todo o estado para estimular o diálogo e buscar soluções consensuais para conflitos.

Até o momento, o Judiciário baiano contabiliza 19.855 audiências designadas, envolvendo processos das áreas cível, de consumo, fazendária e de família. Esse número ainda poderá aumentar até o início da programação.

Além disso, empresas e advogados apresentaram propostas de acordo em mais de 3.400 processos que estão em tramitação. Com isso, a iniciativa amplia a participação de diferentes setores na política de incentivo à conciliação.

Audiências em diferentes áreas

Do total de audiências previstas, 5.528 ocorrerão na Justiça Comum, enquanto 14.327 serão realizadas no Sistema dos Juizados Especiais.

Dessa forma, a Semana Estadual de Conciliação alcança diferentes áreas da prestação jurisdicional e busca facilitar o acesso da população a soluções mais rápidas para os conflitos.

Segundo o TJ-BA, a iniciativa também contribui para reduzir a taxa de congestionamento processual.

Mutirões chegam ao interior

Durante a semana, os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs) de diversas comarcas intensificarão os atendimentos com mutirões de conciliação.

Entre as ações previstas está o Mutirão Fazendário, que acontecerá em Feira de Santana. Já Irecê, Lapão, Canarana e João Dourado receberão o Mutirão Conciliando Cidadania Itinerante.

Além disso, a programação inclui o Mutirão das Instituições Financeiras, iniciativa de âmbito nacional promovida pelo Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (Fonamec), em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e instituições financeiras.

Abertura acontece em Salvador

A abertura oficial da Semana ocorrerá no dia 21 de setembro, às 8h30, no Auditório Desembargadora Olny Silva, no Tribunal de Justiça da Bahia.

Com o tema “Relatos e boas práticas sobre sessões de Conciliação e Mediação”, o evento terá a participação da desembargadora Maria da Purificação da Silva, do juiz Euler José Ribeiro Neto e dos mediadores judiciais Davina Cunha e Bruno França.

Os interessados em participar da abertura e receber certificação devem realizar a inscrição pelo Sistema de Educação Corporativa (SIEC) da Unicorp-TJBA.

Por fim, o TJ-BA afirma que a Semana Estadual de Conciliação busca fortalecer a cultura do diálogo e da mediação. Assim, a iniciativa pretende ampliar o acesso à Justiça e incentivar soluções consensuais para os conflitos.

Com informações do Tribunal de Justiça da Bahia.

Jeremoabo: TJ-BA investiga suspeita de fraude em cartório

 

imagem: reprodução/CNJ

Procedimento apura possíveis irregularidades na emissão de selos digitais e guias de arrecadação judicial e extrajudicial.

A Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial do Tribunal de Justiça da Bahia (COGEX/TJ-BA) instaurou um procedimento para apurar possíveis fraudes e infrações penais relacionadas à emissão de Selos Digitais de Fiscalização e de guias do Documento de Arrecadação Judicial e Extrajudicial (DAJE) na comarca de Jeremoabo, no Nordeste da Bahia.

A investigação começou após uma denúncia apresentada por Juliete Laura Rocha Mauricio, representante do Cartório de Registro de Imóveis do município. Segundo as informações apresentadas à Corregedoria, a apuração busca identificar possíveis irregularidades no recolhimento de taxas e no uso dos sistemas oficiais.

Além disso, o procedimento concentra a análise nos atos praticados pelo Registro Civil das Pessoas Naturais (RCPN) de Jeremoabo.

TJ-BA determina medidas para apuração

Diante da gravidade das suspeitas, o juiz assessor da COGEX, Moacir Reis Fernandes Filho, determinou medidas para verificar os fluxos de arrecadação fiscal e o uso dos sistemas oficiais.

Para isso, o Núcleo de Arrecadação Fiscal (NAF/COARC) e a Coordenação de Sistema de Informação (COSIS) do TJ-BA deverão fornecer dados técnicos relacionados à geração dos selos e das guias.

Além disso, a Corregedoria notificou a Associação dos Registradores Civis da Bahia (Arpen-BA) e o oficial responsável pelo Registro Civil de Jeremoabo.

O oficial terá 10 dias para tomar ciência do procedimento e apresentar sua manifestação sobre os fatos investigados.

A apuração segue em andamento e deverá esclarecer se ocorreram irregularidades na emissão dos documentos, no recolhimento das taxas ou na utilização dos sistemas oficiais.

Com informações do Bahia Notícias. 

MP-BA investiga Coelba por supostas irregularidades em energia solar

 

imagem: Divulgação

Inquérito apura denúncias de cobranças indevidas, demora na conexão de sistemas solares e falhas no atendimento aos consumidores.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil para investigar a Neoenergia Coelba por supostas práticas abusivas e falhas na prestação de serviços relacionados à energia elétrica, incluindo a geração e distribuição de energia solar.

A investigação começou após denúncias de consumidores sobre dificuldades para cadastrar contratos de instalação de placas solares no site da concessionária. Além disso, os relatos apontam demora no atendimento telefônico, atrasos na homologação e dificuldades para conectar os sistemas à rede elétrica.

Denúncias contra a concessionária

Segundo as denúncias recebidas pelo MP-BA, a Neoenergia Coelba também teria recusado a compensação de créditos de energia e realizado cobranças consideradas indevidas, inclusive com ameaça de suspensão do fornecimento.

Ainda conforme os relatos, consumidores registraram casos de sobretensão na rede elétrica, situação que pode provocar danos a equipamentos.

A promotora de Justiça Joseane Suzart Lopes da Silva, da 5ª Promotoria de Justiça do Consumidor, instaurou o procedimento para apurar as reclamações e verificar a existência de possíveis irregularidades.

MP-BA aponta mais de 42 mil reclamações

Durante a apuração, o Ministério Público solicitou à concessionária a relação de empresas prestadoras de serviços de energia solar cadastradas. No entanto, segundo o órgão, a Coelba não apresentou os dados solicitados.

Além disso, a promotoria identificou 42.209 reclamações acumuladas contra a empresa. Os registros incluem:

  • 16.693 reclamações sobre demora na execução;
  • 13.597 sobre cobrança indevida;
  • 6.844 classificadas como outros problemas;
  • 5.597 relacionadas à qualidade do serviço;
  • 5.135 sobre mau atendimento;
  • 4.054 envolvendo valor abusivo.
Coelba terá prazo para se manifestar

Diante das denúncias, o MP-BA concedeu 10 dias úteis para que a Neoenergia Coelba apresente uma manifestação formal sobre as acusações e encaminhe cópias de seus atos constitutivos.

Além disso, a promotoria determinou o envio de novo ofício à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para obter informações relacionadas ao caso.

A investigação ainda está em andamento. Portanto, as irregularidades apontadas nas denúncias ainda precisam ser apuradas e comprovadas pelo Ministério Público.

Com informações do Bahia Notícias.

Brumado: MP-BA deflagra operação contra PMs investigados por execução

 

imagem: Divulgação/MP

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Brumado e Vitória da Conquista contra três policiais militares investigados por homicídio qualificado e fraude processual.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, nesta terça-feira (2), a Operação Trama Arquitetada para investigar três policiais militares suspeitos de envolvimento na morte de Olimpio Michael Lopes de Oliveira, ocorrida em 1º de setembro de 2024, no povoado de Campo Seco, zona rural de Brumado.

Durante a operação, as equipes cumpriram três mandados de busca e apreensão em Brumado e Vitória da Conquista. Além disso, os agentes apreenderam dois celulares, que passarão por análise para auxiliar no avanço das investigações.

A ação reuniu o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a Força Correcional Especial Integrada (Force/SSP) e a Corregedoria da Polícia Militar.

PMs são investigados por homicídio e fraude processual

Os alvos da operação são três soldados da Polícia Militar da Bahia. Dois deles atuam no 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Brumado, enquanto o terceiro integrava a Rondesp Sudoeste, em Vitória da Conquista.

Segundo o MP-BA, as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) apontam possíveis crimes de homicídio qualificado e fraude processual.

Investigação aponta possível execução

Conforme o Ministério Público, a versão apresentada pelos policiais de que Olimpio Michael morreu durante um confronto armado após uma perseguição não coincide com outros elementos reunidos na investigação.

Segundo os depoimentos analisados, a vítima não portava arma de fogo e teria fugido após uma abordagem policial. Na sequência, os policiais a perseguiram e a atingiram sem que testemunhas identificassem uma troca de tiros.

Além disso, relatos indicam que os agentes teriam chegado ao local à procura específica da vítima. Para o MP-BA, essa circunstância reforça a hipótese de uma ação direcionada.

A investigação também identificou possíveis inconsistências relacionadas à arma apresentada pelos policiais após a ocorrência. Da mesma forma, os investigadores analisam sinais de lesões encontradas no corpo da vítima.

Investigação continua

Com a apreensão dos celulares, o Ministério Público pretende ampliar a análise dos elementos relacionados ao caso. Os equipamentos serão submetidos a perícia para auxiliar na apuração dos fatos.

Por fim, o MP-BA ressalta que os policiais permanecem na condição de investigados. A legislação também impede a divulgação dos nomes dos envolvidos nesta etapa da apuração.

Com informações do Ministério Público da Bahia.

ITUAÇU: MP-BA investiga possíveis danos ao erário em contratos de locação de veículos e máquinas

 

imagem: Reprodução/Google Street View

Investigação analisa contratos de 2018 e apura possíveis irregularidades em pagamentos e na prestação dos serviços pela Prefeitura.

A Promotoria de Justiça de Ituaçu, no Sudoeste da Bahia, abriu investigação para apurar possíveis danos ao erário, sobrepreço e superfaturamento em contratos de locação de veículos, máquinas pesadas e caçambas da Prefeitura Municipal.

Inicialmente, a apuração concentra-se em contratos executados e pagamentos realizados durante o exercício de 2018. Para formalizar o procedimento, a promotora de Justiça substituta Paula Rainna Nascimento Santos assinou a portaria que iniciou a investigação.

Entre os contratos analisados, estão acordos firmados pela Prefeitura com as empresas Coopvel, Cactos Administração e Serviços Eireli ME e TN Locadora e Serviços Ltda.

O que o Ministério Público apura

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), a investigação pretende verificar se houve superdimensionamento de frotas, antieconomicidade e pagamentos sem comprovação adequada da efetiva prestação dos serviços.

Além disso, o MP-BA vai analisar se a Prefeitura pagou valores compatíveis com os serviços realmente prestados. Da mesma forma, a apuração deve verificar a quantidade de veículos e máquinas utilizados nos contratos e a necessidade dos serviços previstos.

Nesse contexto, o Ministério Público busca identificar se os contratos provocaram eventual prejuízo aos cofres públicos.

Possíveis medidas

Caso a investigação confirme as irregularidades, o MP-BA poderá adotar medidas judiciais. Entre essas medidas, estão ações civis públicas e pedidos de ressarcimento por eventuais prejuízos causados ao erário.

Por outro lado, a investigação ainda está em andamento. Por isso, as possíveis irregularidades apontadas pelo Ministério Público ainda precisam ser comprovadas ao longo do procedimento.

Mulheres do interior da Bahia podem solicitar medida protetiva sem sair de casa

 

imagem: Ascom DPE/BA

Plataforma da Defensoria permite atendimento remoto e pode agilizar pedidos de proteção para mulheres em situação de violência.

Mulheres do interior da Bahia já podem solicitar medida protetiva de urgência sem sair de casa. A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) oferece o serviço por meio da plataforma digital DPE por Elas.

A ferramenta permite que mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero procurem atendimento pela internet. Além disso, não é necessário apresentar boletim de ocorrência para fazer a solicitação.

A iniciativa busca facilitar o acesso à Justiça, principalmente para mulheres que vivem em municípios do interior sem unidades especializadas da Defensoria. Dessa forma, a distância deixa de ser uma das principais barreiras para buscar proteção.

Como funciona o atendimento

Por meio da plataforma, a mulher pode relatar a situação de violência e enviar documentos, áudios e outras informações que ajudem a equipe a compreender o caso. Na sequência, ela pode agendar um atendimento online com profissionais do Núcleo de Apoio Psicossocial (NAPS).

A equipe reúne assistentes sociais e psicólogas. Além do acolhimento, as profissionais oferecem escuta qualificada e suporte durante o atendimento.

Depois dessa etapa, a equipe jurídica da Defensoria prepara o pedido de medida protetiva de urgência. O órgão encaminha a solicitação para o município onde a vítima mora e, então, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) analisa o pedido.

Medida pode sair em até três horas

A legislação estabelece prazo de até 48 horas para a análise judicial das medidas protetivas de urgência. Entretanto, segundo a DPE-BA, o fluxo especializado adotado na Bahia permite uma resposta mais rápida.

De acordo com a defensora pública Carolina de Araújo, decisões sobre medidas protetivas podem ocorrer em até 24 horas. Em situações de extrema urgência, a análise pode acontecer em aproximadamente três horas após o ajuizamento.

Por isso, a Defensoria considera a agilidade fundamental para mulheres que enfrentam situações de risco. A instituição também destaca que o atendimento remoto permite alcançar municípios onde não há defensores ou defensoras com atuação presencial.

O que a medida protetiva pode determinar

As Medidas Protetivas de Urgência estão previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Elas podem estabelecer restrições ao agressor para proteger a vítima.

Entre as medidas previstas, estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de determinadas condutas e a restrição ou suspensão de visitas aos filhos menores. A Justiça também pode determinar prestação de alimentos e participação do agressor em programas de recuperação e reeducação.

Nesse contexto, a plataforma DPE por Elas amplia as possibilidades de acesso à proteção para mulheres que vivem no interior da Bahia. A ferramenta também oferece orientação jurídica e encaminhamento para serviços especializados.

Atendimento

As mulheres podem acessar a plataforma DPE por Elas pela internet. Além disso, a Central de Atendimento à Mulher oferece o serviço pelo Ligue 180 e pelo WhatsApp (61) 9610-0180.

Na capital, o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem Bahia) também atende na Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Tancredo Neves, no Caminho das Árvores, em Salvador.

Com informações da Defensoria Pública da Bahia.