Quinta-Feira, 26 de agosto de 2026
Justiça no Interior

CORRENTINA: Prefeitura é investigada por contrato milionário com consórcio público

 

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O caso está sendo acompanhado pela Promotoria de Justiça de Correntina

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no Contrato Administrativo nº 244/2025, entre a Prefeitura de Correntina e o Consórcio Público Intermunicipal do Oeste da Bahia (Consid).

Segundo a portaria, o procedimento foi iniciado após o registro de uma notícia de fato que levantou indícios de problemas na contratação. A apuração busca verificar se houve falhas ou descumprimento de normas no acordo firmado.

O MP-BA destacou que, mesmo sendo estruturado como associação pública ou pessoa jurídica de direito privado, o Consid deve obedecer aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública, estabelecidos no artigo 37 da Constituição Federal. Além disso, também precisa seguir as regras previstas na Lei de Consórcios Públicos (Lei nº 11.107/2005) e na Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

A promotoria reforçou que o cumprimento dessas legislações é obrigatório sempre que houver utilização de recursos públicos. O caso está sendo acompanhado pela Promotoria de Justiça de Correntina, sob responsabilidade da promotora Suelim Iasmine dos Santos Braga.

A abertura do inquérito foi oficializada por meio de portaria publicada na segunda-feira (9). O contrato investigado prevê a realização de serviços de recuperação de estradas vicinais, além da locação de máquinas pesadas e do fornecimento de insumos e mão de obra, com valor total superior a R$ 18 milhões.

Com informações do Bahia Notícias.  

CATU: MP-BA cobra na Justiça regularização de abrigo de animais

 

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 A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Samory Pereira Santos 

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com uma ação na Justiça para que a Prefeitura de Catu cumpra as medidas previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em agosto de 2024. O acordo previa melhorias estruturais e sanitárias no abrigo municipal de cães e gatos conhecido como “Fazenda Alzirinha”, mas, segundo o órgão, as determinações não foram cumpridas.

A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Samory Pereira Santos, que aponta inércia do município diante dos compromissos assumidos. De acordo com o MP-BA, inspeções realizadas no local identificaram problemas como ausência de manejo adequado dos animais, falta de controle sanitário e falhas no cumprimento de políticas públicas de proteção animal.

O TAC estabelecia prazo inicial de 30 dias para a adoção das primeiras medidas. Entre as obrigações estavam a adequação da infraestrutura do abrigo, com construção de canis e gatis apropriados, separação dos animais por sexo, idade e condição de saúde, além da instalação de solário e telas de proteção.

O documento também determinava a criação de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para higienização do espaço, manutenção de vigilância 24 horas, fornecimento contínuo de ração adequada e disponibilização de medicamentos e insumos veterinários.

Outra exigência prevista era o cadastramento individual de todos os animais acolhidos, com prontuários e registros fotográficos. O acordo também incluía a vacinação e vermifugação de cães e gatos, realização de testes em felinos para doenças específicas e acompanhamento semanal por um médico-veterinário.

Segundo o Ministério Público, mesmo após notificações, envio de ofícios e realização de visitas técnicas, a maior parte das medidas previstas no TAC não foi executada pelo município. Com a ação judicial, o órgão busca que a Justiça determine o cumprimento imediato das adequações estabelecidas no acordo.

Com informações do Bahia Notícias.  

SALVADOR: TST anula julgamento do TRT-5 após votação

 

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O trabalhador havia acionado a Justiça para receber pelas horas extraordinárias

A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) anulou uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) que havia retirado o direito ao pagamento de horas extras de um ex-funcionário de uma rede hoteleira em Salvador. 

O trabalhador havia acionado a Justiça para receber pelas horas extraordinárias. Na primeira instância, o pedido foi aceito. Ao chegar ao TRT-5, o caso começou a ser analisado em agosto de 2021 e terminou empatado: o relator votou contra o empregado, enquanto uma desembargadora se posicionou a favor. O julgamento foi suspenso após pedido de vista da terceira magistrada.

Durante esse intervalo, a composição da turma mudou. A juíza que havia solicitado vista se aposentou, e a desembargadora que votou favoravelmente ao trabalhador foi convocada para atuar no TST. Dois juízes de primeiro grau assumiram as vagas abertas.

Na retomada, o magistrado convocado para ocupar o lugar da desembargadora apresentou novo voto, desconsiderando o entendimento já registrado por ela. Com isso, o resultado foi alterado e passou a ser favorável à empresa, excluindo o pagamento das horas extras.

Ao analisar o recurso, o ministro Agra Belmonte, relator no TST, afirmou que, embora um juiz possa rever o próprio voto antes do encerramento da sessão, não é permitido substituir o voto já formalizado por outro magistrado que deixou o colegiado. Para o relator, o procedimento adotado comprometeu a validade do julgamento.

Com a decisão, o processo deverá retornar ao TRT-5 para novo julgamento, respeitando os votos que já haviam sido apresentados. Ainda há possibilidade de recurso dentro do próprio TST. 

Com informações do JuriNews.

CHAPADA DIAMANTINA: Iraquara, Soutos Soares e Palmeiras realiza acordo com MP-BA

 

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Os acordos fazem parte do Programa Município Seguro e buscam alinhar a estrutura da segurança pública local 

 

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) firmou, entre janeiro e fevereiro deste ano, Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com as prefeituras de Iraquara, Souto Soares e Palmeiras, na Chapada Diamantina. Os acordos fazem parte do Programa Município Seguro e buscam alinhar a estrutura da segurança pública local às normas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A iniciativa ocorreu após investigações conduzidas pelas Promotorias de Justiça das respectivas comarcas. Durante os procedimentos administrativos, foram constatadas falhas na organização e na implementação de mecanismos básicos de planejamento e fiscalização da política de segurança nos três municípios.

Com os compromissos assinados, as gestões municipais passam a cumprir metas escalonadas, dentro de prazos estabelecidos pelo MP-BA. Entre as obrigações assumidas estão a criação de uma secretaria ou departamento responsável pela segurança pública, o encaminhamento de projetos de lei ao Legislativo municipal para instituir o Conselho e o Fundo Municipal de Segurança, além da implantação de uma ouvidoria autônoma.

Os TACs também preveem a integração efetiva das cidades ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e a elaboração do Plano Municipal de Segurança Pública, em consonância com as diretrizes estadual e federal. O andamento das medidas deverá ser apresentado ao Ministério Público a cada três meses.

O Programa Município Seguro integra o conjunto de ações estratégicas do MP-BA dentro do Bahia pela Paz. A proposta é fortalecer a gestão da segurança nos 417 municípios baianos, estruturando os instrumentos previstos no Susp e contribuindo para a redução da violência e a promoção da cultura de paz no estado.

Com informações do Bahia Notícias.

SALVADOR : Empregada doméstica que trabalhava até 15 horas diárias será indenizada

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Decisão foi tomada pela 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, que reconheceu o excesso na carga horária

Uma trabalhadora doméstica que atuava em Salvador obteve na Justiça uma indenização de R$5 mil após comprovar que enfrentava rotina diária de até 15 horas de serviço. A decisão foi tomada pela 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, que reconheceu o excesso na carga horária e os prejuízos ao direito de descanso.

Conforme apurado a funcionária prestou serviços à mesma família entre 2017 e 2021, na capital baiana.  A jornada começava às 7h e se estendia até as 22h, de segunda a sexta-feira, com apenas uma pausa ao longo do dia. Ela acumulava tarefas da casa, cuidados com duas crianças e só encerrava as atividades após o jantar do empregador.

O processo teve início na 25ª Vara do Trabalho de Salvador, que havia afastado parte do período alegado pela autora. Ao reavaliar o caso, porém, o TRT-BA entendeu que a rotina ultrapassava os limites legais e fixou a indenização por danos morais, além das verbas trabalhistas correspondentes.

Com informações do G1. 

 

LAURO DE FREITAS: TJBA e Prefeitura alinham pautas administrativas e institucionais

 

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Autoridades discutiram pautas consideradas estratégicas tanto para a administração municipal quanto para a prestação jurisdicional na comarca

O Presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, recebeu, na última terça-feira (24), a visita institucional da Prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis.

Durante o encontro, as autoridades discutiram pautas consideradas estratégicas tanto para a administração municipal quanto para a prestação jurisdicional na comarca. Entre os temas abordados estiveram o pagamento de precatórios, a construção do novo fórum e a renovação de termo de cooperação referente à cessão de servidores.

A Prefeita Débora Regis esteve acompanhada do Secretário da Fazenda, Ricardo Gois; do Secretário de Administração, Tássio Lima Azevedo; do Procurador-Geral do Município, Jarbas Magalhães; do Procurador Fiscal, Luiz Agle; e do advogado Vagner Cunha.

Representando o TJBA, além do Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, participaram da reunião os Juízes Sadraque Oliveira Rios Tognin, Liana Dumet e Adriana Sales Braga, Assessores Especiais da Presidência, bem como a Secretária de Administração, Carla Santiago.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. 

 

SALVADOR: II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa

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Abertura e o encerramento ocorrerão no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa

A Bahia reafirma seu protagonismo na consolidação da Justiça Restaurativa como política pública de transformação social ao sediar, de 18 a 20 de março de 2026, em Salvador, o II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa. O evento reunirá cerca de 300 participantes de diversas regiões do país. A abertura e o encerramento ocorrerão no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa, enquanto as demais atividades serão realizadas na Arquidiocese de Salvador.

O Encontro destaca o papel das mulheres na construção e difusão das práticas restaurativas, reconhecendo sua atuação como mediadoras de conflitos, promotoras de saúde emocional e articuladoras de redes de cuidado e justiça. Em um cenário marcado por desigualdades históricas e pela necessidade de reconstrução de vínculos sociais, a iniciativa reforça a importância do diálogo, da responsabilização consciente e da pacificação social.

No contexto nacional, a Justiça Restaurativa ganhou impulso com a Política Nacional instituída pelo Conselho Nacional de Justiça em 2016, que estabeleceu diretrizes para sua implementação no âmbito do Poder Judiciário. A partir dessa normativa, os tribunais passaram a desenvolver práticas restaurativas em escolas, comunidades e no sistema de justiça.

Na Bahia, esse movimento encontrou terreno fértil graças ao pioneirismo da Desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus. Ainda na primeira década dos anos 2000, quando atuava como juíza do 2º Juizado Especial Criminal do Largo do Tanque, em Salvador, implantou práticas restaurativas voltadas a conflitos de menor potencial ofensivo, priorizando o diálogo e a reparação de danos. Desde 2015, como desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), preside o Comitê Gestor do Núcleo de Justiça Restaurativa de 2º Grau, coordenando ações estratégicas em todo o estado.

O evento conta com o apoio institucional do TJBA, sob a Presidência do Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano. Ao longo de sua trajetória, desde a atuação como promotor de Justiça até o exercício como conselheiro do CNJ, o magistrado tem defendido políticas públicas voltadas à cultura de paz e ao fortalecimento de métodos consensuais de resolução de conflitos, alinhando-se aos princípios que fundamentam a Justiça Restaurativa no Brasil.

SENHOR DO BONFIM: MP-BA aciona Justiça para regularizar hospital regional

 

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A ação foi movida contra o Município de Senhor do Bonfim, o Estado da Bahia e a Fundação ABM de Pesquisa e Extensão na Área da Saúde (Fabamed)

 

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou no dia 10 de fevereiro, uma ação civil pública pedindo à Justiça uma liminar para que sejam adotadas providências urgentes no Hospital Municipal Dom Antônio Monteiro, em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia.

No processo, o órgão solicita que, caso as situações consideradas críticas permaneçam, os setores irregulares sejam suspensos, assegurando a regulação assistida e a transferência segura dos pacientes para outras unidades de saúde.

A ação foi movida contra o Município de Senhor do Bonfim, o Estado da Bahia e a Fundação ABM de Pesquisa e Extensão na Área da Saúde (Fabamed), responsável pela administração do hospital, que é referência regional no atendimento.

Segundo a promotora de Justiça Heline Alves, um relatório da Vigilância Sanitária Estadual apontou irregularidades sanitárias classificadas como “inaceitáveis” em setores essenciais, como o Centro de Material e Esterilização, Centro Cirúrgico, UTI Adulto, Radiodiagnóstico e Laboratório de Análises Clínicas.

O documento também identificou problemas estruturais, ausência de responsáveis técnicos formalmente designados, falhas no controle de infecções, na esterilização de materiais, na gestão de medicamentos e no gerenciamento de resíduos hospitalares.

De acordo com a ação, essas irregularidades representam risco direto à saúde da população, podendo causar infecções, complicações graves e até mortes evitáveis. A promotora ressalta que a unidade precisa cumprir as normas sanitárias vigentes para garantir atendimento seguro aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

JUAZEIRO: MP-BA entra com ação contra demolição de imóvel histórico

 

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Prédio demolido fazia parte do conjunto arquitetônico da antiga Companhia de Navegação do São Francisco

O Ministério Público da Bahia ingressou com ação civil pública contra o Governo do Estado da Bahia e uma empresa de engenharia pela demolição de um imóvel de valor histórico em Juazeiro, no norte do estado. A medida, protocolada no dia 5 de fevereiro,  busca a reparação dos danos causados ao patrimônio cultural da cidade.

O prédio demolido, antigo depósito da Empresa Baiana de Alimentos, conhecido como “Cesta do Povo”,  fazia parte do conjunto arquitetônico da antiga Companhia de Navegação do São Francisco, símbolo do período da navegação a vapor na região. Segundo o MP-BA, o imóvel estava protegido pela Lei Municipal nº 1.667/2002, por integrar o inventário arquitetônico local, o que impedia sua demolição sem autorização prévia.

A estrutura foi derrubada entre 26 e 27 de março de 2023 para dar lugar à construção de uma nova unidade da Polícia Militar, sem licença municipal e sem consulta aos órgãos de preservação. Laudo do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac) apontou que a destruição provocou perda irreversível da memória coletiva e comprometeu o conjunto histórico da área. Tentativas de solução extrajudicial não tiveram êxito.

Na ação, o MP pede a suspensão imediata de qualquer obra no local para preservar as fundações remanescentes e viabilizar possível reconstrução. O órgão também solicita que o Estado e a empresa sejam obrigados a reerguer o prédio, mantendo as características originais, sob acompanhamento técnico. A promotora de Justiça Heline Esteves destacou que a demolição ocorreu sem a devida autorização legal e sem diálogo com os órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio.

Com informações do Bahia Notícias.

 

SALVADOR: TJ-BA registra mais de 200 atendimentos em posto de informações no carnaval

 

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 Durante os sete dias de festa, dez juízes e 15 servidores se revezaram no atendimento

O Tribunal de Justiça da Bahia ampliou sua atuação no Carnaval de Salvador com a instalação de um Posto de Informações no circuito Barra-Ondina, entre os dias 12 e 18 de fevereiro. O espaço funcionou em frente ao antigo Colégio Isba, de forma integrada ao Ministério Público da Bahia e à Defensoria Pública do Estado da Bahia.

Durante os sete dias de festa, dez juízes e 15 servidores se revezaram no atendimento, totalizando 217 pessoas orientadas sobre acesso à Justiça, processos urgentes e acolhimento de menores. No período, o Judiciário recebeu 333 autos de prisão em flagrante, analisou 415 medidas protetivas e realizou 215 audiências de custódia, com 237 pessoas apresentadas à Justiça.

As Varas da Infância e Juventude distribuíram 6.329 pulseiras de identificação e emitiram 410 autorizações de viagem para menores, além de promover ações educativas nos circuitos.

O presidente do TJ-BA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, destacou a integração entre os órgãos e anunciou a intenção de ampliar os serviços nas próximas edições da festa. A juíza Liana Dumet também avaliou de forma positiva a atuação conjunta das instituições durante o Carnaval.

Com informações do Bahia Notícias.