Domingo, 11 de outubro de 2026
Justiça no Interior

Conceição do Jacuípe: MP-BA investiga retenção de valores descontados de servidores

imagem: reprodução/Google Street View

Inquérito apura possível falta de repasse de parcelas de empréstimos consignados e planos de saúde descontadas diretamente dos salários.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um Inquérito Civil para investigar a Prefeitura de Conceição do Jacuípe por suspeita de retenção indevida de valores descontados dos salários de servidores municipais.

A apuração, conduzida pelo promotor de Justiça Samory Pereira Santos, busca esclarecer por que recursos destinados ao pagamento de empréstimos consignados e planos de saúde não teriam chegado às instituições financeiras e às operadoras responsáveis pelos serviços.

Servidores podem sofrer prejuízos

Segundo as informações que motivaram o procedimento, a Prefeitura descontava mensalmente os valores nos contracheques dos servidores. No entanto, as instituições que deveriam receber os pagamentos não teriam recebido os recursos.

No caso dos empréstimos consignados, essa situação pode provocar a negativação indevida dos servidores em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa. Além disso, os trabalhadores podem enfrentar dificuldades para contratar novos empréstimos e acessar outras linhas de crédito.

Já em relação aos planos de saúde, a falta de repasse pode gerar inadimplência e comprometer a continuidade da cobertura médica e hospitalar dos servidores e de seus dependentes.

MP-BA apura destino dos valores

Diante disso, o Ministério Público investiga o destino do dinheiro descontado dos salários e busca identificar os possíveis responsáveis pela situação.

A apuração também considera possíveis indícios de enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos e violação dos deveres de transparência e regularidade administrativa.

Por enquanto, o procedimento está em fase de investigação. Portanto, as possíveis irregularidades ainda precisam ser esclarecidas e comprovadas.

Com informações do Bahia Notícias. 

Vitória da Conquista recebe projeto Justiça em Território do TJBA em novembro

 

imagem: PMVC

Iniciativa prevê sessão de julgamento no interior e ações gratuitas de cidadania, saúde, assistência social e orientação jurídica.

Vitória da Conquista será sede do projeto Justiça em Território, iniciativa do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) que busca aproximar o Poder Judiciário da população e ampliar o acesso a serviços de cidadania e promoção de direitos.

Para organizar a programação, representantes do TJBA e da Prefeitura se reuniram na quarta-feira (16). Durante o encontro, eles discutiram a estrutura e as atividades previstas para o evento, que ocorrerá em novembro.

Projeto terá três frentes de atuação

De acordo com o TJBA, o Justiça em Território será desenvolvido a partir de três eixos. Primeiramente, o projeto prevê a transferência temporária da sede da Presidência do Tribunal para a comarca que receberá a iniciativa.

Em seguida, o segundo eixo reúne ações de cidadania e promoção dos direitos humanos. Por fim, o terceiro prevê, de forma inédita, a realização de sessões de julgamento do Tribunal de Justiça em uma comarca do interior.

A escolha de Vitória da Conquista considera a importância do município para o Sudoeste baiano. Nesse contexto, a secretária de Estratégias e Projetos do TJBA, Viviane Oliveira, destacou o papel da cidade como polo regional nas áreas econômica, comercial e cultural.

Além disso, o procurador-geral do município, Lyncoln da Cunha Martins, afirmou que a realização do projeto representa um marco para Vitória da Conquista. Segundo ele, a possibilidade de sediar uma sessão de julgamento com a presença de desembargadores aproxima o Tribunal da população do interior.

PopRuaJud oferecerá serviços gratuitos

Entre as atividades previstas está o PopRuaJud, iniciativa voltada à promoção de direitos e ao atendimento de pessoas em situação de rua.

A ação ocorrerá no dia 11 de novembro e deverá reunir instituições públicas e privadas em um único espaço. Dessa maneira, a população poderá acessar gratuitamente serviços de saúde, assistência social, orientação jurídica, emprego e emissão de documentos.

Na área da saúde, estão previstos atendimentos odontológicos, testagens, exames rápidos, vacinação e atuação do Consultório de Rua.

Além desses serviços, a rede de assistência social deverá oferecer acolhimento, escuta e encaminhamentos por meio de equipamentos como CRAS, CREAS, Centro Pop, Abordagem Social, CTA, CadÚnico e Bolsa Família.

A programação também poderá incluir ações relacionadas à empregabilidade, habitação, políticas para as mulheres e regularização de documentos. Do mesmo modo, estão previstas atividades culturais, distribuição de lanches e materiais de higiene, corte de cabelo, aplicação de turbantes e espaço para crianças.

Projeto levará educação cidadã às escolas

Na sequência, no dia 12 de novembro, o projeto Direito de Saber será realizado no auditório do Centro Municipal de Educação Profissional (Cemae).

A iniciativa promove atividades de educação para a cidadania em escolas públicas municipais e atende estudantes de 12 a 14 anos. Para isso, magistrados e servidores do TJBA participam de encontros presenciais sobre direitos e deveres.

Com essa proposta, o Tribunal pretende fortalecer a cultura de cidadania e aproximar os jovens do sistema de Justiça desde a infância. Assim, a ação busca contribuir para que os estudantes conheçam melhor seus direitos e deveres.

Prefeitura organiza estrutura e serviços

Enquanto isso, representantes de diferentes secretarias municipais discutiram a oferta de serviços da rede pública durante o projeto. Entre as áreas envolvidas estão Procuradoria Geral, Segurança Pública e Defesa Social, Políticas para as Mulheres, Educação, Saúde, Assistência Social e Cultura.

A estrutura deverá receber entre 600 e 800 pessoas, além de aproximadamente 25 instituições parceiras. Por esse motivo, a organização prevê um espaço com localização central e salas fechadas, garantindo privacidade nos atendimentos que exigirem sigilo.

Além disso, a estrutura deverá contar com mesas, cadeiras, palco para a abertura, banheiros químicos e apoio da Guarda Municipal. A Prefeitura também deverá articular a participação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Segundo Ricardo Alves, coordenador de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos Humanos, a iniciativa pode ampliar o acesso da população aos serviços públicos e fortalecer ações de combate ao racismo.

Diante disso, o Justiça em Território reunirá o TJBA e o Município em uma programação voltada à cidadania, à promoção dos direitos humanos e à aproximação entre a população e as instituições públicas.

Com informações da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. 

MPBA e Conselhos Municipais de Educação realizam visitas a escolas durante ação na Bahia

 

imagem: MPBA

Mobilização prevê cerca de 3 mil visitas a escolas e postos de saúde para verificar condições de atendimento e identificar possíveis problemas nas redes públicas.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), em parceria com a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME Bahia), realiza até esta sexta-feira (18) uma ação simultânea em municípios baianos. A mobilização integra o projeto “Saúde + Educação: Transformando o Novo Milênio” e começou na última segunda-feira (14).

Ao todo, a iniciativa prevê cerca de 3 mil visitas a escolas e postos de saúde. Nas unidades de ensino, as equipes verificam diferentes aspectos relacionados ao atendimento dos estudantes.

Visitas verificam condições das escolas

Durante as visitas, as equipes analisam a estrutura física, alimentação, segurança, acessibilidade, educação inclusiva e recursos pedagógicos, entre outras condições necessárias para o funcionamento das escolas.

Além disso, os Conselhos Municipais de Educação participam diretamente das inspeções nas unidades de ensino. Dessa forma, os conselheiros podem acompanhar as condições de funcionamento e identificar as principais necessidades das redes municipais.

Segundo o promotor de Justiça Adriano Marques, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Educação (Ceduc), a ação busca identificar possíveis inconformidades e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de saúde e educação na Bahia.

Para a coordenadora da UNCME Bahia, Gilvânia Nascimento, a presença dos conselheiros nas escolas permite observar de perto as condições necessárias para garantir o direito à educação.

Além disso, as informações coletadas durante as visitas são registradas em sistemas informatizados, incluindo o Milênio Mobile. Com isso, os dados podem ser organizados e acompanhados pelos órgãos envolvidos.

Ação também envolve unidades de saúde

Enquanto as equipes verificam as condições das escolas, os postos de saúde também recebem visitas. Nesses locais, os profissionais analisam questões relacionadas ao atendimento, vacinação e oferta de serviços.

De acordo com Gilvânia Nascimento, o trabalho dos Conselhos Municipais de Educação também pode contribuir para o planejamento das políticas educacionais. Isso ocorre porque os municípios estão elaborando seus Planos Municipais de Educação, que vão estabelecer diretrizes para os próximos dez anos.

Assim, a ação busca reunir informações diretamente nas unidades públicas para auxiliar na identificação de problemas e no planejamento das políticas de saúde e educação.

Com informações do Ministério Público da Bahia.

Operação Eirene II: Justiça bloqueia R$ 12 milhões de investigados por crimes na Bahia

 

imagem: Flávia Vieira/SSP-BA

Medida judicial atingiu bens e ativos de investigados durante operação que cumpriu mandados de prisão em Jequié, Vitória da Conquista e Brumado.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 12 milhões em bens e ativos de investigados durante a Operação Eirene II, realizada nesta quarta-feira (16). A ação também cumpriu mandados de prisão na Bahia e em outros três estados.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a investigação apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Na Bahia, as forças de segurança cumpriram 21 mandados de prisão. Desse total, nove ocorreram em Jequié, seis em Vitória da Conquista e um em Brumado, todos no Sudoeste baiano.

Bloqueio busca preservar patrimônio durante investigação

O bloqueio de bens e ativos representa uma das medidas adotadas pela Justiça durante a investigação. Com isso, os valores e patrimônios atingidos pela decisão ficam impedidos de circular ou ser movimentados nas condições habituais.

Além disso, a medida permite que as autoridades preservem recursos que podem ter relação com os crimes investigados. No entanto, o bloqueio não significa que a Justiça tenha confiscado definitivamente os valores.

Nesse sentido, a investigação ainda precisa esclarecer a origem dos bens e dos recursos, assim como a eventual participação de cada pessoa investigada nos crimes apurados.

Operação teve prisões no Sudoeste

Além das cidades do Sudoeste, as equipes também cumpriram mandados em Serrinha, Ilhéus, Mutuípe, Laje e Salvador.

Ao mesmo tempo, as forças de segurança cumpriram quatro mandados de prisão em São Paulo, cinco em Minas Gerais e um em Goiás. Ao todo, portanto, 32 pessoas foram presas em todo o país, conforme informou a SSP-BA.

Na Bahia, a operação reuniu equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, das Polícias Militar e Civil e da Polícia Federal.

Até o momento, as autoridades não divulgaram as identidades dos presos. Além disso, a investigação continua em andamento.

Por isso, as suspeitas atribuídas aos investigados ainda precisam ser apuradas no decorrer do procedimento. A Justiça também poderá analisar novas medidas conforme o avanço das investigações.

 

MPF investiga possível irregularidade no uso do Fundeb em 12 municípios do Extremo Sul da Bahia

 

imagem: Paula Fróes/GOVBA

Inquéritos apuram aplicação de recursos da complementação-VAAT e possíveis problemas no cumprimento de metas da educação infantil.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquéritos civis para investigar possíveis irregularidades no uso de recursos do Fundeb em 12 municípios do Extremo Sul da Bahia. Ao todo, os procedimentos envolvem Eunápolis, Itapebi, Alcobaça, Ibirapuã, Vereda, Teixeira de Freitas, Prado, Lajedão, Jucuruçu, Itamaraju, Itabela e Itanhém.

Segundo o MPF, os recursos analisados correspondem à complementação-VAAT do Fundeb. Além disso, os procedimentos também apuram possíveis problemas no cumprimento de metas relacionadas à educação infantil.

O MPF recebeu informações do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) e, posteriormente, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) encaminhou os dados ao órgão.

O que o MPF investiga

De acordo com cada município e período analisado, a investigação possui focos diferentes. Em alguns casos, o MPF verifica a aplicação dos recursos da complementação-VAAT em despesas de capital. Já em outros, o órgão analisa informações relacionadas ao Indicador de Educação Infantil (IEI).

Em Eunápolis, por exemplo, o procedimento analisa os anos de 2021, 2022 e 2024. Por outro lado, Itapebi entra na apuração pelo uso de recursos do VAAT em despesas de capital no ano de 2022.

Já em Alcobaça, o MPF analisa os anos de 2021 e 2022, com foco no IEI. Da mesma forma, Ibirapuã entra na investigação por causa de despesas de capital realizadas com recursos do VAAT em 2023.

Enquanto isso, Vereda e Teixeira de Freitas têm procedimentos relacionados ao IEI de 2021. Em Prado, o MPF analisa a aplicação de recursos do VAAT em despesas de capital no ano de 2023.

Além desses municípios, Lajedão e Jucuruçu também entram nos procedimentos, referentes aos anos de 2021 e 2023, respectivamente. Nesses dois casos, a fonte não informa um recorte temático específico.

Por sua vez, Itamaraju entra na apuração relacionada ao IEI de 2021. Já Itabela aparece na investigação sobre despesas de capital com recursos do VAAT nos anos de 2024 e 2025. Por fim, Itanhém entra no procedimento que analisa a aplicação dos recursos do VAAT em despesas de capital em 2021.

Investigação ainda está em andamento

Com a instauração dos inquéritos civis, o MPF poderá solicitar documentos, informações e novas diligências para esclarecer a aplicação dos recursos.

Assim, os procedimentos ainda estão na fase de investigação. Portanto, as possíveis irregularidades ainda precisam ser apuradas e comprovadas.

Com informações do Bahia Notícias. 

Vitória da Conquista: TRE-BA interrompe julgamento de embargos sobre cassação de Diogo Azevedo

imagem: reprodução

Pedido de vista suspendeu a análise do recurso; vereador teve mandato cassado em julho, mas voltou ao cargo em agosto por decisão do próprio Tribunal.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) interrompeu, nesta segunda-feira (14), o julgamento dos Embargos de Declaração relacionados ao processo de perda de mandato por infidelidade partidária contra o vereador Diogo Azevedo (PSDB), de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia.

O julgamento estava previsto como o primeiro processo da pauta do Plenário. No entanto, o juiz substituto Mhércio Cerqueira Monteiro pediu vista do processo. Com isso, os demais membros da Corte Eleitoral terão que aguardar a devolução dos autos para concluir a análise.

Vereador teve mandato cassado e depois voltou ao cargo

Diogo Azevedo teve o mandato cassado no início de julho, após uma ação apresentada pelo suplente Alisson Roberto (União).

Posteriormente, no fim de agosto, o próprio TRE-BA suspendeu os efeitos da cassação e devolveu o mandato ao vereador até a conclusão dos Embargos de Declaração.

Agora, o processo voltou ao Plenário para análise do recurso. Antes do pedido de vista, a relatora, desembargadora Carina Canguçu, apresentou voto pela rejeição dos embargos.

Relatora votou pela rejeição dos embargos

Segundo a relatora, a decisão anterior não apresenta vícios, omissões ou nulidades processuais que justifiquem a alteração do julgamento.

Além disso, Carina Canguçu avaliou que o recurso apresentado pela defesa demonstra inconformismo com a forma como as provas foram analisadas. Na avaliação da relatora, a defesa também busca reexaminar o mérito da causa por meio dos embargos.

A desembargadora foi a mesma que, anteriormente, havia acolhido o pedido de cassação e, posteriormente, suspendeu os efeitos da medida.

Diante do pedido de vista, porém, o julgamento não foi concluído nesta segunda-feira. Assim, os demais integrantes do TRE-BA ainda precisam apresentar seus votos.

Até o momento, não há uma nova data definida para que o processo retorne à pauta do Tribunal.

Com informações do Bahia Notícias. 

Brumado: Justiça Federal determina medidas contra novas obras em área de comunidade de matriz africana

 

imagem: Divulgação / DPU

Decisão prevê multa de R$ 5 mil por dia, fiscalização e possibilidade de apreensão de máquinas; município também terá que reinstalar placas de embargo.

A Justiça Federal determinou novas medidas para impedir obras e ocupações na Fazenda Santa Inês, em Brumado, no Sudoeste da Bahia, onde está localizada a Sociedade Floresta Sagrada do Alto do Xangô, comunidade tradicional de matriz africana.

A área está sob embargo judicial desde 2021. Na época, a Justiça proibiu a comercialização de lotes e a realização de construções no local. No entanto, novas intervenções continuaram sendo registradas. Por isso, em 8 de setembro de 2026, a Justiça reconheceu o descumprimento da ordem e estabeleceu medidas mais rigorosas.

Justiça amplia fiscalização na área

Entre as novas determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5 mil para réus e infratores que descumprirem o embargo. Além disso, autorizou a apreensão de maquinários, ferramentas e materiais usados nas intervenções.

Da mesma forma, a decisão permite a interdição de canteiros e a paralisação das obras.

Diante disso, o município de Brumado terá cinco dias para reinstalar placas de grande porte nos acessos das cinco ruas do loteamento. As placas deverão informar a proibição de novas construções e ocupações. Caso a Prefeitura não cumpra a determinação, poderá receber multa diária de R$ 2 mil.

Além disso, o município deverá fiscalizar a área e interromper as obras clandestinas já identificadas. Quando houver respaldo jurídico, a Prefeitura poderá adotar providências para demolir construções recentes ou ainda em estágio inicial.

Enquanto isso, a fiscalização poderá contar com o apoio da Polícia Federal. A Prefeitura também deverá atualizar a Justiça sobre o plano de ação adotado para cumprir as determinações.

Conflito envolve comunidade tradicional

A Defensoria Pública da União (DPU) acompanha o caso, assim como o Ministério Público Federal (MPF). Segundo a DPU, a comunidade comunicou à Justiça a continuidade das intervenções e pediu providências para garantir o cumprimento do embargo.

A disputa pela área se estende há mais de 15 anos. Nesse período, o conflito envolveu a proteção territorial da comunidade, além de denúncias de violência, intolerância religiosa e danos ambientais.

Em junho de 2025, a Justiça Federal reconheceu a posse da comunidade sobre 11,6 hectares dos 16 hectares reivindicados. Posteriormente, em agosto do mesmo ano, a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) entregou à comunidade um Termo de Autorização de Uso Sustentável (Taus) referente à área.

Apesar disso, novas intervenções foram identificadas ao longo de 2026. Relatórios registraram obras, escavações, circulação de trabalhadores e retirada de placas que informavam sobre o embargo. Além disso, houve registro do início da instalação de uma rede de água na área.

Por fim, a Justiça determinou que a Embasa não faça novas ligações de água nem forneça infraestrutura a lotes dentro da área embargada sem autorização judicial expressa.

Com informações do Bahia Notícias. 

Vitória da Conquista: TJ-BA determina novo concurso para regularizar Guarda Municipal

imagem: PMVC

Tribunal considerou legal o aproveitamento de agentes coletivos, mas rejeitou mudança de agentes patrimoniais para a corporação; Prefeitura terá 18 meses para regularizar situação.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou que a Prefeitura de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia, realize um novo concurso público para regularizar a situação da Guarda Civil Municipal. O município terá até 18 meses para preencher as vagas e cumprir as medidas determinadas pela Justiça.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (9), durante sessão do Órgão Especial do TJ-BA, no julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questionava a mudança de função de antigos agentes patrimoniais e agentes coletivos.

Entenda a decisão

A discussão envolve servidores aprovados em concurso realizado em 2013 para os cargos de agente patrimonial e agente coletivo. Posteriormente, a Lei Municipal nº 2.369/2019 extinguiu essas funções e criou a Guarda Civil Municipal.

Em 2021, a Prefeitura aproveitou servidores na nova estrutura da Guarda. Segundo informações do processo, 193 servidores passaram a integrar a corporação após a realização de curso de formação.

No entanto, o TJ-BA fez uma distinção entre os grupos. O Tribunal considerou válido o aproveitamento dos agentes coletivos, levando em conta a compatibilidade entre atribuições, remuneração e carga horária. Por outro lado, a Corte rejeitou a mudança dos agentes patrimoniais para a Guarda Municipal.

Segundo o entendimento apresentado no julgamento, a semelhança entre algumas atividades não é suficiente para permitir a mudança de um cargo para outro sem concurso específico.

Prefeitura terá prazo para regularização

Diante da decisão, a Prefeitura deverá realizar um novo concurso público para preencher as vagas necessárias e regularizar a composição da Guarda Civil Municipal.

Além disso, o município terá 18 meses para cumprir a determinação. O prazo permite que a administração organize o concurso e adote as medidas necessárias para adequar o quadro da corporação.

Assim, a decisão não determina o afastamento imediato de todos os servidores que atualmente atuam na Guarda. O município deverá cumprir as medidas dentro do período estabelecido pelo TJ-BA.

Livramento de Nossa Senhora: Justiça determina concurso público para regularizar quadro de servidores

 

 

imagem: Divulgação 

Decisão atende pedido do MP-BA e determina revisão de contratos temporários mantidos pela Prefeitura.

A Justiça determinou que a Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora, no Sudoeste da Bahia, adote medidas para regularizar o quadro de servidores e realize concurso público para preencher cargos efetivos.

A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e foi proferida em 24 de agosto. Além disso, a determinação resulta da execução de uma sentença relacionada a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e o município.

Prefeitura mantém mais de 2 mil contratos temporários

Durante a execução da sentença, o MP-BA informou à Justiça que a Prefeitura mantém 2.027 contratos temporários. Esse número representa 64,4% dos vínculos existentes na administração municipal.

Segundo a promotora de Justiça Ana Luíza de Oliveira, o município não apresentou documentos e justificativas suficientes para comprovar a regularidade das contratações.

Diante disso, o Ministério Público apresentou uma proposta para implantar um plano de regularização do quadro funcional.

Município terá que revisar contratos

Ao analisar o caso, a Justiça rejeitou o pedido da Prefeitura para obter um novo prazo sem data definida para cumprir a sentença.

Em seguida, o juiz acolheu a proposta apresentada pelo MP-BA e determinou que o município apresente informações detalhadas sobre todos os contratos temporários.

Assim, a Prefeitura deverá informar a função exercida, o período de contratação, a forma de seleção e a justificativa para cada vínculo.

Além disso, o município terá que comprovar o encerramento dos contratos que não atendam aos requisitos previstos na Constituição Federal.

A decisão permite a manutenção temporária de servidores apenas em situações consideradas indispensáveis para garantir a continuidade dos serviços de saúde e educação.

Concurso deverá preencher cargos efetivos

Por outro lado, a Prefeitura também deverá comprovar a publicação do edital de concurso público para preencher os cargos efetivos que estão vagos.

Para isso, o município terá que apresentar ainda o cronograma das etapas do concurso.

Dessa forma, a medida busca adequar o quadro de servidores às regras estabelecidas na decisão judicial e reduzir a dependência de contratos temporários.

Multa em caso de descumprimento

Por fim, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 1 mil caso o município descumpra as determinações.

A penalidade fica limitada, inicialmente, a R$ 200 mil. Conforme a decisão, os valores eventualmente arrecadados deverão ser destinados ao Fundo de Interesses Difusos.

Com informações do Ministério Público da Bahia.

Tanhaçu: MP-BA denuncia casal por explosão de padaria que matou quatro pessoas

 

imagem: Achei Sudoeste

Proprietários são acusados de homicídio e dano qualificados; MP-BA pede que caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) denunciou dois proprietários de uma padaria em Tanhaçu, no Sudoeste da Bahia, pela explosão do estabelecimento que matou quatro pessoas. O acidente aconteceu em 26 de janeiro de 2023.

Na terça-feira (8), a promotora de Justiça Daniela de Almeida apresentou a denúncia. Com isso, o MP-BA acusa os dois proprietários de homicídio e dano qualificados e também pediu que a Justiça encaminhe o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri.

Agora, a Justiça vai analisar a denúncia. Em seguida, o Judiciário decidirá se o processo seguirá para julgamento popular.

Explosão aconteceu após vazamento de gás

Segundo a denúncia, os proprietários teriam assumido o risco de matar ao manter a padaria em funcionamento sem licença sanitária, alvará de funcionamento e vistoria do Corpo de Bombeiros ou de órgão municipal competente.

Além disso, o MP-BA aponta que a explosão ocorreu após um vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP). Como consequência, o imóvel desabou completamente.

As vítimas foram Edivanda Costa da Silva, Letícia da Silva Santana, Adriano Lima Santana e Bruno Santos Freire. As três primeiras moravam no imóvel. Já Bruno trabalhava na padaria.

De acordo com os laudos técnicos, o desabamento provocou os traumatismos que causaram as quatro mortes.

MP-BA aponta alertas sobre problemas com gás

A denúncia também aponta que os proprietários teriam recebido alertas sobre problemas relacionados ao gás antes da explosão.

Segundo a promotora, um vizinho informou, cerca de 40 dias antes do acidente, que sentia um forte cheiro de gás no estabelecimento.

Além disso, os responsáveis trocaram os botijões no dia anterior à explosão. Conforme a denúncia, durante a troca, eles também receberam informações sobre a situação.

Na sequência, a perícia identificou problemas em um dos equipamentos. Entre eles, os técnicos encontraram desgaste, oxidação e prazo de validade vencido no regulador de pressão de um dos botijões.

Justiça vai decidir sobre julgamento pelo Júri

Diante dessas informações, o MP-BA pediu que a Justiça submeta os dois denunciados ao Tribunal do Júri.

No entanto, a denúncia ainda precisa passar pela análise judicial. A partir dessa avaliação, a Justiça decidirá se aceita a acusação e se o caso seguirá para julgamento popular.

Enquanto isso, o processo continuará na fase de análise das acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Com informações do Ministério Público da Bahia.