Quarta-Feira, 15 de julho de 2026
Justiça no Interior

Bancada negra anuncia os coordenadores do novo grupo da Câmara

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A bancada negra da Câmara dos Deputados, criada no início deste mês de novembro, anunciou nesta segunda-feira, 20, Dia da Consciência Negra, os nomes dos coordenadores, que vão representar os 122 deputados federais que se autodeclararam pretos ou pardos na última eleição.

O grupo vai ser formado pelo deputado Damião Feliciano (União-PB) como coordenador-geral, pela deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), como 1ª vice-coordenadora, pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ), 2ª vice-coordenadora e pela deputada Silvia Cristina (PL-RO), como 3ª vice-coordenadora.

A bancada negra foi criada oficialmente no começo de novembro, com a aprovação em Plenário do Projeto de Resolução (PRC) 116/23, proposto pelos parlamentares Damião Feliciano e Talíria Petrone.

A nova resolução garante à bancada negra o direito de votar na reunião de líderes em que o presidente da Câmara define a pauta de votações da Casa. O texto também permite que a bancada fale em Plenário semanalmente, por cinco minutos, para expressar a posição dos integrantes.

Durante solenidade no Salão Verde, Feliciano classificou a criação oficial da bancada negra como um feito “enorme e extraordinário”. “Nós não estamos aqui interessados em fazer projeção midiática”, disse. “Queremos resultado e o que vamos fazer é uma política de transformação, de resgate da história e de Justiça para a população negra e parda, que corresponde a 57% dos brasileiros”, disse o deputado.

Feliciano também destacou que a composição da nova bancada não é de direita nem de esquerda. “A bancada negra vai do PT ao PL, do União ao Psol. Há o retrato do povo brasileiro dentro dessa bancada”, disse.

A deputada Talíria Petrone, por sua vez, disse que a criação da bancada negra amplia o espaço disponível dentro da estrutura da Câmara para debater pautas de interesse de negros e pardos.

“Não é um detalhe para democracia brasileira a gente ter agora uma bancada negra institucionalmente representada na Câmara dos Deputados”, disse. “Parlamentares negros vão ter um espaço institucional para organizar as lutas e demandas da população negra, com voz e voto no colégio de líderes, incidindo sobre as matérias que vão ser votadas nesse Parlamento. Isso é histórico”, acrescentou.

O deputado Antonio Brito (PSD-BA), que foi relator do projeto de resolução 116/23, também comentou sobre a participação da bancada negra no colégio de líderes.  “Isso é um passo importante. Não existia, foi criado por essa conjunção, por essa maturidade”, disse.

Brito também afirmou que a nova bancada aumenta a visibilidade dos negros na política. “O que muda é que a sociedade está nos vendo aqui. E nós damos visibilidade à representação do negro na política”, concluiu.

A deputada Dandara (PT-MG) destacou o significado da formalização de uma bancada negra na Câmara dos Deputados. “Não é pouca coisa. É um movimento plural e representativo. Ter a maior parte do povo brasileiro representada no colégio de líderes é fundamental para que essa casa tenha a cara, a origem, a cor e a identidade do povo, para que as matérias votadas rem relação com as demandas reais da sociedade”, disse.

Por fim, a deputada Gisela Simona (União-MT) relacionou a instalação da bancada negra com o Dia da Consciência Negra. “20 de novembro de 2023 e temos um marco histórico na sociedade brasileira. Um momento de muita importância não só para o povo negro mas toda a sociedade brasileira”, disse.

O Dia da Consciência Negra faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Reconhecido como um dos símbolos da luta dos africanos contra a escravização no Brasil colonial, Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695 por bandeirantes.

As informações são da Agência Câmara de Notícias

Saiba quais os efeitos da Taylor Swift na legislação brasileira

Foto: Instagram

Por Justiça no Interior

A cantora estadunidense Taylor Swift realiza nesta sexta-feira, sábado e domingo, 17, 18 e 19 de novembro os três primeiros shows da sua turnê mundial, The Eras Tour, no Brasil. Os shows acontecem no Rio de Janeiro, no estádio Nilton Santos e em seguida realiza mais três concertos nos dias 24, 25 e 26 de novembro, em São Paulo, no Allianz Park.

Os ingressos para todos os seis dias de shows estão esgotados desde as primeiras horas de vendas no dia 28 de junho deste ano. Por conta disso, os milhares de fãs da cantora, conhecidos como “swifties”, ficaram revoltados e chegaram a denunciar no Procon, a Tickets For Fun, empresa responsável pelas vendas, pois relataram que ingressos estavam sendo anunciados e vendidos em sites não oficiais a preços muito mais altos.

O advogado especialista em direito do consumidor, Antônio Vinicius explica que, de acordo com a legislação brasileira, a prática de venda ilegal de ingressos, conhecida informalmente como “cambismo”, é considerada crime somente no contexto de eventos esportivos. Ele acrescenta que “o estatuto do torcedor prevê que a venda de ingressos acima do valor estipulado é crime, pela lei 10.671 de 15 de maio de 2003. O art. 41G dispõe que fornecer, desviar ou facilitar a distribuição de ingressos por preço superior ao valor estampado no bilhete é punível com multa e pena de 2 a 4 anos de reclusão”.

O especialista ainda explica que mesmo que a lei esportiva não se aplique em casos de shows musicais e outros eventos, a jurisprudência considera a prática criminosa e utiliza o artigo 2º, inciso IX, da lei dos crimes contra a economia popular, lei 1.521/51, para punir os cambistas. O advogado informa que essa lei foi editada durante a Era Vargas e por isso “precisa ser atualizada para que seja punida com mais rigor”, diz o especialista.

Esse problema levou a uma reação no Congresso Nacional, resultando em propostas de projetos de lei que podem vir a ser conhecidos como a “Lei Taylor Swift”.

A falta de regulamentação específica e os casos ocorridos durante as vendas dos shows da Eras Tour instigaram os parlamentares a propor projetos de lei que estabelecessem o cambismo como crime quando se trata de eventos de entretenimento. Isso ajudaria a lidar de forma mais eficaz com essa prática ilegal.

Uma das iniciativas parlamentares que buscam regulamentar o assunto é o PL 2.942/22, em tramitação na Câmara dos Deputados, que limita a quantidade de ingressos que podem ser adquiridos pela internet para eventos abertos ao público. O projeto proíbe a compra de mais de quatro ingressos por CPF e mais de 12 por CNPJ para cada data do evento.

O segundo projeto, o PL 3.145/23, que agora está anexado ao PL 3.120/23 na Câmara dos Deputados, tem como objetivo modificar o Código de Defesa do Consumidor para regulamentar a venda de ingressos online para shows e eventos.

A proposta determina que a comercialização de ingressos seja realizada por pessoa jurídica diretamente ao consumidor, proibindo a revenda para terceiros a preços superiores aos valores originais. Além disso, regulamenta a divulgação da posição do comprador na fila de aquisição, limita a venda de ingressos para um mesmo CPF ou CNPJ e exige que informações sobre a política de devolução e reembolso de ingressos sejam disponibilizadas no site de compra.

Além dessas iniciativas, o problema relacionado à venda de ingressos para o show de Taylor Swift no Brasil motivou ações no âmbito criminal no parlamento brasileiro. A deputada Federal paulista Simone Marquetto apresentou o PL 3.120/23, conhecido como “lei Taylor Swift”, com o objetivo de criminalizar a venda ilegal de ingressos, visando proteger a economia popular.

O advogado especialista em direito criminal, Eliabe Gomes conta que projeto classifica como crime contra a economia popular a venda de ingressos para eventos esportivos, musicais, teatrais ou de entretenimento por preços superiores aos definidos pelas entidades promotoras do evento. A proposta sugere pena de reclusão de um a quatro anos, além de multas substanciais. O projeto tramita em regime de urgência e vai ser votado diretamente pelo plenário da Câmara.

Além disso, o deputado Federal Pedro Aihara apresentou o PL 3.115/23, que criminaliza o “cambismo digital” e protege a economia popular em eventos esportivos, de entretenimento, lazer e negócios. O projeto proíbe a venda de ingressos por valores superiores aos originais e estabelece penalidades para essa prática.

“Essa prática é muito comum e precisa ser tipificada, regulamentada e punida. O direito evolui conforme a sociedade. Esses projetos complementam as leis que definem os crimes contra a economia popular”, ressalta o advogado criminalista.

Além da rápida venda de ingressos, outro problema enfrentado pelos consumidores em grandes eventos internacionais é o overbooking em hotéis, quando os estabelecimentos vendem mais vagas do que podem acomodar. O advogado Victor Marinho, destaca que o overbooking em hotéis em shows internacionais é uma prática comum.

A advogada especialista em direito do consumidor, Thaís Venturi, alerta que caso um consumidor se depare com essa situação ao chegar ao destino, há poucas opções imediatas. Embora o overbooking seja uma prática abusiva sujeita a indenização por danos morais, se o hotel não tiver acomodações disponíveis naquele momento, o consumidor deve reunir evidências para proteger seus direitos, encontrar outro local para se hospedar e, posteriormente, buscar uma solução judicial.

A advogada também ressalta que se o consumidor for forçado a ficar em uma categoria inferior de acomodação, ele deve solicitar um desconto e obter um documento do hotel com os detalhes da acomodação alternativa, incluindo as diferenças de custos. Ela ainda destaca a importância de manter documentos que comprovem os termos originais da reserva, especialmente se a reserva exigir um depósito antecipado.

CNJ proíbe que magistrados recusem pedidos de adoção de casais homoafetivos

Foto: Filippo Monteforte

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou na terça-feira, 14, a edição de uma regra proibindo juízes e desembargadores de recusarem pedidos de adoção ou tutela de crianças e adolescentes com o argumento de que os requerentes formam um casal homoafetivo ou transgênero.

O CNJ é o órgão responsável por fomentar, disseminar práticas que aperfeiçoem os serviços do Poder Judiciário. A medida, que entra em vigor a partir de sua publicação, vale também para pessoas sem companheiros que queiram formar uma família monoparental.

O texto proposto determina aos tribunais de justiça e aos magistrados que zelem pela igualdade de direitos, combatendo toda e qualquer forma de discriminação à orientação sexual e à identidade de gênero, evitando fundamentar manifestações contrárias aos pedidos de adoção e tutela exclusivamente com base no fundamento da orientação sexual dos candidatos.

A instituição atende a uma proposta do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Em agosto deste ano, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também acatou, por unanimidade, o pedido do senador, proibindo que membros do Ministério Público se manifestem contrariamente à adoção de crianças e adolescentes com base na orientação sexual dos candidatos a adotantes.

“O que me motivou a fazer esta representação foi que, quando da adoção do meu primeiro filho, um membro do Ministério Público (MP), disse que era contra porque um filho só pode ter pai e mãe, jamais dois pais ou, ainda pior, nas palavras do promotor, duas mães”, disse Contarato, convidado a se manifestar, em plenário, após a aprovação da resolução, durante a sessão ordinária do CNJ desta terça-feira.

“O CNJ [e o CNMP estão] materializando um mandamento constitucional que passa pela dignidade da pessoa humana. Porque esta é uma determinação constitucional, expressa no artigo 3º, quando diz que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é promover o bem-estar de todos e abolir toda e qualquer forma de discriminação […] Temos que lutar por uma sociedade que seja efetivamente mais justa, fraterna e igualitária. Não existe democracia quando há violações de direitos, sexismo, racismo, homofobia, misoginia, xenofobia”, finalizou o parlamentar.

Ao votar favoravelmente à edição da resolução, o conselheiro Richard Pae Kim sustentou que a medida aprimora os serviços judiciários prestados à população.

“Penso que a aprovação desta resolução importará em importante passo para acrisolar [melhorar] qualquer forma de [combate à] discriminação das atividades do Poder Judiciário nesta tão importante missão que é a de garantir direitos fundamentais à formação da família”, acrescentou.

Ao anunciar a aprovação da proposta, o presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, garantiu que o Poder Judiciário “tem uma firme posição contra todo tipo de discriminação, inclusive em relação a pessoas homoafetivas.”

As informações são da Agência Brasil

Tribunais funcionam em regime de plantão nesta quarta-feira, 15

Foto: Reprodução

Por Justiça no Interior

Nesta quarta-feira, 15 de novembro, os prazos processuais estão suspensos em todo o Brasil em razão do feriado nacional da Proclamação da República. Dessa forma os tribunais de justiça, do trabalho e eleitoral regional e federal funcionam em regime de plantão.

O Plantão Judicial é destinado à apreciação nos casos fora do expediente forense regular, bem como, ao atendimento exclusivo de demandas cíveis e criminais dirigidas aos órgãos de justiça, revestidas de caráter de urgência.

Confira a regulamentação dos plantões em cada tribunal:

Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA)

Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)

Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE BA)

Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Apartamentos com vista para o mar são leiloados pela Justiça do Trabalho

Foto: ZAP Imóveis

Por Justiça no Interior

A Justiça do Trabalho de Salvador realiza até a quinta-feira, 23 de novembro, leilões de dois apartamentos no Edifício Sol Vitória Marina Flat. Av. Sete de Setembro, 2068, subdistrito da Vitória. Os imóveis são avaliados em R$360.000,00 cada. Ambos leilões são assinados pela magistrada Carla Fernandes da Cunha.

O primeiro apartamento é designado pelo número de porta 1309 e 475.747-5 de Inscrição Municipal. Possui 31,891m2 de área privativa com hall de entrada, quarto, cozinha e banheiro. O imóvel ainda possui vista para o mar e um painel com espelho e espaço para televisão embutidos em sua estrutura.

O apartamento também possui armário de três portas com espelho, uma estante com duas portas, uma cabeceira com cerca de três metros, uma mesa com espaço para frigobar e um maleiro, todos de madeira. O banheiro possui banheira de hidromassagem e pia de granito. O lance mínimo para o imóvel é de R$252.000,00.

O segundo apartamento é designado pelo número de porta 1310 e 475.784-3 de Inscrição Municipal. Ele possui 31,891m2 de área privativa, com hall de entrada, quarto, cozinha e banheiro. Ele possui vista para o mar, um painel com espelho e espaço para televisão embutidos em sua estrutura, um armário de três portas com espelho, uma estante com duas portas, uma cabeceira com cerca de três metros, uma mesa com espaço para frigobar e um maleiro, todos de madeira. O banheiro possui banheira de hidromassagem e pia de granito. O lance mínimo para o imóvel é de R$252.000,00.

Para participar do processo, os interessados devem enviar a proposta, de acordo com o modelo do link, para o e-mail [email protected]. No corpo do texto deve conter além da proposta os dados pessoais, endereço completo e telefone para eventual contato.

O pagamento pode ser parcelado com entrada de 25% e o restante pago em até 30 meses, observando algumas condições, que estão postas no edital.

Desembargadora Cynthia Resende é eleita presidente do TJBA

Foto: TJBA

 

Por Justiça no Interior

 

Na manhã desta terça-feira, 14, a desembargadora Cynthia Maria Pina Resende foi eleita como presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para o biênio de 2024 – 2026. A magistrada sucede o desembargador Nilson Castelo Branco, o qual ela elogiou dizendo que magistrado deixa um “legado de realizações”.

 

A nova presidente do TJBA foi eleita com 46 votos contra 15 votos do desembargador Pedro Augusto Costa Guerra, que também disputava o cargo. A presença feminina na presidência do Tribunal acontece após seis anos.

 

Em seu discurso, Cynthia Resende destacou que comandar a Corte “é uma difícil missão, mas que fica ainda mais difícil por ter que suceder vossa excelência (Nilson Castelo Branco), que assumiu o Tribunal depois de um período sombrio, um período de operação Faroeste e pandemia, deixando um legado de grandes realizações. Aprendi grandes lições e pretendo dar seguimento a tudo que foi construído por vossa excelência”, disse a presidente eleita.

 

A desembargadora ainda pediu apoio de todos os magistrados do TJBA. “Somos só um corpo, somos todos Tribunal de Justiça da Bahia. Vamos executar nossos projetos juntos. Peço a Deus que me inspire sempre a fazer o melhor, que não me deixe esquecer as lições de paz e amor deixadas pelo mestre Jesus e que eu possa ter sempre a ajuda, confiança e apoio dos meus colegas para que possamos fazer cada vez mais respeitado o nosso Tribunal”, completou.

 

O cargo de presidente do Tribunal de Justiça baiano estava sendo disputado entre oito desembargadores. No entanto, seis desistiram da vaga, por isso, a disputa ficou entre Cynthia Resende e Pedro Augusto Guerra.

 

Cynthia Maria Pina Resende é graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador. Foi aprovada em concurso público para o cargo de Juiz do TJBA em 1984 e iniciou a carreira na Comarca de Brejões. Atuou na Vara Cível da Comarca de Cícero Dantas; na Vara Crime da Comarca de Ipirá; na Vara de Substituições da Comarca de Salvador. Entre 1992 e 1997, exerceu funções nos Juizados Especiais de Defesa do Consumidor da capital, assumindo, na sequência, a titularidade da 1.ª Vara Especializada de Defesa do Consumidor da Comarca de Salvador e depois da 64ª Vara de Substituições da capital baiana.

 

Em 2010, foi promovida para o 2º grau pelo critério de merecimento. No biênio 2016/2018, assumiu a Corregedoria das Comarcas do Interior. Atualmente, exerce função na Quarta Câmara Cível, Seção de Direito Privado, Seções Cíveis Reunidas e Tribunal. Preside a Comissão de Reforma Judiciária, Administrativa e Regimento Interno, e é Coordenadora de Apoio ao Primeiro Grau.

Mesa diretora do TJBA eleita para o biênio 2024-2026

Na ocasião, também foram eleitos os Desembargadores João Bôsco de Oliveira Seixas (1ª Vice-Presidência); José Alfredo Cerqueira da Silva (2ª Vice-Presidência); Roberto Maynard Frank (Corregedoria Geral); e Pilar Célia Tobio de Claro (Corregedoria das Comarcas do Interior).

Confira aqui o currículo dos integrantes da mesa diretora.

Comissão aprova gratuidade em passagens aéreas para pessoas com deficiência

Foto: Blog 123 Milhas

 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na terça-feira, 07, o Projeto de Lei (PL) 1.252/2019, que garante passe livre no transporte aéreo para pessoas com deficiência. A proposta deve passar por turno suplementar de votação na CAE antes de seguir par ao Plenário.

 

Conforme a legislação atual, a pessoa com deficiência e o acompanhante, se forem considerados carentes, têm direito a gratuidade no transporte coletivo interestadual. Está previsto na Lei do Passe Livre, Lei 8.899, de 1994 sendo regulamentada pelo Decreto 3.691, de 2000, e outras três portarias.

 

O texto do PL é de autoria da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e recebeu um substitutivo do senador Romário (PL-RJ). De acordo com a autora, uma portaria interministerial de 2001 assegurou o passe livre apenas ao sistema de transporte coletivo interestadual em suas modalidades rodoviária, ferroviária e aquaviária. O transporte aéreo ficou de fora.

 

“Com essas alterações legais, não mais poderá ser recusado o acesso da pessoa com deficiência em ônibus leito ou semileito, por exemplo. Nem será impedida a pessoa com deficiência carente de viajar em aeronave, quando tal significar sua melhor ou única opção”, explica Mara Gabrilli na justificativa do projeto.

 

O projeto já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH) na forma de outro substitutivo do senador Romário. O texto da CDH explicita que a gratuidade vale para o transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo. No caso do terrestre, o substitutivo da CDH estabelece que a gratuidade abrange todas as categorias: convencional, econômica, leito, semileito e executiva. O texto prevê ainda que vagas não solicitadas em até 48 horas antes da partida do veículo podem ser revendidas aos demais usuários.

 

No substitutivo da CAE, Romário altera outros três pontos. O primeiro deles se refere a críticas de usuários de que nunca conseguem obter as passagens gratuitas. Segundo o relator, há casos de passageiros com deficiência que tentam adquirir o bilhete, mas são informados de que não há mais vagas disponíveis.

 

Para facilitar a fiscalização, a empresa que negar a emissão do bilhete deve apresentar as próximas datas e horários com lugares disponíveis para o trecho em questão. Além disso, a empresa de transporte fica obrigada a enviar ao órgão fiscalizador nome e CPF dos passageiros beneficiados por veículo.

 

Romário sugere ainda um mecanismo para assegurar a gratuidade, caso o Poder Executivo demore para definir a regulação do tema. De acordo com a proposta, caso o regulamento não seja aprovado em 90 dias, as empresas ficam obrigadas a ofertar dois assentos por veículo em todas as categorias do transporte coletivo rodoviário, ferroviário, aquaviário e aéreo. Além disso, para impedir um vácuo legal entre a publicação da futura lei e o novo regulamento, a Lei do Passe Livre só será considerada revogada após a vigência da regulamentação.

 

A Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado estima o impacto financeiro total da medida em R$ 1,5 bilhão em 2023, R$ 2,7 bilhões em 2024 e R$ 2,8 bilhões em 2025. “A gratuidade será suportada pelas próprias empresas transportadores, e não pelo governo. Os valores estimados representam uma pequena fração de seu faturamento. Somente para as três maiores empresas aéreas, o faturamento atingiu quase R$ 29 bilhões nos três primeiros trimestres de 2022. Considerando o aumento no preço das tarifas praticadas e fazendo o proporcional para quatro trimestres, não é exagerado dizer que, em 2023, o faturamento dessas empresas deverá estar mais próximo dos R$ 40 bilhões”, alega Romário.

 

As informações são da Agência Senado

SEABRA: 37ª subseção da OAB é inaugurada na cidade

Foto: Justiça no Interior

 

Por Justiça no Interior

 

Na última sexta-feira, 10, a subseção de Seabra, na chapada diamantina, da Ordem dos Advogados do Brasil foi inaugurada no Fórum Desembargador Perilo Benjamin. A solenidade foi conduzida pela presidente da OAB Bahia, Daniela Borges e contou com a presença da advocacia, da diretoria executiva da nova subseção e autoridades do judiciário, legislativo e executivo da região.

 

Cerimônia de inauguração da OAB Seabra

 

Em seu discurso de abertura, Daniela Borges destacou que o presidente da OAB de Seabra foi incansável pela instalação da subseção. “A advocacia de Seabra se organizou em busca da criação dessa subseção. Isso é muito importante”, destacou a presidente.

 

Daniela Borges em seu discurso inicial

 

 

A Conselheira Federal da OAB, Marilda Sampaio, também esteve presente na inauguração. Em seu discurso, ela ressaltou que o trabalho dos advogados na defesa dos direitos da sociedade. “Os advogados e advogadas precisam acima de tudo que as suas prerrogativas sejam cada vez mais valorizadas”.

 

Marilda Sampaio em seu discurso

 

O presidente da nova subseção, Luzimário Guimarães, afirmou que as prerrogativas dos advogados são prioridade e inegociáveis. Em seu discurso ele ainda citou o jurista Heráclito Fontoura, “A advocacia não é profissão de covardes… Nós não podemos abaixar a cabeça para ninguém, dentro do respeito, dentro da ética, sendo sempre cortês.”

 

Luzimário Guimrães em seu discurso

 

Na ocasião, a diretoria também inaugurou a sala da OAB Seabra. O espaço está localizado dentro do Fórum Desembargador Perilo Benjamin, na Rua Pio XII, Nº 100, Centro e vai funcionar como sede temporária da subseção.

 

Sala da OAB Seabra

 

Anteriormente a cidade de Seabra pertencia à OAB Itaberaba, a qual é presidida pelo advogado Etienne Magalhães. Com a instalação da nova subseção, a OAB Seabra se torna a 37ª subseção da OAB Bahia e abarca mais dez cidades herdadas das subseções de Brumado, Irecê e Itaberaba.

 

Etienne Magalhães afirmou que a criação da OAB Seabra é uma vitória para advocacia da chapada diamantina. “Ainda que esteja saindo da subseção de Itaberaba, isso só mostra que a seccional está atenta à realidade e em busca de fortalecer os advogados de toas as regiões do nosso estado… seguimos aqui como subseções irmãs, juntos por dias melhores na advocacia”, ressalta o advogado.

 

Etienne Magalhães em seu discurso

As cidades que agora fazem parte da OAB Seabra são Abaíra, que antes pertencia à OAB Brumado, Boninal, Ibitiara, Iraquara, Lençóis, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã e Rio do Pires, que pertenciam à OAB Itaberaba e Souto Soares que pertencia à OAB Irecê.

 

A primeira diretoria executiva da OAB Seabra é formada por Luzimário Guimarães como presidente, Flávio Luiz Marques como vice-presidente, Fabiana Alves como secretária geral, Karen Almeida como secretária-geral adjunta e Felipe Toé como tesoureiro.

Defensoria Pública da União disponibiliza canal para denúncias sobre o Enem

Foto: Agência O Globo

Neste domingo, 12, acontece a aplicação das provas de ciências naturais e exatas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em todo o Brasil. A Defensoria Pública da União (DPU) oferece um canal de denúncias para que sejam reparados os problemas referentes às provas.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 3,9 milhões de pessoas estão inscritas no exame. A denúncias devem ser enviadas por meio do endereço eletrônico [email protected].

A defensora nacional de Direitos Humanos, Carolina Castelliano, explica que “o observatório da DPU tem como objetivo assegurar uma pronta resposta a qualquer tipo de problema que os estudantes possam enfrentar na realização do exame, garantindo que este momento tão importante na vida dos milhares de estudantes transcorra da melhor forma possível. O papel da DPU, enquanto uma instituição de promoção de direitos humanos, é garantir que o acesso à educação seja garantido de forma ampla e adequada”.

Todas as informações que a instituição receber serão registradas e catalogadas para que a DPU possa atuar.

As informações são da DPU

Projeto determina que advogado não seja multado quando abandonar processo penal

Foto: Migalhas

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 07, o Projeto de Lei (PL) 4727/20. O documento determina o fim da multa aplicada pela Justiça ao advogado que abandona processo penal. O texto foi alterado pela Câmara e por isso deve retornar ao Senado para ser votado novamente.

Para o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, a proposta é uma importante correção no sentido de fazer valer a Constituição e as prerrogativas da advocacia. 

“É uma importante correção no sentido de fazer valer a Constituição e as prerrogativas da advocacia. Como órgão de controle da profissão, cabe apenas à OAB processar e aplicar punições a advogados, assim como o CNJ para magistrados e o CNMP para membros do Ministério Público, assegurando ao profissional o direito à ampla defesa e ao contraditório”, destaca. 

O PL é de autoria do senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. A proposta aprovada muda o Código de Processo Penal (CPP) e o Código de Processo Penal Militar (CPPM).

No CPP, o texto substitui a sanção por um processo administrativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a cargo da seccional competente. “O beneficiado final é o cidadão que, representado pelo advogado, não pode ser subjugado pelo Estado julgador. A defesa tem que ser ampla e altiva. Aplicar multas ao advogado significa apequenar o cidadão”, afirma o presidente Beto Simonetti, sobre o projeto.

A redação atual do CPP proíbe o defensor de abandonar o processo, senão por motivo imperioso, comunicado previamente o juiz, sob pena de multa de 10 a 100 salários mínimos.

No caso do abandono, o acusado será intimado para indicar novo defensor se quiser. Se ele não for localizado, deverá ser nomeado um advogado dativo ou defensor público para sua defesa.

O projeto aprovado também revoga o dispositivo do CPPM que determina a nomeação obrigatória de advogado de ofício aos praças, regra não recepcionada pela Constituição Federal.

“Os antigos advogados de ofício, atuais defensores públicos federais, devem atuar conforme disposições específicas de seu estatuto, não sendo mais subordinados à Justiça Militar”, afirmou o relator do processo na Câmara. deputado Lafayette de Andrada.