Terca-Feira, 12 de outubro de 2026
Justiça no Interior

STJ autoriza cultivo de cannabis em casa, para uso medicinal

Nos casos julgados, dois pacientes apresentaram autorizações dadas pela Anvisa, possibilitando a importação do medicamento, mas os requerentes solicitaram um habeas corpus para cultivar a planta

Foto: Getty Images

Por Edilaine Rocha

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Og Fernandes, autorizou duas pessoas a cultivar, de forma domiciliar, plantas de Cannabis Sativa sem correr o risco de qualquer represália por parte das autoridades.  A decisão do magistrado se deu em razão de necessidade médica comprovada pelos requerentes.

  No caso em questão, duas pessoas submeteram recurso em habeas corpus ao STJ. Na ação, a defesa alegou que as acusadas possuíam problemas de saúde sujeitos a tratamento com substâncias que vêm da Cannabis, como por exemplo “transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, dor crônica e distúrbios de atenção”.

Para comprovar as alegações, a defesa apresentou uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para  importação dos medicamentos e produtos medicinais vindos da Cannabis. Ainda foram apresentados laudos médicos que comprovam a necessidade e condições de ditas.

 Os medicamentos não são vendidos nos mercados farmacêuticos, e possuem um custo elevado. Apesar da autorização da Anvisa, um dos pacientes disse não ter condições de arcar com o tratamento, motivo pelo qual buscou na Justiça, o habeas corpus preventivo para poder ter o direito de ter o cultivo da planta sem o sofrimento de consequências penais.

  O outro paciente disse que mesmo possuindo a autorização do órgão para a importação, ele utiliza somente produtos de cultivo próprio, porque alguns outros que são prescritos, a exemplo de uso de flores in natura, não estão disponíveis para compra no mercado nacional ou internacional.

De início, todos os pedidos obtiveram rejeição dos tribunais estaduais paulista e mineiro, que inicialmente foram responsáveis por julgar os casos. O TJSP e TJMG chegaram a conclusão que a autorização de plantio e cultivo dependerá de análise técnica julgada pela à Anvisa.

Conforme o ministro Og Fernandes, os pacientes apresentaram uma documentação que comprova as suas necessidades de saúde, a exemplo de receitas médicas, autorizações para importação e evidências de que os tratamentos médicos tradicionais não trouxeram resultados iguais aos obtidos pelo óleo canabidiol.

  O ministro salientou que, em virtude da falta da regulamentação prevista no artigo 2º, parágrafo único, da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas) e segundo os precedentes do STJ, a ação de cultivar a planta para resultados medicinais não é considerada crime.

  Com essa interpretação, apontou, diversos acórdãos já concederam salvo-conduto para permitir que pessoas com determinados problemas de saúde pudessem realizar o cultivo e a manipulação da Cannabis.

 Até o julgamento de mérito dos recursos ordinários pelas turmas competentes no STJ, o ministro deu reconhecimento à viabilidade jurídica dos pedidos e entendeu que seria mais sensato proteger o direito à saúde dos envolvidos.

Com informações do Bahia Notícias

FEIRA DE SANTANA: Procuradoria Geral da Bahia abre seleção para vagas de REDA

São oferecidas, no total, 96 vagas para os cargos de Analista e Assistente para atuarem em Feira de Santana e Salvador. A remuneração chega a quase R$5 mil

 

Foto: PGE-BA

 

Por Edilaine Rocha

 

A Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) publicou, no Diário Oficial do Estado da Bahia da quinta-feira, 18, o edital do processo seletivo para o preenchimento de 96 vagas, por Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). As inscrições estão abertas até o dia 19 de fevereiro e podem ser feitas por meio do site do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan).

 

As vagas são para as funções temporárias de Analista e Assistente da Procuradoria em Feira de Santana e Salvador. A remuneração para o cargo de Analista pode chegar a R$4.811,96 e para Assistente pode chegar a R$1.695,88.

 

As vagas de analista da Procuradoria são divididas entre apoio jurídico e administrativo, sendo 32 para o jurídico e 23 para  o administrativo. Já para Assistente, 15 vagas serão para apoio calculista e 26 para Assistente de Procuradoria.

 

As provas serão objetivas de Conhecimentos Gerais e Específicos, de forma eliminatória e classificatória. A seleção terá prazo de validade de dois anos, a partir da data de publicação e homologação do resultado final, esse prazo ainda pode ser prorrogado uma vez por mais dois anos, segundo o critério da Administração. 

 

Com informações da Procuradoria Geral do Estado da Bahia

Projeto de Lei proíbe questões com viés ideológico em concursos, vestibulares e Enem

Para o autor do texto, o projeto visa buscar a imparcialidade nas avaliações e devem selecionar os candidatos pelas provas técnicas com a apresentação de múltiplas perspectivas

 

Foto: Guia de carreira/Reprodução

 

Por Edilaine Rocha

 

Regulamentarmente o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e concursos públicos no geral são alvos de indagações, por levarem, de acordo os críticos, observações tendenciosas e ideológicas. A fim de combater essas questões,  foi apresentado, no Senado Federal, o Projeto de Lei 6.138/2023, com o objetivo de proibir o uso desses conteúdos nos testes. O texto é do senador Cleitinho (PL-MG) e ainda não foi encaminhado para ser analisado pelas comissões da casa.

 

Conforme o texto, é proibido o uso de questões com  ideologias nos testes do Enem, de provas de concursos públicos e vestibulares de instituições públicas.

 

Ainda de acordo com o documento, se porventura a medida não for cumprida, a banca responsável por elaborar os exames poderá ser penalizada em até até cinco anos de suspensão na participação de concursos públicos e vestibulares de universidades públicas, além de multa, segundo os termos do regulamento.

 

O senador Cleitinho diz, em sua justificativa, que o projeto visa buscar a imparcialidade nas avaliações e devem selecionar os candidatos pelas provas técnicas com a apresentação de múltiplas perspectivas, proporcionando  “pensamento crítico, independentemente do viés ideológico dos examinadores”.

 

Cleitinho relembra que no último Enem, em novembro do ano passado (2023), a bancada de oposição ao governo, que era a do agronegócio,  procurou a anulação de questões do exame nacional, pois, segundo eles, as perguntas apresentavam críticas ao setor comercial  com “cunho ideológico e sem critério científico e acadêmico”. Na ocasião,  com 347 congressistas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), procurou explicações do ministro da Educação, Camilo Santana.

 

A pergunta em questão era composta por um texto, em que afirmava que, no Cerrado, o “conhecimento local” está subordinado “à lógica do agronegócio” e o “capital impõe conhecimentos biotecnológicos” que gera resultados negativos. O trecho citado é parte de um artigo publicado na Revista de Geografia da Universidade Estadual de Goiás.

 

O senador diz que usar  essas questões, como a utilizada no último exame nacional de 2023, em  que se cria uma ideia negativa do agronegócio, induz um posicionamento sobre o setor comercial. “Condiciona o que é ensinado nas escolas para os anos seguintes, o que coloca em risco todo o sistema educacional. Com efeito, é natural que as pessoas tenham suas ideologias e envolvimento na política, mas isso deve ficar fora do ambiente escolar e desses exames de seleção pública, sob pena de que se naturalize a aceitação como fato daquilo que é apenas uma opinião política”, completa o senador.

 

Com informações da Agência Senado

RIO REAL: Justiça determina a realização de concurso público na cidade

O Município deve também realizar concurso públicos para a formação de cadastro reserva ou reserva técnica e não podem realizar novas contratações, a não ser por meio do concurso

 

Foto: Divulgação

 

Por Edilaine Rocha

 

A Justiça determinou a realização de concurso público de provas e títulos na cidade de Rio Real, no nordeste baiano, dentro de 120 dias. A decisão se deu após uma  ação do Ministério Público da Bahia (MPBA). O Município deve também realizar concurso públicos para a formação de cadastro reserva ou reserva técnica, além de não poder efetuar contratações que não seja por meio  de um concurso público.

 

De acordo com a ação, não há equilíbrio no quadro de séries de categorias de funcionários públicos no quadro de pessoal do Município de Rio Real, pois 702 estão registrados como contratados e  245 comissionados, o que simboliza um pouco menos da metade dos trabalhadores presentes.

 

Na ação, o MPBA afirma que ficou também evidenciado  a admissão de contratados temporários para as  funções de “motoristas; serviços gerais; vigilante; professor; recepcionista; técnico/auxiliar da área social e desporto; técnico/auxiliar da área de saúde; agente administrativo; engenheiro civil; técnico/auxiliar da área de educação; profissional da área jurídica; psicólogo; e farmacêutico”, entre outras que dispensam os requisitos os quais legitimam uma contratação temporária.

 

Com informações do Ministério Público Bahia

JUAZEIRO: Justiça determina o fechamento de duas comunidades terapêuticas na cidade

A proibição deve ocorrer até que as instituições estejam em conformidade com as orientações do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad)

 

Foto: Capital Remoções/Ilustrativa

 

Por Edilaine Rocha

 

A Justiça baiana determinou que duas comunidades terapêuticas sejam fechadas na cidade de Juazeiro, no Vale do São Francisco. A decisão de seu após o Ministério Público da Bahia (MPBA) entrar com uma Ação Civil Pública (ACP), por meio da  promotora de Justiça Rita de Cássia Caxias de Souza.

 

Em sua decisão, o juiz José Góes Filho determinou o fechamento e o não acolhimento dos residentes  do Centro de Recuperação Desafio Jovens do Sertão e do Centro de Restauração Filadélfia. A proibição deve ocorrer até que as instituições estejam em conformidade com as orientações do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) e ocorra a total regularização e a aprovação pelo poder público para o seu funcionamento.

 

Foi determinado também, na sentença, que os dirigentes dos centros terapêuticos providenciem as fichas cadastrais e documentos pessoais de todos os internos nos centros e repassem para o grupo de saúde mental denominado pelo Município de Juazeiro, para realizar a triagem dos internos com os seus referentes encaminhamento e serem incluídos na rede de saúde mental da cidade para tratamentos de saúde. Conforme a promotora de Justiça, o intuito das ações é garantir o direito à saúde dos pacientes das comunidades terapêuticas.

 

Na ACP, a promotora Rita de Cássia Caxias registrou que revisões feitas pelo Núcleo de Vigilância Sanitária apontaram uma série de irregularidades nas duas instituições As irregularidades encontradas iam contra a dignidade da pessoa humana, como por  exemplo, a falta de segurança de reaproximação familiar e reinserção na sociedade para idosos e internos dependentes de substâncias químicas.

 

A promotora de Justiça também afirmou que as instituições terapêuticas estão “atuando sem a presença de um responsável técnico de nível superior que esteja legalmente habilitado; não mantêm recursos humanos em período integral, em número compatível com as atividades desenvolvidas; não possuem Procedimento Operacional Padronizado (POP) para lavanderia e higienização e limpeza da estrutura física do estabelecimento” as instalações físicas dos ambientes de dentro e fora do centro estão em condições ruins de conservação, segurança, organização, bem-estar junto a higiene e limpeza.

 

Rita de Cássia Caxias ainda pontuou que foi averiguado e constatado que não há a existência de “sala para acolhimento de residentes, familiares e visitantes; os banheiros não tem condições de higiene adequadas; não existem documentos atualizados com descrição das finalidades e atividades administrativas, técnicas e assistenciais da instituição; a ficha individual dos residentes não possui registro periódico do atendimento dispensado e eventuais intercorrências clínicas observadas, acessíveis aos residentes e responsáveis, nem contemplam itens como horário do despertar; atividade física e desportiva; atividade lúdico-terapêutica variada; atividades visando à reinserção social do residente” de acordo com medidas previstas nas regras.

 

Com informações do Ministério Público Bahia

VITÓRIA DA CONQUISTA: Após alcançar maior número de processos de violência doméstica na Bahia, comarca ganha 2ª Vara especializada

Quando os mecanismos sociais falham, quando o sistema cultural e educacional falha, o poder judiciário é convocado, em última instância, para dirimir essas questões”, salienta o presidente do TJBA

 

Foto: Malu Lima

 

Por Malu Lima

 

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, o desembargador Nilson Castelo Branco inaugurou na quarta-feira, 17, a 2ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na comarca de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades judiciárias, do poder legislativo e executivo da cidade.

 

Foto: Malu Lima

 

Em entrevista ao Justiça no Interior, o presidente Nilson Castelo Branco destacou a importância da instalação da nova Vara de Violência Doméstica na comarca. “É mais um instrumento do estado para o combate da violência contra a mulher. Não é possível que em pleno século vinte e um, mesmo a mulher ocupando funções relevantes, ainda sofra violência por parte do homem. Quando os mecanismos sociais falham, quando o sistema cultural e educacional falha, o poder judiciário é convocado, em última instância, para dirimir essas questões”, salienta o desembargador.

 

No início da solenidade, foi apresentado um vídeo-discurso da presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA, a desembargadora Nágila Brito. Em sula fala, ela convidou todos a conhecerem e prestigiarem a nova instalação e apontou que a nova ferramenta no Município “cumprirá o seu papel de erradicar a violência contra a mulher enquanto preciso for”. Ela acrescentou, no entanto, que “como sonhar é próprio da alma humana e eu sou uma sonhadora, sei que daqui a algum tempo não precisaremos mais dessas Varas Especializadas. Chegaremos a um grau de civilidade em que todos se respeitarão e serão tratados como iguais, independentemente de cor, etnia, classe ou gênero”.

 

 

Durante a cerimônia, o Desembargador Nilson Soares Castelo Branco ressaltou a razão da existência de varas especializadas para tratar de casos de violência contra a mulher, a fim de punir aqueles que tentam violar os seus direitos fundamentais. “Toda mulher, independentemente de raça, etnia, orientação sexual, renda, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhes asseguradas as oportunidades para viver sem violência, preservadas sua saúde física e mental”.

 

A Prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, discursou sobre a piora dos dados referentes à violência doméstica durante os anos da pandemia e a necessidade de o poder público empreender esforços conjuntos para enfrentar essa situação “para que um dia essa violência não aconteça mais”.

 

 

Em entrevista ao Justiça no Interior, a ex juíza titular da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Vitória da Conquista, Juliane Nogueira, destacou o trabalho das entidades jurídicas pela instalação da 2ª Vara. “É fruto de um processo histórico de muita luta. Demonstramos, junto ao tribunal, a necessidade de Vitória da Conquista contar com mais um equipamento protetivo na defesa da mulher”.

 

A magistrada ainda destacou a alta demanda como fator principal para a instalação de uma nova Vara de Violência Doméstica. “Vitória da Conquista chegou a liderar o ranking de unidades judiciárias, sendo a que mais recebeu feitos dessa matéria, ultrapssando inclusive, cidades como Salvador e Feira de Santana”.

 

A delegada da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher de Vitória da Conquista, Gabriela Garrido, ressaltou que a instalação da 2ª Vara de Violência Doméstica foi uma conquista a várias mãos. Ela ainda salientou que o trabalho da Deam corroborou com dados para justificar a necessidade da nova vara. “A Deam de Vitória da Conquista, se tornou, entre 2021 e 2022, a delegacia mais produtiva da Bahia, sendo a Deam que mais enviou processos ao poder judiciário.  Com esses números, foi vista a necessidade da implanação de uma nova vara de violência doméstica, para que fosse humanamente possível ateder a todas as demandas”.

 

Representatividade feminina

 

Na cerimônia de inaguração, o Presidente do TJBA também pautou a importância da representatividade da mulher em espaços de liderança na sociedade, citando exemplos de figuras femininas que estão à frente de organizações e entidades públicas baianas, como a Prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos; a Presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA, Desembargadora Nágila Brito; a Procuradora de Justiça, Norma Cavalcanti; a Defensora Pública, Firmiane Venâncio; a Procuradora-Geral do Estado, Bárbara Camardelli; a Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Bahia (OAB-BA), Daniela Borges; a Delegada-Geral da Polícia Civil, Heloísa Brito; e a Presidente-Eleita do TJBA, Desembargadora Cynthia Resende.

 

Homenagem

 

Na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Vitória da Conquista homenageou o Presidente do TJBA com uma placa de agradecimento pelos serviços prestados à Comarca. Além disso, a presidente da OAB Conquista também entregou uma carta ao magistrado em que frisa a gratidão da subseção pelo trabalho presidente e de sua equipe, durante o seu mandato como líder do judiciário baiano. 

 

 

Em entrevista ao Justiça no Interior, a presidente da OAB-Conquista destacou o trabalho da instituição pela implantação da 2ª Vara de Violência Doméstica.  “Foi um pleito amplamente abraçado pela OAB-Conquista, por meio de audência pública e diversas reuniões com o Tribunal de Justiça da Bahia, e hoje é uma realidade”. Ela tabmém frisou o impacto que essa instalação tem no trabalho da advocacia da região. “A instalação tem um impacto direto no exercício da advocacia, uma vez que vai gerar mais celeridade processual, impactando no trabalho dos advogados e advogadas que atuam na vara de violência doméstica de Vitória da Conquista”.

 

A prefeita do município, Sheila Lemos destacou a participação do poder executivo na instação da 2ª Vara. “Estivemos com o presidente Nilson Castelo Branco e com a Desenbargadora Nágila Brito, em 2022, no Tribunal de Justiça da Bahia, solitando a implantação da vara e colaboramos com a cessão de 28 servidores públicos para a comarca de Vitória da Conquista”.

 

A solenidade terminou com a visitação das instalações da 2ªa Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher que vai funcionar no 5º andar do Fórum João Mangabeira, no centro da cidade.

Policiais Militares recebem treinamento sobre direitos humanos

A iniciativa tem o objetivo de adicionar um  o atendimento humanizado nas condutas dos agentes de segurança

 

Foto: Marcia Santana/ Ascom SSP

 

Por Edilaine Rocha

 

Entre os dias 18 e 19 de janeiro, 10 mil policiais militares da Bahia participaram da ‘Formação das Forças de Segurança’ realizada pela PMBA em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).

 

A iniciativa tem o objetivo de adicionar um  o atendimento humanizado nas condutas dos agentes de segurança, que visam garantir os direitos fundamentais de populações e grupos sociais com vulnerabilidade em eventos, abrangendo o Carnaval de Salvador e as comemorações de São João.

 

O secretário da SJDH, Felipe Freitas, diz que a iniciativa colabora para atuação ainda mais efetiva dos agentes que buscam capacitá-los para melhores resultados, “Garantindo a integridade e dignidade de todos, especialmente de populações mais vulneráveis. É um trabalho para estimular que o Carnaval se torne um ambiente cada vez mais seguro e inclusivo, através de serviço público mais alinhado com os princípios fundamentais dos direitos humanos”.

 

A atividade é parte do projeto ‘Direitos Humanos em Eventos Populares da Bahia’, que tem o intuito de fortalecer o atendimento integral que atende a públicos em situação de vulnerabilidade, como por exemplo: crianças, adolescentes, pessoas LGBTQIAPN+, idosos, pessoas portadoras de deficiência e consumidores. O curso foi dividido em duas oficinas, uma que ocorreu de forma presencial e outra remotamente com por transmissões onlines,  cada uma durou cerca de doze horas.

 

Para o coronel Mário Santana o curso é uma ação que ajuda os agentes a lidarem com  uma série de situações. “O conhecimento adquirido nas oficinas presenciais e online nos capacitará a combater violações de direitos e garantir a proteção de públicos vulneráveis. Estamos comprometidos em agir sob a perspectiva do atendimento humanizado, contribuindo para um ambiente mais seguro e justo para todos”.

 

Temas como ‘Conteúdos gerais sobre Direitos Humanos’, com foco no Sistema de Garantia de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes e demais populações vulneráveis; ‘Fluxos de atendimento a casos de violação de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua’; e ‘Dinâmica de funcionamento integrado’, foram nos dias da iniciativa tratados e direcionados pelos agentes de acordo com as  metodologias mais eficazes e inclusivas.

 

A formação tem a finalidade de conduzir os profissionais a atuarem de acordo  com a perspectiva dos atendimentos humanizados, usando de meios dentro da legalidade junto a ferramentas institucionais que combatem diversas maneiras de violência e violações dos direitos humanos.  A SJDH organizou a ação por meio das superintendências de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos (SUDH) e dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Sudef), com suporte da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e de organizações parceiras.

 

A programação incluiu facilitadores renomados, como o criminólogo Ricardo, doutor em Criminologia e professor titular da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), e o jurista Marcos Magalhães, mestre e doutorando em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), advogado e vice-presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB/BA).

 

Com informações da Secretaria de Segurança Pública-BA

STJ decide que assinaturas de plano de saúde, para negativados, não podem ser negadas

Para o ministro Mauro Ribeiro, quem nega a disponibilidade de serviços considerados essenciais como prestação de saúde  em virtude de nome negativado, está incompatível com os princípios do Código de Defesa do Consumidor (CDC)

 

Foto: Reprodução

 

Por Edilaine Rocha

 

Não podem ser negadas assinaturas de planos de saúde a pessoas com nome negativado “em serviços de proteção de crédito e cadastro de inadimplentes, por débito anterior ao pedido de contratação”, decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A temática entrou em julgamento no final do ano passado pela Terceira Turma do STJ. Em sua maioria, o colegiado impôs a Unimed dos Vales de Taquari em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, fechar contrato com uma cliente.

 

O ministro Mauro Ribeiro, em sua decisão, afirma que quem nega a disponibilidade de serviços considerados essenciais  como prestação de saúde  em virtude de nome negativado está incompatível com os princípios do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e estabelece descrédito à dignidade da pessoa humana.

 

Segundo Mauro, não seria justo a não aceitação do cliente por não se saber por qual motivo o seu nome está em negativação. O ministro ainda afirmou que o direito a serviços essenciais é benefício inegociável ao cidadão e a simples presunção de não cumprimento da dívida por inadimplências no passado não é justificativa.

 

“O fato de o consumidor registrar negativação passada não significa que vá também deixar de pagar aquisições futuras. A contratação de serviços essenciais não mais pode ser vista pelo prisma individualista ou de utilidade do contratante, mas pelo sentido ou função social que tem na comunidade”, afirmou o ministro.

 

 A ministra caso Nancy Andrighi, relatora do caso, ficou vencida na votação.  Para ela, as regras que regem a contratação de planos de saúde não não preveem a  “obrigação de a operadora contratar com quem apresenta restrição de crédito, a evidenciar possível incapacidade financeira para arcar com a contraprestação devida”, completa Nancy.

BELO CAMPO: Fórum da comarca é inaugurado

bNa oportunidade, a comarca de Belo Campo também recebeu dois novos espaços onde vão funcionar a Sala Passiva de Videoconferência e a Sala de Depoimento Especial

 

Foto: OAB Conquista

 

Por Malu Lima

 

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) inaugurou na terça-feira, 16, o novo fórum da comarca de Belo Campo, no sudoeste do estado. A solenidade contou com a presença do presidente do TJBA, o desembargador Nilson Castelo Branco, da presidente da OAB – Vitória da Conquista, Luciana Silva e a diretoria da subseção.

 

Além disso, também estiveram presentes na cerimônia de inauguração, o desembargador Salomão Resedá, o juiz da comarca de Belo Campo, Gustavo Teixeira e o prefeito do município, José Henrique Tigre (Quinho).

 

Na oportunidade, a comarca de Belo Campo também recebeu um novo espaço onde irá funcionar a Sala Passiva de Videoconferência para ampliação do juízo 100% Digital. Um espaço reservado para a Sala de Depoimento Especial.

 

Com informações da OAB Conquista

CGU multa empresa em R$ 3,8 milhões por fraudes na venda de vacina contra coronavírus

A empresa ainda foi classificada como inadequada para negociações com os órgãos públicos

 

Foto: Reuters\Amit Dave\Direitos reservados

 

Por Edilaine Rocha

 

A Controladoria Geral da União (CGU) multou em R$ 3,8 milhões, a empresa Precisa Medicamentos, por fraudes no procedimento de venda da vacina Covaxin, contra o coronavírus. A sentença foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira, 15.

 

De acordo com o parecer, a companhia “apresentou documentos com montagens, com tradução indevida, além de uma procuração forjada e falsa. Além disso, a empresa entregou uma carta de fiança falsa  e fraudou o contrato mediante a apresentação de faturas com informações de cobrança em desacordo com os termos pactuados”.

 

O caso aconteceu em 2020, quando o Ministério da Saúde adquiriu 20 milhões de doses fabricadas pela empresa indiana Bharat Biotech International Limited. O contrato responsável por essa transação, na quantia de R$1,6 bilhão, foi o foco da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, depois de denúncias de um funcionário em relação a “pressões incomuns” para a liberação da transação, conforme a reportagem da Agência Brasil em 2022.

 

A Precisa Medicamentos foi considerada como empresa não adequada, na condição de incapaz para realizar contratos e negócios junto à administração pública por veredito da CGU, além da multa recebida. A determinação também inclui que a empresa publique a sentença nas redes, em seu site e em jornal de grande circulação por mais de dois meses.

 

Com informações da Agência Brasil