Terca-Feira, 13 de outubro de 2026
Justiça no Interior

CACHOEIRA: Tribunal condena ex-prefeito a devolver R$ 195 mil ao município

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Na última quinta-feira, 03, o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia condenou o ex-prefeito de Cachoeira, Antônio da Silva Pereira, a devolver R$195.722,40, com recursos pessoais, aos cofres do município.

A decisão foi tomada após os conselheiros do TCM acatarem as conclusões contidas em relatório de auditoria realizada na Prefeitura de Cachoeira, no exercício de 2017, com o objetivo de analisar os gastos realizados no município com obras e serviços de limpeza urbana.

Os conselheiros determinaram a devolução do valor após constatarem a ausência de processo de pagamento, acréscimo do valor contratado sem embasamento técnico e realização de pagamento sem apresentação de pesagem correspondente. O gestor ainda foi multado em R$3 mil.

O conselheiro Plínio Carneiro Filho, relator do processo, determinou a formulação de representação Ministério Público Estadual contra o ex-gestor para que seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa.

Segundo o TCM, o gestor foi notificado, mas não apresentou justificativa sobre os valores questionados na auditoria, razão pela qual foi imputado o ressarcimento dos valores aos cofres municipais. Cabe recurso da decisão.

CONFIRA A DECISÃO

Bolsonaro recorre da decisão do TSE que o tornou inelegível 

Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu nesta segunda-feira, 07, da decisão Tribunal Superior Eleitoral que o condenou à inelegibilidade pelo período de oito anos.

A decisão que tornou Bolsonaro inelegível foi proferida em junho deste ano, após o Tribunal julgar um processo do PDT que apontava que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, em 18 de julho de 2022.

O julgamento foi concluído por maioria de cinco votos a dois. A decisão foi publicada na semana passada e tem 433 páginas.

A sentença do colegiado reúne a íntegra do julgamento, incluindo os votos dos ministros e as fundamentações que levaram ao resultado do julgamento.

No início da noite desta segunda-feira, a defesa do ex-presidente protocolou no TSE os chamados embargos de declaração. Não há prazo para o julgamento do caso.

O recurso pretende apontar erros ou contradições no acórdão do julgamento.

Os advogados ainda podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Três dos sete ministros do TSE também fazem parte do STF e podem participar do julgamento de eventual recurso.

Pelas regras internas da Corte, os ministros que atuam no tribunal eleitoral não ficam impedidos automaticamente de julgar questões constitucionais em processos oriundos do TSE

Primeira ministra negra do TSE é empossada

Foto: TSE/Reprodução

 

O Tribunal Superior Eleitoral vai empossar nesta terça-feira, 08, a advogada Edilene Lobo como ministra substituta do TSE. A cerimônia acontece às 18h, no gabinete da Presidência da Corte, antes da sessão de julgamentos no Plenário.

 

A nova integrante do TSE pela classe dos juristas foi nomeada para ocupar o cargo em junho de 2023. Ela é a primeira mulher negra a integrar o Tribunal e assume a vaga aberta pelo ministro André Ramos Tavares, que se tornou titular na Corte na classe de juristas desde o dia 30 de maio deste ano.

 

Edilene é mineira, doutora em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e mestre em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

Ela também é professora do curso de Direito da Universidade de Itaúna (MG), atua como docente convidada da pós-graduação em Direito Eleitoral da PUC Minas Virtual e é autora de livros e artigos jurídicos.

 

O Plenário do Supremo Tribunal Federal havia referendado em votação unânime, no dia 31 de maio, a lista tríplice com os indicados para o cargo. Edilene foi nomeada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e sua nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

 

Com informações do TSE

STF forma maioria para permitir execução imediata de prisão após júri popular

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O Supremo Tribunal Federal formou maioria para permitir que réus em processos criminais condenados em júri popular cumpram a pena após a decisão dos jurados.

Os ministros ainda vão decidir se validam a execução provisória apenas caso a condenação seja igual ou superior a 15 anos, ou se ela pode acontecer independentemente do total da pena aplicada.

O júri popular é previsto na Constituição e julga crimes dolosos contra a vida, entre os quais homicídio, feminicídio e infanticídio.

No julgamento virtual na Corte, há seis votos no sentido de que é constitucional iniciar a execução da pena ainda na pendência de recursos no processo. Ainda não há maioria, no entanto, para definir se esse procedimento pode ocorrer independentemente do tempo de pena aplicado ou se só pode ser feito se o réu for condenado a pelo menos 15 anos.

O relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou no sentido de que o cumprimento da pena pode começar após a decisão do júri qualquer que seja a pena aplicada. Sua posição é seguida por outros quatro ministros: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e André Mendonça.

O ministro Edson Fachin votou na sexta-feira, 04, no sentido de que é constitucional a execução imediata da punição se a pena for acima de 15 anos, como prevê a legislação processual penal. O voto de Fachin formou a maioria a favor da execução imediata da pena. O ministro, no entanto, entende que isso pode ocorrer para condenações acima de 15 anos.

Outros três ministros consideram que não é possível iniciar o cumprimento da condenação: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e a presidente Rosa Weber. Eles consideram, no entanto, que é cabível a prisão preventiva após a decisão do júri, se estiverem preenchidos os requisitos previstos em lei.

Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Luiz Fux. O julgamento termina nesta segunda-feira, 07, se não houver pedido de vista ou de destaque. Além disso, até o fim da deliberação, os ministros podem mudar o posicionamento.

GUANAMBI: Justiça decreta prisão de acusado de feminicídio

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A Vara Criminal de Guanambi, sudoeste da Bahia, determinou na quinta-feira, 03, a prisão preventiva de um homem de 25 anos, acusado do feminicídio da companheira.

O crime aconteceu em 22 de julho, quando Vitória Bisão dos Santos Ferreira, de 20 anos, teria sido espancada por seu companheiro, Maykon Douglas Assunção.

Ela foi socorrida, encaminhada ao Hospital Geral de Guanambi, ficou internada por 10 dias, mas teve a morte cerebral constatada pela equipe médica.

A prisão foi solicitada pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher.

Segundo o coordenador da 22° Coordenadoria de Polícia Regional do Interior de Guanambi, delegado Clécio Magalhães, policiais estão na busca do suposto autor do crime.

Justiça determina que empresa indenize jovem negro agredido por seguranças no Salvador Fest

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A Justiça determinou que uma empresa de eventos de Salvador pague quase R$ 40 mil para um jovem negro que foi agredido por seguranças durante um evento musical em 2019. A decisão foi emitida na terça-feira, 25 de julho, e não cabe recurso.

As agressões aconteceram durante o Salvador Fest, no Parque de Exposições, em 15 de setembro de 2019. Nos autos do processo, o rapaz, que na época tinha 21 anos, afirma que estava na festa quando decidiu encontrar um grupo de amigos próximo a um camarote. Ao chegar no local, ele foi abordado de forma abrupta pelos seguranças do evento.

Conforme relatou a vítima, os seguranças o jogaram no chão, que estava sujo de lama, rasgaram a roupa e puxaram o cabelo dele. Depois disso, tomaram o celular dele e o jovem foi levado para fora do evento com as mãos imobilizadas
para trás.

Pessoas que estavam no evento tentaram intervir na ação, mas não tiveram sucesso. Sujo de lama e machucado por causa das agressões, o jovem voltou para casa e só conseguiu prestar queixa na delegacia no dia seguinte, em 16 de setembro.

Passados quase quatro anos do caso, o celular da vítima nunca foi devolvido.

De acordo com a decisão da Justiça, o caso envolve discriminação e agressão. A Justiça julgou que tais fatos representam uma falha na prestação do serviço, o evento, e o valor cobrado está associado aos danos morais e físicos, além de servir como uma medida punitiva.

Em nota ao G1 Bahia, a Salvador Produções, responsável pelo evento, informou que o processo envolve um funcionário da empresa terceirizada, a CDI Segurança Privada, que foi contratada para prestação de serviço de segurança no evento.

A Salvador Produções ainda disse que usou de todos os recursos cabíveis para demonstrar a sua versão no ocorrido, mas foi condenada. Por fim, a empresa também disse que considera que atos racistas e injúrias são uma afronta aos direitos humanos fundamentais

Lei Maria da Penha completa 17 anos

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Uma das ferramentas mais conhecidas quando o assunto é a proteção às mulheres é a Lei Maria da Penha. A legislação traz uma série de medidas protetivas de urgência que foram instituídas como forma de salvaguardar a vida da mulher, criminalizando determinadas condutas do agressor e encaminhando a ofendida a programas de proteção.
Essas medidas podem ser concedidas pelo Juízo, a pedido do Ministério Público, da própria mulher que se perceba em perigo ou ainda pelo delegado ou delegada de polícia.
Nesta segunda-feira, 07, a legislação completou 17 anos. Ela foi criada graças à repercussão do caso ocorrido com Maria da Penha, que abriu um debate entre o Legislativo, o Executivo e a sociedade.
A resposta foi dada com o Projeto de Lei 4.559/2004 da Câmara dos Deputados que chegou ao Senado Federal como Projeto de Lei da Câmara 37/2006. A proposta foi aprovada por unanimidade nas duas Casas e, por fim, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei.
A ativista brasileira Maria da Penha Maia Fernandes iniciou sua luta em nome das mulheres vítimas de violência doméstica após as agressões sofridas pelo marido, incluindo duas tentativas de homicídio. Segundo a ativista, os ataques físicos e psicológicos começaram depois do nascimento das filhas.
Em 1983, Maria da Penha sofreu a maior das agressões. Enquanto dormia, foi atingida por um tiro nas costas e ficou paraplégica. Depois, ainda foi mantida em cárcere privado durante 15 dias.
Após os eventos trágicos, a farmacêutica reuniu forças e, com a ajuda de familiares e amigos, iniciou um processo na justiça em busca de punição ao seu agressor. Maria da Penha lutou por Justiça durante 19 anos.
Em 1991, ocorreu o primeiro julgamento e o ex-companheiro foi condenado a 15 anos de prisão. No entanto, ficou em liberdade enquanto recorria da decisão. O segundo julgamento ocorreu cinco anos mais tarde. Marco Antonio Heredia Viveros teve a pena reduzida a 10 anos e 6 meses de prisão, mas a sentença novamente não foi cumprida.
Em 2001, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) condenou o Brasil por omissão, negligência e tolerância em relação a crimes contra os direitos humanos das mulheres por conta do caso Maria da Penha. Havia 18 anos que o caso tramitava na Justiça brasileira sem sentença definitiva, e o agressor seguia em liberdade, situação que só mudaria após os desdobramentos da condenação pela corte internacional.
Entre as recomendações da OEA, o Brasil precisaria finalizar o processo, indenizá-la simbólica e materialmente pelas violações sofridas e adotar políticas públicas voltadas à prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher.

ITABUNA: Justiça determina que Santa Casa indenize famílias após troca de corpos de crianças

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O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, sul do estado, deve indenizar as famílias de dois bebês, que tiveram seus corpos trocados em janeiro do ano passado, no Hospital Manoel Novaes, gerido pela Santa Casa.

Segundo informações divulgadas pela TV Santa Cruz, a Justiça fixou uma indenização de R$ 200 mil a ser transferida para duas famílias, que moveram uma ação por danos morais. Cada família vai receber R$ 100 mil.

Os bebês morreram no mesmo dia. Familiares de uma das crianças contaram que receberam o corpo selado em um saco impermeável, com o caixão lacrado. A identificação se deu pela etiqueta anexada ao corpo. Após o sepultamento, a família foi informada pelo hospital que havia um corpo no necrotério ainda não reconhecido. Eles foram ao hospital e identificaram que o corpo era do filho deles.

Ainda segundo informações, as famílias afetadas pediram a exumação do corpo e registraram o caso na delegacia, entrando depois com uma ação por danos morais contra a Santa Casa de Itabuna.

Justiça autoriza pagamento de R$ 1,8 bilhão a aposentados do INSS

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O Conselho da Justiça Federal liberou R$ 1,8 bilhão para pagamento a aposentados e pensionistas do INSS que venceram ação de concessão ou revisão do benefício contra o instituto.

O valor irá quitar as dívidas judiciais de até 60 salários mínimos, em 84.091 processos com 109.403 beneficiários. Para receber, o segurado precisa ter ganhado a ação sem que haja possibilidade de recurso, e a ordem de pagamento do juiz deve ter sido emitida em junho.

O Conselho ainda liberou 300 milhões para pagamento de dívidas previdenciárias, alimentícias, como diferenças salariais de servidores, por exemplo. Ao todo, serão pagos valores a 185,9 mil beneficiários que venceram 148,7 mil processos.

O dinheiro é liberado ao Tribunal Regional Federal responsável pela região onde o segurado acionou a Justiça contra o INSS. Para saber se vai receber, o aposentado deve fazer a consulta no site do TRF de sua região.

Na consulta, o aposentado deve informar seu CPF ou o número da OAB de seu advogado. O segurado consegue ver o valor que será depositado pela Justiça. Basta ir em um campo onde se lê “Valor inscrito na proposta”. Esse montante, no entanto, poderá ter correções conforme a data do pagamento.


O dinheiro cai na conta conforme a liberação do TRF, após uma etapa chamada de processamento, onde há a abertura de contas no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal em nome do aposentado ou de seu advogado.


Para saber se vai receber neste lote, é preciso observar o mês que aparece no campo “Data protocolo TRF”. Recebem em julho os segurados que tiveram o atrasado liberado pelo juiz em algum dia do mês de junho. Após o pagamento, aparecerá a informação “pago total ao juízo”.

ITABUNA: Projeto de ressocialização implantado no Conjunto Penal disputa prêmio Innovare 2023

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O projeto ‘Informática Livre’ da Defensoria Pública da Bahia, realizado no Conjunto Penal de Itabuna, sul do estado, está concorrendo ao Prêmio Innovare – Inovação e Justiça de 2023. A iniciativa oferece cursos profissionalizantes de informática e educação em direitos a custodiados, buscando ressocializar, qualificar profissionalmente e conscientizar os internos.

Aprovado para a segunda etapa do prêmio, o projeto foi visitado por um consultor do Innovare, que esteve em Itabuna para conhecer mais detalhes, rotinas e funcionamento.

O projeto tem como diferencial associar conhecimentos técnicos a direitos individuais e sociais, comungando diferentes saberes. Além disso, leva o formato sala de aula para a unidade prisional, oferecendo um espaço equipado com computadores, retroprojetor, mesas e cadeiras.

“O ‘Informática Livre’ é inovador. Confere aprendizado sobre todo o pacote Office, formas seguras de acessar a Internet, a história do computador, além de criar um espaço contínuo de educação em direitos para quem está no cárcere. A oficina também propicia a ampliação do contato entre defensores(as) públicos(as) e pessoas privadas de liberdade para além de um viés processual”, afirmou a coordenadora da regional Itabuna, Defensora Aline Müller.

Desde a implementação, em 2021, a ação já beneficiou 28 internos. Coautor da iniciativa, o defensor público George Araújo acredita no potencial do projeto em modificar a vida dos reeducandos. “O Informática Livre é um meio efetivo de capacitação profissional, ao mesmo tempo em que contribui para o retorno ao convívio social de pessoas mais conscientes dos seus direitos e deveres. Fico feliz pelo reconhecimento do Innovare, mas o que mais me encanta é utilizar a força da Defensoria para impactar positivamente na vida de pessoas tão estigmatizadas”.

Outro ponto importante do projeto é tornar os internos aptos a trabalharem com as novas tecnologias, considerando o contexto de crescente e intensa informatização. “A maioria dos alunos começa o curso sem saber quase nada de informática. Muitos nunca tiveram contato com um computador. Temos teoria inicialmente, mas a maior parte do projeto são aulas práticas”, explica o professor da oficina, Vyctor Andrade.

O curso tem 36 horas de duração, sendo 28 horas de informática – ministradas por técnico da DPE – e oito horas de educação em direitos – ofertadas por defensores públicos da 4ª regional. Os concluintes recebem certificação da Escola Superior da Defensoria Pública e podem solicitar abatimento no tempo de pena. Os participantes do ‘Informática Livre’ são selecionados pela equipe de terapeutas, psicólogos e assistentes sociais do conjunto penal.

O Prêmio Innovare, criado em 2004, identifica, divulga e difunde ações desenvolvidas voluntariamente que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil. A ideia da premiação é dar visibilidade a práticas inovadoras, que aproximem instituições jurídicas da população.