Terca-Feira, 13 de outubro de 2026
Justiça no Interior

CNJ realiza primeira reunião sobre regularização dos territórios quilombolas nesta quarta, 30

Foto: Agência Brasil

 

O grupo de trabalho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criado para analisar questões relativas à regularização dos territórios quilombolas, vai realizar sua primeira reunião técnica nesta quarta-feira, 30. Neste primeiro encontro, o colegiado definirá os eixos de atuação e de ordenamentos referentes ao trabalho para assegurar a melhoria no processamento de ações judiciais que discutam posse, propriedade e titulação das comunidades quilombolas.

 

A reunião do GT foi antecipada, por meio da Portaria CNJ 189/2023, em razão do assassinato da líder quilombola baiana Bernadete Pacífico, a Mãe Bernadete, morta no último dia 17 de agosto, em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. 

 

A primeira reunião, conforme a juíza auxiliar Karen Luise, tem como objetivo principal a apresentação dos atores que atuarão neste grupo de trabalho, bem como a elaboração de uma metodologia, com a criação de eixos de atuação, a fim de enfrentar a problemática da titulação das terras quilombolas.

 

Um dos eixos deve ser o acompanhamento da apuração do assassinato da Mãe Bernadete. A morte da ialorixá aconteceu seis anos depois do assassinato, sem solução, de seu filho, Fábio Gabriel. No Quilombo Pitanga dos Palmares, vivem atualmente 289 famílias, em área ainda não reconhecida pelo Incra.

 

O conselheiro do CNJ, ministro Vieira de Mello Filho, coordenará as atividades do colegiado. Segundo a ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, o Conselho continuará se empenhando pelo esclarecimento desse bárbaro assassinato. “Fatos como esse, mostram que ainda temos um longo caminho a percorrer, como sociedade, no sentido de um avanço civilizatório e da efetivação dos direitos fundamentais que nossa Constituição Cidadã assegura a todos”, disse a ministra.

 

O conselheiro Vieira de Mello Filho, coordenador do GT, assegurou ser fundamental discutir formas de melhorar a atuação do Poder Judiciário nessa temática. “Garantir que comunidades tradicionais, como os Quilombolas, tenham a posse e a titulação de seus territórios tradicionais, além da preservação de seus documentos, é consolidar seus diretos e contribuir para a perpetuação de reminiscências históricas, que congregam a formação do nosso povo”, afirmou.

 

Outra pauta do GT é a definição de formas de preservação dos documentos e de sítios detentores de reminiscências históricas das comunidades quilombolas brasileiras.

 

No dia 26 de julho, a presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, acompanhada de juízes do CNJ, visitou o Quilombo Quingoma, também na Bahia. Na ocasião, a ministra determinou a criação do grupo de trabalho para pensar em saídas para a questão fundiária dessas comunidades. O CNJ trabalha no sentido de aperfeiçoar a atuação do Poder Judiciário e, dentro desse contexto, se verificou a necessidade de melhorar a resposta jurisdicional nos processos que envolvam disputa de terras quilombolas.

 

Com informações da Agência CNJ de Notícias

BARRA DA ESTIVA: Júri reconhece ex-vereadora como autora de homicídio, mas a absolve

 

Foto: Divulgação

 

Por: Justiça no Interior 


Na última quarta-feira, 23, a ex-vereadora do município de Barra da Estiva, no sudoeste da Bahia, Maria Creusa Silva, conhecida como ‘Creusa de Permínio’, foi reconhecida como autora do homicídio do lavrador Samuel Silva Machado, mas foi absolvida pelo Júri Popular.


O crime aconteceu em 2007. O corpo de Samuel, que trabalhava como lavrador, foi encontrado na fazenda de Creusa após seu desaparecimento. Desde o início das investigações, a ex-vereadora foi apontada como principal suspeita do homicídio, devido a uma dúvida de cerca de R$ 130 mil que ela teria com o lavrador, relacionada ao comércio de café.


A ex-vereadora foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público da Bahia como autora do crime, que apontou existir um conjunto probatório que demonstrava a autoria do crime, bem como a ocultação do cadáver. Maria Creusa chegou a ser presa preventivamente, mas foi solta por não existir antecedentes criminais contra ela.


Durante o julgamento do caso, conduzido pela juíza da Comarca de Barra da Estiva, Mirã Carvalho Dantas, o Júri Popular formado por sete pessoas reconheceu a ex-vereadora como autora do homicídio, porém absolveu Maria Creusa por 4 votos a 3.


Porém, os jurados condenaram a ex-legisladora pelo crime de ocultação de cadáver. Ela teve a pena fixada em 1 ano de reclusão e 10 dias de multa, mas teve a pena restritiva de liberdade substituída por serviços comunitários. A ré vai recorrer da decisão em liberdade.


O julgamento de Maria Creusa colocou frente a frente dois dos principais advogados criminalistas da Bahia. Maurício Vasconcelos, que representou a família de Samuel, e Custódio Lacerda, que trabalhou na defesa da ré.

 

BARRA DO CHOÇA: Tribunal multa ex-prefeito e rejeita contas de 2020

Foto: Prefeitura de Barra do Choça



Nesta terça-feira, 29, O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia multou o ex-prefeito de Barra do Choça, na região sudoeste, Adiodato José de Araújo, em R$ 12 mil. O TCM também rejeitou as contas da Prefeitura do exercício de 2020.

A decisão foi tomada após os conselheiros do Tribunal analisarem o parecer pela reprovação das contas em razão da abertura de crédito adicional especial sem a prévia autorização legislativa e pelo não recolhimento de multa de responsabilidade do próprio prefeito.

O relator do parecer, conselheiro Fernando Vita, apresentou Deliberação de Imputação de Débito com proposta de multa.

Também foi determinada a formulação de representação ao Ministério Público Estadual, que deve apurar a prática de ato ilícito, diante da abertura ilegal de crédito especial.

123 Milhas entra com pedido de recuperação judicial

Foto: Divulgação

 

Nesta terça-feira, 29, a agência de viagens 123 Milhas entrou com pedido de recuperação judicial. O requerimento foi feito à 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

 

Segundo os advogados da empresa, o pedido foi protocolado por conta de fatores “internos e externos”, que “impuseram um aumento considerável de seus passivos nos últimos anos”. A empresa afirma ainda que usará a recuperação judicial para cumprir obrigações de “forma organizada”.

 

No dia 18 de agosto, a 123 Milhas suspendeu os pacotes e a emissão de passagens de sua linha promocional, afetando viagens já contratadas da linha “Promo”, de datas flexíveis, com embarques previstos de setembro a dezembro de 2023.

 

A 123 Milhas chegou a dizer inicialmente que sua linha de pacote promocionais representava apenas 7% de todos os embarques feitos pela companhia em 2023 e que os demais produtos oferecidos seguiriam sem nenhuma alteração.

 

Mas, nesta semana, além dos adiamentos de viagens, funcionários da 123 Milhas relataram demissões e clientes afetados denunciaram que estavam impedidos de utilizar os vouchers oferecidos como reembolso pela empresa.

 

“Nesse contexto, a 123 Milhas se viu impossibilitada de emitir as passagens aéreas, pacotes de viagem e os seguros adquiridos pelos clientes do Programa Promo123, especialmente nos prazos contratados, motivo pelo qual entendeu por bem retirar o Programa Promo123 do ar e buscar, por meio do presente pedido de Recuperação Judicial, cumprir tais obrigações de forma organizada”, diz o pedido.

 

Conforme o pedido de recuperação da 123 Milhas, os resultados do pacote “Promo” acabaram não sendo atingidos, porque a empresa esperava que os clientes também adquirissem outros produtos atrelados à viagem, mas que isso acabou não ocorrendo.

 

Após os problemas, a empresa foi alvo do Ministério Público de São Paulo, que instaurou um inquérito para apurar supostas práticas abusivas praticadas pela empresa 123Milhas no cancelamento de voos e hospedagens e na limitação do reembolso dos valores pagos pelos clientes.

 

A Justiça do Rio de Janeiro também entrou no caso. O juiz Luiz Alberto Carvalho Alves, da 3ª Vara Empresarial da Capital do Rio, determinou que a empresa apresente, em cinco dias, as garantias para o ressarcimento dos consumidores lesados após a empresa anunciar a suspensão de pacotes de viagem e emissão de passagens promocionais. Se a empresa não apresentar as garantias, os bens e o patrimônio da companhia serão bloqueados.

 

MUCUGÊ: MPF recomenda ao governo da Bahia criação da Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha

Foto: Divulgação

 

O Ministério Público Federal (MPF) expediu uma recomendação ao Governo do Estado da Bahia para que seja criada, no prazo de seis meses, a Unidade de Conservação da Serra da Chapadinha, localizada nos municípios de Mucugê, Itaeté e Ibicoara, na Chapada Diamantina. 

 

A medida tem o objetivo de proteger os modos de ser, viver e existir das comunidades tradicionais da região, bem como os relevantes recursos naturais existentes. A Serra da Chapadinha é uma das principais zonas de recarga da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu, que abastece mais de 50 municípios da Bahia.

 

“É uma área de importância biológica e de prioridade de ação extremamente altas, classificada como Área Prioritária para Conservação, utilização sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade, e absolutamente vital para as comunidades tradicionais que vivem ali: assentados, quilombolas, povos de terreiro, ciganos, ribeirinhos e camponeses”, argumentou o procurador da República Ramiro Rockenbach.

 

O MPF também recomendou, a entidades estaduais e à Agência Nacional de Mineração, diversas medidas urgentes para garantir a preservação e proteção da região. Ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, pediu a adoção de ações preventivas, como:

 

– Não autorizar supressão vegetal de Mata Atlântica, bem como cancelar eventuais autorizações;

– Não conceder autorizações, licenças (ou atos similares) a quaisquer atividades minerárias sem a devida consulta prévia às comunidades tradicionais envolvidas, além de cancelar as existentes;

– Não conceder autorizações, licenças (ou atos similares) a quaisquer atividades imobiliárias de formação de condomínios ou loteamentos, que envolvam terras públicas;

– Fiscalizar todas as irregularidades ambientais realizadas ou em curso, tais como aterramento dos brejos de altitude, supressão vegetal, extração de cascalho sem autorização para aterramento, construção de vias, loteamentos clandestinos, caça de animais silvestres, pesquisa mineral sem autorização, barragens em corpos hídricos e brejos de altitude, além de aplicar as sanções cabíveis;

– Fazer a fiscalização, em campo, dos registros autodeclarados do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), investigando a significativa variação detectada no período de um ano (2021 a 2022), e remarcando-as, por conter fortes indícios de fraudes em regularização fundiária de terras públicas.

 

À Superintendência de Desenvolvimento Agrário, o MP recomendou que, respeitando as comunidades tradicionais e os recursos naturais da região, proceda à correta e adequada destinação das terras públicas, garantindo que não sejam efetuadas novas inscrições, nem modificações cadastrais, e que não sejam autorizados condomínios e loteamentos, nem novos projetos de qualquer área pública. A Superintendência também deve fiscalizar, em campo, os cadastrados existentes para verificação dos requisitos normativos.

 

Já à Agência Nacional de Mineração, o MPF pediu que a agência não conceda autorizações (ou atos similares), bem como que cancele as eventualmente existentes, em relação a quaisquer atividades minerárias (alvará de pesquisa, alvará de pesquisa com guia de utilização, lavra, entre outras), sem a devida consulta prévia às comunidades tradicionais envolvidas. Recomendou, ainda, que seja realizada a fiscalização no local para verificar eventuais irregularidades causadas por atividades minerárias, aplicando as sanções cabíveis.

 

O Ministério Público Federal estabeleceu prazo de 15 dias para a apresentação das providências adotadas quanto às medidas recomendadas.

 

CONFIRA A RECOMENDAÇÃO

JUAZEIRO: Patrulha Maria da Penha resgata mulher mantida em cárcere privado há quase 30 anos

Foto: Pixaby

 

A Guarda Civil Municipal de Juazeiro (GCM), no Vale do São Francisco, libertou uma mulher que estava há pelo menos 28 anos em cárcere privado, no distrito de Abóbora, zona rural do município. A ação foi realizada pela por meio da Patrulha Maria da Penha, que recebeu a denúncia e confirmou a situação de cárcere privado de uma mulher quando chegou ao local. A mulher foi libertada e o acusado não foi localizado.

 

Após a operação, foi registrado Boletim de Ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Ainda foi expedida uma medida protetiva para a vítima e seus dois filhos de 5 e 12 anos. Eles também foram acolhidos pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes) e estão sendo monitorados com o apoio da Patrulha Maria da Penha.

 

A coordenadora da patrulha Maria da Penha, Jeane Marques orienta sobre como denunciar casos semelhantes. “Todas as mulheres que se sentirem ameaçadas, vítimas de algum tipo de violência, podem entrar em contato com a GCM pelo número 153 para denunciar e faremos o acompanhamento até o final do processo de atendimento a essas mulheres, integrando-as à rede de proteção”, assinalou.

 

Com informações da Prefeitura de Juazeiro

Justiça determina que locadora de veículos indenize família e pague pensão a filho de motorista

Foto: Freepik

 

O Tribunal Regional do Trabalho da 5° Região (TRT5) determinou que a empresa Speed Way – Locadora de Automóveis Ltda. indenize, em R$ 50 mil, a família de um motorista que veio morreu durante uma viagem de trabalho e pague uma pensão equivalente a dois terços do rendimento do pai até que o filho do trabalhador que complete 25 anos.

 

No caso em questão, a vítima prestava serviços para a locadora de veículos levando automóveis de Salvador para cidades do interior do estado. Em uma dessas viagens, de Salvador para Barreiras, oeste baiano, o trabalhador dirigiu por mais de nove horas durante toda anoite acompanhado por um comboio. Durante o percurso, o trabalhador de 26 anos sofreu um acidente próximo à Oliveira dos Brejinhos e veio a óbito. A família afirma que pouco tempo antes do acidente, ele havia informado ao grupo, em uma parada, que estava cansado e com sono, mas o comboio resolveu seguir a viagem ainda assim.

 

A empresa afirma que foi a vítima que insistiu em seguir viagem e também deixou de utilizar o cinto de segurança que lhe protegeria no momento do acidente. Em primeira instância, a justiça considerou improcedente o pedido de indenização por danos morais, por entender que o acidente ocorreu por “culpa exclusiva da vítima”.

 

Os familiares da vítima entraram com recurso, que ao ser analisado pela desembargadora Ana Paola Diniz, 2ª Turma do TRT5, recebeu um desfecho diferente. Para a magistrada, é importante lembrar que a vítima havia dirigido durante toda a noite e sinalizado que estava cansada e que seguiu viagem por estar  em um comboio “não tendo outra alternativa”, frisa.

 

Quanto ao não uso de cinto de segurança, ela destacou que, quando o cansaço impera, é natural a  perda de vigilância quanto a medidas preventivas. Enfatizou também que a falta do uso do cinto de segurança no momento não foi a causa do acidente em si.

 

A relatora considera que o fato principal para o acidente foi “o extremo cansaço da vítima”, a qual teve seu apelo ignorado pelos demais motoristas, uma vez que os veículos deveriam seguir o cronograma da empresa: “a não utilização do cinto de segurança, apesar de se caracterizar como obrigação legal, não tem o condão de afastar o nexo causal”, esclarece.

 

Para a desembargadora, a família da vítima, o filho e a companheira, fazem jus à indenização por dano moral indireto, e, no caso do filho, o pensionamento. A decisão foi seguida de forma unânime pelos desembargadores Esequias de Oliveira e Lourdes Linhares.

 

Com informações do TRT5

CANDEIAS: Projeto “TRE em Todo Lugar” oferece atendimento à população

Foto: Samuel Laudilio/PMJ

Por Justiça no Interior

 

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realiza nesta segunda, 28, e terça-feira, 29, a ação itinerante realizada por meio do projeto ‘TRE em Todo Lugar’. Os atendimentos serão realizados na Praça Dr. Gualberto Dantas Fontes, no Centro, das 14h às 18h, na segunda, e das 8 às 18h, na terça-feira.

 

O programa tem o objetivo de facilitar o acesso aos serviços eleitorais, considerando o público impossibilitado de comparecer aos cartórios e postos ou de acessar o atendimento on-line.

 

Serão oferecidos os serviços de solicitação de alistamento eleitoral (1º título), cadastro de dados biométricos, consulta sobre a existência de multa, pedido de alteração no local de votação, emissão de certidões, entre outros. Para ser atendido, será necessário apresentar um documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado.

 

Nesta segunda e terça-feira, o caminhão do “TRE em Todo Lugar” também realiza atendimentos no bairro da Liberdade, em Salvador. Para prestar serviço à população, será montado um posto na Escola Luiz Navarro de Brito, das 9h às 17h. O serviço itinerante seguirá até dezembro e deverá atender a 19 bairros de Salvador e 26 cidades do interior.

 

O projeto é resultado da parceria entre o TRE baiano, a Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) e outras diversas instituições. A ação tem o objetivo de levar os serviços eleitorais a diferentes bairros de Salvador e regiões do Estado, o que pode ocorrer por meio de caminhões adaptados ou instalações temporárias em escolas, ou outro imóvel possível. A ideia é atender, especialmente, o público impossibilitado de comparecer aos postos fixos e/ou aos que não têm acesso à internet.

 

Com informações do TRE-BA

Justiça determina que 123Milhas garanta ressarcimento de clientes

Foto: Rafa Neddermeyr/Agência Brasil

 

O juiz Luiz Alberto Carvalho Alves, da 3ª Vara Empresarial da Capital do Rio, determinou que a 123 Milhas apresente, em cinco dias, as garantias para o ressarcimento dos consumidores lesados após a empresa anunciar a suspensão de pacotes de viagem e emissão de passagens promocionais. Se a empresa não apresentar as garantias, os bens e o patrimônio da companhia serão bloqueados.

 

A decisão foi tomada em resposta à ação apresentada pelo Procon-RJ, que pediu o ressarcimento dos prejuízos. Desde que a 123 Milhas informou a suspensão das viagens marcadas entre setembro e dezembro de 2023, o Procon recebeu mais de 1 mil reclamações de consumidores. A 123Milhas comunicou que irá ressarcir os clientes com vouchers fracionados, em discordância com o Código de Defesa do Consumidor. 

 

“Os consumidores poderão optar pelo cumprimento da oferta, pela entrega de serviço equivalente, ou pela restituição integral do valor pago. Aos consumidores que aceitem o crédito para utilizar no site da empresa, o reembolso deve ser integral em um único voucher e sem previsão de validade. Caso descumpra essa obrigação, a empresa deverá pagar o valor devido em dobro aos consumidores”, escreveu o juiz na decisão.

 

O presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, disse que a decisão garante segurança aos consumidores. “Foi uma decisão muito importante, uma vitória para os consumidores. É preciso observar as regras do art. 35 do Código de Defesa do Consumidor. Orientamos aos consumidores que não tiveram o seu direito respeitado, que procurem o Procon-RJ, para registro de sua reclamação”, afirmou.

 

As informações são da Agência Brasil

SERRINHA: Caravana de Direitos Humanos realiza atendimentos na cidade

Foto: Divulgação/Secom-BA

 

Nesta terça-feira, 29, a população de Serrinha, no território Sisal, recebe os serviços da Caravana de Direitos Humanos, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia. 

 

A Caravana vai ofertar documentação civil básica; atendimento jurídico; orientação ao consumidor, através do Procon-BA; atendimento para os serviços de água e luz, com a Embasa e Coelba; atendimento para o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar; serviços de saúde e muito mais.

 

Os serviços de acesso à justiça e promoção dos direitos humanos serão disponibilizados no Colégio Estadual Rubem Nogueira, localizado na Praça Astrogilda Guimarães, nº 135, centro da cidade.

 

Os portões do Colégio estarão abertos das 9h às 16h, para atender a população em geral, e estão previstos mais de 1,5 mil atendimentos mediante retirada de senha.

 

Serviços de Intermediação de Mão de Obra; investigação de paternidade com teste de DNA; Retificação de Prenome e Gênero para pessoas LGBTQIAPN+; requerimento do Passe livre Intermunicipal para pessoas com deficiência; atendimento para benefícios sociais, como Bolsa Família e CadÚnico; dentre outros serviços, também serão ofertados.

 

A ação da SJDH, em parceria com órgãos do poder público estadual e municipal, é direcionada aos segmentos da população socialmente vulnerabilizados. Como, por exemplo, crianças e adolescentes, jovens, pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas da comunidade LGBT e população em geral, privada do acesso aos seus direitos fundamentais ou com direitos violados, em alguma medida.

 

Além dos órgãos do Governo da Bahia, participam da Caravana a Prefeitura Municipal de Serrinha, através das Secretarias Municipal de Assistência Social e de Saúde; Polícia Rodoviária Federal (PRF); Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA); Fundação Pedro Calmon; Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA); Ministério Público do Trabalho (MPT); Tribunal Regional do Trabalho (TRT5); Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa); Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba); Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais da Bahia (Arpen);  Universidade Estadual da Bahia (Uneb); Universidade Aberta da Terceira Idade (Uati).