Quarta-Feira, 15 de julho de 2026
Justiça no Interior

ITABERABA: Etienne e Déborah vencem eleição da OAB

Foto: Instagram

O advogado Etienne Magalhães será o novo presidente a OAB-Subseção de Itaberaba.

Ele concorreu a disputa pela chapa “Juntos por uma OAB ainda + forte”, obtendo 109 votos, ante 104 da chapa “OAB somos todos nós”.

Etienne teve como companheiras de chapa as dvogadas Déborah Carvalho (vice presidente) e Rafaela Arapiraca (Secretária Geral) e o advogados Luzimário Guimarães (Secretário-adjunto) e Saulo Mutti (Tesoureiro) que estarão a frente da Oab-Itaberaba pelo triênio 2022-2024.

Defensoria Pública da Bahia lança dicionário de expressões (anti) racistas

Foto: Divulgação 

Sabe aquela expressão que a gente fala sem nem pensar? Quem nunca sentiu “inveja branca” ou chamou aquela pessoa metida ou grosseira de “boçal” que atire a primeira pedra. Mas, não dá para continuar falando que fulana tem um “pé na senzala” depois de aprender que este palavreado é uma infeliz recordação da escravidão no Brasil, época em que o único lugar permitido às mulheres negras era a cozinha da casa grande.

Estas e outras expressões fizeram parte da série Expressões Racistas do Cotidiano, produzida e publicada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA em suas redes sociais, agora reunidas neste dicionário, que pode até ser pequeno no tamanho, mas é gigante em importância no enfrentamento ao racismo de cada dia.

O lançamento aconteceu no Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro. Para a coordenadora da Especializada de Direitos Humanos da Defensoria, Eva Rodrigues, que participou da organização do material, como o racismo afeta as pessoas negras de diferentes formas e em diferentes graus, o seu enfrentamento deve ser feito em diversas frentes, a exemplo da publicação deste dicionário de expressões (anti) racistas pela DPE/BA.

“O dicionário antirracista reúne diversas expressões comumente ditas pela população, de forma intencional ou não, que são fruto de uma construção racista, ancorada no passado escravagista brasileiro. O que as pessoas muitas vezes não percebem é que estas microagressões afetam diretamente o povo negro, rebaixam sua autoestima e colocam as pessoas negras num lugar de inferioridade moral, estética, social e intelectual frente às pessoas brancas, que seguem intocadas em seus privilégios”, destaca Eva Rodrigues.

O dicionário contou com a pesquisa de Jade Andrade e Davini Ramos, estagiárias de gênero da coordenação de Direitos Humanos da Defensoria.

Para conhecer o dicionário completo, clique aqui. Veja abaixo algumas das expressões presentes na publicação.

As informações são da Defensoria Pública do Estado da Bahia

ILHÉUS: Jacson e Wanessa vencem a eleição para presidência da subseção da OAB

Foto: Instagram

O advogado Jacson Cupertino será o novo presidente a OAB-Subseção de Ilhéus.

Ele concorreu a disputa pela chapa “Advocacia Unida e Fortalecida”, obtendo 256 votos, ante 162 da chapa “Transforma OAB Ilhéus”.

Jacson teve como companheira de chapa a advogada Wanessa Gedeon e ainda as advogadas Samylla Menezes (Secretária-Geral) e Flávia Maltez (Secretária Adjunta) e o advogado Luciano Oliveira (Diretor Tesoureiro), que estarão juntas a frente da Oab-Ilhéus pelo triênio 2022-2024.

FEIRA DE SANTANA: Raphael Pitombo é reeleito presidente da OAB

Foto: Instagram

O advogado Raphael Pitombo foi reeleito para a presidência da OAB-subseção de Feira de Santana.

Ele concorreu a disputa pela chapa “União e Independência”, obtendo 443 votos, ante 329 da chapa ” Advocacia em ordem”.

Para o triênio 2022-2024 Pitombo terá como vice-presidente a advogada Lorena Peixoto.

BARREIRAS: Bárbara e Elza vencem as eleições da subseção da OAB

Foto: Instagram

A advogada Bárbara Mariani Silva será a nova presidente a OAB-Subseção de Barreiras.

Ela concorreu a disputa pela chapa “OAB forte e unida”, obtendo 257 voto, ante 137 da chapa “OAB de todos”.

Bárbara teve como companheira de chapa a advogada Elza Victor, que estarão juntas a frente da OAB-Barreiras pelo triênio 2022-2024.

CAMAÇARI: Requião e Andréa vão comandar a subseção da OAB no próximo triênio

Foto: Instagram pessoal

O advogado Eduardo Requião será o novo presidente a OAB-Subseção de Camaçari. Ele concorreu a disputa pela chapa “Renova OAB Camaçari”, obtendo 153 votos, antes 88 da chapa “Movimento para União da advocacia”.

Requião teve como companheira de chapa a advogada Andréa Gama, que estarão juntos a frente da OAB-Camaçari pelo triênio 2022-2024.

Daniela Borges é eleita nova presidente da OAB-Bahia

A advogada Daniela Borges será a nova presidente da OAB-Bahia. Ela venceu a disputa frente a advogada Ana Patrícia Dantas Leão e aos advogados Dinailton Oliveira e Ricardo Nogueira, em eleição que aconteceu nesta quarta-feira, 24, no Centro de Convenções, em Salvador.
Daniela Borges representou a chapa União pela Advocacia, tendo como vice a advogada Christianne Gurgel.
Daniela e Chris Gurgel estarão a frente da OAB-Bahia pelo triênio 2022-2024.

Conheça a chapa vitoriosa:

Chapa 86 – União pela Advocacia

Presidente: Daniela Borges

Vice-Presidente: Christianne Gurgel

Secretária-Geral: Esmeralda Oliveira

Secretário-Geral Adjunto: Ubirajara Ávila

Tesoureiro: Hermes Hilarião

Presidente da CAA: Maurício Leahy

Vice-Presidente da CAA: Cléia Costa dos Santos

Conselho Federal – Titulares: Fabrício Castro, Luiz Coutinho, Luiz Viana

Conselho Federal – Suplentes: Mariana Oliveira, Marilda Sampaio, Silvia Cerqueira

VITÓRIA DA CONQUISTA: Luciana Silva será a primeira presidente mulher da subseção da OAB

Foto: Blog do Rodrigo Ferraz

A advogada Luciana Silva será a nova presidente a OAB-Subseção de Vitória da Conquista. Ela venceu a disputa contra o advogado Jônatan Meireles, por 444 à 404, em votação que aconteceu nesta quarta-feira, 24.

Luciana representou a Chapa Advocacia Forte e Unida e teve como candidato a vice-presidente o advogado, Frederico Silveira.

Luciana Silva é advogada com mais de 20 anos de atuação e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, onde ocupa a coordenação da Clínica de Direitos Humanos da Uesb.

Ela e Frederico Silveira vão gerir a OAB-Conquista pelo triênio 2022-2024.

Banco é condenado por não usar nome social de mulher transexual em cartões

Foto: Google Imagens 

O Banco Inter S.A foi condenado a pagar danos morais, no valor de R$ 10 mil, a uma cliente, vítima de discriminação, que não pode usar seu nome social nos cartões de crédito e débito. Diante da recusa da empresa, a correntista, que se identifica com gênero feminino, foi obrigada a utilizar seu nome de batismo masculino. A negativa da empresa persistiu mesmo depois da autora apresentar nova carteira de identidade, desta vez, com alteração do prenome. A sentença é do juiz Liciomar Fernandes da Silva, em auxílio à comarca de Alto Paraíso de Goiás.

Segundo o magistrado, “Cabe ao Estado assegurar o direito a individualidade, notadamente quando atinente à noção de liberdade do ser humano que deve ser assegurada com a maior amplitude possível, quer na esfera pública, como os seus direitos democráticos, como na esfera privada, que dialoga não somente com os direitos patrimoniais, mas, sobretudo, com a ordem existencial, esta intimamente ligada aos direitos da personalidade”, destacou Fernandes da Silva.

E continuou, “é vital a superação da discriminação histórica que violou e ainda viola os direitos de pessoas transgêneras, tarefa nada fácil em um contexto histórico de exclusão e discriminações de toda ordem a que foram submetidas tais populações”.

Consta dos autos que a autora tentou, pela primeira vez, alterar seu nome junto ao banco em fevereiro de 2019, em contato com os canais de relacionamento. Sua intenção era evitar desconforto e constrangimento público ao utilizar cartões e a receber correspondências bancárias com nome masculino, uma vez que não se identifica com a imagem de homem. Contudo, não obteve sucesso no pedido. Em agosto de 2020, ela conseguiu uma nova carteira de identidade, com seu nome social e logo em seguida, foi entregue uma cópia à instituição financeira, que, mesmo assim, permaneceu inerte.

Dessa forma, o juiz Liciomar Fernandes observou que a autora conseguiu comprovar que tentou, por várias vezes e sem sucesso, obter a mudança, enquanto a empresa ré não demonstrou ter feito nenhum tipo de atendimento à demanda – pleito,  que, por sua vez, é amparado pela legislação, no sentido de proteção à identidade individual. 

“O desejo da autora de ser tratada socialmente como mulher e ter um nome feminino, está garantido pelo ordenamento jurídico brasileiro, sob o abrigo do art. 1º, III, da Constituição Federal que designou a dignidade humana como princípio fundante do estado constitucional. A liberdade de escolher e ver reconhecida a sua identidade sexual é central para o desenvolvimento da individualidade”, pontuou o magistrado. Processo em segredo de justiça.

As informações são do Tribunal de Justiça de Goiás