Quarta-Feira, 14 de outubro de 2026
Justiça no Interior

PIATÃ: Defensoria Pública da União aciona a justiça contra empresa de mineração

Foto: Reprodução

A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou, na sexta-feira, 30, uma Ação Civil Pública (ACP) contra a empresa Brazil Iron Mineração Ltda, em que pede a suspensão das atividades da companhia na região de Piatã, na Chapada Diamantina, enquanto não for comprovado o cumprimento das medidas determinadas em notificações de fiscalização ambiental.

Segundo a DPU, comunidades tradicionais da região relatam poluição do ar, excesso de ruídos, contaminações do solo e mananciais, além de outros problemas que prejudicam o ecossistema e a vida dos moradores.

A Defensoria Pública ainda pede o pagamento de indenização, por danos morais coletivos no valor de R$5mil, a serem aplicados em ações sociais na área afetada.

Entre as adequações, mencionadas em Relatórios de Fiscalização Ambiental do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), estão: melhorar o processo de umectação das estradas; instalar equipamentos de medição de material particulado e de monitoramento de vibrações nas comunidades e filtros para o processo de secagem do minério de ferro; apresentar cronograma de acionamento de explosivos; realizar análise de corpos hídricos para verificar contaminação por minério de ferro e reparar os danos causados à Rodovia BA 148, por conta do tráfego de caminhões e máquinas pesadas. Além disso, a DPU pede que a empresa se abstenha de invadir os terrenos das comunidades sem autorização formal.

A ACP contra a mineradora e a Agência Nacional de Mineração (AMN), órgão federal que fiscaliza a atividade, tramita na 16ª Vara Federal Cível de Salvador.

 

Entenda o caso

 

Em agosto de 2021, a Associação Comunitária dos Moradores das Comunidades do Carrapicho, Mutuca, Sítio dos Pereiras e Capão e a Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais do Mocó I e Mocó II pediram à DPU que apurasse a atividade de mineração realizada pela empresa. Juntas, as comunidades são compostas por 147 famílias, predominantemente negras, reunidas por traços culturais comuns e identificadas como remanescentes de quilombo.

Segundo eles, nos últimos anos, a empresa expandiu suas ações na chamada “Mina do Mocó” e causado problemas à coletividade. Além dos danos ambientais e à saúde dos moradores, eles relataram que algumas famílias foram obrigadas a deixar a área por não conseguirem mais exercer as atividades de subsistência e assim rompem o elo existente com o local.

Antes de levar o caso à Justiça, o defensor regional de Direitos Humanos na Bahia (DRDH/BA), Vladimir Correia, enviou ofícios para o Inema, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA) e para a Agência Nacional de Mineração (ANM) requerendo que os órgãos, dentro das suas competências, prestassem informações.

Em resposta, em janeiro deste ano, a Sesab apresentou relatórios que confirmam que a empresa gera poeira e material sem ter medidas eficazes de controle e monitoramento necessários para mitigar os impactos ambientais. A diretoria de Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado da Bahia (Divisa), ligada à Secretaria, relatou que, em visita técnica, foram detectados fragmentos escuros brilhantes, semelhantes a minério triturado, presença de problemas respiratórios nos habitantes da região, intenso barulho das máquinas e as péssimas condições das estradas.

Já o Inema confirmou que, em 2019, concedeu duas autorizações ambientais à Brazil Iron Mineração Ltda. para realizar a lavra experimental, com produção de 300 mil toneladas por ano. De acordo com o instituto, durante a análise desses processos, não foram localizadas comunidades tradicionais nas proximidades e a informação não constava nos documentos apresentados pela empresa.

Contudo, em relação às denúncias, o Inema informou que já teria detectado as irregularidades elencadas nos Relatórios de Fiscalização Ambiental. Além disso, a empresa não teria apresentado ao órgão a certificação emitida pelo Exército para uso de explosivos. Em razão das falhas, em 2020, o instituto emitiu notificações à empresa pedindo adequações.

Como os problemas persistiram, no dia 26 de abril de 2022, o instituto aplicou a penalidade de Interdição Temporária à mineradora, por operar empreendimento em desacordo com as autorizações ambientais. A empresa, porém, conseguiu reverter a situação e tem realizado atividades na área.

As informações são da DPU

TAPEROÁ: Município deve devolver mais de R$ 32 mil ao estado por aplicação irregular de verba

Foto: Divulgação

Por Justiça no Interior

O Tribunal de Contas do Estado da Bahia decidiu, na sessão da quarta-feira, 28, que o Município de Taperoá, no sul baiano, deve devolver ao erário estadual o valor de R$ 32.355,94, por não ter apresentado elementos documentais aptos a comprovar a regular aplicação desta quantia em ações do Sistema Único da Assistência Social.

O TCE-BA ainda aplicou uma multa, no valor de R$2mil, ao ex-prefeito da cidade, Antônio Fernando Brito Pinto, gestor responsável pela execução. O objeto da verba foi a execução de ações e serviços de natureza continuada, específicos da Proteção Social Especial Básica e de Média Complexidade, no âmbito do Sistema Único da Assistência Social (SUAS).

As sanções foram aplicadas pela não comprovação da boa e regular aplicação de parcela relevante dos recursos repassados. Os conselheiros do TCE-BA ainda aprovaram a expedição de recomendações aos atuais gestores da SJDHDS e do Fundo Estadual de Assistência Social.

As informações são do TCE-BA

OAB lança plataforma de cursos gratuitos para advogados e advogadas

Foto: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Escola Superior de Advocacia, disponibilizou 12 cursos gratuitos em sua plataforma de ensino. A iniciativa é alinhada ao Plano Nacional de Interiorização da Advocacia. A ação tem como finalidade capacitar todos os advogados e advogadas do País.

Entre os cursos ofertados de forma gratuita estão os de Proteção de Dados Pessoais; Responsabilidade Civil – Dano temporal; Desjudicialização e o Futuro da Advocacia; Inovações da Lei 14.195/2021; Processo Penal Constitucional; Ilícito Tributário, entre outros, que podem ser acessados por meio do link: Link.

Os cursos são voltados somente para advogados e advogadas e possuem, em média, a carga horária de 2 horas. Após a conclusão do curso, o aluno recebe um certificado comprovando a realização. A inscrição é feita por meio do site da ESA Nacional (Link), basta escolher o curso e efetuar a inscrição. Não há definição de por quanto tempo ficarão disponíveis online.

As informações são da OAB

TJBA divulga plantão judiciário de 01 à 08 de outubro

Foto: Reprodução 

Por: Justiça no Interior

O Plantão Judicial é destinado à apreciação nos casos fora do horário regular de expediente forense, bem como, ao atendimento exclusivo de demandas cíveis e criminais dirigidas aos órgãos do Poder Judiciário estadual, revestidas de caráter de urgência.

O Plantão do TJBA funciona diariamente das 18:01 às 22:00h. Aos sábados, domingos e feriados, das 09:00 às 13:00h. Sobreaviso, nos demais horários.

CONFIRA O PLANTÃO DE 01 ÀS 08 DE OUTUBRO

TEIXEIRA DE FREITAS: TRT5 realiza mutirão de conciliação trabalhista

Foto: Prefeitura de Teixeira de Freitas

Por Justiça no Interior

O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) promove um mutirão de conciliação entre os dias 24 a 28 de outubro em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. Os interessados em conciliar podem encaminhar e-mail com o assunto “Mutirão de Conciliação Trabalhista em Teixeira de Freitas” para os endereços [email protected] ou [email protected]. Também podem peticionar o encaminhamento ao Cejusc-1 nos autos do processo ou pelo telefone (71) 3284-6187.

A ação é realizada entre a Corregedoria e o Centro de Conciliação de 1º Grau (Cejusc1). A corregedora regional do TRT5, desembargadora Luíza Lomba, afirma que é importante a participação da comunidade nos eventos, e que “houve um empenho da Corregedoria em deslocar a equipe do Cejusc-1 para Teixeira de Freitas, com o objetivo de fortalecer a ideia da mediação e da conciliação, dessa busca efetiva do resultado do processo decidida pelas partes”.

As audiências marcadas para o período de  24 a 28 de outubro acontecerão no formato híbrido, isto é, o Cejusc-1 estará presencialmente no Fórum Trabalhista de Teixeira de Freitas, mas as partes e os advogados poderão participar também de forma telepresencial. O TRT5 ainda promove um segundo mutirão em Teixeira de Freitas, que acontece entre os dias 5 a 9 dezembro.

Com informações do TRT5

TRE substituiu 67 urnas na Bahia

Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia realizou a substituição de 67 urnas em seções eleitorais do estado. O TRE considerou que o pleito aconteceu dentro da normalidade. Em toda a Bahia, são mais de 11 milhões de eleitores e pouco mais de 34 mil seções.

Do total de substituições, 64 ocorreram em zonas do interior do estado; na capital, permaneceu o número de três trocas de urnas realizadas.

No interior, as substituições de urnas foram registradas nos municípios: Vitória da Conquista (6), Teixeira de Freitas (8), São Felipe (3), Wenceslau Guimarães (2), Castro Alves (2), Jaguaquara (4), Jequié (6), Feira de Santana (2), Presidente Tancredo Neves (2), Uibaí (2), Pilão Arcado (2), Irajuba (2), Ibirapuã (2), Jeremoabo (2), Central (2), Rafael Jambeiro (2), Eunápolis (2), Santo Antônio de Jesus, Manoel Vitorino, Piatã, Várzea da Roça, Itanhém, Jussara, Ubatã, Porto Seguro, Entre Rios, João Dourado, Parapiranga, América Dourada e Medeiros Neto. 

As informações são do TRE-BA

JUAZEIRO: DPE realiza atendimentos jurídicos no Conjunto Penal

Foto: Ingrid Carmo

Por Justiça no Interior

A Defensoria Pública da Bahia realiza entre os dias 4 e 7 de outubro o projeto Liberdade na Estrada. Por meio da Unidade Móvel de Atendimento da DPE, a equipe de defensores públicos vai atender e analisar a situação processual dos presos provisórios do Conjunto Penal de Juazeiro, que é o quarto maior da Bahia, com 453 prisioneiros no total.

Os atendimentos serão realizados das 8h às 16h, pela equipe da 5ª Regional da Defensoria Pública do Estado da Bahia, que tem sede na cidade, em parceria com os defensores públicos que atuam na área criminal e já atendem os presos sentenciados.

“Nosso objetivo é analisar os processos dos presos provisórios e adotar todas as providências cabíveis nas situações que identificarmos”, explicaram os coordenadores da Especializada Criminal e de Execução Penal e autores do projeto, Fabíola Pacheco e Pedro Casali.

Os presos provisórios vão ser atendidos individualmente nas instalações da Unidade Móvel da Defensoria, que estará estacionada no pátio da unidade prisional, e terão seus processos analisados para que seja identificada a situação de cada um deles.

“Na análise da condição de legalidade da prisão, se for o caso, para garantir a liberdade destes internos, vamos expedir ofício ao juiz da causa para reanálise da situação prisional, impetrar Habeas Corpus e etc”, enumerou o coordenador da 5ª Regional da DPE/BA, que também estará presente na ação, o defensor público André Lima Cerqueira.

As informações são da DPE-BA

CORONEL JOÃO DE SÁ: Prefeito deve devolver mais de R$ 16 milhões ao erário estadual

Foto: Prefeitura de Coronel João de Sá

Por Justiça no Interior

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) puniu, na quinta-feira, 29, o prefeito Carlos Augusto Silveira Sobral, da cidade Coronel João de Sá, que fica no extremo norte da Bahia. Na decisão, o TCM acatou a denúncia apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra o gestor pela utilização de verbas do Fundeb para finalidades diversas daquelas previstas em lei, em 2019.

Pela irregularidade, o conselheiro relator, Fernando Vita, imputou ao prefeito multa no valor de R$2,5 mil e o advertiu para a necessidade de melhoria dos sistemas de controle e para a estrita observância dos princípios legais regedores da administração pública. O tribunal ainda determinou ao prefeito que devolva à conta do Fundeb, em até 120 dias, o valor correspondente a R$16.501.262,63, com recursos próprios do município.

Os conselheiros do TCM também determinaram a formulação de representação ao Ministério Público Federal (MPF) contra o prefeito, a fim de apurar eventual cometimento de crime na utilização de recursos federais, de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92).

Segundo a análise da área técnica do Tribunal de Contas, ficou evidente para o conselheiro relator a utilização indevida de recursos do Fundeb, através da realização de transferências de valores da conta vinculada para outras contas de titularidade do município, de onde os recursos foram utilizados para pagamento de despesas ordinárias, e não relacionadas com a educação.

O Ministério Público de Contas (MPC), representado pelo procurador Danilo Diamantino Gomes da Silva, opinou pelo conhecimento e procedência da denúncia, com a devida aplicação de multa e imputação de ressarcimento ao prefeito. Ainda recomendou que o município restitua, com recursos do erário, os valores do Fundeb aplicados em desvio de finalidade.

A decisão ainda cabe recurso.

As informações são do TCM-BA

33 urnas serão auditadas pelo TRE-BA no dia da eleição

Foto: TSE

 

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia irá realizar o teste de integridade das urnas eletrônicas, mais conhecido como votação paralela, no próximo dia 2 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais. O procedimento ocorrerá na sede do TRE-BA, prédio Anexo III, das 8 às 17 horas. O evento é aberto ao público.

A iniciativa tem o objetivo de comprovar a segurança do processo de votação e garantir a confiabilidade dos sistemas instalados nas urnas.  Este ano, na Bahia,  o procedimento será feito utilizando 33 urnas eletrônicas. Os trabalhos serão conduzidos pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, composta por seis servidores da Justiça Eleitoral e presidida pelo juiz de Direito José Reginaldo Costa Rodrigues Nogueira, da 11ª Vara Criminal de Salvador. A Comissão foi instituída em junho pela Resolução Administrativa nº 10, do TRE/BA.

 

Entenda como funciona

 

O processo de auditoria e fiscalização é realizado em tempo real às Eleições e estará disponível para qualquer interessado, tanto presencialmente quanto pelo  canal oficial no Youtube da Justiça Eleitoral da Bahia. A auditoria é promovida desde 2002 e nunca foi constatado qualquer caso de fraude ou desvio nas urnas eletrônicas auditadas.

O preparo para o teste de integridade acontece na véspera das eleições, no sábado dia 1 de outubro, em uma audiência, que visa escolher ou sortear as urnas que serão auditadas. Após o sorteio, os equipamentos são apanhados nos respectivos cartórios eleitorais, seja na capital ou no interior do estado,  e  transportados para a sede do TRE-BA, na cidade de Salvador.

 

Passo a passo da auditoria

 

Durante essa audiência, representantes de partidos políticos, de federações ou de coligações que estiverem presentes deverão preencher cédulas de votação que serão depositadas em urnas de lona devidamente lacradas.

No dia da eleição, em ambiente aberto às entidades fiscalizadoras e ao público em geral, as urnas eletrônicas serão ligadas e funcionarão como se estivessem na seção eleitoral de origem. Com a emissão da zerésima, documento que comprova que a urna não tem votos, começa a votação eletrônica. As cédulas em papel serão retiradas das urnas de lona e os votos digitados no computador utilizando-se o sistema de apoio à auditoria de votação. Todo o processo é filmado em tempo real e transmitido ao vivo pelo canal do TRE-BA no Youtube.

Depois do registro dos votos de cada cédula no computador, haverá a impressão, em duas vias, do espelho de votação, um dos quais será exibido para a câmera filmadora e anunciado para ser digitado diretamente na urna eletrônica. Esses atos se repetirão ininterruptamente durante todo o período de votação, das 8h às 17h.

Ao final do dia da eleição, serão impressos os boletins de urna, exatamente como ocorre em todas as seções eleitorais do estado. Os resultados serão comparados com os relatórios da apuração emitidos pelo sistema de apoio à votação, com os votos registrados em cada computador auxiliar. O resultado obtido na urna eletrônica deverá ser o mesmo do sistema auxiliar, atestando que o sistema eletrônico de votação é confiável, seguro e que garante uma apuração muito mais rápida.

Todo o processo será acompanhado por representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil, das agremiações partidárias, representantes do Tribunal de Contas da União, entidades fiscalizadoras, cidadãs e cidadãos interessados, além de 16 auditores externos, contratados pelo Tribunal Superior Eleitoral por meio de licitação.

 

Teste de autenticidade

 

Quanto ao teste de autenticidade dos sistemas eleitorais, a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica é responsável pela comunicação aos juízos eleitorais das 10 (dez) seções eleitorais escolhidas ou sorteadas previamente em cerimônia pública e pela remessa dos relatórios de correspondência entre as urnas e seções eleitorais.

No dia da eleição (2/10), o teste será feito no ambiente da própria seção, antes da impressão da zerésima. Os equipamentos precisam demonstrar pleno funcionamento, exibir informações de candidatas e candidatos, verificação da cópia do comprovante de carga que contém a identificação do conjunto de lacres e a assinatura digital dos programas.

 

As informações são do TRE-BA