Quinta-Feira, 27 de agosto de 2026
Justiça no Interior

Instalação de delegacia especializada é um avanço no combate à violência contra a mulher

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A instalação da delegacia especializada, solicitada pela Defensoria através de ação civil pública, deve ser realizada em até um ano

Em um importante passo para o enfrentamento da violência de gênero em Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia, o Judiciário determinou a instalação de uma Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) no município. A decisão, proferida em 14 de outubro, atende a um pedido da Defensoria Pública da Bahia (DPE/BA) por meio de uma ação civil pública.

O defensor público Victor Rego destacou a relevância da nova delegacia: “A garantia de uma delegacia especializada significa um atendimento mais humanizado, célere e integrado para as vítimas de violência doméstica no município, além do fortalecimento das ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes.” Dados recentes apontam que, em 2022, das 5.354 ocorrências policiais em Eunápolis, 405 estavam relacionadas à violência contra a mulher. Em 2023, dos 2.752 registros, 230 envolveram mulheres como vítimas.

Rego enfatizou que a atuação conjunta da Deam e da Defensoria Pública será crucial para assegurar os direitos das vítimas. “O atendimento especializado à mulher pela Polícia Civil vai auxiliar muito o trabalho da Defensoria, principalmente na implementação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha e desafogar um pouco as demandas dessa natureza em nossa instituição.”

Segundo a Lei Nº 13.827/2019, que altera a Lei Maria da Penha, as autoridades policiais têm a prerrogativa de determinar medidas protetivas em situações de risco à vida ou integridade física da mulher. O defensor também ressaltou que a Deam potencializará a integração das vítimas com a rede de atendimento de saúde e serviços psicossociais.

A decisão judicial também se alinha ao Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher (PEEVCM), que busca reduzir a taxa de mortes violentas de mulheres para abaixo de 2,1 por 100 mil até 2032. “As Deam’s são uma das principais políticas públicas de combate e prevenção à violência contra a mulher no Brasil porque promovem um ambiente em que as vítimas se sentem mais seguras para buscar a proteção dos seus direitos fundamentais”, avaliou Rego.

Para viabilizar a instalação da delegacia, o Judiciário estipulou um prazo de um ano, levando em consideração a necessidade de dotação orçamentária e outras questões administrativas. A decisão também determina que os cargos da nova unidade sejam ocupados, preferencialmente, por profissionais do sexo feminino, incluindo duas delegadas, três escrivães, quatro investigadoras, uma servidora de apoio administrativo e uma auxiliar de serviços gerais.

Diante do aumento dos registros de violência contra a mulher, a DPE/BA moveu a ação civil pública visando a instalação da Deam em Eunápolis. Informações históricas indicam que o número de ocorrências no município superava o de cidades como Barreiras e Jequié, que já possuíam delegacias especializadas. Em 2017, foram instaurados 233 inquéritos policiais relacionados a casos de agressão física, psicológica, ameaça e estupro, e até junho de 2018, foram registrados 208 casos.

A ação civil pública enfatizou que a criação da Deam é essencial para proporcionar “maior suporte, segurança e acolhimento às mulheres vítimas de violência, além de possibilitar um tratamento mais humanizado e digno, minimizando o trauma e danos sofridos, alinhando-se às políticas de segurança pública em favor da mulher vítima de violência doméstica e familiar.” Ademais, a nova delegacia permitirá estudos sobre o perfil dos agressores e incentivará as vítimas a denunciarem seus ofensores.

A elaboração do texto da ação foi realizada pelas defensoras Karine Azevedo Egypto e Samira de Souza Palaoro, e pelos defensores Fábio Gonçalves, Henrique da Costa Bandeira e Victor Rego.

Com informações da Defensoria Pública do Estado da Bahia.

Ministério Público da Bahia recomenda exoneração de servidora por indícios de nepotismo

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Indicações de nepotismo levam à ação do Ministério Público e podem impactar a gestão pública Local

O Ministério Público da Bahia emitiu uma recomendação à Câmara Municipal de Vereadores de Conceição de Jacuípe, sugerindo a exoneração de uma servidora do cargo comissionado de Assessora do Controle Interno. O documento aponta indícios de nepotismo, considerando que a servidora é enteada do vereador Marcelo Menezes da Mata e não possui a formação técnica adequada para a função, uma vez que é estudante de administração.

A recomendação, elaborada pela promotora de Justiça Paola Maria Gallina, foi recebida pela presidência do parlamento municipal na última terça-feira, dia 15. A Câmara tem um prazo de 10 dias para informar ao Ministério Público sobre as providências adotadas em relação ao desligamento da servidora.

Segundo a promotora, a nomeação de servidora ocorreu em abril de 2023, acompanhada da concessão de uma gratificação de 50% sobre o salário-base. Embora o vereador não tenha sido a autoridade nomeante, Paola Gallina ressalta que sua influência política na Câmara caracteriza a improbidade do ato.

A promotora também enfatiza que a prática do nepotismo “fere os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência administrativa.” Ela afirma: “A nomeação de parentes para cargos públicos, sem a devida qualificação técnica, compromete a qualidade dos serviços prestados à população.” Além disso, Paola Gallina destaca que o cargo exige conhecimentos em áreas como contabilidade, auditoria e gestão pública.

Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia.

TRE-BA reitera preparativos para o 2º turno em Camaçari com medidas preventivas

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Desembargador Abelardo Matta Neto destaca medidas adotadas para evitar falhas e assegurar uma votação tranquila em Camaçari

Na última segunda-feira (14), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto, reafirmou o compromisso da Corte em garantir um 2º turno eleitoral com “tranquilidade” em Camaçari, marcado para o dia 27 de outubro. A cidade, localizada na Região Metropolitana de Salvador, será a única no estado a realizar nova votação para escolha do prefeito.

Em uma reunião realizada na terça-feira, dia 8 de outubro, logo após o 1º turno, o desembargador já havia iniciado os preparativos para esta segunda fase do processo eleitoral. “Na segunda-feira foi dia de descanso para todos nós, mas na terça-feira eu já estava reunido aqui com todos os secretários verificando o que teríamos de fazer, um planejamento para o segundo turno em Camaçari. E já trago uma boa notícia, já externei isso para os advogados da coligação que estiveram comigo na própria terça-feira, de que usaremos as urnas de 2020-2022. Então, os problemas que ocorreram com as urnas de 11 anos de uso, provavelmente não acontecerão no segundo turno em Camaçari. Então já é uma notícia muito boa e que realmente vamos envidar de todos os esforços para que a eleição lá transcorra, e tenho certeza que vai transcorrer, num clima de tranquilidade e comodidade para o eleitor de Camaçari”, afirmou o desembargador.

O pronunciamento do magistrado ocorre em resposta a um 1º turno marcado por falhas em urnas eletrônicas na cidade. Dos 39 mil equipamentos disponíveis no estado, 138 apresentaram problemas, sendo Camaçari a localidade mais afetada e a última a divulgar os resultados.

No dia 6 de outubro, o desembargador já havia alertado que as urnas eletrônicas destinadas a Camaçari datavam de 2013, o que acarretou riscos devido à sua antiguidade. O TRE-BA decidiu, portanto, realocar as urnas para a RMS, onde “seria fácil encaminhar um técnico” em caso de eventuais contratempos. Essa medida visa garantir a integridade e a eficiência do processo eleitoral no próximo turno.

Com informações do Bahia Notícias.

TJBA aprova criação de 2ª Vara Criminal em Brumado

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Medida visa atender ao aumento de processos na comarca, com foco em justiça para crianças, adolescentes e vítimas de violência doméstica

A Comissão de Reforma Judiciária, Administrativa e Regimento Interno do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) aprovou a criação de uma 2ª Vara Criminal em Brumado. A solicitação foi feita pelo juiz Genivaldo Alves Guimarães, que atua na Vara Criminal, Júri, Execuções Penais e Infância e Juventude da comarca, e recebeu o firme apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia, que promoveu diversas reuniões com o TJBA para discutir a questão.

O pedido foi apresentado inicialmente em 2018 e reiterado em 2022, ano em que o Presídio de Brumado foi inaugurado, prevendo a chegada de 500 novos processos à única Vara Criminal da comarca.

A demanda considerou a extensão da comarca, que inclui também os municípios de Aracatu e Malhada das Pedras, além da carga de trabalho da Vara atual, que abrange as áreas do Júri, Infância e Juventude. Há uma quantidade significativa de processos, especialmente relacionados ao atendimento de saúde de crianças e adolescentes e à violência doméstica contra mulheres.

O parecer favorável da Comissão do TJBA será submetido à apreciação do Pleno do Tribunal e, em seguida, encaminhado à Presidência do TJBA.

Com informações da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Estado da Bahia

Ministério Público da Bahia ajuiza ação contra candidatos por irregularidades em propaganda eleitoral

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Promotor busca penalizar candidatos e garantir integridade do processo eleitoral

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do promotor de Justiça Eleitoral Marco Aurélio Rubick da Silva, moveu 27 Notícias de Irregularidade em Propaganda Eleitoral (Nipes) contra diversos candidatos acusados de realizar o derrame de santinhos em várias seções eleitorais nos Municípios de Anagé e Caraíbas na madrugada de 6 de outubro de 2024, data das eleições. Na petição, o promotor solicita que a Justiça imponha uma multa de R$ 8 mil a cada um dos candidatos envolvidos nas ações.

Os candidatos alvos das Nipes incluem Anderson Lima Amorim, Rosiwaldo Alves Bispo, Renato Lima dos Santos, Carlos Eduardo da Silva Lenares, Clovis Meira dos Santos, Deldisia Alves da Silva Freitas, Luciano Oliveira dos Santos Portugal, Maria Aparecida Lima dos Santos, Paulo Cesar Coelho Silva e Renato Araújo Oliveira.

Conforme destacado pelo promotor, a prática de derramar santinhos configura uma forma de propaganda eleitoral irregular, vedada tanto antes quanto durante o dia da eleição, em conformidade com os artigos 19 da Resolução nº 23.610/2019 e 37 da Lei nº 9.504/97. “As medidas visam não apenas penalizar os responsáveis, mas também desestimular futuras irregularidades, promovendo um ambiente eleitoral mais respeitoso nas próximas eleições”, enfatizou.

Precedendo o pleito, o Ministério Público Eleitoral já havia alertado todos os partidos com candidatos sobre a necessidade de fiscalizar e evitar a conduta de derrame de santinhos. O promotor destacou que a ação resultou em poluição dos locais de votação e violação das normas eleitorais, ressaltando que “além de impactar o meio ambiente, a prática gera riscos de acidentes, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.”

Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia.

Relatório de mutirão judicial: 415 audiências realizadas em ações previdenciárias

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Mutirão judicial agiliza processos previdenciários e fortalece acesso à Justiça

Na última terça-feira, 1° de outubro, a Subseção Judiciária de Feira de Santana, Bahia, apresentou o relatório final do mutirão realizado entre os dias 2 e 13 de setembro. A iniciativa, que contou com a colaboração da Coordenação dos Juizados Especiais Federais da 1ª Região (Cojef), culminou na realização de 415 audiências de conciliação, instrução e julgamento voltadas para ações previdenciárias.

Para a efetivação do mutirão, foram designadas as juízas federais Camile Lima Santos, da 3ª Vara Cível, Criminal e Juizado Adjunto da Subseção; Mei Lin Lopes Wu Bandeira, integrante da 4ª Turma Recursal da Seção Judiciária da Bahia (SJBA); além dos juízes federais Robson Silva Mascarenhas, da 17ª Vara da SJBA, e Marcel Peres Oliveira, da 6ª Vara Cível da SJBA.

Essa ação representa um esforço significativo para agilizar a tramitação de processos previdenciários, buscando a efetividade da justiça e a satisfação dos direitos dos cidadãos.

Com informações do Tribunal Regional Federal da 1º Região.

5ª Vara do Trabalho de Camaçari inicia atividades com mais de 3 mil processos após transferência de unidade de Ilhéus

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Nova unidade do TRT-BA funcionará remotamente até a conclusão das obras físicas, previstas para o início de 2025.

O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) acaba de inaugurar a 5ª Vara do Trabalho de Camaçari, que já inicia suas atividades com uma carga processual significativa. Segundo o desembargador Jéferson Muricy, presidente do TRT-BA, a nova unidade já conta com 3.444 processos.

A criação da 5ª Vara do Trabalho de Camaçari foi viabilizada pela transferência da 3ª Vara do Trabalho de Ilhéus, aprovada pelo Órgão Especial em julho deste ano. A decisão visa atender a demanda crescente da cidade de Camaçari, localizada na região metropolitana de Salvador.

“As providências para a instalação da 5ª Vara de Camaçari estão sendo adotadas com muita celeridade e já desenvolvemos um robô para migração dos processos, 20% de cada vara e a 5ª Vara do Trabalho de Camaçari já nasce com 3.444 processos. É para termos noção do acerto da decisão desta Casa, deste tribunal quando autorizou a remoção da 3ª Vara de Ilhéus para ser a 5ª Vara de Camaçari”, declarou Muricy durante a sessão do Órgão Especial realizada nesta segunda-feira (7).

Apesar do início das atividades, a 5ª Vara funcionará, por enquanto, de forma remota, uma vez que a estrutura física ainda não está pronta. O desembargador informou que as obras para a instalação da unidade devem começar em meados de outubro, com previsão de conclusão logo após o recesso. “No início de 2025 ela já esteja adequadamente funcionando fisicamente”, estimou Muricy.

Em preparação para a inauguração, o presidente do TRT-BA realizou uma visita técnica ao Fórum Barachísio Lisboa, em Camaçari, em julho deste ano. A inspeção teve como objetivo avaliar o espaço físico disponível para abrigar a nova unidade.

Com informações do Bahia Notícias.

138 urnas eletrônicas falharam em eleições na Bahia; problemas ocorreram na Região Metropolitana de Salvador

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TRE-BA garante continuidade das eleições após identificação de falhas em 138 urnas eletrônicas

Na última noite de domingo (6), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Abelardo da Matta, informou que, das 39 mil urnas eletrônicas disponibilizadas para as eleições, 138 apresentaram falhas, representando apenas 0,36% do total. Os problemas foram identificados principalmente na Região Metropolitana de Salvador, especialmente no município de Camaçari e em áreas como Portão e Abrantes.

De acordo com o desembargador Abelardo da Matta, assim que as falhas foram detectadas, o Tribunal imediatamente acionou técnicos para realizar os reparos. Isso garantiu que a votação pudesse prosseguir sem maiores interrupções. O desembargador observou que, devido à antiguidade do equipamento, datado de 2013, a ocorrência de contratempos era uma possibilidade já considerada.

“Essas urnas que foram encaminhadas para a Região Metropolitana, que são de 2013, foram entregues pelo TSE e são urnas antigas. Nós já sabíamos da possibilidade de algum problema no funcionamento. Por isso, optamos, por uma questão técnica, que elas ficassem na Região Metropolitana, porque seria fácil encaminhar um técnico, como foi feito. E em uma questão de horas, o técnico chegou ao local, fez o conserto das urnas e elas voltaram a funcionar normalmente”, afirmou o desembargador.

Essas declarações levantam questões sobre a adequação do uso de equipamentos mais antigos em eleições, bem como sobre a resposta ágil do TRE-BA em resolver problemas operacionais durante o processo eleitoral. A eficiência na correção de falhas é crucial para garantir a integridade e a fluidez das votações, especialmente em um contexto onde a tecnologia desempenha um papel fundamental.

Com informações do Bahia Notícias.

Eleições 2024: Justiça proíbe uso excessivo de som em propaganda eleitoral

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Medida visa proteger a saúde e o bem-estar da população durante a campanha eleitoral

Em decisão liminar, o juiz Josué Teles Júnior proibiu duas coligações que concorrem nas eleições municipais de 2024 em Barra da Estiva de realizar atos de propaganda eleitoral com uso excessivo de som. A medida, solicitada pelo Ministério Público (MP) através da promotora de Justiça eleitoral Maria Salete Jued Moysés, responde a preocupações de um coletivo de mães de crianças autistas, que relataram crises provocadas pela intensidade sonora das campanhas, além de desconforto para idosos, pessoas acamadas e animais de rua.

O magistrado impôs restrições rigorosas às coligações “De mãos dadas pelo povo” e “A mudança que o povo quer”. As determinações incluem: a proibição de som automotivo acima do limite legal de 80 decibéis, a restrição do uso de equipamentos sonoros a menos de 200 metros de instituições públicas, escolas e hospitais, a proibição de propaganda sonora após as 22 horas e a vedação do uso de motocicletas sem escapamento ou com escapamento irregular, bem como a utilização de fogos de artifício durante os eventos de campanha. A violação dessas diretrizes pode resultar em multas.

Em um incidente ocorrido em 29 de setembro, a coligação “A mudança que o povo quer” desrespeitou as determinações, levando à aplicação de uma multa de R$ 500 mil. O juiz também condicionou a realização de eventos de campanha à prévia autorização da autoridade policial local, que poderá recomendar ajustes nas datas ou horários, caso não consiga garantir a segurança e a ordem pública.

A promotora Salete Jued enfatizou a importância da propaganda eleitoral como um exercício da liberdade de expressão, mas ressaltou que restrições podem ser necessárias para assegurar a saúde e a segurança pública. “O próprio Código Eleitoral evidencia a preocupação legislativa em garantir a higidez e a salubridade da propaganda eleitoral, estabelecendo que não será tolerada propaganda que prejudique ou contravenha qualquer restrição de direito, como se observa do art. 243”, destacou.

Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia.

Justiça acata denúncia do MPBA e condena homem por desmatamento ilegal

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Homem é condenado por exploração ilegal em área de preservação ambiental, destacando a atuação do Ministério Público na proteção dos recursos naturais

Em um importante desdobramento jurídico, o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) obteve a aceitação de sua denúncia contra José Antônio dos Santos, conhecido como Tuca, em um caso de desmatamento ilegal na área de preservação ambiental do Cinturão Verde, localizada no Polo Industrial de Camaçari. O julgamento ocorreu no dia 10 de setembro, sob a presidência da Juíza Bianca Gomes da Silva, com a acusação sendo apresentada pelo promotor de Justiça Luciano Pitta.

Segundo a denúncia formulada pelo MPBA, Tuca teria desmatado e explorado economicamente uma área de preservação de forma ilegal. O crime foi descoberto após uma intervenção da Polícia Militar, que atendeu a uma denúncia de desmatamento na região. Durante a operação, foram encontrados nove indivíduos armados com motosserras e galões de combustível, além de três veículos, incluindo um trator, um caminhão e uma kombi. Os detidos relataram que estavam atuando sob ordens de Tuca, em troca de cinquenta reais por dia, e afirmaram não ter ciência da origem das atividades.

Em sua defesa, José Antônio argumentou que suas atividades na área se restringiam à retirada de madeira de árvores mortas e que possuía autorização da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic) para realizar a poda de árvores e a remoção de lixo. No entanto, a acusação sustenta que ele teria utilizado essa autorização como pretexto para a prática de atividades ilícitas.

Após a análise das evidências e dos argumentos apresentados, o réu foi condenado a prestar serviços comunitários, a efetuar uma prestação pecuniária no valor de dois salários mínimos e a pagar uma multa, em um desfecho que reforça a importância da preservação ambiental e a aplicação rigorosa da lei em casos de crimes dessa natureza.

Com informações do Ministério Público do Estado da Bahia.