Sábado, 17 de julho de 2026
Justiça no Interior

TRE inicia preparação das urnas eletrônicas para o 2º turno na Bahia

Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia inicia, nesta quinta-feira, 13, a preparação das urnas eletrônicas que serão usadas no 2º turno das Eleições Gerais. A primeira etapa é a geração de mídias. Nas 100 primeiras zonas eleitorais do estado, as mídias serão geradas na quinta-feira, a partir das 9h. 

Conforme ofício-circular nº 135/2022, as novas mídias deverão ser geradas, obrigatoriamente, na sede de cada zona eleitoral na capital e no interior, sendo vedada a utilização das mídias do 1º turno. As urnas também deverão permanecer com todos os lacres, com exceção daquele destinado ao compartimento de mídia de resultado, que deverá ser rompido para inserção da nova mídia relativa ao 2º turno e, novamente, lacrado. 

Durante o processo, a verificação dos Sistemas Eleitorais é obrigatória, levando em conta o princípio da publicidade na administração pública, a necessidade de gestão transparente da informação e a transparência de todo o processo eleitoral. 

A partir da segunda-feira, 17,, começam os preparativos de carga e lacração das urnas, o que será feito em todo o estado até o dia 26 de outubro. Para esta etapa, também foi determinada  a obrigatoriedade da verificação de integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais instalados nas urnas eletrônicas.

Independentemente da solicitação de entidades fiscalizadoras, todos os juízes eleitorais do estado deverão realizar a verificação, observando o percentual mínimo de 3%, o que está previsto no art. 37 da Resolução TSE nº23.673/2021

O cronograma completo de preparação das urnas do estado para o 2º turno está disponível na página Eleições 2022, no site do TRE-BA

As informações são do TRE-BA

Casos de violência contra a mulher aumentam em 47%, aponta levantamento

Foto: Divulgação

 

Por Justiça no Interior

 

Nesta segunda-feira, 10, é marcado como o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Por conta da data, a Rede de Observatórios de Segurança divulgou um levantamento sobre os casos de violência contra a mulher.

Os dados, computados entre agosto de 2021 e julho de 2022, apontaram que a Bahia registrou 301 casos de violência contra a mulher. Um aumento de 47% em relação ao período anterior, quando foram denunciados 204 casos.

Segundo Nágila Brito, desembargadora e responsável pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), esse aumento vem desde a pandemia, período em que muitas mulheres não conseguiram fazer as denúncias.

A desembargadora ainda destaca que o Poder Judiciário possui programas para as mulheres em situação de violência doméstica e que foi assinado um convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) para as que buscam aprender uma nova profissão.

Dentre os 301 casos, 25% são de tentativas de feminicídio ou agressão física, 21,9% são de feminicídio, 12,6% são de violência sexual ou estupro, 4,9% são de cárcere privado e tortura e 4,6% agressão verbal.

 

 

Embora altos, os números podem ser maiores devido ao medo que as vítimas têm de denunciar. Segundo a rede, em 142 casos a vítima não se identificou, por isso, acredita-se que muitas mulheres que sofreram agressões nesse período, não denunciaram.

Lívia Almeida, defensora pública na Bahia, argumenta que o número de casos é maior que o registrado porque muitas mulheres convivem com os agressores, o que dificulta a denúncia. Além disso, na maioria das vezes, as vítimas ainda dependem economicamente dos agressores. A estimativa é de que o índice de subnotificação chegue a 20%, em relação ao número apontado na pesquisa.

Os dados da rede ainda tipificam que ao menos 87 agressores foram o atual ou ex-marido da vítima. Em sequência vêm namorados ou ex-namorados como agressores, com 27 casos.

 

Com informações da Metro1 e do G1 Bahia

CALDEIRÃO GRANDE: Ministério Público recomenda que prefeito não ameace agentes públicos que não votarem em seus candidatos

Foto: Prefeitura de Caldeirão Grande

Na sexta-feira, 07, o Ministério Público da Bahia recomendou que o prefeito de Caldeirão Grande, Cândido Pereira da Guirra Filho, não ameace e/ou demita agentes públicos, inclusive terceirizados, por não votarem nos seus candidatos nas eleições de 2022.

A recomendação considerou um inquérito civil que apura a conduta do gestor após o primeiro turno das eleições, no domingo, 02. O prefeito teria afirmado que os funcionários que não votassem nos candidatos indicados por ele seriam desligados de suas funções. 

Na recomendação, o MP considerou, ainda, vídeos divulgados nas redes sociais que mostram as falas do prefeito. O MP está avaliando quais outras medidas serão tomadas.

As informações são do MPBA 

Confira plantão do TJBA de 09 à 16 de outubro

Foto: Reprodução 

Por: Justiça no Interior

O Plantão Judicial é destinado à apreciação nos casos fora do horário regular de expediente forense, bem como, ao atendimento exclusivo de demandas cíveis e criminais dirigidas aos órgãos do Poder Judiciário estadual, revestidas de caráter de urgência.

O Plantão do TJBA funciona diariamente das 18:01 às 22:00h. Aos sábados, domingos e feriados, das 09:00 às 13:00h. Sobreaviso, nos demais horários.

CONFIRA O PLANTÃO DE 09 ÀS 16 DE OUTUBRO

DÁRIO MEIRA: Advogada denuncia agressão por PM’s

Foto: Prefeitura de Dário Meira 

Em nota divulgada no domingo, 09, a OAB-BA manifestou repúdio contra uma suposta violência sofrida pela advogada Tatiana Amaral, praticada por policiais militares no município de Dário Meira, região sudoeste. A advogada teria sido desrespeitada e agredida com palavras ofensivas pelos policiais, tendo suas prerrogativas violadas no exercício da profissão.

Segundo a OAB, “o direito à ampla defesa é garantia fundamental assegurada pela Constituição Federal de 1988 aos cidadãos e cidadãs brasileiros e as prerrogativas da advocacia são a garantia maior que esse direito encontrará efetividade de forma plena em nosso país”.

De acordo com a nota, que também é assinada pela OAB-subseção de Ipiaú, a ordem presta solidariedade à advogada Tatiana Amaral, “reiterando o firme compromisso com a defesa intransigente das prerrogativas da advocacia”

A Comissão de Defesa de Prerrogativas e a Procuradoria Jurídica da OAB-BA já estão acompanhando o caso e adotando medidas para exigir providências do Comando Geral da Polícia Militar da Bahia, da sua Corregedoria e da Secretaria de Segurança Pública, quanto aos responsáveis pela violação de prerrogativas da colega.

As informações são da OAB-BA

Operação Maria da Penha faz mais de 12 mil prisões

Foto: Marcos Santos/USP

Entre os dias 29 de agosto e 27 de setembro a segunda edição da Operação Maria da Penha prendeu 12.396 pessoas acusadas de matar ou agredir mulheres em todo o país. O cumprimento dos mandados e as prisões em flagrante foi executado por policiais civis e militares dos 26 estados e do Distrito Federal.

Durante o período, foram requeridas e/ou concedidas 41,6 mil medidas protetivas para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra mulheres e registrados 75.525 boletins de ocorrência policial.

A Operação envolveu cerca de 220 mil profissionais de segurança pública federais das 27 unidades federativas. “Os números demonstram que conseguimos salvar vidas e tiramos mulheres deste ciclo de violência”, disse o coordenador da operação, Julian Rocha Pontes.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou que, além do aspecto repressivo, a operação tem o objetivo de conscientizar a sociedade e fomentar e induzir a aprovação de políticas públicas destinadas a proteger as mulheres, além de estimular que as boas práticas implementadas pelos estados na proteção e acolhimento de mulheres vítimas de violência sejam reproduzidas.

A Lei Maria da Penha (11.340/2006) configura violência doméstica e familiar contra a mulher e qualquer ação ou omissão baseada no gênero que resulte na morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial à vítima.

Em caso de suspeita ou em que os direitos de qualquer mulher sejam violados, a vítima ou denunciante procure a delegacia de polícia especializada mais próxima. Ou ligue para os números de telefone 180, 190 ou 197. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana.

As informações são da Agência Brasil

Ministério Público Federal se posiciona contra decisão que suspendeu exigência da vacinação contra covid-19 para policial militar da Bahia

Foto: Secom/Gov-BA

O Ministério Público Federal enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal se posicionando contra decisão que suspendeu exigência da vacinação contra covid-19 para um policial militar da Bahia, autorizando que ele voltasse ao trabalho. O posicionamento foi em reclamação ajuizada pelo estado da Bahia contra decisão do TJBA.

Segundo a subprocuradora-geral da República Maria Caetana Cintra Santos, o Supremo reconheceu a constitucionalidade da vacinação compulsória por meio de medidas indiretas, quando julgou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6.586/DF e 6.5887/DF.

O estado da Bahia alegou que o servidor público entrou com mandado de segurança para que fosse suspensa a obrigatoriedade de se vacinar e continuar a desempenhar as funções como policial militar. O PM pediu para não sofrer quaisquer das sanções administrativas previstas no Decreto Estadual 20.885/2021, ato normativo que exige a imunização de servidores e empregados públicos. 

O TJBA concedeu a autorização ao servidor para trabalhar regularmente, embora não vacinado contra a covid-19, e manteve a remuneração integral, sem desconto dos dias em que eventualmente tenha sido impedido de acessar o ambiente de trabalho.

No parecer, a subprocuradora ressalta que o Decreto 20.885/2021 está amparado pela Lei Federal 13.979/2020, norma que dispõe sobre as medidas de enfrentamento do coronavírus e proteção da população durante a pandemia. “Nesse contexto, o regramento instituiu medidas coercitivas visando a estimular os servidores do Estado a se vacinarem, nos limites estabelecidos por essa Corte, no acórdão tido como paradigma”, defende. 

Dessa forma, a representante do MPF conclui que não se vislumbra ilegalidade nas regras editadas pelo estado da Bahia para a vacinação de servidores públicos, que foi imposta por meio de restrições dentro da esfera de competência dos entes públicos. 

Para ela, as medidas indiretas têm o propósito de preservar a saúde coletiva dos cidadãos em face da emergência decorrente da pandemia da covid-19. Por fim, acrescenta que o STF, ao julgar as ADIs e decidir a favor das medidas impositivas de vacinação, instituiu precedente obrigatório que não pode ser desobedecido pelas demais instâncias jurisdicionais.

CONFIRA A MANIFESTAÇÃO

As informações são do MPF 

ITABERABA: MPBA abre seleção de estágio

Foto: MPBA

Por: Justiça no Interior 

O Ministério Público da Bahia abriu na segunda-feira, 03, inscrições para  seleção de estágio na Promotoria Regional de Itaberaba. São duas 2 vagas para e cadastro de reserva. As inscrições podem ser realizadas até 10 de novembro.

As duas vagas são destinadas para a sede da Regional e o cadastro de reserva para as demais Promotorias de Justiça integrantes da Regional, em Iaçu, Utinga e Ruy Barbosa.

A taxa de inscrição é de R$ 55,00 reais. A bolsa é de R$ 762,45 + auxílio-transporte e a carga horária é de 20 horas semanais. Para se candidatar, o estudante deve estar matriculado em uma das instituições de ensino superior conveniadas com o MPBA e ter completado metade do curso de bacharelado em Direito.

A prova será realizada no dia 27 de novembro,  na Universidade Estadual da Bahia (Uneb) – CAMPUS XIII, que fica na Avenida Luiz Viana Filho, nº 1861, Batalhão, em Itaberaba.

. Serão cobrados conhecimentos básicos em Língua Portuguesa e conhecimentos jurídicos em Direito Constitucional, Penal, Civil, Processual Penal e Civil e em legislação especial nas áreas do consumidor, meio ambiente e de improbidade administrativa; Estatutos do Idoso e da criança e do adolescente; e arbitragem.

As inscrições podem ser feitas das 14h às 18h, presencialmente na sede da Promotoria de Justiça Regional de Itaberaba, situada na Avenida Getúlio Vargas, nº 101, Centro, ou por meio do endereço eletrônico: [email protected].

CONFIRA O EDITAL

OUROLÂNDIA: Ex-prefeita deve devolver R$ 219 mil ao erário estadual

Foto: Prefeitura de Ourolândia

O Tribunal de Contas do Estado da Bahia condenou a ex-prefeita de Ourolândia, Yhonara Rocha de Almeida Freire, a devolver ao erário estadual a quantia de R$ 219.485,29, correspondente ao montante dos recursos repassados que não tiveram a aplicação devidamente comprovada pela gestora. 

A decisão do TCE se deu após a desaprovação das contas do Plano de Ação firmado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social com a Prefeitura Municipal de Ourolândia, que teve o objetivo de fornecer apoio técnico e financeiro para a manutenção das ações e serviços de assistência social continuada.

As informações são do TCE

SIMÕES FILHO: TRT5 condena empresa de ônibus a indenizar motorista que sofreu inúmeros assaltos

Foto: Daniel Brito/Metropress

O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região condenou a empresa de ônibus Expresso Metropolitano Transportes Ltda. a indenizar um motorista em R$10 mil por causa dos assaltos sofridos durante o trabalho. Para os desembargadores do TRT5 a atividade desempenhada no transporte coletivo é de risco acentuado e gera estresse e desgaste. 

O trabalhador, que fazia roteiros entre as cidades de Simões Filho e Salvador, ajuizou uma ação na Justiça do Trabalho pedindo indenização por danos morais. Ele argumentou que “sofreu humilhações e constrangimentos diante dos constantes assaltos sofridos”, e que a empregadora não tomou as medidas cabíveis, como a instalação de câmeras, para inibir os delitos.

Ainda de acordo com o trabalhador, quando o empregador era avisado sobre os assaltos “apenas queria saber qual o valor perdido e que deveria passar na empresa para repor o valor assaltado”. Os montantes levados eram descontados de seu salário no dia seguinte, na boca do caixa, sob pena de ele ficar fora de escala e tomar suspensão. O profissional também recebia ameaças de justa causa.

Ao analisar o processo, o juiz titular da 1ª Vara do Trabalho de Salvador indeferiu o pedido. Para o magistrado, o foco desse tipo de delito são os celulares dos passageiros, já que o pagamento em dinheiro da tarifa de transporte tem diminuído. Para ele, caso a tese do reclamante prevalecesse, toda atividade em que haja contato com público seria considerada atividade de risco.

Ao analisar o caso, o desembargador do TRT5, Renato Simões, entendeu que o trabalho no transporte coletivo apresenta riscos em face do grande número de assaltos ocorridos neste segmento. Para ele, o ato de o empregador obrigar o funcionário a trabalhar em ambiente inseguro sem as devidas medidas de redução dos riscos “resulta em angústia, temor e desgaste emocional, pois o empregado não pode resistir ao abuso e tem que conviver com um risco anormal e desnecessário”.

O desembargador esclareceu que não é necessário que aconteçam roubos, furtos e agressões, pois a simples exposição ao risco já acarreta em sofrimento moral e emocional com a violação da dignidade do trabalhador. Com isso, ele reformou a sentença para definir o pagamento de dano moral no valor de R$10 mil. A decisão foi seguida de forma unânime pelos desembargadores da 2ª Turma. Ainda cabe recurso.

As informações são do TRT5