Quarta-Feira, 13 de outubro de 2026
Justiça no Interior

CGU revoga nota que punia servidores públicos por criticar governo nas redes sociais

Foto: Reprodução

A Controladoria-Geral da União revogou, na segunda-feira, 16 de janeiro, uma nota técnica que tinha o objetivo de punir funcionários públicos que se manifestassem contra o governo nas redes sociais. A nota foi aprovada durante a última gestão federal, liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A regra que foi revogada pretendia adequar o Estatuto do Servidor Público para definir, como dever dos funcionários, serem leais às instituições e efetivar a proibição de manifestações contrárias à repartição.

De acordo com a CGU, a revisão do documento foi feita em razão de possível afronta ao direito constitucional de livre manifestação do pensamento.

“A CGU preza pela defesa dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, bem como pela manutenção dos valores e do regime democrático. Nesse contexto, a decisão pela revogação da nota técnica foi motivada pelas controvérsias em torno de possíveis interpretações resultantes do documento que poderiam causar danos à liberdade de expressão de agentes públicos”, declarou o órgão.

A controladoria ainda aponta que não foram identificados processos em andamento contra servidores e punições disciplinares com base na regra revogada.

As informações são da Agência Brasil

MPF investiga responsabilidade do Estado na crise enfrentada pelos Yanomami

Foto: Twitter/Força Aérea Brasileira

O Ministério Público Federal instaurou na segunda-feira, 30, um inquérito civil para apurar a responsabilidade do Estado brasileiro na crise humanitária que atinge o povo indígena Yanomami, no estado de Roraima.

No novo inquérito, o MPF vai avaliar se ações e omissões de gestores e políticos contribuíram para a atual situação na terra indígena, a dimensão real da crise, as causas e impactos socioambientais e o grau de envolvimento de cada agente público.  

Para o MPF, os procedimentos em curso reúnem evidências suficientes para a responsabilização do Estado brasileiro. “Tal acervo revela um panorama claro de generalizada desassistência à saúde, sistemático descumprimento de ordens judiciais para repressão a invasores do território indígena e reiteradas ações de agentes estatais aptas a estimular violações à vida e à saúde do povo Yanomami”, diz o documento que trata da instauração do inquérito civil.

As informações são da Agência Brasil

PF deflagra 4ª fase da Operação Lesa Pátria

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 02, a quarta fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos antidemocráticos, de 08 de janeiro, em Brasília.

Ao todo estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Rondônia, Goiás, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal.

Segundo a PF, os fatos investigados constituem os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.

As informações são da Polícia Federal 

Procuradoria pede que STF assegure aos investigados por atos antidemocráticos acesso aos autos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal, na terça-feira, 31, manifestação em que aponta a necessidade de o STF disponibilizar a situação processual dos detidos para que as respectivas defesas exerçam seu direito e também para que a PGR possa se manifestar acerca dos pedidos.

Entre as alegações apresentadas pelas defesas dos envolvidos estão o fato de os advogados dos presos não terem tido acesso aos autos e documentos que justificam a manutenção das prisões, o que dificulta a exercício de direitos de defesa; algumas audiências de custódia terem sido realizadas fora do prazo legal; alguns presos não terem conseguido se comunicar com seus advogados; e ainda as notícias de caso em que inexiste fundamentação idônea e individualizada para a manutenção das prisões.

As petições reforçam que a validade da persecução penal pressupõe observância estrita ao devido processo legal, reconhecendo que “qualquer pessoa privada de liberdade tem direito de reagir defensivamente à investida estatal que lhe restringe o status libertatis”. 

O documento, assinado pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, pondera que para o exercício adequado de direitos defensivos é necessário que o “imputado conheça sua situação processual”, e que, sem acesso às peças processuais correspondentes, não é possível aos defensores “pleitear a concessão de liberdade de forma racionalmente dirigida”.

As informações são da PGR

IPIAÚ: Defensorias realizam atendimento à população atingida pela enchente

Foto: Governo da Bahia

Por: Justiça no Interior 

Nesta sexta-feira, 03, a Unidade Móvel da Defensoria Pública da Bahia realiza atendimento à população atingida pela enchente em Ipiaú, sudoeste baiano. O atendimento será realizado em parceria com a Defensoria Pública da União.

A ação é voltada para os moradores que não têm condições de pagar advogado e será na Praça Alberto Pinto, no centro da cidade. O atendimento é por ordem de chegada e acontecerá das 8 às 17h.

“Estamos enviando a Unidade Móvel para participar desta que será uma verdadeira força-tarefa, com defensores públicos e servidores, para atender a todos os moradores e registrar, individualmente, os prejuízos que cada um teve”, destacou a defensora Cristina Ulm.

Com informações da DPE-BA

MACAÚBAS: MP recomenda demissão de nomeados após identificar nepotismo

Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia recomendou ao município de Macaubas, no sudoeste da Bahia, a demissão, em até 15 dias, de servidores nomeados que configurem nepotismo. A recomendação foi expedida após o MPBA tomar ciência de casos de nepotismo no município.

O documento, expedido pelo promotor de Justiça Victor Teixeira Santana, também recomenda ao Prefeito da cidade o envio de um projeto de lei para a Câmara de Vereadores a fim de estabelecer expressamente a proibição da prática.

No documento o MPBA redonda que sejam anuladas as nomeações de cônjuges, companheiros ou parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, do Prefeito e Vice-Prefeito, dos Secretários Municipais, dos dirigentes da Administração Pública Indireta, dos membros da Casa Legislativa Municipal.

Também foi orientado que o Município anule as nomeações daqueles que possuem relação familiar com autoridades ou servidores de outra pessoa jurídica que tenham sido designados em reciprocidade a outras nomeações ou por força de troca de favores de qualquer natureza.

O promotor de Justiça recomendou ainda que os próximos nomeados para os referidos cargos assinem uma declaração atestando que não se encontram nas situações de nepotismo.

O projeto de lei sugerido na recomendação tem o propósito, também, de estipular a obrigatoriedade da assinatura desta declaração.

As informações são do MPBA

UNA: Júri popular condena sete acusados por homicídio do presidente do Assentamento Ipiranga

Foto: Divulgação

Por: Justiça no Interior

Na segunda-feira, 30, o Tribunal do Júri da Justiça Federal de Ilhéus condenou sete pessoas acusadas de envolvimento na morte de Juracy José dos Santos, ex-presidente do Assentamento Ipiranga, em Una, sul da Bahia.

Juracy foi morto em 10 de fevereiro de 2014 executado com disparos de armas de fogo e teve suas orelhas decepadas.

Segundo o Ministério Público Federal, a morte teve como contexto a disputa de terras entre indígenas e assentados beneficiários de programa de reforma agrária do Incra.

Juracy foi, por mais de dez anos, presidente da Associação do Assentamento do Ipiranga, localizado no distrito de Vila Brasil.

Segundo as investigações, durante a execução do crime a esposa de Juracy e a sua enteada, então adolescente, tiveram a liberdade totalmente restringida em uma pequena cozinha.

O Júri, que aconteceu entre 24 e 30 de janeiro, condenou os sete acusados do crime. seis no delito de homicídio duplamente qualificado e em dois crimes de cárcere privado, e uma pelo crime de cárcere privado.

Cabe recurso da decisão.

As informações são do MPF

82 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo na Bahia

Foto: Divulgação

Por: Justiça no Interior

Em 2022, 82 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo na Bahia. Os números colocam a Bahia como o terceiro estado com maior ocorrência do problema no país, com índices que vêm crescendo ano a ano. Os dados foram divulgados pelo Ministério Público do Trabalho.

Os dez resgates de trabalhadores domésticos registrados no ano passado na Bahia representam um terço dos casos de trabalho escravo doméstico confirmados por ações fiscais em todo Brasil. Mas os resgates se espalham por outros setores, como construção e diversas atividades rurais.

Em sua maioria, os resgates são feitos a partir de denúncias. Participaram das operações, órgãos como o Ministério Público do Trabalho, auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Defensoria Pública da União e a Polícia Rodoviária Federal.

“Mais do que apontar a existência de trabalho escravo na Bahia, o balanço das ações revela que o estado tem conseguido combater essa prática, retirando vítimas e propiciando apoio para sua reinserção na sociedade e cobrando dos empregadores o pagamento de rescisões e indenizações”, destaca a procuradora do MPT, que coordena as ações voltadas a este tema no estado,
Manuella Gedeon.

Ela reforça que o recado à sociedade é claro. “O MPT vai cobrar de todos que forem identificados se beneficiando do trabalho análogo ao de escravos”, finaliza.

Para o procurador do MPT Mauricio Brito, a divulgação dos resgates contribui para que as pessoas identifiquem casos que ocorrem próximo a elas e denunciem novos casos. “Na Bahia, nós temos um grupo forte, coeso, e conseguiu fazer algumas ações de resgate de trabalho escravo doméstico, que começaram a chamar a atenção de vizinhos, familiares e pessoas que convivem com essa situação”, pontua o procurador.

Com isso, mais denúncias têm chegado aos órgãos que atuam juntos na Comissão Estadual de Comabe ao Trabalho Escravo (Coetrae).

As denúncias de trabalho análogo ao de escravo são recebidas pelo Ministério Público do Trabalho ou pelo Ministério do Trabalho e Emprego pelo Sistema Ipê de forma remota e sigilosa

Com informações do MPT

JUAZEIRO: Defensoria abre seleção de estágio

Foto: DPE-BA/Divulgação

Por: Justiça no Interior

A Defensoria Pública do Estado da Bahia abriu na segunda-feira, 30, seleção de estágio para estudantes de nível médio para atuarem na unidade de Juazeiro, no norte baiano. A seleção visa o preenchimento de uma vaga e formação de cadastro reserva.
Para se inscrever, os estudantes, entre o 1° e o penúltimo ano do ensino médio, devem enviar até a sexta-feira, 03, currículo e histórico escolar para o email: [email protected], indicando o turno desejado.
Os selecionados devem cumprir a carga horária de 20h semanais e vão receber uma bolsa no valor de R$ 572,00 + auxílio transporte.
Os currículos e históricos escolares serão analisados e posteriormente os candidatos vão passar por entrevistas.

PORTO SEGURO: Justiça Federal condena vereador por participação em esquema de fraude

Foto: Reprodução

A Vara da Justiça Federal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, condenou o vereador Nido Vinhas (PSD) de Porto Seguro, à perda do cargo público por participação em fraude de superfaturamento do serviço de transporte escolar no município. O parlamentar também terá que devolver cerca de R$350.000,00 aos cofres públicos e terá os seus direitos políticos suspensos por 8 anos, o deixando inelegível para as próximas duas eleições municipais.

No caso questão, o Ministério Público Federal apurou um esquema de fraude na prefeitura de Porto Seguro, com o objetivo de condenar o vereador nas sanções previstas para os atos previstos no art. 12, incisos II e III, da Lei nº 8.429/92, por um suposto aproveitamento de esquema criminoso do qual detinha ou deveria ter conhecimento, com a intenção de angariar capital político-eleitoral.

Segundo as investigação, foi identificada a ocorrência de superfaturamento e desvio de verbas decorrentes do Pregão presencial 006/2013, no valor de, no mínimo, R$16 milhões, já com o desconto de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI), de recursos oriundos do FUNDEB. O fato ocorreu durante o exercício de vereador de Nido Vinhas, nos anos de 2013 a 2017.

A petição inicial do caso narra que “o acionado, no exercício da vereança nos anos de 2013 a 2017, ao revés de exercer a função constitucional e legal de fiscalização dos atos públicos municipais, e, sobretudo, dos contratos firmados pelo município, notadamente aquele entabulado com a empresa COLETIVOS UNIÃO, mesmo sabedor de que milhões de reais estavam sendo desviados ilicitamente, optou por permanecer calado e, de certa forma, aderir a trama criminosa, com vistas a angariar capital político e eleitoral, tendo em vista que participou da indicação de pessoas para o exercício de atividades inerentes ao referido contrato (subcontratação), em valores, na média, de um terço daquele efetivamente adimplido pelos cofres públicos à contratada.”

Em sua decisão, o juiz federal Pablo Enrique Carneiro Baldivieso, titular da Vara, afirma que os elementos permitem concluir que o réu tinha pleno conhecimento sobre o esquema fraudulento e que dele participava ativamente, concorrendo para que terceiros se apropriassem de recursos públicos, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie.

“Resta induvidoso que a relação entre o requerido e o gestor da empresa Coletivos União — que ao mesmo tempo atuava como coordenador de transporte do Município — bem assim, que sua relação com os subcontratados eram relações promíscuas e completamente à margem dos princípios que devem nortear a atuação pública”, declarou o magistrado.

A sentença destaca a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos deve ser efetivadas apenas a finalização do trânsito em julgado. Como punição, o vereador também deve ficar impossibilitado de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 5 anos.

As informações são do TRF1