Sexta-Feira, 16 de julho de 2026
Justiça no Interior

UNA: Júri popular condena sete acusados por homicídio do presidente do Assentamento Ipiranga

Foto: Divulgação

Por: Justiça no Interior

Na segunda-feira, 30, o Tribunal do Júri da Justiça Federal de Ilhéus condenou sete pessoas acusadas de envolvimento na morte de Juracy José dos Santos, ex-presidente do Assentamento Ipiranga, em Una, sul da Bahia.

Juracy foi morto em 10 de fevereiro de 2014 executado com disparos de armas de fogo e teve suas orelhas decepadas.

Segundo o Ministério Público Federal, a morte teve como contexto a disputa de terras entre indígenas e assentados beneficiários de programa de reforma agrária do Incra.

Juracy foi, por mais de dez anos, presidente da Associação do Assentamento do Ipiranga, localizado no distrito de Vila Brasil.

Segundo as investigações, durante a execução do crime a esposa de Juracy e a sua enteada, então adolescente, tiveram a liberdade totalmente restringida em uma pequena cozinha.

O Júri, que aconteceu entre 24 e 30 de janeiro, condenou os sete acusados do crime. seis no delito de homicídio duplamente qualificado e em dois crimes de cárcere privado, e uma pelo crime de cárcere privado.

Cabe recurso da decisão.

As informações são do MPF

82 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo na Bahia

Foto: Divulgação

Por: Justiça no Interior

Em 2022, 82 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo na Bahia. Os números colocam a Bahia como o terceiro estado com maior ocorrência do problema no país, com índices que vêm crescendo ano a ano. Os dados foram divulgados pelo Ministério Público do Trabalho.

Os dez resgates de trabalhadores domésticos registrados no ano passado na Bahia representam um terço dos casos de trabalho escravo doméstico confirmados por ações fiscais em todo Brasil. Mas os resgates se espalham por outros setores, como construção e diversas atividades rurais.

Em sua maioria, os resgates são feitos a partir de denúncias. Participaram das operações, órgãos como o Ministério Público do Trabalho, auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Defensoria Pública da União e a Polícia Rodoviária Federal.

“Mais do que apontar a existência de trabalho escravo na Bahia, o balanço das ações revela que o estado tem conseguido combater essa prática, retirando vítimas e propiciando apoio para sua reinserção na sociedade e cobrando dos empregadores o pagamento de rescisões e indenizações”, destaca a procuradora do MPT, que coordena as ações voltadas a este tema no estado,
Manuella Gedeon.

Ela reforça que o recado à sociedade é claro. “O MPT vai cobrar de todos que forem identificados se beneficiando do trabalho análogo ao de escravos”, finaliza.

Para o procurador do MPT Mauricio Brito, a divulgação dos resgates contribui para que as pessoas identifiquem casos que ocorrem próximo a elas e denunciem novos casos. “Na Bahia, nós temos um grupo forte, coeso, e conseguiu fazer algumas ações de resgate de trabalho escravo doméstico, que começaram a chamar a atenção de vizinhos, familiares e pessoas que convivem com essa situação”, pontua o procurador.

Com isso, mais denúncias têm chegado aos órgãos que atuam juntos na Comissão Estadual de Comabe ao Trabalho Escravo (Coetrae).

As denúncias de trabalho análogo ao de escravo são recebidas pelo Ministério Público do Trabalho ou pelo Ministério do Trabalho e Emprego pelo Sistema Ipê de forma remota e sigilosa

Com informações do MPT

JUAZEIRO: Defensoria abre seleção de estágio

Foto: DPE-BA/Divulgação

Por: Justiça no Interior

A Defensoria Pública do Estado da Bahia abriu na segunda-feira, 30, seleção de estágio para estudantes de nível médio para atuarem na unidade de Juazeiro, no norte baiano. A seleção visa o preenchimento de uma vaga e formação de cadastro reserva.
Para se inscrever, os estudantes, entre o 1° e o penúltimo ano do ensino médio, devem enviar até a sexta-feira, 03, currículo e histórico escolar para o email: [email protected], indicando o turno desejado.
Os selecionados devem cumprir a carga horária de 20h semanais e vão receber uma bolsa no valor de R$ 572,00 + auxílio transporte.
Os currículos e históricos escolares serão analisados e posteriormente os candidatos vão passar por entrevistas.

PORTO SEGURO: Justiça Federal condena vereador por participação em esquema de fraude

Foto: Reprodução

A Vara da Justiça Federal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, condenou o vereador Nido Vinhas (PSD) de Porto Seguro, à perda do cargo público por participação em fraude de superfaturamento do serviço de transporte escolar no município. O parlamentar também terá que devolver cerca de R$350.000,00 aos cofres públicos e terá os seus direitos políticos suspensos por 8 anos, o deixando inelegível para as próximas duas eleições municipais.

No caso questão, o Ministério Público Federal apurou um esquema de fraude na prefeitura de Porto Seguro, com o objetivo de condenar o vereador nas sanções previstas para os atos previstos no art. 12, incisos II e III, da Lei nº 8.429/92, por um suposto aproveitamento de esquema criminoso do qual detinha ou deveria ter conhecimento, com a intenção de angariar capital político-eleitoral.

Segundo as investigação, foi identificada a ocorrência de superfaturamento e desvio de verbas decorrentes do Pregão presencial 006/2013, no valor de, no mínimo, R$16 milhões, já com o desconto de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI), de recursos oriundos do FUNDEB. O fato ocorreu durante o exercício de vereador de Nido Vinhas, nos anos de 2013 a 2017.

A petição inicial do caso narra que “o acionado, no exercício da vereança nos anos de 2013 a 2017, ao revés de exercer a função constitucional e legal de fiscalização dos atos públicos municipais, e, sobretudo, dos contratos firmados pelo município, notadamente aquele entabulado com a empresa COLETIVOS UNIÃO, mesmo sabedor de que milhões de reais estavam sendo desviados ilicitamente, optou por permanecer calado e, de certa forma, aderir a trama criminosa, com vistas a angariar capital político e eleitoral, tendo em vista que participou da indicação de pessoas para o exercício de atividades inerentes ao referido contrato (subcontratação), em valores, na média, de um terço daquele efetivamente adimplido pelos cofres públicos à contratada.”

Em sua decisão, o juiz federal Pablo Enrique Carneiro Baldivieso, titular da Vara, afirma que os elementos permitem concluir que o réu tinha pleno conhecimento sobre o esquema fraudulento e que dele participava ativamente, concorrendo para que terceiros se apropriassem de recursos públicos, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie.

“Resta induvidoso que a relação entre o requerido e o gestor da empresa Coletivos União — que ao mesmo tempo atuava como coordenador de transporte do Município — bem assim, que sua relação com os subcontratados eram relações promíscuas e completamente à margem dos princípios que devem nortear a atuação pública”, declarou o magistrado.

A sentença destaca a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos deve ser efetivadas apenas a finalização do trânsito em julgado. Como punição, o vereador também deve ficar impossibilitado de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 5 anos.

As informações são do TRF1

JUAZEIRO: MPBA pede que município comprove o cumprimento da Lei Antibaixaria no Carnaval

Foto: Prefeitura de Juazeiro

Na segunda-feira, 30, o Ministério Público da Bahia enviou um ofício para a Prefeitura de Juazeiro, no Vale do São Francisco, para que seja comprovado o cumprimento da Lei Antibaixaria na contratação dos artistas que irão se apresentar durante o Carnaval 2023 na cidade.

Na ação, assinada pelo promotor de Justiça Sammuel de Oliveira Luna, o MPBA pede que o município indique os recursos públicos destinados a custear o evento, incluindo desde contratação de artistas, demais equipamentos necessários à realização do evento, bem como  de todo e qualquer serviço ou instrumento que, direta ou indiretamente, esteja relacionado ao evento, com discriminação da natureza do gasto e os respectivos valores. 

O promotor de Justiça também pede que o Município indique o órgão que vai ficar responsável por fiscalizar, durante todo o Carnaval 2023, as músicas, danças e coreografias que afrontem a Lei Antibaixaria. Em caso de descumprimento, o MP requer que a Justiça determine que o Município ou os contratantes privados comprovem que foram adotadas as providências legais e cabíveis para executar as penalidades e multas previstas nos casos de violação da Lei Antibaixaria. 

A ação do MP se deu em razão de informações que chegaram ao conhecimento do Ministério Público. Segundo elas, alguns dos artistas contratados para se apresentarem em Juazeiro durante o Carnaval 2023 executam em suas músicas, letras e coreografias “com forte incentivo à violência e discriminação contra a mulher, numa verdadeira subjugação do sexo feminino”.

O promotor de Justiça Sammuel Luna destacou que as músicas incentivam a violência contra a mulher. “As músicas banalizam a agressão e a violência contra a mulher e acabam por impregnar na mente da sociedade que é aceitável a violência, a depreciação, a inferiorização e a coisificação da mulher”, pontuou o promotor de Justiça.

As informações são do MPBA

RAFAEL JAMBEIRO: MPBA recomenda que município use o critério do TCU para cálculo de licitações

Foto: Reprodução

O Ministério Público da Bahia recomendou ao município de Rafael Jambeiro, no centro-norte da Bahia, que passe a adotar o critério fixado pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo da inexequibilidade de licitação. O promotor de justiça que atua no caso, Rafael Macedo Coelho Luz da Rocha, também recomendou que seja suspensa a prorrogação do contrato relativo ao pregão 022/2021, por conta da irregularidade do parâmetro utilizado para definição do vencedor.

O MPBA recomendou ainda que o Município pratique todos os atos administrativos necessários à suspensão e anulação do contrato relativo ao pregão e que, caso seja considerado conveniente e oportuno, seja realizado um novo certame com o mesmo objetivo.

Na recomendação, o promotor Rafael Macedo considerou que a interpretação do artigo 48 da Lei de Licitações não deveria ser feita da maneira aplicada pelo Município, mas sim em conformidade com o entendimento do Manual de Licitações e Contratos do TCU.

“O critério adotado pela Prefeitura foi altamente excludente, gerando a desclassificação de 17 das 22 propostas por critério de inexequibilidade, de forma contrária aos ditames e objetivo da lei”, salientou o promotor, destacando que a irregularidade “prejudicou o caráter concorrencial e a livre disputa”.

As informações são do MPBA

“Nem pela barbárie os juízes do STF serão intimidados”, diz Rosa Weber

Foto: STF

Na sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2023, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber, repudiou a invasão criminosa ocorrida no dia 8 de janeiro deste ano no Supremo, no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional e afirmou que “no solo sagrado” do STF o regime democrático permanece inabalado. 

A solenidade se deu no Plenário totalmente reconstituído após os atos de vandalismo. Segundo ela, “os valores que informam a atividade jurisdicional desta Casa jamais serão atingidos ou subjugados pela barbárie”. “E nem pela barbárie seus juízes se sentirão intimidados”, completou.

Segundo a ministra, a invasão foi realizada por uma “turba insana movida pelo ódio e pela irracionalidade”. Ela garantiu que os que praticaram, insuflaram e financiaram tais atos serão responsabilizados com o rigor da lei.

Para a presidente do STF, as sedes dos três pilares da democracia brasileira foram alvo de um “ataque golpista e ignóbil” dirigido “com maior virulência” contra o STF, porque a Corte, ao fazer prevalecer em sua atuação jurisdicional a autoridade da Constituição, se contrapõe a toda sorte de pretensões autocráticas.

Ela ressaltou que a democracia é uma conquista diária e permanente, que se aperfeiçoa por meio da evolução do Estado Democrático de Direito, e acrescentou que o Poder Judiciário está consciente da grande responsabilidade e dos desafios que aguarda.

A ministra Rosa registrou que os “vândalos” destroçaram bens tombados pelo patrimônio histórico, mobiliário, tapetes e obras de arte. Mas mesmo destruindo esses e outros bens públicos, afirmou, eles não destruíram o espírito da democracia.

De acordo com a ministra, “o sentimento de respeito pela ordem democrática continua e continuará a iluminar as mentes e os corações dos juízes da Corte Suprema, que não hesitarão em fazer prevalecer sempre os fundamentos éticos e políticos que informam e dão sustentação ao Estado Democrático de Direito”.

Ela ressaltou que o real objetivo dos que assaltaram as instituições democráticas acabou frustrado, já que resultou no enaltecimento da dignidade da Justiça e no fortalecimento do valor insubstituível do princípio democrático, jamais no aviltamento do Poder Judiciário.

A ministra lembrou que sua profissão de fé como magistrada e seu norte na administração do STF é a defesa, diuturna e intransigente, da Constituição e do Estado Democrático de Direito.

Segundo ela, tais fatos ficarão gravados indelevelmente na memória institucional do Supremo. “A eles voltaremos sempre, para que jamais se repitam”, garantiu.

LEIA A ÍNTEGRA DO DISCURSO

As informações são do STF

PGR denuncia mais 225 investigados por participação em atos antidemocráticos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República denunciou, na segunda-feira, 30, mais 225 investigados por participação nos atos antidemocráticos em Brasília, ao Supremo Tribunal Federal. Essa é a sexta vez que a PGR apresenta denúncias, que já totalizam 479 pessoas denunciadas.

Os investigados são acusados de associação criminosa e incitação à animosidade das Forças Armadas contra os Três Poderes. Eles foram detidos no acampamento em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, e agora estão presos em unidades do sistema prisional do Distrito Federal.

De acordo com o coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, o acampamento apresentava “evidente estrutura a garantir perenidade, estabilidade e permanência” dos manifestantes que defendiam a tomada do poder.

A procuradoria pede ainda que os envolvidos sejam condenados ao pagamento de indenização em razão dos danos morais coletivos.

As informações são da Agência Brasil

VITÓRIA DA CONQUISTA: OAB pede que juíza suspenda prazos de processo de advogada em licença-maternidade

Foto: Divulgação

Nesta terça-feira, 31, a Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Bahia enviou um ofício, pedindo que a juíza da 1ª Vara do Trabalho de Vitória da Conquista,  Kátia Virgínia Bitencourt de Oliveira, suspenda os prazos de processo em que uma advogada em licença-maternidade está atuando.

No pedido, a OAB pede que a magistrada retifique sua decisão e suspenda, por 120 dias, os prazos do processo, em virtude da licença-maternidade da profissional da advocacia.    

Pelo fato de ter dado à luz recentemente e ter uma audiência relativa ao caso já no mês de maio, ainda dentro do prazo do que seria a sua licença maternidade, que duraria 120 dias, a advogada pediu a suspensão dos prazos da ação e o consequente adiamento da audiência.

A magistrada negou o pedido afirmando que a advogada pode designar um outro advogado para acompanhar o cliente ou participar da audiência de forma telepresencial.

No documento, a Ordem alega que obrigar o cliente a ser acompanhado por outro advogado “viola a liberdade de contratação do cliente” e fere a relação de confiança estabelecida entre os advogados e as partes. 

Ainda no ofício, a OAB afirma que é prerrogativa do advogado escolher como irá participar de uma audiência, argumentando que a advogada não deve ser obrigada a estar na sessão de forma virtual apenas por ter se tornado mãe.

Por fim, no documento, a Ordem ainda destaca que muitos tribunais já têm o entendimento que as advogadas autônomas e as que são funcionárias de algum escritório ou empresa devem ter o mesmo tempo de licença-maternidade de 120 dias, ao invés de ser apenas 30 dias para as autônomas, e pede que a mesma interpretação seja aplicada à situação.

“Esse caso é muito importante para nós porque não é apenas sobre essa advogada em específico, mas sobre todas as mulheres advogadas. Nós já entramos no mercado de trabalho com uma grande desvantagem em relação aos homens. Ganhamos salários menores, temos dupla e até tripla jornada e temos mais dificuldades de sermos promovidas. Não podemos ser ainda mais penalizadas por sermos mães, pelo exercício da maternidade”, pontuou a presidente da OAB-BA, Daniela Borges.

“Nenhuma mulher, nenhuma advogada pode ser penalizada pelo exercício da maternidade. A perspectiva de gênero que exige desigualar para atingir a isonomia fundamenta a suspensão de prazos e adiamento de audiências após o parto ou adoção. Em uma perspectiva de gênero e de paridade decorrente do sistema constitucional entendemos que o prazo da licença deve ser de 120 dias. Na situação da colega de Vitória da Conquista, houve atuação imediata da subseção e da seccional para que esse direito seja garantido”, destaca a presidente da subseção de Vitória da Conquista, Luciana Silva.

As informações são da OAB-BA

LUÍS EDUARDO MAGALHÃES: DPE prorroga inscrições para seleção de estágio em Direito

Foto: Divulgação

Por: Justiça no Interior

A Defensoria Pública do Estado da Bahia prorrogou até a quinta-feira, 09, as inscrições para a seleção de estágio de estudantes de Direito para atuarem na unidade de Luís Eduardo Magalhães, oeste baiano. A seleção visa o preenchimento de duas vagas + formação de cadastro reserva.

Para se inscrever, os estudantes de Direito, entre o 5° e o penúltimo semestre, devem enviar o currículo e histórico escolar para o email: [email protected].

Os selecionados devem cumprir a carga horária de 25h semanais e vão receber uma bolsa no valor de R$ 953,00 mais auxílio transporte.

Os currículos e históricos escolares serão analisados e posteriormente os candidatos vão passar por provas e entrevistas.

Divulgação