Quinta-Feira, 16 de julho de 2026
Justiça no Interior

MUCURI: TJBA manda MST desocupar fazenda no sul do estado

Foto: Divulgação Coletivo de Comunicação do MST-BA

O Tribunal de Justiça da Bahia determinou a reintegração de posse de uma fazenda da Suzano, em Mucuri, sul do estado, invadida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. A propriedade é uma das quatro que foram ocupadas pelo MST na segunda-feira, 27.

O juiz Renan Souza Moreira fixou multa de R$ 5 mil por dia aos sem-terra em caso de descumprimento e autoriza o uso de força policial para a desocupação, se necessário.

A decisão vale para a fazenda de cultivo de eucalipto localizada no município de Mucuri. As ações de reintegração de posse relativas às outras áreas da Suzano ocupadas nos municípios de Caravelas e Teixeira de Freitas ainda eram analisadas pela justiça nesta quinta-feira.

Segundo o MST, a decisão judicial referente à fazenda da Suzano em Mucuri será cumprida. De acordo com o dirigente nacional do movimento na Bahia, Evanildo Costa, as ações contra as fazendas da Suzano tiveram como objetivo obrigar a empresa a cumprir um acordo feito em 2011, com a participação de interlocutores dos governos estadual e federal. “A Veracel e a Fibria (outras empresas do setor de celulose) cumpriram o acordo. A Suzano deveria ter destinado área para assentar 650 famílias, mas só destinou para 250. Estamos negociando desde 2015 e a empresa vem enrolando, enquanto as famílias estão espremidas em acampamentos. Fizemos as ocupações como pressão para o cumprimento do acordo.”

Segundo o líder sem terra, os acordos resultaram de negociações iniciadas em 2007, quando a chegada das empresas de celulose na região gerou conflitos com os pequenos produtores que já atuavam na região.

As informações são do UOL

ILHÉUS: Empresa é condenada a indenizar baiana de acarajé por queda dentro de ônibus

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia condenou uma empresa de transporte público de Ilhéus, no sul do estado, a indenizar uma baiana de acarajé em R$ 8 mil.

Segundo os autos, a baiana afirmou que em outubro de 2015 ingressou no ônibus da Empresa ViaMetro para ir ao centro, sentou atrás do motorista e em uma sinaleira o motorista realizou manobra extremamente brusca para avançar no sinal amarelo ela caiu no chão e bateu a cabeça no piso do ônibus, sofrendo hemorragia e lesões na perna esquerda.

O Samu foi acionado e ela recebeu os primeiros socorros no local e depois foi levada ao Hospital Regional, onde recebeu atendimento em emergência clínica cirúrgica. Ela também foi submetida a exames com um perito, que evidenciou um corte na cabeça devido ao impacto sofrido. Ela pediu indenização de R$ 22,8 mil por ter ficado impedida de trabalhar por quatro meses, deixando de fazer jus a renda média de aproximadamente um salário mínimo que obtinha com as vendas dos acarajés, ficando o sustento da casa a cargo dos filhos.

A empresa, em sua defesa, afirmou que o veículo não estava em alta velocidade. Demonstrou em vídeo que a mulher, na curva, “precipita e vai ao chão, não se podendo precisar se por alguma manobra sutil, desvio de buraco, ou perda de equilíbrio da pessoa de certa idade – porém não há visualização de outras pessoas sendo jogadas, ou fazendo movimento típico de freada”.

A empresa contestou as provas apresentadas pela baiana de acarajé, de que a perícia não informou a incapacidade para ocupações habituais por mais de trinta dias e que não havia prova dos rendimentos da autora, somada a ausência de atestado médico determinando afastamento de suas atividades, além de não haver prescrição de repouso.

Ao analisar os autos, a juíza de primeiro grau, Carine Nassri da Silva, arbitrou indenização por danos materiais em um salário mínimo vigente à época dos fatos, no valor R$ 788. A magistrada considerou que não houve dano moral a ser indenizado.

A mulher recorreu da sentença para majorar a indenização. O recurso foi relatado pelo desembargador Sérgio Cafezeiro, da 5° Turma do TJBA. Ela afirmou que a juíza não examinou detalhadamente os documentos apresentados na ação. Disse que a empresa, implicitamente, reconheceu o direito de ser indenizada.

Já a empresa afirma que a leitura do disco de Tacógrafo comprova que o ônibus estava em velocidade inferior àquela permitida na via, não sendo possível imputar qualquer responsabilidade a ela. Diz que a queda da baiana de acarajé decorreu de seu próprio desequilíbrio em culpa exclusiva e que não há má prestação de serviço por parte da apelada.

Segundo o relator, não há dúvidas de que a mulher sofreu queda no interior do coletivo. “A análise das particularidades do caso concreto – que envolvem o fato de o Apelado ter sofrido queda em interior de coletivo, com lesões na cabeça e perna – à vista da extensão do dano e da condição econômica do Réu, tem-se que a verba indenizatória fixada em R$ 8 mil não se afigura excessiva e nem aquém do razoável e certamente proporcionará alguma satisfação à parte postulante pelo ocorrido”, disse o desembargador no acórdão

As informações são do Bahia Notícias

BARREIRAS: PF deflagra operação de combate a terrorismo na escola

Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira, 02, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Apokrypha, que visa à repressão de atos preparatórios de terrorismo, praticado por meio de perfis anônimos nas redes sociais, com o objetivo de causar terror e proferir ameaças direcionadas à comunidade escolar do município de Barreiras, oeste da Bahia.

Segundo a PF, a investigação foi iniciada em razão de uma denúncia formulada por um cidadão, na Delegacia de Polícia Federal de Barreiras, noticiando diversas conversas postadas em redes sociais, sobre o planejamento de um atentado que seria
realizado em diversas escolas do município.

Nas primeiras fases da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos. Nessa nova etapa, novos perfis envolvidos nos delitos foram identificados, sendo cumprido um mandado de Busca e Apreensão.

Busca-se a colheita de provas sobre outros envolvidos, bem como a prevenção de futuros atentados. As investigações seguem em segredo de justiça.

As informações são da PF

Mais de 30 mil candidatos vão fazer concurso do MPBA

Foto: MPBA

No próximo domingo, 05, mais de 30 mil pessoas farão as provas do sexto concurso público de servidores do Ministério Público da Bahia. Os candidatos estarão disputando 13 vagas para os cargos de analista técnico de nível superior, além da formação de cadastro reserva para os cargos de assistente técnico-administrativo da Instituição.

Segundo o MPBA, diferente dos concursos anteriores dessa vez os candidatos poderão fazer a opção para qual região do interior do estado irão concorrer. Além da capital, há mais seis regiões que podem ser conferidas no edital, disponível no endereço eletrônico www.institutoconsulplan.org.br.

A lotação do candidato aprovado e convocado obedecerá a opção escolhida no ato de inscrição quanto à região de concorrência, podendo ser lotado em quaisquer dos municípios abrangidos pela respectiva região.

Estão sendo oferecidas vagas nos cursos de Pedagogia; Psicologia; Serviço Social; Análise de Sistemas, Ciência da Computação, Engenharia da Computação ou Sistemas de Informação; Publicidade e Propaganda; Estatística; Engenharia Civil; Arquitetura; Engenharia Sanitária, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal ou Ciências Biológicas; e Ciências Contábéis, além da formação de cadastro reserva para o cargo de assistente técnico- administrativo.

O prazo de validade do concurso será de 18 meses, contados da data de homologação, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período a critério da administração do MP. Para os cargos de assistente técnico-administrativo e de analista técnico haverá provas objetiva e de redação, de caráter eliminatório e classificatório.

Para os cargos de nível superior haverá ainda a fase de avaliação de títulos, apenas de caráter classificatório.

FEIRA DE SANTANA: Falso juiz é preso aplicando golpes

Foto: Divulgação/Polícia Civil da Bahia

Na quarta-feira, 01, um homem que praticava golpes se passando por juiz de direito em congregações evangélicas foi preso por policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana. Ele foi localizado em um Condomínio do município.

“O homem foi exonerado da Defensoria Pública da Bahia e se passava por juiz de direito, aplicando diversos golpes ao frequentar congregações evangélicas oferecendo falsas vantagens com intuito de resolver questões judiciais”, explicou o titular da DRFR de Feira, delegado André Ribeiro.

Com ele, foi apreendido a carteira funcional da instituição e um notebook também de propriedade da Defensoria. Ele responde pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsidade documental. O falso juiz segue custodiado, à disposição do Poder Judiciário.

Vinícolas do RS ligadas a trabalho escravo são suspensas do serviço de exportação

Foto: Secom-BA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos informou na terça-feira, 28, que suspendeu a participação das vinícolas Aurora, Cooperativa Garibaldi e Salton de suas atividades.

As três empresas contrataram uma empresa terceirizada, que usava mão de obra análoga à escravidão para fazer a colheita da uva, na Serra do Rio Grande do Sul. Os 207 trabalhadores foram resgatados e voltaram para seus estados.

A Agência é um serviço vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que promove os produtos brasileiros no exterior.

“A ApexBrasil suspendeu a participação das três empresas em quaisquer iniciativas apoiadas pela agência, como feiras internacionais, missões comerciais e eventos promocionais, até que as investigações das autoridades competentes sejam concluídas”, disse o serviço, em nota ao site G1.

As informações são do G1

Empresário que levou trabalhadores baianos para o RS já foi autuado por irregularidades trabalhistas

Foto: Reprodução/RBS TV

O empresário que levou os trabalhadores baianos encontrados em situação análoga a escravidão, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, já foi autuado por irregularidades trabalhistas em 2019.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o empresário tinha outra empresa, criada em 2012, chamada Oliveira & Santana, que foi autuada 10 vezes por irregularidades.

Os alojamentos onde os trabalhadores ficavam também chegaram a ser interditados. Apesar disso, nenhuma situação análoga à escravidão foi flagrada. A empresa chegou a ter 206 funcionários e fechou em 2019.

O empresário de 45 anos, natural de Valente, na Bahia, chegou a ser preso, mas vai responder pelo crime em liberdade porque pagou fiança no valor de R$ 40 mil.

De acordo com o MTE, o empresário atua em Bento Gonçalves há cerca de 10 anos, sempre contratando pessoas, inclusive de outros estados, para trabalhos nas colheitas de frutas, em aviários e de carga e descarga. Os serviços eram oferecidos para vinícolas e produtores rurais, tudo com nota fiscal.

As informações são do G1

VITÓRIA DA CONQUISTA: A Liga de Direito Civil da Fainor realiza evento do dia Internacional da Mulher

Foto: Divulgação

Por: Justiça no Interior
A Liga Acadêmica de Direito Civil da Fainor, de Vitória da Conquista, realiza na quarta-feira, 08, um evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher. O evento tem o objetivo de ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade social.
O evento tem como tema “As dificuldades enfrentadas pelas mulheres no século 21” e contará com palestras da Administradora e Contadora, Silesia Chaves; da Delegada Gabriela Garrido e da Advogada, Professora e Presidente da OAB subseção de Vitória da Conquista/BA, Luciana Silva.
Estão disponíveis 90 vagas e as inscrições podem ser realizadas no site do SYMPLA, até o dia 08 de março. No evento, que será realizado no Auditório da Fainor, no Módulo I, o participante deve entregar um pacote de absorvente.
“A ideia de incluir um projeto de ações sociais é para que pudéssemos ultrapassar a esfera Acadêmica e poder atingir positivamente e ajudar de alguma forma toda a sociedade, especialmente os mais necessitados”, disse ao Justiça no Interior, Alane Gomes Gobira, vice-presidente da Liga.

DPE da BA e do RS pedem cassação de vereador por fala xenofóbica contra baianos

Foto: Reprodução RBS/TV

Nesta quarta-feira, 01, as Defensorias do Estado ds Bahia e do Rio Grande do Sul protocolaram uma Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul pedindo a cassação do mandato do vereador Sandro Luiz Fantinel, por falas xenofóbicas contra baianos.

Em sessão, na última terça-feira, 28, o vereador aconselhou que agricultores, produtores e empresários do setor agrícola não contratem pessoas da Bahia e as definiu como “um povo que vive na praia tocando o tambor” e “acostumado com carnaval e festa”.

No documento, os defensores pedem que “seja determinada a notificação do Vereador para que apresente sua defesa e que, ao final, após análise do mérito, seja determinada a cassação do mandato, ante a conduta configuradora de violação do decoro parlamentar e tipificada como crime de racismo na Lei federal nº 7.716/89, bem como, nos termos da legislação vigente pertinente”.

Além do pedido de cassação, os defensores públicos protocolaram uma notícia-crime solicitando que sejam adotadas providências por parte do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

A medida ocorre por ter conexão aos fatos que estão sendo apurados pelo MPF e PF, em que trabalhadores vindos da Bahia foram encontrados em situação análoga à escravidão em vinícolas localizadas na Serra Gaúcha.

No pedido, os defensores destacam que o parlamentar “expressamente incita a prática de crime (art. 286 do CP) e faz apologia (art. 287 do CP) ao delito de negar emprego a pessoas por motivos de discriminação relacionadas a cor e raça”.

“Se a inviolabilidade por opiniões e palavras é garantia democrática, não pode ser invocada em detrimento da própria democracia e da pluralidade que a institui, da qual é guardiã. Dito de outro modo, a imunidade material não pode ser albergue de discursos de ódio e intolerância seja porque inexistem direitos ou liberdades absolutas, seja porque, caso assim se admitisse, estaria o ordenamento jurídico condenado à ruína por acolher tão grave contradição”, comentou o defensor público Domingos Barroso da Costa.

A defensora Vanessa Nunes afirma que é de extrema importância a construção de um posicionamento e de ações que respondam ao vereador e que estabeleça e um posicionamento antirracista.

“O vereador faz referência ao toque do tambor, ao carnaval… ele discrimina um grupo de trabalhadores associando ao fato de serem baianos, ele faz referência expressa a elementos da cultura negra. E mais do que isso, ele sendo um agente público incita outras pessoas a praticarem a discriminação em uma transmissão de TV pública aberta. Então, além da discriminação de procedência nacional, ela tem um fundo de cor, e tem a sua voz potencializada pelo lugar que ocupa. É uma manifestação antinegros e, assim, ele incide na prática do crime de racismo e xenofobia. O senhor Sandro Fantinel não conhece a nossa cultura, mas vai conhecer agora a nossa cultura jurídica e terá que responder pelo discurso realizado”, afirma a defensora.

Vanessa Nunes também conta que está sendo estudada e analisada a elaboração de uma ação de reparação civil pelo dano moral coletivo para o povo baiano acarretado pelas declarações do vereador.

Empresa propõe pagamento de R$ 600 mil por danos morais a trabalhadores resgatados no RS

Foto: MPT/4°Região

Por: Justiça no Inteiror

O Ministério Público do Trabalho da 4° região, no Rio Grande do Sul, informou a empresa Fênix Serviços de Apoio Administrativo, responsável pela contratação dos trabalhadores resgatados em operação realizada em Bento Gonçalves, propôs o pagamento de R$ 600 mil por danos morais.

O valor foi proposto em reunião realizada na terça-feira, 28, com os representantes legais do empresário proprietário da empresa.

Segundo o MPT, durante a audiência foi proposto o pagamento pela empresa de danos morais individuais aos funcionários, sem prejuízo, com isso, de os trabalhadores ajuizarem reclamatórias eles próprios. Além dos R$ 600 mil, a empresa propôs pagar R$ 1 milhão em verbas rescisórias fixadas no fim de semana.

O MPT cobrou também a apresentação completa dos comprovantes de pagamento das verbas rescisórias aos resgatados e apresentou uma proposta de Termo de Ajuste de Conduta aditiva ao TAC emergencial assinado no fim de semana.

Da proposta de TAC, constam obrigações a respeito de arregimentação de trabalhadores e de alojamento. O MPT também exigiu pagamento de multa por parte da empresa por violação dos termos de um TAC anterior assinado com o MPT em 2017.

A empresa tem até a quinta-feira, 02, às 12h, para apresentar a comprovação dos últimos pagamentos de verbas rescisórias, e até a nova audiência marcada para o mesmo dia, às 14h, para se manifestar sobre os termos do acordo.