Quinta-Feira, 16 de julho de 2026
Justiça no Interior

MUCURI: MST diz que só sai da fazenda da Suzano após a chegada do oficial de justiça

Foto: Coletivo MST-BA

Por: Justiça no Interior

A diretoria do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra afirmou que só sairá da fazenda de eucalipto da Suzano Papel e Celulose, em Mucuri, sul da Bahia, após a chegada do oficial de justiça.A fazenda está ocupada desde a segunda-feira, 27.

Segundo o movimento, a ocupação tem dois motivos: pressionar para que se cumpra um acordo firmado em 2011 entre a Suzano e o movimento; e denunciar os danos hídrico, social e econômico causados pela presença da Suzano no extremo sul baiano.

A empresa ingressou com uma ação de reintegração de posse e o juiz Renan Souza Moreira, da Vara Criminal de Mucuri, acolheu o pedido na quarta-feira, 01, e fixou multa de R$ 5 mil por dia ao MST em caso de descumprimento e autorizou o uso de força policial para a desocupação.

Após a decisão, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra afirmou, nesta sexta-feira, 03, que só sai após a chegada do oficial de justiça. “As famílias continuam na área. Até o momento nenhum oficial de justiça esteve no local para notificar. E nós permaneceremos até que haja a reintegração”, afirma Eliane Oliveira, da direção Estadual do MST na Bahia

Além da fazenda de Mucuri, o MST invadiu outras propriedades da empresa em Caravelas e Teixeira de Freitas. No caso de Teixeira, outra decisão judicial também determinou a saída do Movimento. Em Caravelas a empresa aguarda uma decisão judicial.

“Continuamos por aqui fazendo luta. E temos disposição para outras ocupações”, finalizou a diretora do MST.

JACOBINA: Justiça determina que MST desocupe Fazenda Limoeiro

Foto: Jacobina 24 horas

Por: Justiça no Interior

Nesta sexta-feira, 03, o juiz Rodolfo Nascimento Barros, da Comarca de Jacobina, norte da Bahia, determinou que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra desocupe a Fazenda Limoeiro, no distrito de Itaipu.

A propriedade foi ocupada pelo MST na segunda-feira, 27, sob a alegação de que a área está abandonada.

A propriedade rural pertence ao senhor Amadeu Pires Júnior e fica no Parque Estadual de Sete Passagens, área de preservação ambiental com grandes áreas de turismo e mata virgem.

A determinação de desocupação veio após ação impetrada pela Evangelista Sociedade de Advogados, que alega que a propriedade é utilizada para criação de gado e a pecuária é o sustento da família.

Ao analisar o caso, o magistrado Rodolfo Nascimento Barros entendeu que a Fazenda Limoeiro era utilizada pela família, inclusive para eventos esportivos, como o Campeonato Baiano de Enduro.

“Extrai-se que a autora vinha explorando economicamente o imóvel objeto da lide, com a realização de eventos esportivos”.

Dessa forma, deferiu o pedido liminar e autorizou o uso da forca policial para o cumprimento da reintegração de posse.

Em conversa com o Justiça no Inteiror, o advogado do caso, Matheus Maia Amorim, disse que o uso da for a policial não foi necessário pois “o grupo já havia se retirado após uma manifestação realizada por moradores locais”.

TEIXEIRA DE FREITAS: Justiça determina que MST desocupe fazenda da Suzano

Foto: Divulgação/MST

Por: Justiça no Interior

A juíza Lívia de Oliveira Figueiredo, do Tribunal de Justiça da Bahia, determinou nesta sexta-feira, 03, que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra desocupe uma propriedade da Suzano Papel e Celulose, em Teixeira de Freitas, sul do estado.

Na liminar de reintegração de posse, a magistrada autorizou o uso da força policial caso a saída do MST não ocorra de forma voluntária.

A prioridade está ocupada pelo movimento desde a segunda-feira, 27, após o MST afirmar que as ações contra as fazendas da Suzano tiveram como objetivo obrigar a empresa a cumprir um acordo feito em 2011, com a participação de interlocutores dos governos estadual e federal.

Além da fazenda de Teixeira de Freitas, o movimento também ocupou uma propriedade em Caravelas e Mucuri.

Na quarta-feira, 01, o TJBA determinou a reintegração de posse de uma fazenda em Mucuri. O processo de Caravelas segue em análise judicial.

Empresário responsável pelos trabalhadores resgatados no RS não aceita acordo para pagamento de indenização

Foto: Divulgação/PRF

Por: Justiça no Interior

Nesta quinta-feira, 02, o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul realizou uma audiência com o grupo empresarial Fênix Serviços de Apoio Administrativo, responsável pela contratação dos trabalhadores resgatados em situação análoga a escravidão, em Bento Gonçalves.

Durante a audiência, o MPT apresentou um Termo de Ajuste de Conduta aos representantes do empresário sobre o pagamento de indenização individual aos trabalhadores resgatados.

Porém, segundo o MPT, a empresa não aceitou o TAC “por não reconhecer a ocorrência de trabalho em condições análogas à escravidão”.

Diante da negativa, o Ministério Público do Trabalho vai dá seguindo no Inquérito Civil com as investigações do caso.

PAULO AFONSO: Justiça Federal abre seleção de estágio em Direito

Foto: TRF1

A Justiça Federal  de Paulo Afonso abriu inscrições para seleção de estagiários em Direito. Podem se inscrever estudantes matriculados em instituições de ensino conveniadas. 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 24 de março, às 16h, presencialmente na Justiça Federal de Paulo Afonso ou por meio do envio do formulário e documentos para o e-mail [email protected]. O formulário pode ser acessado no endereço eletrônico informado no final desta matéria. 

A carga horária do estágio é de 4 horas diárias e 20 horas semanais, a ser definida dentro do horário de expediente do órgão. O valor da bolsa-estágio é de R$ 810,00, com auxílio transporte de R$ 4,00 por dia efetivo trabalhado. 

Os requisitos para inscrição do aluno são estar matriculado em Instituição de Ensino conveniada com a Justiça Federal da Bahia, além de estar cursando entre o 5º e 7° semestre do curso.  

A seleção será dividida em duas fases:  

Fase 1 – com prova objetiva a ser realizada no dia 02/04/2023, no período matutino, das 9h às 10h30 e com duração de 1h30;

Fase 2  – com análise do desempenho acadêmico e curricular, consistindo na soma da pontuação da nota média escolar/escore escolar na forma descrita no Histórico Escolar e da pontuação obtida na certificação de título. 

CONFIRA O EDITAL

ITAMARAJU: Justiça penhora bens de comerciante que chamou deputado de “macaco”

Foto: Gustavo Bezerra-Arquivo

A 20ª Vara Cível de Brasília determinou a penhora de veículo de uma comerciante de Itamaraju, sul da Bahia, para pagamento de indenização ao deputado federal Valmir Assunção

A comerciante, identificada como Jaqueline Soares de Oliveira, foi sentenciada por ter cometido injúria racial contra o parlamentar, quando o chamou de “macaco” nas redes sociais, em 2020.

Em 10 de abril de 2020, o deputado publicou vídeo em que defendia a abertura de 20 leitos de UTI no município para atender pacientes com coronavírus, a partir de uma iniciativa do governo estadual. No mesmo dia, Jaqueline Oliveira divulgou um áudio, em um grupo de Whatsapp de comerciantes da cidade, chamando o deputado de “macaco”, “ridículo” e “vagabundo” entre outras ofensas, conforme o processo judicial.

A Justiça condenou, no ano passado, a empresária por agir “com preconceito e discriminação contra qualquer indivíduo por suas condições pessoais”, o que é vedado pela Constituição Federal. Agora, foi ordenada a penhora do veículo para o pagamento da indenização estimada em mais de R$ 10 mil.

De acordo com a decisão judicial, a ré não manifestou-se na ação, porém os áudios apresentados pelo deputado federal foram suficientes como provas. Desta forma, foi sentenciada a revelia.

As informações são da Agência Brasil

Ministério da Justiça recebe denúncias de preço abusivo da gasolina

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) fixou prazo de cinco dias para entidades dos estados, municípios e da sociedade civil denunciarem práticas abusivas na venda de combustíveis. O prazo começa a valer nesta sexta-feira, 03.

As denúncias devem ser enviadas para a Secretaria Nacional do Consumidor. “Essas práticas podem se traduzir desde o chamado cartel, ou seja, na padronização de preços em cidades ou estados ou regiões, ou mesmo na grande discrepância que já se verifica em alguns locais do nosso país”, disse o ministro Flávio Dino.

A partir das informações recebidas, será analisada a possibilidade de abertura de processo para apurar a denúncia.

“Eu já vi em alguns estados, postos do varejo dizendo que o problema está nos distribuidores. Pouco importa. Vamos aferir isso posteriormente. O importante agora é verificar o tamanho do problema. E não há dúvida de que o problema existe. Basta andar e verificar a diferença de preço de até R$ 1 na mesma cidade. Ou, por outro lado, você verifica o preço absolutamente padronizado”, afirmou Dino.

Para o ministro, com a  oscilação regulatória, alguns prestadores de serviço ou empresa entendem que podem abusar contra os consumidores. “A livre fixação de preço não permite qualquer coisa, porque você tem a fronteira do abuso. Então, você pode ter fixação de preços desde que não incorra em violação ao Código de Defesa do Consumidor”, acrescentou.

As informações são da Agência Brasil

MPF processa vereador que realizou discurso discriminatório contra baianos

Foto: Manuelli Boschetti/Divulgação

Nesta quinta-feira, 02, o Ministério Público Federal pediu à Justiça que obrigue o vereador de Caxias do Sul, Sandro Fantinel, a pagar danos morais coletivos pelas ofensas que ele fez a trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão.

Na terça-feira, 28, ao discursar sobre o resgate dos trabalhadores, Fantinel disse que empresas e produtores rurais deveriam “contratar funcionários limpos” e não “aquela gente lá de cima”.

A ação do MPF é para que o vereador seja condenado a pagar indenização de, no mínimo, R$ 250 mil e que esse valor seja destinado a projetos e campanhas contra o trabalho escravo e a xenofobia ou a iniciativas em Caxias do Sul que promovam a cultura baiana.

O discurso de Fantinel foi classificado pelo MPF como odioso, preconceituoso e de caráter xenofóbico e discriminatório em relação à origem geográfica, em especial a população que nasceu ou vive no estado da Bahia.

O procurador da República Fabiano de Moraes destaca, na ação civil pública, que o vereador colocou as vítimas como culpadas da situação em que se encontravam.

CONFIRA A AÇÃO

As informações são do MPF

AMÉRICA DOURADA: Homem que ameaçou membro do judiciário é preso

Foto: Ascom-PC

Nesta quinta-feira, 02, a Polícia Civil prendeu, no município de América Dourada, um homem acusado de ameaçar um membro do Poder Judiciário. Segundo a PC, o homem é conhecido como o maior fornecedor de drogas da região Oeste. Durante a operação, ele resistiu a prisão e acabou sendo atingido.

Conforme explicou a diretora do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa, delegada Andréa Ribeiro, o suspeito vinha sendo monitorado. “Ele […] era alvo da Polícia Federal. Ele estava em prisão domiciliar e conseguimos o mandado para realizar as buscas”, disse a delegada.

Ainda durante as diligências referentes a investigação das ameaças, um aparelho celular foi apreendido na cela de outro investigado, no Complexo Penitenciário da Mata Escura. ” O aparelho estava enrolado em pedaços de tecido.Esse material vai contribuir com a nossa investigação. Vamos encaminhar para perícia”, acrescentou a diretora.

“Continuaremos realizando levantamentos, com o objetivo de elucidar esse caso e impedir qualquer ameaça de criminosos a autoridades ou instituições”, pontuou Ribeiro.

Cinco homens são resgatados de trabalho análogo à escravidão em carvoaria de Salvador

Foto: Cid Vaz/TV Bahia

Nesta quinta-feira, 02, cinco trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão em um galpão de carvoaria, no bairro de Cassange, em Salvador. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os empregados chegaram a trabalhar mais de 12 horas por dia para produzir até mil ensacamentos, a uma remuneração de dezesseis centavos por saco de carvão.

Ainda de acordo com o MTE, os homens estavam sem registro de contrato de trabalho, nunca tiraram férias e nunca receberam décimo terceiro salário ou qualquer adicional de insalubridade.

Além disso, o local de trabalho não tinha água potável e os funcionários faziam as refeições no mesmo galpão de ensacamento do carvão. O banheiro não tinha porta, pia, assento, nem coletor de lixo, e os homens trabalhavam sem os itens de segurança. Durante o ensacamento do carvão, eles usavam apenas bermudas e chinelos.

Durante o resgate, feito por equipes da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental, 430 sacos de carvão sem o Documento de Origem Florestal foram apreendidos.

Os trabalhadores e o gerente do local foram encaminhados para a Central de Flagrantes, no bairro dos Barris.


Em nota, a Superintendência Regional do Trabalho informou que dois auditores fiscais foram ao local, ouviram os trabalhadores e avaliaram que a situação se caracterizou como trabalho similar à escravidão.

As informações são do G1