Terca-Feira, 13 de outubro de 2026
Justiça no Interior

TJBA impede governo do estado de reduzir carga horária dos docentes para pesquisa e extensão

Foto: UNEB

O Tribunal de Justiça da Bahia acolheu a ação direta de inconstitucionalidade que visa impedir o Governo do Estado de reduzir a carga horária dos docentes dedicada à pesquisa e extensão.

A ação foi apresentada pelo mandato do Deputado Estadual Hilton Coelho, PSOL-BA, a partir da proposição do Fórum das Associações Docentes e do ANDES.

De acordo com a decisão, será permitido que os professores em regime de Dedicação Exclusiva nas Universidades Estaduais da Bahia se dediquem aos projetos de pesquisa e extensão.

A decisão também assegura atenção maior e melhor às orientações dos estudantes e outras atividades de ensino, pesquisa e extensão.

“Esta vitória garante o respeito ao Estatuto do Magistério Superior do Estado da Bahia, que é fruto da luta coletiva do Fórum e do Movimento Docente das Uebas”, publicou o Deputado em suas redes sociais.

MARAÚ: Sete pessoas são resgatadas em trabalho escravo em Barra Grande

Foto: Divulgação

Sete trabalhadores da construção civil foram resgatados na terça-feira, 21, em situação análoga a escravidão em uma obra em Barra Grande, na Península de Maraú, litoral sul da Bahia. Um dos resgatados tem 16 anos.

O grupo trabalhava para duas construtoras, uma com sede em São Paulo e outra do próprio município, sem registro do contrato de trabalho, sem equipamento de segurança, instalações sanitárias, alojamento, fornecimento de água potável nem local para refeições. Além disso, trabalhavam em regime de jornadas exaustivas, acima de 52 horas semanais.

Eles dormiam em cômodos dentro da própria construção, sem portas, janelas nem camas. Foram encontrados colchonetes no chão. Alguns trabalhadores improvisaram dormitórios no segundo pavimento, acessando o local por uma escada improvisada em precárias condições de segurança.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, no canteiro de obras não existiam banheiros, não havia fornecimento de água potável e um chuveiro ao ar livre era a única opção para a higiene pessoal. A cozinha era improvisada dentro dos cômodos e não passava por higienização. Também não havia local apropriado para refeições.

Os operários não foram submetidos a nenhum tipo de exame admissional, treinamento e não recebiam vestimentas de trabalho nem equipamentos de proteção individual, obrigando o grupo a trabalhar sem capacetes e calçando sandálias.

Os auditores fiscais do trabalho embargaram a obra, com a paralisação imediata das atividades e a retirada dos trabalhadores.

O grupo foi retirado do local de trabalho e levado para uma pousada paga pelo empregador. Nesta quarta-feira, os sete resgatados receberam o total de R$150 mil referente às verbas rescisórias. Eles também terão direito a três parcelas do seguro-desemprego especial.

Logo após o resgate, foi firmado um termo de ajuste de conduta emergencial, no qual os empregadores reconhecem o vínculo trabalhista e se comprometem a pagar os valores calculados para cada trabalhador.

O MPT segue em negociação com as empresas flagradas com a situação de trabalho escravo para o pagamento de indenização por danos morais individuais.

Os resgatados seguiram para suas casas, todas em municípios do interior do estado, onde permanecem sob acompanhamento da assistência social.

A força-tarefa de resgate é formada por representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado.

MPBA cria programa de residência jurídica para bacharéis em Direito afroindígenas

Foto: MPBA

O Ministério Público da Bahia aprovou na terça-feira, 21, o programa de residência jurídica para bacharéis em Direito afroindígenas. Com a aprovação, serão criadas 30 vagas de residência, que visa capacitar os jovens bacharéis em Direito na área jurídica, garantindo-lhes experiência necessária para a formação profissional.

Segundo a procuradora de Justiça Márcia Virgens, o objetivo do projeto é promover o acesso à Justiça, a igualdade étnico-racial e colaborar para a desconstrução do racismo na sociedade, agregando ainda às vivências desses jovens as rotinas internas de elevados órgãos do Sistema de Justiça, como o próprio Conselho Superior do MP.

A procuradora de Justiça explica que a iniciativa alia o cumprimento da Recomendação do Conselho Nacional do Ministério Público, ao fomento de uma ampla política de promoção da igualdade no MP e o fortalecimento da atuação do Conselho Superior.

“Este parquet, cioso desta importante função ministerial para a sociedade, amplia o seu olhar; a sua escuta; e entende que, internamente, a política de igualdade também deve ser fortalecida; os espaços internos de luta pela igualdade devem ser ampliados, sobretudo nos mais altos níveis da administração superior desta Instituição, possibilitando que os jovens bacharéis de Direito adentrem em espaço de poder da mais elevada instância do Ministério Público do Estado da Bahia”, registra Márcia Virgens.

Para implantação do programa, o MP buscará firmar parcerias com órgãos como as Secretarias Estaduais de Promoção da Igualdade Racial e de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

 

MPT abre inquérito para apurar denúncia de agressão a doméstica de Salvador

Foto: Reprodução/TV Bahia

O Ministério Público do Trabalho instaurou inquérito civil para apurar as denúncias de maus-tratos feitas por uma mulher que trabalhava como empregada doméstica em uma residência do bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

O procedimento vai investigar a regularidade na relação de trabalho e as alegações de agressões e maus-tratos feitas pela trabalhadora. O caso tornou-se público após registro de ocorrência policial na 7ª Delegacia, que está acompanhando o caso e que já teria inclusive emitido guia para a realização de exame de corpo de delito.

Em relatos publicados na imprensa, Gleide das Graças Idalan de Jesus, 53 anos, afirma que as agressões ocorreram na última sexta-feira, 17. Segundo a trabalhadora, teriam ocorrido agressões verbais, tentativas de humilhação, agressões com socos e até tentativa de impedir sal saída do local de trabalho.

Os relatos iniciais foram feitos à Delegacia de Polícia, que deverá ser oficiada pelo MPT para remeter cópia do inquérito a fim de permitir que o MPT avance na apuração dos aspectos trabalhistas do caso.

Câmara aprova projeto de lei que determina proteção imediata à vítima de violência contra a mulher

Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 21, o Projeto que determina a concessão imediata de medidas protetivas de urgência às mulheres a partir da denúncia a qualquer autoridade policial ou a partir de alegações escritas. O projeto teve origem no Senado Federal e segue para sanção presidencial.

A autora do projeto, a então senadora e atual ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirma que o objetivo do texto é evitar interpretações diversas de juízes ou policiais, que se valem de supostas brechas para não conceder a proteção, deixando de aplicar a lei.

Segundo o texto, o projeto altera a Lei Maria da Penha e também prevê que as medidas protetivas poderão ser indeferidas no caso de avaliação pela autoridade de inexistência de risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes.

Outro trecho que será acrescentado à lei estabelece que as medidas protetivas serão concedidas independentemente da tipificação penal da violência, do ajuizamento de ação penal ou cível, da existência de inquérito policial ou do registro de boletim de ocorrência. As medidas devem vigorar enquanto persistir risco à integridade da vítima ou de seus dependentes.

O projeto também inclui novo artigo na Lei Maria da Penha especificando que ela se aplica a todas as situações de violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da causa ou da motivação desses atos ou da condição do ofensor ou da ofendida.

As informações são da Agência Senado

Câmara dos Deputados aprova MP que cria Programa de Prevenção ao assédio e violência sexual

Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 07, a Medida Provisória que institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual, à Violência Sexual e aos demais Crimes contra a Dignidade Sexual. O documento será enviado ao Senado.

De acordo com o texto, o programa se aplica a todas as instituições de ensino privadas que prestem serviços públicos por meio de concessão, permissão, autorização ou qualquer outra forma de delegação. Nesses casos, as normas serão definidas por um regulamento.

Entretanto, nas duas primeiras etapas do ambiente escolar (educação infantil e ensino fundamental), o programa será restrito à formação continuada dos profissionais de educação, sem abordagem do tema com os alunos.

A Medida Provisória ainda aplica-se à administração pública direta e indireta, federal, estadual, distrital e municipal.

Para a caracterização dos crimes, deverão ser usados os conceitos do Código Penal, da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Criança e do Adolescente.

A MP, de autoria da deputada federal Alice Portugal (PcdoB-BA), tem o objetivo de:

  • prevenir e enfrentar a prática desses crimes nos órgãos e entidades públicos e privados abrangidos;
  • capacitar os agentes públicos para o desenvolvimento e a implementação de ações destinadas à discussão, prevenção, orientação e solução do problema nesses órgãos e entidades;
  • implementar e disseminar campanhas educativas sobre as condutas e os comportamentos que caracterizem o assédio sexual e demais crimes para informar e conscientizar os agentes públicos e a sociedade sobre como identificar a ocorrência de condutas ilícitas e a rápida adoção de medidas para sua repressão.

A MP também determina que os órgãos e entidades devem elaborar ações e estratégias para prevenir esses crimes a partir de sete diretrizes:

  • esclarecer sobre os elementos que caracterizam o assédio sexual e demais crimes;
  • fornecer materiais educativos e informativos com exemplos de condutas que possam ser caracterizadas como assédio sexual ou outro crime contra a dignidade sexual, ou qualquer forma de violência sexual, de modo a orientar a atuação de agentes públicos e da sociedade em geral;
  • implementar boas práticas para prevenção desses crimes no âmbito da administração pública;
  • divulgar a legislação pertinente e as políticas públicas de proteção, acolhimento, assistência e garantia de direitos às vítimas;
  • divulgar aos servidores, órgãos, entidades e demais atores envolvidos os canais acessíveis para a denúncia da prática desses crimes;
  • estabelecer procedimentos para o encaminhamento de reclamações e denúncias desses crimes, assegurados o sigilo e o devido processo legal;
  • criar programas de capacitação, na modalidade presencial ou a distância.

A MP prevê que qualquer pessoa que tiver conhecimento da prática desses crimes tem o dever legal de denunciá-los e de colaborar com os procedimentos administrativos internos e externos. Devem ser investigadas eventuais retaliações contra vítimas desses crimes, contra testemunhas ou auxiliares em investigações ou processos.

As informações são da Agência Câmara de Notícias

LUÍS EDUARDO MAGALHÃES: PF deflagra operação de combate a fraudes no INSS

Foto: Divulgação/PF

Na manhã desta quarta-feira, 22, a Polícia Federal deflagrou a Operação “Falsa Mortis”, em Luis Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, com o objetivo de desarticular uma suposta associação criminosa especializada na obtenção de benefícios previdenciários mediante fraudes contra o INSS.

A ação da PF ocorreu após investigações do Núcleo de Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, que levou à identificação de um esquema criminoso relacionado ao pagamento indevido de benefícios de Pensão por Morte e Salário-Maternidade, concedidos pelo INSS com base em documentos falsificados e vínculos empregatícios inexistentes.

Foram cumpridos 02 mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Barreiras, para obtenção de elementos complementares de prova sobre a prática dos delitos investigados.

A Justiça também autorizou a quebra do sigilo de dados dos equipamentos de informática apreendidos, bem como acesso imediato aos aparelhos eletrônicos encontrados na posse das pessoas investigadas.

Segundo as investigações, existe o envolvimento de servidores de Cartórios de Registros de Pessoas Naturais de diversos municípios da Bahia e do Paraná que, supostamente em conluio com escritórios de contabilidade, fraudavam benefícios da espécie, pensão por morte e salário-maternidade se utilizando de documentação falsa.

ITABUNA: Justiça condena Governo da Bahia a indenizar paciente em R$ 10 mil

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia condenou o governo estadual a pagar R$ 10 mil em danos morais a uma mulher de Itabuna, sul do estado, que aguardou 36 dias para fazer uma cirurgia de emergência para retirada de um tumor.

A paciente foi diagnosticada com tumor benigno raro dos nervos auditivo ou vestibulares, e, como tratamento, o médico responsável pelo caso solicitou a realização de procedimento cirúrgico emergencial. 

Com o quadro grave, ela foi internada no Hospital de Base de Itabuna no dia 2 de novembro de 2021, mas precisava ser transferida para outra unidade de saúde, o que só aconteceu no dia 7 de dezembro de 2021.

Segundo a mulher, o episódio aconteceu após o parto do seu segundo filho, que teve seu aleitamento materno interrompido em razão do ocorrido.

Em primeira instância, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna havia estabelecido o pagamento de R$ 5 mil em danos morais. A vítima recorreu ao TJBA.

Ao analisar o caso, a relatora Maria do Rosário Passos da Silva Calixto, da Segunda Câmara Cível do TJBA, dobrou o valor da indenização.

“Acordam os desembargadores integrantes da Segunda Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, em CONHECER e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao recurso de apelação, para majorar os danos morais arbitrados para o patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais), bem como condenar a apelada ao pagamento da verba sucumbencial no percentual de 20% sobre o valor da condenação”, concluiu a magistrada.

As informações são do Bahia Notícias 

DPE-BA cria “Mesa de Negociação” de dívidas

Foto: DPE-BA

A Defensoria Pública do Estado da Bahia lançou na quinta-feira, 16, o projeto “Mesa de Negociação”. A iniciativa pretende promover acordos extrajudiciais entre assistidos e instituições financeiras, comerciais, prestadoras de serviços e entidades que atuam com operações de crédito.

De acordo com a coordenadora do Nudecom, Ariana de Souza, o projeto busca uma solução mais satisfatória para consumidores e empresas.

“O projeto amplia a atuação da Defensoria e traz para auxílio pessoas que não estão enquadradas na lei de superendividados, ou seja, pessoas classificadas apenas como endividadas. Vamos atuar como elo qualificado na busca por bons acordos, sem judicialização. Além disso, vamos promover entre os assistidos(as) momentos de capacitação e educação para gerenciarem suas vidas financeiras”, acrescentou a defensora pública.

UBAITABA: Ex-prefeita é condenada a devolver R$ 94 mil ao erário estadual

Foto: Divulgação

A ex-prefeita de Ubaitaba, sul da Bahia, Sueli Carneiro da Silva Carvalho, foi condenada pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver R$ 94.052,08 ao erário estadual. A ex-gestora também deve pagar multa de R$ 1,5 mil.

Os valores foram estabelecidos após o TCE julgar as contas de um convênio firmado entre o município e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia para serviços de pavimentação asfáltica e drenagem superficial em ruas de Ubaitaba.

A Primeira Câmara do Tribunal identificou irregularidades na execução do convênio, como inexecução parcial do objeto conveniado, atraso na prestação de contas da 2ª parcela do ajuste e pendências não saneadas.

Os conselheiros ainda decidiram aplicar multa de R$ 1 mil ao atual prefeito, Asclepíades de Almeida Queiroz, pela omissão no saneamento da prestação de contas da segunda parcela do convênio, não adoção das medidas legais cabíveis voltadas à responsabilização da ex-gestora e não devolução tempestiva do saldo do convênio.

Também foi imputado débito ao município de Ubaitaba, no valor de R$ 918,07, referente ao saldo existente na conta do convênio, devidamente corrigido, e expedida recomendação à Conder