Terca-Feira, 13 de outubro de 2026
Justiça no Interior

CATU: MP promove audiência pública sobre enfrentamento da violência contra a mulher

Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia promove na sexta-feira, 31, uma audiência pública com o tema “O enfrentamento da violência contra a mulher” no município de Catu, na região metropolitana de Salvador. A audiência é uma realização da por meio da 1ª Promotoria de Justiça em conjunto com a 1ª Vara Criminal  e acontece às 8h, no Clube dos Empregados da Petrobrás.

A sessão vai ser conduzida pelo promotor de Justiça Thomas Bryann Freitas do Nascimento e pela juíza Débora Magda Peres Moreira. A reunião vai apresentar à população de Catu o “Projeto Fênix: ressignificando as relações”, desenvolvido de forma interinstitucional para enfrentar a violência contra a mulher na cidade.

O encontro tem como objetivos ouvir as demandas da sociedade civil, poderes públicos e iniciativa privada a respeito da temática; fomentar a discussão sobre o assunto e fortalecer o diálogo institucional; fortalecer a rede de proteção no Município; e estimular o desenvolvimento de projetos, iniciativas e políticas públicas de enfrentamento e prevenção à violência contra a mulher em Catu.

O Ministério Público convocou a audiência baseando-se no resultado de um levantamento, em que do total de ações penais ajuizadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Catu em 2022, 40% foram em razão de crimes baseados em violência de gênero contra mulheres.  

O MP também considerou a importância de apresentar à sociedade o “Projeto Fênix”, desenvolvido em parceria pela 1ª Promotoria de Justiça de Catu e pela Vara Criminal da comarca, com o apoio do  do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Polícia Militar, Polícia Civil e Conselho Municipal da Mulher.

SSP aprova plano de combate a violência contra povos originários

Foto: Ilustrativa/Alberto Maraux

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia aprovou o Plano de Atuação Integrada de Enfrentamento à Violência contra Povos e Comunidades Tradicionais. A ação foi publicada em portaria conjunta na edição da terça-feira, 28, do Diário Oficial do Estado.

O documento tem vigência até 2026 e foi criado em união com as Secretarias de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Justiça e Direitos Humanos, de Desenvolvimento Rural, além das Polícia Militar, Civil, Técnica e do Corpo de Bombeiros Militar. 

O plano também prevê a atuação em parceria com órgãos como as Polícias Federal e Rodoviária Federal, o Ministério da Justiça, Tribunais de Justiça, Defensorias Públicas, fundações, institutos e conselhos que possam contribuir na solução de conflitos em comunidades tradicionais.

O documento ainda identifica os municípios de Eunápolis, Itabela, Itamaraju, Porto Seguro, Prado e Santa Cruz Cabrália como áreas sensíveis para diligências integradas destes órgãos.

O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, destacou que a Força Integrada de Combate a Crimes Comuns Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais continua com  ações para proteção e combate. “Nosso objetivo é reduzir cada vez mais os crimes contra nossos povos originários. Desde o ano passado, reforçamos as ações no extremo Sul e continuaremos, juntos, atuando para reprimir delitos nessas áreas”, confirmou o gestor.

As informações são da Secretaria de Segurança Pública

SERRINHA: TCE condena ex-prefeito a devolver mais R$500 mil à cofres públicos

Foto: Prefeitura de Serrinha

O Tribunal de Contas do Estado da Bahia condenou o ex-prefeito de Serrinha, no nordeste baiano, Osni Cardoso de Araújo, a devolver a quantia de R$520.337,11 acrescido do valor de juros de mora e atualização monetária e pagar uma multa no valor de R$6 mil.

A decisão do TCE se deu em razão da desaprovação das contas do convênio 113/2010, firmado entre a prefeitura e a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab)/ Fundo Estadual de Saúde (Fesba), quando Osnir era gestor do município.

O convênio teve como objeto a reforma, adequação e ampliação do Hospital Municipal de Serrinha. A desaprovação da prestação de contas e demais sanções tiveram como causa a não prestação de contas das 2ª e 3ª parcelas do ajuste, a inexecução parcial do objeto e a violação de procedimentos legais na transferência de recursos.

FEIRA DE SANTANA: Justiça determina construção de espaço para artesãos no Shopping Popular

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que a Concessionária Feira Popular S/A e a Fundação Doimo, responsáveis pela construção do Shopping Popular de Feira de Santana, devem finalizar a obra do setor de artesanato do local.

Na mesma decisão, o TJBA mandou a Prefeitura concluir a obra da galeria exclusiva para artesãos na Rua Olímpio Vital.

A decisão liminar do juiz Nunisvaldo dos Santos considerou ação movida pelo Ministério Público da Bahia, assinada pelo promotor Ernesto Cabral de Medeiros. De acordo com a decisão, prefeitura e empresa tem um prazo de 60 dias para cumprimento das determinações.

Após a conclusão das obras, os artesãos representados pela Associação dos Artesãos de Feira de Santana deverão ser convocados para ocuparem os novos espaços. O Município de Feira de Santana também deverá garantir condições sanitárias e segurança no espaço provisório em que os artesão se encontram.

As atividades de artesanato do Centro de Abastecimento que deu lugar ao Shopping Popular são reconhecidas pelo Ipac como patrimônio histórico-cultural do Município e Estado.

Os artesãos foram deslocados para um local provisório, na rua Olímpio Vital, para que o antigo Centro de Abastecimento fosse demolido para dar lugar ao Shopping. No entanto, mesmo após a inauguração, os artesãos não foram realocados.

O juiz destacou que os artesãos não estão tendo “sua real importância” preservada e defendida pelo Poder Público, nem pelo empreendimento que gere o Shopping Popular. Ele considerou ainda que os artesãos, “categoria que colaborou com o nascimento de cidade”, estão sendo abandonados, o que “contribuirá para um verdadeiro apagão histórico, com indeléveis prejuízos histórico-culturais”.

STF decide que Estado deve indenizar família de vítima de bala perdida

Foto: Divulgação

O Supremo Tribunal Federal decidiu, na terça-feira, 28, que o Estado do Rio de Janeiro deverá indenizar a família do menino Luiz Felipe Rangel Bento Paz, de três anos, que morreu dentro de casa enquanto dormia, ao ser atingido na cabeça por uma bala perdida. O caso ocorreu em 2014 durante operação da Polícia Militar na Comunidade da Quitanda, em Costa Barros.

Ao analisar o caso, a 2º turma do STF seguiu divergente do ministro Gilmar Mendes, que entendeu que cabe ao estado provar a exclusão do nexo causal entre a morte e a operação policial, cujos riscos são previsíveis.

De acordo com os autos, o projétil não foi encontrado e, portanto, não houve perícia. O ministro Gilmar Mendes destacou, ainda, que os policiais não usavam câmeras corporais.

Mendes foi seguido pelos ministros André Mendonça, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski. De acordo com a decisão, a mãe do menino receberá indenização de R$ 100 mil, e a irmã e a tia receberão R$ 50 mil cada. Os valores deverão ser corrigidos.

No julgamento ficou vencido o relator, ministro Nunes Marques, que havia mantido a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro afastando a responsabilidade do estado pela morte, por não ter sido provado que o projétil teria partido das armas dos policiais.

CNJ realiza primeira Semana Nacional de Registro Civil

Foto: Reprodução

A Corregedoria Nacional de Justiça vai realizar entre os dias 8 e 12 de maio a “1.ª Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se!”. A ação vai mobilizar as Justiças Estadual e Federal para erradicar o sub-registro civil de nascimento no país e ampliar o acesso à documentação civil básica a todos os brasileiros e a todas as brasileiras, especialmente para a população socialmente vulnerável.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2,7 milhões de pessoas não possuem certidão de nascimento.

A iniciativa é uma das primeiras ações do Programa de Enfrentamento ao Sub-registro Civil e de Ampliação ao Acesso à Documentação Básica por Pessoas Vulneráveis, estabelecido pelo Provimento n. 140/2023.

“O projeto traz reflexos concretos no cotidiano daqueles que dependem diariamente da atuação estatal para condições mínimas de dignidade e existência”, destaca o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão.

A regularização dos documentos civis possibilita o acesso a direitos básicos, como o atendimento em postos do Sistema Único de Saúde, em programas de auxílio governamental, além de acesso à matrícula em escolas ou a posto de trabalho.

Os interessados em obter a certidão de nascimento poderão declarar hipossuficiência e requerer a gratuidade por meio de um formulário eletrônico. Os oficiais de registro civil das pessoas naturais serão ressarcidos por todos os atos gratuitos que praticarem em decorrência do projeto.

A iniciativa é voltada, especialmente, para a população em situação de rua. A iniciativa da Corregedoria também vai atender refugiados, povos originários, ribeirinhos, pessoas que se encontram em cumprimento de medidas de segurança ou situação manicomial, população carcerária e egressos do cárcere.

A estratégia, que deverá ser repetida ao menos uma vez ao ano, será implementada, na esfera local, pelas Corregedorias-Gerais de Justiça, com o apoio dos oficiais de registro civil das pessoas naturais. Esses deverão atender, com prioridade, às solicitações de certidão previstas no programa.

O evento contará ainda com o apoio da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e demais associações de registradores civis para viabilizar a certidão de nascimento da população desprotegida social e economicamente.

As informações são da Agência CNJ de Notícias

MUTUÍPE: Justiça determina que plano de saúde deve custear medicamento canabidiol para criança com paralisia

Foto: TRF4/Reprodução

O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que a Sul América Companhia Seguro Saúde deve custear um medicamento à base de canabidiol a uma criança, de 9 anos, na cidade de Mutuípe, na região do Vale Jiquiriçá.

A criança foi diagnosticada com paralisia cerebral atáxica, transtorno do espectro autista e deficiência intelectual, e, nos autos, a família afirma que ele precisa do medicamento como parte do tratamento.

No caso em questão, a família da criança comprovou a incapacidade financeira para custear o tratamento. O medicamento custa, em média, R$1.000,00 (frasco de 30ml) e tem que ser utilizado pelo paciente de modo diário e contínuo, duas vezes ao dia.

A Vara dos Feitos de Relação de Consumo, Cível e Comercial de Matuípe acolheu o pedido da família e estabeleceu que o plano forneça o medicamento canabidiol 300mg – 100mg, fracos 30ml, no prazo máximo de 10 dias, sob pena de imposição de multa diária de R$500 a no máximo R$20.000,00.
O plano de saúde recorreu ao TJBA, alegando que a medicação não possui cobertura contratual, porém teve o recurso negado.

Ao analisar o caso, o relator, desembargador João Augusto Alves de Oliveira Pinto, entendeu que a demora no fornecimento do remédio pode resultar no “agravamento do estado de saúde” da criança.

“Pois bem, acertado o entendimento esposado pelo MM. Juiz de primeiro grau, não há que se falar em modificação do julgado por inexistência de obrigação de cobertura de tratamentos tão somente por ausência de previsão em rol obrigatório da ANS, dado o caráter não exaustivo da listagem de procedimentos. Com efeito, havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento de não estar previsto no rol de procedimentos da ANS [Agência Nacional de Saúde]… Do exposto, NÃO ATRIBUO EFEITO SUSPENSIVO ao recurso”, concluiu o relator.

As informações são do Bahia Notícias

MANSIDÃO: PF deflagra operação contra fraudes no PIS

Foto: Divulgação/Polícia Federal

Na manhã desta quarta-feira, 29, a Polícia Federal deflagrou a Operação
ILLUSTRIUS ADMISSIONE, visando desarticular associação criminosa especializada na obtenção de recursos do Programa de Integração Social-PIS, mediante a operacionalização de recebimentos indevidos, em Mansidão, oeste da Bahia.

A ação é decorrente de investigação desenvolvida pelo Núcleo de Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Delegacia de Polícia Federal de Barreiras, que identificou um esquema relacionado à contratação fictícia de funcionários por prefeituras municipais, objetivando o recebimento de indenizações e rendimentos do Programa de Integração Social.

A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão, no município de Mansidão expedido pela Justiça Federal de Barreiras. O mandado judicial também autoriza a quebra do sigilo de dados dos equipamentos de informática apreendidos, bem como o acesso imediato aos aparelhos eletrônicos encontrados com os investigados.

As investigações apontam para o cadastramento fraudulento de trabalhadores rurais da região em vínculos de emprego urbano no CNIS, gerando direitos trabalhistas e sociais percebidos irregularmente, em evidente prejuízo ao fundo mantenedor do PIS, composto por recursos federais.

Os envolvidos são investigados pela prática dos crimes de estelionato majorado, inserção de dados falsos em sistemas de informações e associação criminosa, sendo que as penas somadas podem atingir o patamar máximo de 20 anos de reclusão.

VALENÇA: DPE abre seleção de estágio em Direito

Foto: DPE-BA/Divulgação

Por: Justiça no Interior

Estão abertas as inscrições para seleção de estágio para estudantes de Direito para atuarem na Defensoria Pública do Estado da Bahia, em Valença, no sul do estado. A seleção visa o preenchimento de uma vaga + formação de cadastro reserva.

Para se inscrever, os interessados devem enviar o currículo e o histórico escolar até a segunda-feira, 03, para o e-mail [email protected]

A pessoa selecionada deve cumprir a carga horária de 25h semanais e vai receber uma bolsa no valor de R$953,00 mais auxílio transporte.

Os currículos e históricos escolares serão analisados e posteriormente os candidatos vão passar por entrevistas.

PORTO SEGURO: Operação prende acusados da morte de indígena

Foto: SSP-BA

Na manhã de terça-feira, 28, forças de segurança estaduais e federais realizaram uma operação integrada para elucidar a morte do indígena Carlone Gonçalves da Silva, ocorrida na cidade de Porto Seguro, sul da Bahia, em setembro de 2022.

Carlone desapareceu no dia 21 de setembro do ano passado, quando se deslocava entre as aldeias de Cassiana e Boca da Mata, em Porto Seguro. O corpo dele foi encontrado 21 dias depois, em estado de esqueletização.

Durante a operação, dois indígenas que estavam com a vítima e, segundo investigações, participaram do assassinato foram presos. Ambos possuíam mandados de prisão. Um terceiro indígena foi conduzido de forma coercitiva e prestar depoimento, em Eunápolis.

A Delegacia Territorial de Trancoso, responsável pela investigação, apura ainda se a morte de Carlone tem algum tipo de relação com um estupro coletivo sofrido pela sua esposa, em janeiro de 2022, dentro de uma aldeia.