Quinta-Feira, 16 de julho de 2026
Justiça no Interior

PF cumpre mandados da “Operação Lesa Pátria” na Bahia

Foto: Divulgação/PF

Na manhã desta sexta-feira, 17, a Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que participaram, financiaram, omitiram-se ou fomentaram os atos antidemocráticos de 08 de janeiro.

Estão sendo cumpridos 46 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal.

Segundo a PF, os fatos investigados constituem os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

GANDU: OAB lança campanha “Nenhuma Mulher a Menos”

Foto: Divulgação

 

Por Justiça no Interior

 

A Ordem dos Advogados do Brasil – subseção de Gandu realiza, durante todo o mês de março, a campanha “Nenhuma Mulher a Menos”. A iniciativa tem o objetivo de combater a cultura do machismo, violência contra as mulheres e o femincídio.

 

A campanha foi lançada na quinta-feira, 02 e segue com atividades até o dia 30 de março, quando a subseção vai realizar uma palestra com a advogada Lara Kauark e o grupo coletivo jurídico Daz Mariax. 

 

A campanha “Nenhuma Mulher a Menos” foi lançada após  um  caso de feminicídio na cidade. No caso em questão, uma professora de 39 anos foi encontrada morta a facadas em sua casa, no  dia 18 de fevereiro de 2023. 

Segundo as investigações, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento.

CANUDOS: MPF e MPBA pedem que justiça impeça o funcionamento de complexo eólico

Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal e o Ministério Público da Bahia ajuizaram ação conjunta requerendo a suspensão imediata das licenças ambientais do Complexo Eólico Canudos, instalado na região do Raso da Catarina, município de Canudos. A ação, ajuizada em 9 de março, também busca impedir o funcionamento do complexo eólico, em razão das irregularidades constatadas.

O MPF e o MPBA acionaram o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos., a Voltalia Energia do Brasil e as usinas Eólicas Canudos II e III. 

Segundo os processantes, em 2019 associações de comunidades tradicionais da caatinga manifestaram preocupação com a instalação do parque eólico e os impactos que ele poderia causar sobre a fauna e vegetação locais. Em denúncia enviada ao MPBA, ressaltaram que o lugar escolhido pelo empreendimento constitui área de ocorrência da arara-azul-de-lear, ave que está em risco de extinção.

As apurações conduzidas pelos MPs concluíram que o Inema concedeu a licença ambiental sem a devida observância da Resolução Conama. O regramento exige a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental e a realização de audiências públicas para a implantação de empreendimentos inseridos em áreas de ocorrência de espécies ameaçadas de extinção ou de endemismo restrito, bem como em áreas de concentração ou rotas de aves migratórias.

A perícia realizada pelo MPF apontou que, além da arara-azul-de-lear, foram identificadas nas áreas de influência do empreendimento, mais quatro espécies ameaçadas de extinção: Tolypeutes tricinctus – tatu-bola; Crypturellus noctivagus – jaó-do-sul; Leopardus pardalis – jaguatirica; e Leopardus tigrinus – gato-do-mato-pequeno, além de espécies de morcegos de endemismo restrito à região de Caatinga e 24 espécies de aves migratórias ou parcialmente migratórias. Em relação à flora, a perícia apontou que estão presentes na área espécies proibidas de corte, como a Spondias tuberosa (umbuzeiro) e a Syagrus coronata (licurizeiro).

Na ação, os Ministérios Públicos Estadual e Federal pedem liminarmente a suspensão imediata da Licença Prévia, da Licença de Instalação e da Licença de Operação; e que as empresas acionadas se abstenham de operar e fazer funcionar o complexo até que seja elaborado o EIA/Rima e realizada audiência pública, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.

Requerem, além da confirmação da medida liminar, a declaração da nulidade das licenças, determinando-se a nova tramitação do processo de licenciamento ambiental da forma prevista na legislação vigente.

CONFIRA A AÇÃO

TEIXEIRA DE FREITAS: TCE condena ex-prefeito e herdeiros do antecessor a devolverem R$ 984,8 mil ao estado

Foto: Wesley Morau

O Tribunal de Contas do Estado condenou o ex-prefeito de Teixeira de Freitas, João Bosco Bittencourt e os herdeiros do seu antecessor, Aparecido Rodrigues Staut, a devolverem R$ 984.887,03 ao erário estadual. A decisão foi tomada em sessão da 2ª Câmara do TCE, na quarta-feira, 15.

Segundo o Tribunal, foram encontradas irregularidades na execução de um convênio, entre a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e o município, com o objeto de construir uma unidade de referência em hemodiálise, integrante do Complexo Hospitalar Regional de Teixeira de Freitas.

O ex-prefeito João Bosco Bittencourt também terá que pagar multa de R$ 3 mil, em razão da não execução do objeto conveniado e do abandono da obra sem funcionalidade, frustrando a expectativa da população que seria beneficiada.

EUNÁPOLIS: Programa de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher é lançado

Foto: SSP-BA

Nesta terça-feira, 14, a 7ª Companhia Independente de Polícia Militar lançou o Programa de Prevenção à Violência Contra à Mulher, Provida. A ação tem a intenção de ampliar o combate e enfrentamento à violência de gênero em Eunápolis e região. O projeto foi lançado durante solenidade no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – subseção de Eunápolis.

O comandante da 7ª CIPM, major Vagner Gonçalves Ribeiro, explicou que a unidade conta com profissionais qualificados e outros policiais também passarão por formações para atender o público.

“Estamos criando um atendimento especializado para atendimento das ocorrências que envolvam violência doméstica. Também realizaremos a sensibilização do público masculino com palestras, rodas de conversa e encontros na sede da unidade e em ambientes profissionais”, explicou o oficial, ao lembrar que as ações de conscientização também ocorrerão em comunidades dos povos tradicionais indígenas e rurais.

A superintendente de Prevenção à Violência da Secretaria da Segurança Publica, major Denice Santiago, participou do lançamento do projeto e falou sobre as ações da pasta para reprimir este tipo de crime durante a palestra ‘Atuação da SSP/BA no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher: experiências e experimentações’.

“Estamos participando do processo de formação do Provida e permaneceremos como ponto focal para articulações institucionais”, frisou a oficial. A superintendente também garantiu que a Sprev acompanhará a iniciativa para verificar a replicabilidade.

Também participaram da iniciativa o comandante do CPR Sul, coronel Vanderval Menezes, o comandante do 8° Batalhão PM (Porto Seguro), tenente-coronel Alexandre Costa, a prefeita de Guaratinga, Marlene Dantas, o presidente da OAB, Zaquel Muniz, a representante da Aldeia Recanto da Patioba de Itapebi, a indígena Irapina Barbosa da Conceição e outras autoridades.

EUCLIDES DA CUNHA: Operação apreende R$ 12 milhões com família acusada de extorsão

Foto: SSP-BA

A Operação ‘Laksya’, deflagrada nesta quarta-feira, 15, contra um grupo familiar acusado de extorsão e ameaças em Euclides da Cunha e região, aprendeu R$ 12 milhões. A ação foi realizada pelo Ministério Público da Bahia, em parceria com a Secretaria da Segurança Pública.

Na Operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal de Euclides da Cunha. O objetivo é reunir provas contra uma suposta organização criminosa formada por familiares.

De acordo com o delegado Jackson Carvalho, integrante da Corregedoria-Geral da SSP-BA, cerca de R$ 700 mil foram apreendidos em espécie. “Os alvos eram investigados por ameaça e extorsão”, explicou o policial.

As investigações apontam que, desde 2015, o grupo familiar passou a extorquir vítimas, ameaçando-as de mortes, à mão armada, para pagamentos de sucessivos empréstimos, cobrados com juros exorbitantes, em valores que chegam até R$ 150 mil.

Segundo as investigações, há indícios de que os delitos são praticados com divisão e orquestração de tarefas, o que caracteriza o crime de organização criminosa.

CAIRU: MPF pede revogação de autorização para empreendimento na Ilha de Boipeba

Foto: Eric Luis Carvalho/G1

O Ministério Público Federal encaminhou, na terça-feira, 14, requerimento ao Governo da Bahia cobrando a imediata revogação da do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, que autorizou a emissão de licença de instalação para um empreendimento turístico-imobiliário na Ilha de Boipeba, em Cairu. Segundo o MPF, a área é pública federal reservada a comunidades tradicionais.

Nos ofícios, o MPF pediu também que o gestor determine ao Inema que não autorize, nem licencie, qualquer empreendimento em áreas públicas federais, principalmente aquelas que envolvam comunidades tradicionais protegidas constitucionalmente, em especial nas áreas das comunidades Cova da Onça, Monte Alegre, Moreré, Boipeba, Garapuá e Batateira, em Cairu.

Outro requerimento foi enviado à Superintendência do Patrimônio da União na Bahia para que cancele, de imediato, qualquer inscrição de ocupação ou ato similar em favor da empresa Mangaba Cultivo de Coco, ou quaisquer de seus sócios ou sucessores, pessoas físicas ou jurídicas. 

A SPU deve ainda avaliar, de forma conjunta, a situação de todos os bens da União nas Ilhas de Tinharé e Boibepa, garantindo o uso sustentável do território em favor das comunidades tradicionais.

De acordo com os procuradores da República Ramiro Rockenbach e Paulo Marques, que assinam os ofícios, as medidas objetivam assegurar a devida proteção aos direitos dos povos e comunidades tradicionais. Nos documentos, eles destacam que a atuação do Inema tem sido obstáculo ao modo de ser, viver e existir das comunidades tradicionais na Bahia.

“O órgão ambiental tem em seus quadros dezenas de servidores e servidoras dedicados e comprometidos com a temática socioambiental. Há, no entanto, grave postura no poder decisório”, ressaltam.

Os ofícios foram enviados após o Inema autorizar a emissão de licença para um empreendimento imobiliário de cerca de 1.651 hectares, que o grupo econômico Mangaba Cultivo de Coco pretende instalar na Fazenda Castelhanos, antiga Fazenda Cova da Onça, em área que equivale a quase 20% da Ilha de Boipeba. 

O projeto inicial prevê 69 lotes para residências fixas e de veraneio, duas pousadas com 3.500 m² cada, além de mais 82 casas, parque de lazer, píer e infraestrutura náutica, aeródromo e área para implantação de um campo de golfe de 3.700.000 m².

De acordo com o MPF, o projeto viola as diretrizes e recomendações do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental Tinharé-Boipeba. 

CONFIRA OS OFÍCIOS GOVERNO DO ESTADO, À SEMA E À SPU

Mulher que foi despejada indevidamente em Salvador será indenizada por danos morais

Foto: Reprodução/TV Bahia

No dia 24 de fevereiro, a Justiça Federal determinou que a União deve indenizar uma mulher, moradora de Salvador, que foi despejada indevidamente de sua casa. A decisão veio após atuação da Defensoria Pública da União. A mulher vai receber R$ 30 mil em indenização por danos morais, com incidência de juros e correção monetária.

A mulher foi despejada em 2019, após a Justiça acolher um pedido da Caixa Econômica Federal, que determinou a reintegração de posse de 57 unidades habitacionais do Condomínio Residencial das Margaridas do Programa Minha Casa Minha Vida, que teriam sido invadidas por pessoas não beneficiárias.

Entretanto, como a cidadã havia sido contemplada no Minha Casa, Minha Vida e ocupava regularmente seu apartamento, a DPU conseguiu na Justiça a revogação da ordem de reintegração de posse do imóvel dela. Apesar disso, em agosto de 2019, ela foi retirada de seu lar em uma operação realizada no condomínio que contou com a presença de diversos agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Estadual e da Polícia Militar, além de oficiais de justiça e representantes da Caixa.

“Ao ter notícia, por meio de um veículo de TV, de que aquela senhora que estava com seu filho de um ano nos braços, tentando explicar que seu imóvel não estava na lista dos que seriam desocupados, desloquei-me para o condomínio e consegui comprovar que ela tinha o direito de permanecer em seu apartamento”, explica o defensor público federal André Ribeiro Porciúncula, que atuou no caso.

De acordo com o defensor, a mulher passou por grande transtorno moral e abalo psicológico, pois seu direito de ocupar o imóvel só foi reconhecido quando seus móveis já estavam todos no caminhão de mudança.

“Como houve ampla divulgação na mídia e exposição diante de seus vizinhos, a situação ocasionou elevada sensação de impotência e humilhação à cidadã, que vivenciou momentos de tormentosa violação aos seus direitos da personalidade”, comenta Porciúncula, que ingressou, em seguida, com um pedido de indenização por danos morais contra a União

EUCLIDES DA CUNHA: MP deflagra operação contra grupo investigado por extorsão

Foto: Divulgação/MPBA

Na manhã desta quarta-feira,15, o Ministério Público da Bahia deflagrou Operação ‘Laksya’, contra um grupo familiar acusado de extorsão e ameaças em Euclides da Cunha e região.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal de Euclides da Cunha. O objetivo é reunir provas contra uma suposta organização criminosa formada por familiares.

As investigações apontam que, desde 2015, o grupo familiar passou a extorquir vítimas, ameaçando-as de mortes, à mão armada, para pagamentos de sucessivos empréstimos, cobrados com juros exorbitantes, em valores que chegam até R$ 150 mil.

Segundo o MP, os sete investigados teriam exigido a entrega de imóveis como forma de pagamento. Há indícios de que os delitos são praticados com divisão e orquestração de tarefas, o que caracteriza o crime de organização criminosa.

A operação conta com o apoio do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil e da Força-Tarefa da Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública.

Acordo entre TST e União encerra mais de 20 mil processos

Foto: Divulgação

O Tribunal Superior do Trabalho celebrou na segunda-feira, 13, um Acordo de Cooperação Técnica com a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da União que deve encerrar cerca de 20 mil processos em tramitação no Tribunal. O acordo visa reduzir a litigiosidade. Os processos tratam da responsabilidade subsidiária de entes públicos.

Segundo o presidente do TST, ministro Lelio Bentes Corrêa, o acordo permite a satisfação das demandas judiciais de milhares de pessoas em todo país e racionaliza os esforços da AGU, além de desafogar a Justiça do Trabalho.

O ministro lembrou que, em 2019, a União estava entre os 10 maiores litigantes, situação que, segundo ele, advinha de uma diretriz de recorrer sempre e em tudo. Mas, a partir da sensibilidade da AGU, foram criadas equipes para separar as ações com impactos orçamentários das outras causas de menor repercussão. A racionalização, a seu ver, permite concentrar esforços nas causas de maior relevância.

Para o ministro Jorge Messias, advogado-geral da União, o tema da responsabilidade subsidiária da administração pública, no âmbito dos contratos de terceirização de mão de obra, tem grande impacto social. 

“O volume de processos nas instâncias extraordinárias, com tantos recursos pendentes, demonstra que essas pessoas que prestaram serviços à União estão sem receber a contraprestação pelo trabalho”. Ele também observou o baixo valor dessas ações – que representam, na maioria das vezes, dois meses de salários. 

Pelo acordo, serão encerradas ações com valores até trinta salários mínimos, e nos valores acima disso haverá conciliação com percentual de deságio.

As informações são do TST