Quinta-Feira, 16 de setembro de 2026
Justiça no Interior

Operação Eirene II: Justiça bloqueia R$ 12 milhões de investigados por crimes na Bahia

imagem: Flávia Vieira/SSP-BA

Medida judicial atingiu bens e ativos de investigados durante operação que cumpriu mandados de prisão em Jequié, Vitória da Conquista e Brumado.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 12 milhões em bens e ativos de investigados durante a Operação Eirene II, realizada nesta quarta-feira (16). A ação também cumpriu mandados de prisão na Bahia e em outros três estados.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a investigação apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Na Bahia, as forças de segurança cumpriram 21 mandados de prisão. Desse total, nove ocorreram em Jequié, seis em Vitória da Conquista e um em Brumado, todos no Sudoeste baiano.

Bloqueio busca preservar patrimônio durante investigação

O bloqueio de bens e ativos representa uma das medidas adotadas pela Justiça durante a investigação. Com isso, os valores e patrimônios atingidos pela decisão ficam impedidos de circular ou ser movimentados nas condições habituais.

Além disso, a medida permite que as autoridades preservem recursos que podem ter relação com os crimes investigados. No entanto, o bloqueio não significa que a Justiça tenha confiscado definitivamente os valores.

Nesse sentido, a investigação ainda precisa esclarecer a origem dos bens e dos recursos, assim como a eventual participação de cada pessoa investigada nos crimes apurados.

Operação teve prisões no Sudoeste

Além das cidades do Sudoeste, as equipes também cumpriram mandados em Serrinha, Ilhéus, Mutuípe, Laje e Salvador.

Ao mesmo tempo, as forças de segurança cumpriram quatro mandados de prisão em São Paulo, cinco em Minas Gerais e um em Goiás. Ao todo, portanto, 32 pessoas foram presas em todo o país, conforme informou a SSP-BA.

Na Bahia, a operação reuniu equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, das Polícias Militar e Civil e da Polícia Federal.

Até o momento, as autoridades não divulgaram as identidades dos presos. Além disso, a investigação continua em andamento.

Por isso, as suspeitas atribuídas aos investigados ainda precisam ser apuradas no decorrer do procedimento. A Justiça também poderá analisar novas medidas conforme o avanço das investigações.

 


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