Sexta-Feira, 17 de julho de 2026
Justiça no Interior

ITABUNA: Unidade de combate à sonegação fiscal será implantada na cidade

Foto: Divulgação 

Nesta quarta-feira, 08, será implantada em Itabuna, região sul da Bahia, a nova unidade regional do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), responsável pela recuperação de R$ 98,5 milhões de 2020 até maio deste ano. Considerado referência no país, o Cira reúne o MPBA, o TJ-BA, as secretarias estaduais da Fazenda, da Segurança Pública e da Administração e a Procuradoria Geral do Estado. A inauguração será às 10 horas, no prédio da Inspetoria Fazendária da Costa do Cacau (Avenida José Soares Pinheiro, 1050, Centro).

Participam do ato os desembargadores do TJBA Lidivaldo Britto, Geder Gomes e Maria de Lourdes Medauar; a Procuradora-Geral de Justiça Adjunta, Wanda Valbiraci Caldas Figueiredo; o secretário da Fazenda do Estado e presidente do Cira, Manoel Vitório; o secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino; o procurador-geral do Estado, Paulo Moreno; e o promotor de Justiça Luís Alberto Vasconcelos Pereira, secretário-geral do Cira. 

Em todo o estado, o Cira tem unidades em Salvador e nas cidades de Feira de Santana, Vitória da Conquista e Barreiras. O novo escritório em Itabuna tem a intenção de intensificar o processo de interiorização do Comitê, que tem como alvos os débitos que representam crimes contra a ordem tributária.

As informações são do MPBA

PRESIDENTE DUTRA: Ex-prefeito é multado em R$ 6 mil por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal

Foto: Prefeitura de Presidente Dutra

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia emitiu parecer prévio, na sessão da quinta-feira, 02, recomendando a rejeição, pela câmara de vereadores, das contas da Prefeitura de Presidente Dutra, que fica ao centro-norte do estado. As contas são de responsabilidade do ex-prefeito Silvio Mario Alves Almeida, relativas ao exercício de 2020. 

A decisão se deu em razão da ausência de recursos em caixa para pagamento das despesas com restos a pagar no último ano do mandato do gestor, em descumprimento ao artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Após a aprovação do voto, com o parecer sugerindo a rejeição das contas, o conselheiro relator Fernando Vita, apresentou Deliberação de Imputação de Débito – DID, propondo multa de R$6 mil, pelas demais irregularidades apuradas durante a análise do relatório técnico.

Além disso, pelo descumprimento do artigo 42 da LRF, os conselheiros do TCM determinaram a formulação de representação ao Ministério Público Estadual, para que seja apurada a ocorrência de crime contra as finanças públicas, nos termos do artigo 359-C do Código Penal.

Em 2020, o município de Presidente Dutra teve uma receita arrecadada de R$41.024.781,72 e uma despesa executada de R$40.927.010,01, demonstrando um superávit orçamentário de execução de R$953.129,57. Em relação aos restos a pagar, os recursos deixados em caixa não foram suficientes para cobrir despesas de curto prazo, o que resultou em um saldo a descoberto de R$38.082.440,03, comprometendo o mérito das contas. A decisão ainda cabe recurso.

A informações são do TCM-BA

Prefeitura de Salvador e Estado da Bahia devem indenizar mulher por negligência médica na morte de seu esposo

Foto: Vydence Medical

A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça decidiu por acolher o recurso movido pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), em que uma mulher terá que ser indenizada no valor de R$ 312 mil, por conta da ocorrência de negligência médica na morte de seu marido. O tribunal decidiu de forma unânime, reformando a sentença do juízo de primeira instância.

Em sua argumentação, tanto na ação inicial como na apelação, a DPE-BA sustentou que o óbito esteve necessariamente vinculado a um conjunto de descuidos e omissões clínicas praticadas por médicos que, atuando na rede pública, prestaram seu atendimento. Dessa forma, cabe agora ao município de Salvador e ao Estado da Bahia, solidariamente, indenizar a assistida.

A indenização por danos morais foi estipulada em 100 mil reais com acréscimo de 1% de juros de mora ao mês a partir do falecimento do cônjuge da assistida, ocorrido em março de 2009, mais correção monetária desde a sentença. “O caso se aparentava perdido e, no entanto, no segundo grau, a justiça veio”, comentou o defensor público Astolfo Santos Simões, responsável pela ação de apelação.

O caso aconteceu em março de 2009 quando um homem de 59 anos se acidentou e machucou a cabeça e chegou a ficar desacordado por alguns minutos. Sua esposa chamou a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para prestar assistência. Houve considerável demora entre o recebimento da ocorrência e a partida da ambulância.

Além disso, apesar do caso ter sido sinalizado como de risco amarelo (gravidade moderada), não houve o necessário envio de médico(a) no primeiro socorro. Orientada por uma médica reguladora, uma enfermeira apenas ministrou um medicamento anti-hipertensivo. Não houve maior consideração sobre o trauma e foi rejeitada a necessidade de avaliação hospitalar.

Desde a ação inicial, nesse sentido, a Defensoria destacou que o relatório da perita do Ministério Público (MPBA) que examinou o caso apontou que “a desvalorização do mecanismo de trauma e a possibilidade de lesões graves clinicamente ocultas podem resultar no pior prognóstico [resultado]”.

No dia seguinte à queda e ao primeiro socorro, o homem foi levado ao Hospital Professor Eládio Lasserre, em Águas Claras, onde deu entrada. Aí também não recebeu o devido tratamento. O trauma sofrido na cabeça seguiu sendo menosprezado com exames e terapias preconizadas não sendo observadas, conforme apontou perícia do MPBA. Dois dias depois, Geraldo foi levado ao Hospital Geral do Estado, onde faleceu pouco após sua entrada.

Na ação de indenização inicial, movida em 2012, o defensor público Bruno Guerra que primeiro atuou no caso, fez observar que o artigo 57 do Código de Ética Médica prevê que é vedado ao médico “deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance em favor do paciente”.

As informações são da DPE-BA

JEQUIÉ: Ronda Maria da Penha completa dois anos com mais de 3 mil fiscalizações

Foto: Kelly Hosana

A Operação Ronda Maria da Penha (ORMP) de Jequié, região sudoeste da Bahia, realizou ao longo de dois anos de atuação no município mais de três mil fiscalizações de medidas protetivas, muitas delas reforçando para o agressor a finalidade da ordem judicial.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, a Operação procura acompanhar de perto os passos de agressores de mulheres para que eles não desrespeitem as normas impostas pela Justiça, com o intuito de proteger ainda mais ainda as vítimas de violência. 

Esta e outras ações da unidade apresentam números positivos durante esses dois anos, que é liderada pela tenente Patrícia Oliveira. “Alguns homens recebem o ordenamento, mas não acreditam que aquilo possa causar nenhum problema. Eles não sabem que, além de proteger a mulher vítima das agressões, nós também atuamos como uma unidade fiscalizadora, sempre reforçando que, caso ele descumpra aquele procedimento, ele pode ser conduzido e autuado”, contou a oficial.

Desde a implantação da unidade no município, Jequié registrou queda nos números de feminicídios. Em 2020, por exemplo, o município registrou três casos. Já em 2021, declinou para dois, e em 2022, até o mês de abril, nenhum caso foi registrado.

A ORMP assiste 157 mulheres vítimas de todos os tipos de violência, agressões físicas, verbais, psicológicas e sexuais. A unidade também já realizou cerca de sete mil abordagens a pessoas. “Aqui nós envolvemos todos os públicos em nossas ações. Mulheres, crianças e principalmente os homens, que fazem parte desse trabalho de conscientização”, disse a Tenente Oliveira. 

As informações são do Governo da Bahia

TANHAÇU: Ex-prefeito é multado em R$ 3 mil por rejeição das contas de 2020

Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia emitiu, na sessão da terça-feira, 31, um parecer prévio recomendando a rejeição – pela câmara municipal – das contas de governo e de gestão da prefeitura de Tanhaçu, região sudoeste. As contas são relativas ao exercício de 2020, de responsabilidade do ex-prefeito Jorge Teixeira da Rocha.

As contas foram reprovadas em razão da ausência de recursos em caixa para pagamento das despesas descritas como “restos a pagar”, o que viola o disposto no artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Pela irregularidade, foi determinada a formulação de representação ao Ministério Público Estadual, para que seja apurada a ocorrência de crime contra as finanças públicas, nos termos do artigo 359-C do Código Penal.

Após a aprovação dos votos, com o parecer sugerindo a rejeição, o conselheiro relator apresentou a Deliberação de Imputação de Débito – DID, propondo multa de R$3 mil pelas demais irregularidades apuradas durante as análises dos relatórios técnicos. A decisão ainda cabe recurso.

As informações são do TCM-BA

JUAZEIRO: MPBA aciona Hospital Regional para ampliar oferta de cirurgias eletivas vasculares

Foto: Ascom do HRJ

Na última quarta-feira, 01, o Ministério Público da Bahia ajuizou ação civil pública contra a Associação Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), responsável pela gestão do Hospital Regional de Juazeiro, e contra o Estado da Bahia. O MP pede a ampliação de vagas para cirurgias eletivas vasculares na unidade hospitalar. 

Segundo a promotora de Justiça Rita de Cássia Rodrigues Caxias, autora da ação, o Hospital Regional de Juazeiro está com a oferta de cirurgias eletivas vasculares insuficiente para atendimento da demanda reprimida que, em março deste ano, contava com 139 pacientes na fila de espera. O MP também ajuizou ação civil pública contra o Estado da Bahia. O Hospital Regional de Juazeiro é gerido atualmente pela OSID em contrato com o Estado da Bahia.

Na ação o MP requer, em tutela de urgência, que a Justiça obrigue os acionados a ampliarem imediatamente a oferta contínua de vagas para cirurgias eletivas vasculares, em quantidade suficiente ao atendimento da demanda.

“O objetivo é assegurar atendimento célere e efetivo aos pacientes, de modo a reduzir significativamente as filas de espera”, destacou a promotora de Justiça.  Ela ressaltou que o MP empreendeu diligências no sentido de identificar e buscar solucionar o problema de saúde pública no Hospital Regional de Juazeiro, mas não obteve êxito, recorrendo ao ajuizamento desta ação civil pública. 

“Mesmo com a substituição da gestão da unidade hospitalar, atualmente gerido pela OSID, permanece a situação verificada desde 2017, quando da instauração do procedimento pelo MP, com alta demanda reprimida e pouca oferta de vagas para realização de cirurgia eletiva vascular”, afirmou a promotora de Justiça.

As informações são do MPBA 

 

ILHÉUS: OAB-BA realiza ato de desagravo em favor de advogados que sofreram abordagem policial truculenta

Foto: Angelino de Jesus/OAB-BA

Na última sexta-feira, 03, a Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Bahia realizou um ato de desagravo em favor dos advogados Jacson Cupertino, presidente da OAB de Ilhéus, e Reinaldo Weber, presidente da Comissão de Direitos Humanos da subseção, que alegam ter sofrido uma abordagem policial truculenta no fim de março.

O caso teria acontecido nas proximidades da cidade de Itapé, no centro-sul baiano. De acordo com a denúncia, no dia 21 de março, Jacson e Reinaldo voltavam da cerimônia de posse da Diretoria da OAB-Itapetinga quando foram abordados por uma equipe do PM Tático Ostensivo Rodoviária. Segundo o relato, eles sequer conseguiram se identificar e durante todo tempo tiveram 4 fuzis apontados em suas direções. “A abordagem só parou quando disse que era filho e irmão de policiais. Então o sargento perguntou meu nome e, ao falar, este disse que conhecia meu irmão e meu pai”, relatou o presidente da OAB-Ilhéus. 

No ato de desagravo estiveram presentes a presidente da OAB-BA, Daniela Borges; a vice-presidente, Christianne Gurgel; a secretária-geral Esmeralda Oliveira e o tesoureiro Hermes Hilarião. 

Em seu primeiro pronunciamento, Daniela Borges reforçou o simbolismo e a posição representada pela seccional. “Estamos aqui em prol da defesa e fortalecimento da advocacia, o que significa defender e fortalecer os direitos daqueles que se veem diante de figuras que exercem o poder. Violações e violências como as que originaram este desagravo estão acontecendo sistematicamente em nosso país, e é essencial que a OAB esteja presente na luta contra o abuso de poder e o racismo estrutural que ampliam a violência e a desigualdade no Brasil”, pontuou. 

Em sua fala, o presidente da OAB-Ilhéus, Jacson Cupertino, descreveu a abordagem e pontuou que a sociedade padece de um racismo estrutural.”Só esse ano, o advogado Reinaldo Weber já sofreu oito abordagens violentas. Quantas vezes mais ele vai precisar ser abordado? O gatilho dele é disparado como uma metralhadora. A gente não pode se acostumar com isso. Eu não vou me acostumar nunca. Vou lutar até o fim”, destacou.

Com informações da OAB-BA e da OAB-Ilhéus 

PORTO SEGURO: Justiça leiloa terreno urbano avaliado em mais de R$ 82 milhões

Foto: Reprodução

Por: Justiça no Interior

A Vara Federal Cível e Criminal de Eunápolis, na região sul do estado, realiza até as 9h da terça-feira, 21 de junho, o leilão de um terreno urbano situado na foz do Rio Verde e foz do Rio Frades. O Leilão estará a cargo do Leiloeiro Oficial, Paulo Cezar Rocha Teixeira, JUCEB nº. 004627/00, nomeado pelo Juiz de Direito, Pablo Baldivieso.

O terreno possui 60.000 metros quadrados e se encontra em uma localidade conhecida como “Fazenda Reunidas Itaquena”, na cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia. O terreno está avaliado em R$ 82.840.200,00, mas o lance mínimo é de R$ 49.704.120,00.

Para participar do processo, o interessado deve efetuar cadastro prévio, no prazo de 24 horas de antecedência, através do site www.leiloesjudiciaisbahia.com.br, devendo, para tanto, os interessados, aceitar os termos e condições informados no site.

O imóvel pode ser parcelado com entrada de 25% e o restante pago em até 30 meses, observando algumas condições, que estão postas no edital.

Em 2022, 17 pessoas já foram resgatadas em condições análogas a escravidão na Bahia

Foto: MPT

Por: Justiça no Interior

17 pessoas já foram resgatadas em condições análogas a escravidão na Bahia durante fiscalizações de Trabalho Escravo realizadas por Auditores-Fiscais do Trabalho até o dia 13 de maio de 2022. Os dados constam no Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil, disponibilizado pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Previdência

O município de Santa Luzia,  região sul do estado, está no topo do ranking negativo. Dos 17 resgatados pelos Auditores do Trabalho, 16 foram encontrados em uma fazenda da cidade

Durante a ação fiscal, no mês de abril, foram encontradas 15 pessoas atuando na extração de fibras de piaçava e uma na criação de gado. Todas elas sem registro de contrato de trabalho em carteira e sem contar com as mínimas condições de dignidade para desenvolver suas atividades produtivas. Se encontravam com péssimas condições de vida, moradia e trabalho. Dentre os que atuavam na extração de piaçava, havia ainda um jovem de 14 anos. 

Parte do grupo não contava sequer com alojamento e pernoitava no meio da mata, em barracos de lona. Outros trabalhadores e o vaqueiro viviam em dois casebres de madeira, na sede da fazenda, com mínimo conforto.

Foto: Reprodução/Ministério do Trabalho

Também chamou atenção o caso de uma mulher de 52 anos, identificada pelas iniciais M. S. S., resgatada em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, depois de permanecer por quatro décadas trabalhando como doméstica em uma pensão estudantil da cidade.
A vítima contou aos Auditores que começou a trabalhar para a patroa quando tinha apenas 12 anos. Na época, ela morava numa fazenda em Ubaitaba, no sul baiano, e o pai concordou em deixar a filha seguir com a empregadora para Itabuna, onde ela residia naquela época.
Nos primeiros anos, M. S. S. ainda tinha contato com o pai, que a visitou algumas vezes, mas com a mudança da patroa para o município de Vitória da Conquista esse contato se rompeu.

Foto: Reprodução/MPT

“Com certeza, há uma subnotificação”, afirma procuradora Manuella Gedeon, coordenadora de combate ao trabalho escravo do MPT na Bahia

Segundo o Ministério do Trabalho e da Previdência, o trabalho em condições análogas à escravidão é caracterizado quando o ser humano é submetido: a trabalhos forçados; a jornada exaustiva; a condições degradantes de trabalho; a restrição da locomoção do trabalhador; a vigilância ostensiva no local de trabalho por parte do empregador ou seu preposto e a posse de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho.
Longe de ser uma página virada na nossa história, como mostram os dados e as histórias expostas acima, as condições a que os trabalhadores são submetidos em alguns locais da Bahia, trazem preocupação a procuradora Manuella Gedeon, coordenadora de combate ao trabalho escravo do MPT na Bahia.
Em entrevista ao Justiça no Interior, concedida na quarta-feira, 01, ela aponta que pode haver uma subnotificação nos casos de trabalho escravo na Bahia, uma vez que o combate é feito a partir de denúncias. “A fiscalização age através de denúncias, muito embora haja também uma busca ativa realizada pelo Ministério do Trabalho, pelo Ministério Público. Mas os casos mais comuns, as equipes se organização através de denúncias e sim, com certeza, há uma subnotificação e nem tudo chega ao nosso conhecimento, considerando a extensão do nosso estado.

Foto: Arquivo Pessoal

O trabalho de combate ao trabalho escravo é feito por meio de forças tarefas compostas por órgãos como a Comissão Estadual de Combate ao Trabalho Escravo da Bahia (Coetrae-BA), o Ministério Público do Trabalho (MPT), auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), a Defensoria Pública da União (DPU) e as Polícias Federal e Rodoviária Federal.
É uma força tarefa que é organizada a partir das denúncias para que a gente vá até o local e verifique a situação. A denúncia pode ser feita através do site www.prt5.mpt.mp.br. Pode ser sigilosa, anônima, mas é necessário que tenha as informações para a gente mobilizar a equipe e ir até o local denunciado”, afirma a procuradora.
O empregador que for encontrado explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão pode pegar uma pena de reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente, se houver violência. “Além da esfera penal, a gente busca uma responsabilização civil-trabalhista, inclusive esse é o foco do Ministério Público do Trabalho, que é ajuizar ações ou firmar Termos de Ajuste de Conduta prevendo pagamento de indenizações trabalhistas passadas, todas as verbas rescisórias, indenização por danos morais individuais, multas, etc.”, conclui Manuella Gedeon.
Por conta do trabalho do MPT, a juíza Vivianne Tanure Mateus, titular da 2ª vara do Trabalho de Salvador, bloqueou bens no valor de R$ 1 milhão para garantia das verbas rescisórias e dos danos morais a serem pagos à doméstica Madalena Silva, de 62 anos, que foi resgatada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência após trabalhar 54 anos em uma residência no município de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador.

Foto: Reprodução/TV Bahia

Durante esses anos, Madalena nunca recebeu salários nem qualquer outra forma de pagamento e foi expulsa pela filha dos patrões da casa em que morou para passar a viver à própria sorte. O caso chegou ao conhecimento do MPT pela vítima, que, instruída por populares, fez denúncia na sede do órgão no fim de dezembro de 2021.

FEIRA DE SANTANA: Unidade móvel da DPE-BA realiza atendimentos no conjunto penal

Foto: Reprodução/DPE-BA

Nesta segunda-feira, 06 e na terça, 07 de junho, a Unidade Móvel de Atendimento da Defensoria Pública da Bahia realiza o 1º Mutirão para Atendimento aos Custodiados em Regime Semi-aberto do Conjunto Penal de Feira de Santana. Os atendimentos serão das 8h às 16h30.

Nesta ação da DPE-BA, os custodiados terão direito a acessar os serviços da instituição, exceto indivíduos que já possuem advogado particular constituído nos autos. Para a defensoria, o mutirão colabora com a diminuição da superlotação carcerária na Bahia ao dar celeridade a ações que podem resultar, por exemplo, em redução da pena.

Não é necessário apresentar documentos específicos para o atendimento, exceto em casos relacionados a encaminhamento para segunda via de documentos,  em que é necessário apresentar RG, CPF e comprovante de residência. Também é recomendável que o assistido apresente os documentos relacionados à demanda específica para a qual busca atendimento.

As informações são da DPE-BA