Quarta-Feira, 22 de maio de 2024
Justiça no Interior

ILHÉUS: Presidente da OAB denuncia abordagem policial truculenta

Foto: Arquivo Pessoal

Por: Justiça no Interior

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – subseção Ilhéus, Jacson Cupertino, denunciou nesta terça-feira, 22, que ele e o advogado Reinaldo Weber teriam sido abordados de forma truculenta e sequer puderam se identificar durante uma blitz da PM Tático Ostensivo Rodoviária, nas proximidades de município de Itapé.

A ação teria acontecido na última sexta-feira, 18, quando os advogados Jacson e Reinaldo voltavam da cerimônia de posse da Diretoria da OAB-Itapetinga. O relato foi feito pelo próprio presidente da OAB Ilhéus e confirmado por ele junto a nossa equipe, inclusive com autorização para publicação.

Segundo Jacson, ele e o colega teriam sido parados pelos policiais, “que ordenaram o desembarque do veículo com as mãos na nuca, de forma que pudessem ver. Ao desembarcar do veículo, indaguei aos policiais se não iria verificar nossa documentação antes e estes, ao berros, nos mandaram calar a boca. Estranhei aquela abordagem com 4 fuzis apontados em nossas direções, mas logo percebi que era uma abordagem a dois homens negros”.

Cupertino ainda relatou que “a todo momento, diziam que não os olhassem ou falassem algo, para não piorar a situação. 
Insisti mais uma vez em me identificar, para tentar cessar aquela violência, mas só piorava o clima e a brutalidade. Aos gritos, o policial determinou que encostássemos no fundo do veículo com as mãos na nuca e dedos entrelaçados, para que um policial branco, alto e magro procedesse a revista pessoal”.

Jascon também afirmou que durante a abordagem teria tentado “olhar para o policial revistando o colega Reinaldo e vi que era uma agressão desnecessária. Reinaldo já escalado, de pernas abertas e o policial abria ainda mais, puxando-o para trás. Enquanto isso, eu estava sendo revistado por um outro policial, que aos berros gritava pra que eu não olhasse a abordagem do colega”.

“Após isto, me deixaram afastado com um terceiro policial apontando o fuzil em minha direção, enquanto o sargento e outro policial faziam a revista do veículo sem permitir o acompanhamento do dono do carro. Neste momento eu, não contrariando a ordem de calar a boca, disse que a abordagem era desnecessária porque éramos advogados, retornando da posse da diretoria de Itapetinga”.

O presidente da OAB-Ilhéus ainda afirmou que “a abordagem só parou quando disse que era filho e irmão de policiais. Então o sargento perguntou meu nome e, ao falar, este disse que conhecia meu irmão e meu pai”.

O Justiça no Interior está buscando contato com a assessoria de comunicação da Polícia Militar. Assim que for divulgado um posicionamento, daremos o espaço devido.


COMPARTILHAR