Quarta-Feira, 22 de maio de 2024
Justiça no Interior

Mais de 20% das advogadas baianas já sofreram assédio sexual no trabalho, diz OAB

Foto: Reprodução/TRF4

Uma em cada cinco advogadas baianas já sofreu assédio sexual durante o trabalho. Os dados foram colhidos na última pesquisa feita pela Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia. Segundo a pesquisa, 23,68% das advogadas ouvidas já sofreram assédio sexual no trabalho, 43,23% já presenciaram outra mulher sofrendo prática de assédio ou importunação sexual e 39,21%  já passaram por situação de assédio moral no mesmo contexto.

Os dados foram comentados pela presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-BA, Dr. Daniela Portugal, uma das autoras do estudo, em entrevista ao site Bahia Notícias.

“Uma das perguntas era se a pessoa já tinha sofrido assédio sexual. E a pergunta seguinte era se a pessoa já tinha sofrido cantadas insistentes, comentários desrespeitosos de conotação sexual, toques não consentidos… e identificamos que muitas mulheres que afirmaram nunca terem sofrido assédio sexual afirmaram já terem sido vítimas dessas situações”, destaca.

A Presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-BA acredita que o assédio sexual pode ser praticado junto ao assédio moral. No levantamento, 39,21% das advogadas afirmaram já terem sofrido assédio moral. O número é quase o dobro do que entre os homens (20,46%). Segundo Daniela, o número expressivo está relacionado a uma questão de gênero.

“O assédio moral, aquela perseguição no ambiente de trabalho, tem um componente de gênero que é muito determinante e nem sempre é visível.

As pessoas só atentam para a questão de gênero no assédio sexual, e desde o assédio moral o componente de gênero já é determinante”, alerta.
Para mudar esse cenário, a advogada destaca que é preciso que mais mulheres ocupem cargos necessários na condução desses casos. 
 

As informações são do Bahia Notícias


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