Quinta-Feira, 6 de agosto de 2026
Justiça no Interior

VITÓRIA DA CONQUISTA: MP Eleitoral pede cassação do mandato de Diogo Azevedo

imagem: Ascom/CMVC

 Parecer aponta ausência de justa causa para mudança de partido durante o mandato.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou a favor da cassação do mandato do vereador Diogo Azevedo (PSDB), de Vitória da Conquista. O parecer integra a ação que questiona a mudança de legenda do parlamentar, que deixou o União Brasil para ingressar no PSDB durante o mandato.

A manifestação ocorre antes do julgamento do caso pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Inicialmente, a Corte analisaria o processo na última segunda-feira (3). No entanto, o Tribunal retirou o caso da pauta e deve retomá-lo na próxima semana.

MP vê ausência de justa causa para desfiliação

No parecer, o Ministério Público Eleitoral afirma que Diogo Azevedo não apresentou provas suficientes para justificar a saída do União Brasil.

A defesa alegou perseguição política, discriminação pessoal e conflitos internos. Contudo, o MPE entendeu que esses argumentos, por si só, não caracterizam justa causa para a mudança de partido sem perda do mandato.

Além disso, o órgão pediu que o TRE-BA rejeite as preliminares apresentadas pela defesa.

A ação foi proposta por Alisson Roberto Seles Sá, conhecido como Alisson da Educação, primeiro suplente do União Brasil. Segundo ele, Diogo Azevedo deixou o partido fora das hipóteses previstas pela legislação eleitoral e, por isso, deve perder o mandato.

Julgamento definirá permanência na Câmara

O processo já teve decisões diferentes ao longo da tramitação. Em julho, uma liminar chegou a suspender o mandato de Diogo Azevedo e abriu caminho para a posse do suplente.

Poucos dias depois, outra decisão suspendeu os efeitos da liminar anterior. Assim, o vereador permaneceu no cargo até o julgamento do mérito.

Agora, o Pleno do TRE-BA decidirá se acompanha ou não o parecer do Ministério Público Eleitoral. Caso isso ocorra, Diogo Azevedo poderá perder o mandato por infidelidade partidária.

Ainda assim, a defesa poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), última instância da Justiça Eleitoral.

Eleito em 2024 com 6.017 votos, Diogo Azevedo tornou-se o vereador mais votado da história de Vitória da Conquista e atualmente também é pré-candidato a deputado federal pelo PSDB.


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