Quinta-Feira, 3 de junho de 2026
Justiça no Interior

VITÓRIA DA CONQUISTA: Após cinco anos, Rafael de Souza Lima é condenado a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato de Sashira Camilly

 

Imagem: Ed Santos / Acorda Cidade

 

 Julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana

Após cinco anos desde o início do processo, Rafael de Souza Lima, apontado como responsável pelo assassinato de Sashira Camilly Cunha Silva, recebeu pena de 22 anos e 5 meses em regime fechado. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana.

O julgamento iniciou na terça-feira (10) e se estendeu por aproximadamente 19 horas, encerrando-se por volta das 3h40 desta quarta-feira (11). Durante a sessão, houve a presença de grupos de defesa dos direitos das mulheres, que acompanharam o processo mesmo após sua transferência de Vitória da Conquista para Feira de Santana.

A mudança de comarca foi determinada pelo Tribunal de Justiça da Bahia devido à repercussão do caso e ao risco de comprometimento da imparcialidade dos jurados.

CASO SASHIRA 

O assassinato aconteceu em 2021, em Vitória da Conquista, e teve como principal responsável Rafael de Souza Lima, segundo apontou o Ministério Público. A investigação indicou que o crime foi planejado, com a vítima atacada por golpes de faca e estrangulamento.

De acordo com o promotor Vitor Martins, a pena aplicada refletiu a gravidade do ocorrido, evidenciada pelo conjunto de provas que demonstrou o planejamento e a execução direta do réu. Segundo a acusação, Rafael teria atraído a ex-companheira de 19 anos para uma lanchonete, adulterado sua bebida com substância que a dopou e contado com a participação de outras duas pessoas. Durante o ataque, a jovem foi morta.

Após o homicídio, o corpo foi escondido, e o carro da vítima levado para Planalto, também no Sudoeste da Bahia, numa tentativa de atrapalhar a investigação. Conforme apurado, o veículo seria vendido para remunerar os envolvidos na ação.

A juíza Márcia Simões Costa presidiu o julgamento. Os outros dois suspeitos ainda serão julgados como coautores: um está detido, e o outro responde ao processo em liberdade.

 

 


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