Quarta-Feira, 22 de maio de 2024
Justiça no Interior

Justiça manda suspender quatro advogados que acumulam 32 mil ações em Salvador

Foto: Divulgação OAB Bahia

Quatro advogados foram alvo de buscas da Polícia Civil e da Promotoria da Bahia

Em uma decisão tomada por ordem da Justiça da Bahia, o Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia suspendeu quatro advogados envolvidos na Operação Data Venia.

A medida foi estabelecida pela juíza Eduarda de Lima Vidal, da 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador, e é resultado de acusações que incluem suposta advocacia predatória, uso de documentos falsos e apropriação indébita.

Os advogados suspensos do exercício de suas atividades são Pedro Francisco Guimarães Solino, João Luiz de Lima Oliveira Júnior, Antonio Leonardo Souza Rosa e Leonardo Rodrigues Pimentel. A Justiça também decretou o bloqueio de até R$ 309 mil em bens do grupo de advogados sob suspeita.

De acordo com informações do Ministério Público da Bahia, os quatro profissionais estão associados a escritórios suspeitos de apresentarem em massa ações com pedidos similares contra indivíduos ou empresas específicas.

A investigação, que teve início após o Centro de Inteligência da Justiça Estadual da Bahia identificar movimentações suspeitas, revelou que os escritórios investigados ajuizaram milhares de ações nos últimos anos, especialmente contra um mesmo banco, totalizando mais de 32 mil processos em trâmite no Tribunal de Justiça da Bahia.

Segundo o Ministério Público estadual, entre 2020 e 2022, uma das bancas interpôs 2.653 ações contra uma instituição bancária. Durante a Operação Data Venia, diversas irregularidades foram descobertas, incluindo a proposição de ações judiciais sem o completo conhecimento das partes, ou em favor de parte autora já falecida, como se ainda estivesse viva.

A suspensão do exercício da atividade profissional dos advogados foi determinada no mesmo despacho que marcou o início da fase ostensiva da Operação Data Venia, em 24 de maio. Na ocasião, os quatro advogados foram alvos de busca pela Polícia Civil e pela Promotoria da Bahia.

Essa medida reforça a seriedade das investigações em curso e a determinação das autoridades em combater práticas ilegais que comprometem a integridade da advocacia e a confiança da sociedade no sistema judiciário.

Com informações do Correio 24 horas


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