Quarta-Feira, 12 de agosto de 2026
Justiça no Interior

TANCREDO NEVES: MPF investiga suposto desvio de R$ 1,6 milhão do Fundeb

imagem: Elielson Santos/Diário Tancredense

 Inquérito apura possíveis irregularidades na aplicação de recursos destinados à educação.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Fundeb pela Prefeitura de Presidente Tancredo Neves. A apuração envolve os exercícios de 2022 e 2024.

Segundo o MPF, dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) apontaram descumprimentos nas regras para aplicação da complementação do Valor Anual Total por Aluno (VAAT).

O procurador da República Bruno Olivo de Sales assinou a portaria que abriu a investigação. Além disso, o documento aponta um possível desvio de mais de R$ 1,6 milhão em recursos destinados à educação infantil e à infraestrutura da rede municipal.

MPF cobra plano para recompor recursos

Diante das suspeitas, o MPF deu 30 dias para o prefeito Josué Paulo dos Santos Filho, conhecido como Quinha (Avante), e a secretária de Educação, Edilene Santos, apresentarem um plano de recomposição dos valores.

Para isso, o documento deverá informar o valor exato a ser recomposto e indicar as ações orçamentárias que receberão os recursos.

Além disso, a Prefeitura deverá informar quais unidades escolares serão beneficiadas e apresentar um cronograma para execução das medidas.

O plano também deverá incluir mecanismos de transparência ativa e controle social. Dessa forma, o MPF pretende acompanhar a destinação dos valores e a execução das ações previstas.

Recursos devem financiar investimentos na educação

Os recursos da complementação do VAAT devem financiar investimentos na educação. Entre as aplicações previstas, estão obras, instalações e aquisição de equipamentos.

Por outro lado, a portaria destaca que o município não pode utilizar esses recursos para custear despesas correntes.

Agora, o inquérito deverá apurar como os valores foram utilizados e se a Prefeitura terá de recompor os recursos apontados pelo Ministério Público Federal.

Com informações do Bahia Notícias. 


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